terça-feira, 9 de maio de 2017

Monarquia é uma confusão !

Confesso, misturei as Marias pretendentes do trono da Inglaterra.
A soma (Maria + rainha + católica + disputa pelo trono da Inglaterra no início da Reforma Protestante) me fez embolar Maria Tudor e Maria Stuart numa Maria só.
Ajustando a distância da lupa:
Maria Sangrenta era filha de Henrique Tudor VIII e meia-irmã da rainha Elizabeth I.
Maria Decapitada era filha de Jaime V Stuart e prima da rainha Elizabeth I.
Maria Sangrenta foi a Maria I da Inglaterra e Maria Decapitada foi a Maria I da Escócia.
As duas Marias, além de serem esperanças de restauração de novas dinastias católicas (Maria Sangrenta era neta dos reis católicos da Espanha e chegou a casar com Felipe II de Espanha (filho de Carlos V, monarca do Sacro-Império Romano Germânico), foram interditadas de assumirem o trono da Inglaterra.
Depois do falecimento de Henrique VIII seu filho Eduardo VI herdou o trono como infante aos cuidados dos Regentes e governou como rei por 6 anos e faleceu ainda adolescente.
O reinado de Eduardo VI avançou a Reforma Protestante iniciada pelo seu pai e, diagnosticado com uma doença de cura difícil, não queria que sua meia-irmã católica assumisse o trono após o seu reinado caso falecesse e preparou a sucessão para sua prima Joana Grey, que era casada com o filho de seu segundo e atual regente.
Maria Sangrenta reivindicou seus direitos de sucessão e reinou por 5 anos.
Neste curto reinado de Maria Sangrenta ela queimou 280 protestantes.
Creio que os fatos explicam o seu epíteto.
Com a morte de Sangrenta, Elizabeth, também meia-irmã de Eduardo VI, assume o trono da Inglaterra e teve o seu reinado pressionado pelos católicos que reivindicavam a legitimidade de Maria da Escócia, sua prima, como rainha.
Maria Stuart, passou grande parte de sua vida como prisioneira e pela conclusão de um processo juducial fraudulento foi decapitada.
Monarquia, que bagunça !
Os monarcas são todos emaranhados em intrigas palacianas e vivem como petecas das conveniências dos cortesãos.
O país, quando desenvolve, desenvolve uma frágil soberania devido ao capricho dos matrimônios dos monarcas e do capricho da natureza com o nascimento e morte da prole real. Frequentemente, reis promovem guerras motivados por interesses puramente pessoais e a ambição de compor alianças favoráveis a um Império Universal.
A Republica, por mais nauseante que se apresente com políticos irresponsáveis, é menos perigosa quando o povo do país é suficientemente esclarecido para defender o interesse público.
Na República quando há guerras elas tendem a ser por motivos menos fúteis.
Um exemplo: Henrique VIII massacrou a Escócia porque os escoceses preferiram firmar matrimônio da recém-nascida Maria (a decapitada) com o príncipe da França em vez de firmar o matrimônio com o príncipe Eduardo da Inglaterra (ver sobre o episódio conhecido como o Rude Cortejo).
Distração é destruição quando se refere à política.Portanto, não sejam seduzidos pela Monarquia e lembrem-se sempre das advertências do Livro 1 de Samuel.
Se trocamos as bolas depois dos acontecimentos, imagina a imprecisão que tudo é no momentoem que os casamentos reais são arranjados, e o pior, ficar a mercê dos matrimônios disponíveis !
Monarquia além de anacrônica sempre é um caminho desastroso.
Política é bem mais que suspiros românticos de conto-de fadas ou de trovas sobre aventuras de capa e espada !

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