quarta-feira, 28 de junho de 2017

Direita sem Messias: a simpatia pela monarquia é paternal e a antipatia pela República é impessoal

Monarquia é a extensão da família para a gestão pública !
Todos são filhos e herdeiros do governante...
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As pessoas são induzidas a sentir isso, mas o mínimo de reflexão desmonta tal falácia.
Essas concepções são entulho narrativo de histórias antigas em que a Nação era uma tribo e o patriarca cumpria, antes de a função de gestor, a de simples reprodutor!
Correto em sociedades reduzidas a preferência pelo reprodutor mais forte e saudável e pelo bem da espécie esta lei natural jamais será modificada.
Ingenuidade todos pensarem que são descendentes do mesmo progenitor (patriarca) ou progenitora (matriarca) e história e a biologia são documentos que demonstram a inconsistência desta fantasia.
Se as ciências não sustentam esta crença ainda existe a fantasia de o indivíduo de hoje ser no grande reprodutor das próximas gerações.
A todos é garantido o direito de fantasiar sobre a própria glória, mas a Nação ampla e complexa não deve estar sujeita ao governo da vaidade e do capricho.
A tecnologia permite maior oportunidade de defesa ao biologicamente desprovido e o capricho acaba por ser pulverizado entre milhões de pretensos patriarcas e matriarcas.
Resultado: movimentos concorrentes e divergentes se combinam e se recombinam de maneiras infinitas e cada ideia concebida cumprirá o seu destino de ser realizada ao somarem as circunstâncias favoráveis.
O desejo fútil de ser rei passa a ser comprimido pelas exigências da capacidade de o rei ser útil em aspectos diversos.
Ministros e delegados também serão colocados à prova ininterruptamente e exílios, êxodos e diásporas, de alívio de imediato passarão a transtornos ferozes e incontroláveis.
Torna-se vazio conquistar para distribuir e prisioneiros de guerra jamais serão colaboradores dóceis.
De conspirações em conspiradções e de sedições em sedições, os reis perderão o mandato vitalício e posteriormente a hereditariedade e novas formas de governo são experimentadas.
A República é uma marcha natural das instituições e sua preocupação deixa de ser o direito de sucessão e visa a ser a de garantir o melhor procedimento para avaliar o desempenho do gestor.
Com que autoridade você avalia o desempenho de seu pai ou de sua mãe ?
Como você lida com as imperfeições dos grandes modelos da sua vida ?
Por isso, a República é antipática e encontra a resistência das pessoas.
A monarquia, mesmo que desastrosa, sustenta as fantasias mais íntimas de cada indivíduo de ser Pai de Nações ou herdeiro do mítico Pai de Nações.
A República é impessoal e dispensa os favores de quem quer que seja !
A República é autora da frase ; aceita que doi menos.
Mesmo que impessoal e indelicada a República é mais generosa que monarquia, pois segue os critérios da justiça em vez de sucumbir aos caprichos da prole.
Em 2018 considere confirmar a República sugerida na Constituição ao reduzir os efeitos colaterais da monarquia:
  1. mandatos vitalícios - rejeite os highlanders do poder
  2. concentração de poder - rejeite os papa-tudo (pessoas que acumulam cargos)
  3. hereditariedade - rejeite os filhos de políticos carreiristas
  4. honras artificiais - rejeite os colecionadores de moções conglatulatórias e medalhinhas

Por uma Direita sem Messias

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