quinta-feira, 4 de maio de 2017

Maria Stuart e Joana D’Arc: dois pesos e duas medidas

Uma nasceu neta dos reis católicos da Espanha e filha do rei do Inglaterra e a outra nasceu uma camponesa.
Uma foi preparada para casar com outros reis e a outra foi inspirada ppela visão dos santos para liderar um exército com o objetivo de coroar o rei da França num dos momentos mais frágeis do país.
Ambas foram devotas fidelíssimas ao catolicismo, mas uma delas foi queimada pelos bispos sob a acusação de feitiçaria.
Aproximadamente 150 anos separam a vida destas duas mulheres valorosas !
A comparação que faço entre elas não é para verificar quem é mais beata porque isso é uma coisa impossível de se comparar. É importante o paralelo destas vidas para expor que os bispos se dedicam mais aos próprios interesses do que a dar o melhor testemunho sobre a religião.
Os bispos nunca cuidaram da religião pela religião, mas promoveram a idolatria para usar o povo como escudo para seus projetos de colonização.
Essas mulheres sofreram muito para manter o conforto e o prestígio dos príncipes eclesiásticos: uma decapitada depois de 20 anos de prisão e sem alguma mobilização efetiva de resgate e a outra foi queimada porque tinha o talento de ouvir e ver os santos.
Joana, a camponesa, quase foi apagada da história; mas o povo reavivou seus grandes feitos com o movimento nacionalista recente.
Maria, a rainha, nunca foi esquecida !
O talento brasileiro homenageou a rainha com a ópera “Maria Tudor” de Carlos Gomes e a camponesa com o livro “A Vida de Joana D’Arc” de Érico Veríssimo.
Devido à aclamação popular restou ao Vaticano canonizar Joana D’Arc em 1920 e denominá-la como Padroeira da França, mas Maria Stuart foi multiplicada em várias Marias ao redor do mundo para desenvolver o Império Universal (Católico significa Universal).

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