quinta-feira, 27 de julho de 2017

Direita sem Messias: monarquia é um exemplo da falta de reflexão

A monarquia é um sistema simples de governo que tenta imitar a família.
O rei seria o pai, a rainha a mãe e os súditos os filhos.
O grande fato é que a primeira autoridade que conhecemos é a do pai e da mãe e os pais cumprem o dever de proteger e alimentar as crianças.
Importante que este formato natural é bastante eficaz para um grupo reduzido, por exemplo: o casal de gambás e sua ninhada. Toda uma nação ser governada por uma família é um desperdício e a origem de todos os vícios que conhecemos da concentração de poder: os meus filhos e parentes são mais merecedores do que os demais.
Uma família diferente que a do rei ao discordar ou sofrerá calada ou lutará para destroná-lo ou a ela procurará se integrar e muitos talentos se perder apenas por estarem sujeitos à Agenda de guerras e intrigas.
Definitivamente, uma nação não é uma ninhada de gambás.
Uma nação, embora unida por fatos e memórias comuns, é diversificada em recursos e especialistas na tradição e descoberta da melhor maneira de fazer uso destes recursos.
O sistema de governo precisa aproveitar a flexibilidade de Agenda conforme apareçam os desafios e/ou oportunidades, portanto, a função de governar deve ser exercitada por todos os grupos existentes dentro da nação.
No mais, acreditar que uma família estará mais preparada que as demais só porque frequentou as escolas gerenciadas pelos bispos é uma imensa ingenuidade.
É vital praticarmos a República , até mesmo em âmbito familiar. Claro que o pai e mãe não deixarão de ser pai e mãe, mas existem outras funções nas quais a autoridade pode ser praticada pelos filhos conforme a aptidão de cada um, mas isso é pouco experimentado porque os filhos assumiam desde muito cedo a titularidade da própria família e aos sobressaltos repetindo o modus operandi irrefletido que os país aprenderam com os avós.
República é um governo mais sofisticado que a mera consulta democrática, República é o exercício da autoridade por qualquer indivíduo disposto a exercê-la ao ser merecedor da confiança de seus pares.
República é a prática da oportunidade !

Por uma Direita sem Messias

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Direita sem Messias: Monarquia, motivação para o adultério

--- O que é adultério, pai ?
--- Pergunte para sua mãe !
--- Então, filho, a própria palavra já diz: adultério é coisa de adulto... e quando você crescer você vai entender...
A família é uma boa maneira de organização e consiste na eficiência da simplicidade de os progenitores proverem as necessidades da prole de alimentação, abrigo, defesa e herança cultural.
O maior legado de uma família é o reconhecimento precoce de uma autoridade, pois a relação entre pais e filhos é mais que o recíproco binômio (às vezes, nem tão recíproco) generosidade e gratidão.
Porém, o governo de um país implica na sucessão e a monarquia prescreve a garantia de um trono vitalício ao filho, e tradicionalmente não basta ser o primogênito, ainda precisa ser do sexo masculino.
Vale dizer que nem só de trono vive a monarquia e qualquer leve parentesco com o rei é fonte de mínimos prestígios ou privilégios que consolidam a distinção, isto é, mesmo sendo bastardo, ser filho ou irmão do monarca não é uma desonra desprezível e,quem sabe, com as artimanhas bem elaboradas a chance de galgar postos cada vez mais altos e de até vestir a coroa.
A primeira entre todas as artimanhas é a de dar um herdeiro ao rei ainda que fora do matrimônio e é aí que o adultério torna-se um efeito colateral real.
Um efeito quase sempre justificado com a urgência em se providenciar um herdeiro homem e a grande ironia é que no afã de garantir mais que um sucessor habilitado eles acabam se matando e deixando o trono novamente desprovido.
O adultério é assim pela monarquia estimulado já que só a ousadia poderá premiar as encantadoras mulheres preteridas pelas alianças políticas oficiais.
Não há expediente mais incoerente de educação que o de premiar um comportamento não recomendável...Pois é, a monarquia é um retrocesso de alto custo !
A República, neste aspecto, apresenta sua superioridade moral porque sem o instituto da hereditariedade não dá azo para que a exclusividade de governar motive a relação extra conjugal e, se caso ela continue a existir na sociedade será por motivações alheias aos assuntos de Estado.
Por uma Direita sem Messias