sexta-feira, 5 de maio de 2017

Fátima, a resplandecente moçárabe

Em 2017 são comemorados 100 anos da aparição de Santa Maria no vilarejo de Fátima na região central de Portugal, em Ourém, Santarém.
O vilarejo recebeu o nome de Fátima por causa de um senhor apaixonado que presenteou uma moura com uma considerável fazenda.
Fátima é um nome comum entre as muçulmanas porque Fátima era o nome da filha mais célebre de Maomé.
A filha de Maomé é o ideal de mulher muçulmana pela dedicação ao Islã e por ser uma esposa exemplar. Embora a tradição árabe permitisse a poligamia, seu marido manteve um matrimônio monogâmico com ela.
Do apreço à filha do profeta Maomé surge o movimento fatimista para elogiar as suas virtudes e preservar a sua memória. Seus admiradores se referiam à Fátima como a Resplandecente.
No grande período de dominação árabe na penísula ibérica houve uma fusão de culturas entre cristãos e muçulmanos que foi conhecida como cultura moçárabe.
Os cristãos (um dos povos do Livro) eram aceitos pelos muçulmanos pacificamente e seus templos eram respeitados desde que não fizessem proselitismo (campanha de conversão de fieis).
A maior parte do atual território português permaneceu moçárabe até a a conclusão da Reconquista Católica sobre Al-Andalus.
A Reconquista territorial é frágil se não houver uma Reconquista cultural e religiosa.
Catolizou-se o nome Fátima !
No processo de colonização os bispos investiram na inculturação (misturar aspectos da cultura do vencedor para apagar a cultura do derrotado).

Nenhum comentário: