segunda-feira, 26 de junho de 2017

Direita sem Messias: ‘socialismo ou barbárie’ é uma ladainha monárquica

Somos ou estamos por demais distraídos e os socialistas chamam este momento de alienação.
Ainda pelos socialistas esta alienação é promovida pela mídia e pelas instituições burguesas para melhor proveito do capitalismo.
Tão óbvias são estas afirmações que elas inspiram basicamente toda a credibilidade de que goza o socialismo.
Fica faltando uma compreensão mais profunda sobre o que seja capitalismo, mas sem problema, ninguém melhor que os socilaistas para explicar porque os capitalistas querem apenas explorar o povo.
A sedução segue este padrão: mostra o belo, oferece proteção para adquirir a confiança das pessoas prejudicadas.
De fato, o que existem são a pessoa prejudicada e quem a prejudica, porém quem é a vítima ou o opressor fica ao sabor das perspectivas.
As perspectivas podem ser casas construídas na areia ou na rocha.
Por isso, todo “venha e veja” é necessário para colocar um tijolo em cima de outro e a chuva e o vento serão os juízes.
Já viu a chuva derrubar uma casa antes ? Eu já vi a enchente derrubar o templo matriz de São Luiz do Paraitinga e colocar em risco todo o casario colonial feito de taipa.
É um patrimônio arquitetônico fadado à ruína porque o urbanista que definiu a área do assentamento foi um descuidado. Manter esse patrimônio será um capricho dispendioso se tiver que ser refeito toda vez que a chuva for mais intensa.
“Errar ao planejar é planejar errar” diz uma outra ladainha muito mais proveitosa !
Como surgem e se fixam as ladainhas ?
Ao acaso ? Espontaneamente ?
Ou há um departamento de engenharia de ladainhas ?
O povo é canoro e de “delícia em delícia assim você me mata”... no afã do “ai se eu te pego” a presa é quem termina assobiando a melodia sem nunca ter a chance de sentir o doce da cana.
Todos vivem o mesmo problema: recursos escassos e prazo de validade, isto é, tudo perece e a oportunidade é uma janela cara quando não rara.
Por que ‘socialismo ou barbárie’ é uma ladainha ?
Porque qualquer coisa que se apresente como alternativa à barbarie é melhor que a barbárie !
Simples assim !
A barbárie é um quadro de desespero e pânico !
Tudo é perigoso e cada momento deverá ser o último sempre!
Quem não morre por um agressor morre de stress! Esse é o cenário da barbárie !
Todos herdamos no dna o trauma deste mundo descrito na história de Noé, ou seja,de uma sociedade que o Criador considerou por bem extirpar.
Desde o dilúvio a chuva e o vento são os juízes mais severos e implacáveis.
Por que ‘socialismo ou barbárie’ é uma ladainha monárquica ?
Porque o rei é a figura redentora neste cenário caótico.
Quando a lei é decidida pelo mais forte é um alívio quando surge alguém que desafie o perigo para lhe proteger.
A arca é o abrigo rudimentar dos que se dedicam a protegê-la e esta arca é o que ainda chamamos de família. Os 3 andares da arca nada mais são do que a esperança de o avô e os netos coexistirem por um mínimo de tempo para transmitir suas experiências.
O patriarca é o rei desta gerontocracia e prolongar seus dias passou a ser sinõnimo daquilo a que chamamos paz.
A monarquia foi uma revolução à época de Noé e desde então passou a ser um imobilismo quando os piratas passaram a usar a roupa do rei e encenarem um reino de paz apenas porque seus patriarcas (e somente os seus patriarcas - este é o ponto principal !) chegavam à idade de 3 dígitos !
“Socialismo ou barbárie” é o mesmo que dizer ‘qualquer coisa é melhor que a barbárie’ e há total verdade nesta afirmação, mas há um lapso quando se coloca o socialismo como a única coisa possível para esta qualquer coisa.
Como a experiência social deu mais lastro para a monarquia e seus simulacros, na prática, todos exercitarão a monarquia porque os piratas vestidos de rei (isso não é uma alegoria - Guilherme, o normando - é o registro mais notável deste expediente) sempre provocarão a barbárie quando seus privilégios forem ameaçados e para exemplificar nada melhor do que outras tantas célebres ladainhas:
“ruim comigo, pior sem mim”
“pra pedir silêncio eu berro e pra fazer barulho eu mesmo faço”
Piratas jovens (colecionadores de trofeus) governam navios e piratas velhos (granjeiros pachorrentos) governam ilhas, que servem de nau capitânia para seus corsários!
Além do marasmo da monarquia existe um mar de possibilidades contra as intempéries da barbárie: a República !
Está na hora de um salto radical de perspectiva para o Brasil e se for ao sabor das ladainhas que seja adotada na mesma estrofe da “ordem e progresso” a
“República ou República”
Por uma Direita sem Messias

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