quarta-feira, 10 de maio de 2017

Triste fim de Joana D’Arc

Amar o próprio país e reivindicar soberania sempre foi uma ofensa ao Império Universal !
Todos os monarcas são parentes e os países e os povos não passam de brinquedos nas mãos de infantes ou de nobres caprichosos.
Os entusiasta da Monarquia devem ter consciência de que a este regime de governo é uma zona e envolvida com intrigas, guerras e o infame regicídio.
Em 100 anos de conflitos entre França e Inglaterra pela legitimidade da sucessão do trono continental uma camponesa adolescente inspirada por sua fé decide liderar o exército para coroar o herdeiro francês.
Lutou e venceu! Após coroar Carlos VII restava ainda expulsar os ingleses.
O rei recém-coroado abandonou Joana D’Arc como prisioneira aos ingleses numa batalha mal-sucedida.
O que é um rei devidamente coroado perto de uma camponesa vestida de homem ?
Os bispos queimaram Joana e a acusação mais grave que puderam levantar contra ela foi a de se vestir com roupas masculinas e usar os cabelos curtos. Como se uma armadura militar fosse uma roupa exclusivamente masculina.
Cabelos curtos e armaduras não eram os costumes femininos em 1420 pelo simples fato de raras foram as mulheres que se envolverem na linha de frente das batalhas como a distinta donzela se envolveu.
Mas o maior crime de Joana foi realmente o de dar dignidade ao seu país contra o delírio do Império Universal.
O sentimento nacionalista floresceu depois de Joana D’Arc.
O nacionalismo é perigoso porque ele desperta a soberania e a soberania é melhor assegurada com a República.
Enquanto a Monarquia expressa um poder pessoal, vitalício e hereditário a República expressa um poder impessoal com mandato por revezamento de gestores e onde houver democracia pela eleição, dando oportunidade ao povo definir suas preferências diante da diversidade de agentes e programas de governo.
Não fosse Joana uma católica analfabeta (quem se alfabetiza adquire a oportunidade de ler o Evangelho e é praticamente impossível ler o Evangelho e permanecer católico sem ser acusado de herege ou apóstata pelos bispos antes de ser ex-comungado), talvez, suas visões a inspirassem a lutar por uma Républica da França em vez de assegurar o trono a um ingrato e fútil herdeiro, mas cada um é fruto de seu ambiente e época e ela foi um archote na escuridão ao nos mostrar que o nacionalismo é o início de todas as liberdades.
300 anos depois de Joana a França inicia sua luta para implantar uma República e demais países seguem o seu exemplo e dos Estados Unidos.
Quanto aos Estados Unidos foi notável o Livro de Samuel para que os americanos rejeitassem a Monarquia após conquistar a independência.

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