domingo, 28 de maio de 2017

Manual do Impossível: a semente de mostarda

Num mundo de recursos finitos todo ser é uma ameaça a outro, quer queira quer não !
Não tarda para você ser percebido e perceber que todos se relacionam entre si como concorrentes ou divergentes, portanto, os conflitos podem ser adiados mas nunca evitados.
Nossa escolha deve ser reduzir o alcance e o impacto destes conflitos que muitas vezes herdamos.
Nesta cultura de guerra somos educados como instrumentos para a vitória de algum partido e o serviremos de maneira alienada e involuntariamente ou voluntariamente e decididos.
A confusão que existe no mundo é uma violência com o objetivo dissimulado e eficiente de que os frutos da violência produzirão violência como legítima defesa.
A revolução proposta pelo Evangelho é a de conhecer a verdade pois só ela é capaz de libertar da condição vil de mero instrumento dos caprichos de terceiros com o devido cuidado de não alimentar nossos carpichos.
Ao adotarmos a perspectiva de realizar a vontade de Deus estamos anulando todos os caprichosos, inclusive a conveniência de também sermos.
O Evangelho é severo não pelo expediente estéril de impor restrições, mas para garantir a justiça para que todos usufruam de generosidade infinita do Criador.
O mundo físico apresenta este desafio: a generosidade do Criador é infinita porém os recursos materiais são finitos.
O que nos mostra que a partilha não é de objetos, mas de oportunidades aos interessados.
Tudo começa pela identificação do seu tesouro porque onde estiver o seu tesouro lá também estará o seu coração. Mateus 6
Dado este passo os resultados acontecerão como a chuva que cai sobre justos e injustos, embora não seja no dia e hora de nossos caprichos. Mateus 5
Peça e lhe será dado;
Procure e encontrará;
Bata e a porta das realizações será aberta !
Venha e veja !
Jesus é o Mestre da aproximação e do contato...
Há algo de quântico nestas lições ! Pois a simples presença do observador altera o comportamento dos fenômenos observados e a revolução é um efeito certo mesmo que inesperada.
Nada permanecerá oculto e tudo que for edificado na areia desabará com o vento e as inundações.
A chuva cai para justos e injustos, mas servirá de benção apenas para quem teve a prudência de edificar a sua casa sobre a rocha.
Está guardado na menor das sementes a profecia das maiores árvores.
Toda profecia nada mais é do que a recorrente confirmação da Lei e os profetas nada mais do que leitores, com o compromisso de eleitos que são, a divulgá-la para abreviar os dias de dores.
Da mais pequena semente á maior entre as árvores a oferecer lenha para a construção da arca a nos abrigar da implacável inundação e nos oferecer novos sítios anunciados em novos ramos de oliveira no bico de uma pomba.
Para identificar nosso tesouro deveremos revirar a arca!
O Manual do Impossível nos mostra como poderemos ser bem sucedidos nesta tarefa !

sábado, 27 de maio de 2017

Evangelho: manual do impossível

“Tenha a fé do tamanho de uma semente de mostarda e nada lhe será impossível” é a promessa anunciada em Mateus 17:20.
O grande realizador Salomão já afirmava que não há nada de novo debaixo do sol...
Adotando as duas frases como verdadeiras podemos considerar que as limitações são artificiais.
Realizar depende dos meios disponíveis e estarão cada vez mais disponíveis quando percebidos e quando percebidos darão resultados se utilizados.
A sorte de resultados é distribuídas nestas etapas:
1) há os que realizam
2) há os que percebem os meios, mas são desmotivados a usá-los
3) há os que utilizam os meios, muitas vezes, para impedir a realização.
Somos tentados a pensar que tudo seria mais fácil se não houvesse divergências e dedicaríamos menos energia se não houvesse concorrências,no entanto, é necessário compreender que se não houvesse divergências ou concorrências já teríamos esgotado os recursos finitos que herdamos do Criador.
A facilidade contém o germe do desperdício e o desperdício é fruto da confusão.
Entre o possível e o impossível existe apenas o abismo do método, isto é, da mente como um instrumento.
A mente é um instrumento extraordinário apenas se o coração permitir, porque tudo o que realizarmos abençoará nossos inimigos.
Somos todos Jonas...
Você realizará se perceber os meios disponíveis e os utilizará se esperar deles algum resultado.
Nosso Jonas interior, ciente dos bons resultados, lamenta que os nossos inimigos sejam abençoados com nossos esforços...
Ainda bem que a graça de Deus é infinita !
Vejamos:
Peça e lhe será dado...
isto é, deseja algum resultado ?
Procure e encontrará...
isto é, selecione ferramentas !
Bata e a porta se abrirá...
isto é, as oportunidades estão esperando por você !
Se é tão simples por que sempre ficamos confusos ?
Porque somos todos Jonas e desejamos mais o naufrágio que a redenção de Nínive.
Existe miséria maior do que esta ?
Quando o rancor não for mais a nossa prioridade a confusão deixará de existir.
...
Liberdade é algo além das necessidades.
Sobre nossas necessidades o Criador seria menos generoso conosco do que é com os pássaros ou com os lírios do campo ?
A decisão é nossa e é essa a hora da verdade, quando estamos diante do livre arbítrio: ou você fica aquém do Mar Vermelho ou você desafia o deserto para ultrapassar o Rio Jordão.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

A Boa Nova e a revolução aristotélica

O que há de novo na Boa Nova ?
Jesus é judeu de nascimento e grego por cultura.
Não estranhe, porque somos brasileiros de nascimento e britânicos por cultura !
A Galileia é próxima do litoral mediterrâneo e às portas dos portos de Tiro e Sidom, diante do arquipélago heleno.
Jesus viveu numa época altamente helenizada depois das conquistas de Alexandre Magno, o macedônio, e Alexandre foi pupilo de Aristóteles.
Portanto, se há algo de novo na Boa Nova que justifique sua adjetivação, podemos deduzir que seja a compreensão e disposição aristotélica do mundo.
Aristóteles pretendia que o conhecimento fosse amplamente divulgado e isso recebeu queixas do conquistador Alexandre que percebia ser o conhecimento a sua maior vantagem competitiva.
Resultado: ao divulgar o conhecimento, inevitavelmente, surgiriam talentos páreos ou capazes de superar Alexandre.
Um exemplo recente, mas já não tão recente: o Novum Organum de Francis Bacon está para o Organon de Aristóteles o que o ‘venha e veja’ de Jesus está para o ‘não há nada de novo debaixo do sol’ de Salomão e a irreverência do carpinteiro atrevido ao afirmar que Deus vestia os lírios do campo com maior esplendor do que o rei algum dia houvesse tido a oportunidade de se vestir.
A glória dos homens é fugaz e ser superado em destreza e prestígio por outros é uma lei divina irrevogável.
Os hebreus herdaram dos caldeus grandes conhecimentos matemáticos e com estes assimilaram com maior facilidade tantos outros na estadia no Egito.
A cultura hebraica (e consequente poder) é uma fusão dos dois maiores impérios do Crescente Fértil.
Após estar sujeito a várias opressões, os filhos de Abraão aprenderam a esconder conhecimentos para manter vantagens competitivas.
Ao lermos os Evangelhos é notório que grande parte da preocupação dos fariseus era manter o conhecimento das Escrituras como um privilégio para os judeus em detrimento até dos hebreus e como privilégio para os sacerdotes em detrimento até dos judeus, criando círculos concêntricos de favorecidos conforme a conveniência dos “bem-nascidos” detentores da chave do cofre ou da “Arca da Aliança”.
Jesus desastrosamente afrontava tal mesquinharia.
Talvez, o maior crime de Jesus foi o de divulgar o que os fariseus quisessem esconder: tecnologia (tekné) nas mais diversas áreas desenvolvidas pelo pensamento abstrato inspirado no Deus único e invisível.
Talvez, também foi este o crime de vários profetas que antecederam Jesus, ao ousarem afirmar que a salvação já não seria mais uma exclusividade para os judeus.
Compartilhar o conhecimento sempre abalou os pés de barro da idolatria e de su grandes sacrílegos.
Se Alexandre hesitou diante das recomendações de Aristóteles porque pretendia conquistar e conquistou o mundo pela espada, Jesus conquistou um mundo maior e por muito mais tempo ao praticar com alegria a generosidade do sábio macedônio.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Virgem (Koré) Maria rogai por nós na hora de nossa morte (Perséfone), Amém

Conhecemos a estratégia de violência do Imperio Universal (católico significa universal) de sincretizar as religiões e mitos antigos.
Primeiro intimida com guerras para silenciar as tradições dos povos dominados e depois mistura os resíduos das narativas com a inculturação.
A reza da Ave Maria é clara neste sincretismo e mistura numa tacada só a intrigante narrativa da moça judia progenitora de Jesus com Ísis, a deusa egípcia, e com Perséfone a virgem mais bela da mitologia grega.
Perséfone era tão linda que despertou a paixão de vários deuses, mas sua mãe Deméter rejeitava todos os pretendentes.
Um belo dia, Hades, o deus do subterrâneo, também conhecido como inferno, a rapta e leva a virgem para desposá-la em seu reino (mas sua virgindade foi violada por Zeus que teria assumido a forma de serpente para alcançar tal objetivo).
Sua mãe desconsolada deixou de produzir os alimentos, já que era a deusa da agricultura.
Um acordo permitiu que Perséfone regressasse para alegrar a mãe e seu regresso tornava-se a primavera e o verão e sua partida, ao entristecer a mãe, tornava-se o outono e inverno.
Como Rainha do subterrâneo passou a auxiliar seu esposo em seu reinado e passou a interceder pelos mortais no momento da morte e sua devoção ficou cada vez mais forte durante os funerais.
Os gregos ofereciam preces e sacrifícios para Perséfone para que o defunto merecesse suas atenções e para que suas solicitações fossem atendidas.
O cristão acredita que a invocação à virgem se refere a imaculada conceição do Messias pela menina judia, mas não é apenas isso, a invocação à virgem possui uma ligação direta com a Koré (que significa virgem) o nome de Perséfone antes do rapto pelo o deus do mundo subterrâneo e sua disposição intercessora pelos mortos como Rainha do subterrâneo encerra a oração da Ave Maria.
O catolicismo permanece pagão nas suas atividades mais frequentes e deixa Jesus numa posição de coadjuvante. Basta ver que o rosário apresenta uma proporção de 10 vãs repetições à Virgem para uma vã repetição para Jesus. (sobre vãs repetições ler Mateus 6)
A curta reza da Ave Maria apresenta três versículos do Evangelho em que o anjo Gabriel a cumprimenta antes da anunciação e lhe instrui sobre o nome da criança e quando encontra com sua prima Isabel, mãe de João Batista.
Lucas 1:28
E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.
E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
Isabel, que era estéril, recebe Maria, a virgem; no momento ambas grávidas, com a saudação:
Lucas 1:42
E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo. E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre.
Ave Maria cheia de graça
O Senhor é convosco
Bendito é o fruto de vosso ventre Jesus
Metade da prece dirigida à Maria é uma referência direta ao Evangelho
A outra metade é uma referência híbrida à duesa grega Perséfone e a deusa egípcia Ísis
Santa Maria, mãe de Deus,
Rogai por nós pecadores
Agora e na hora de nossa morte
Perséfone, anteriormente a virgem mais graciosa e posteriormentea rainha dos subterrâneos que intercede pelos mortais e mãe do primeiro nascimento do deus Dionísio (Dionísio significa ‘nasceu duas vezes).
Mãe de deus não só identifica Perséfone como também identifica Ísis a mãe do deus egípcio Hórus e também protetora dos mortos.
Maria de Nazaré é uma simples moça que teve a maior graça do mundo ao conceber o Messias mas nem por isso se tronou Rainha.
Além de toda Tanakh rejeitar a idolatria Jesus nos ensina que nenhum servo é maior que seu Senhor e nenhum discípulo é maior que seu Mestre. João 15:20
O Rosário ofende a Jesus e ao Evangelho e a prece da Ave Maria adora outros ídolos e contraria os estatutos do Deus único e Invisível. Deuteronômio 5:7 e 6:14

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Rosário e Lourdes para domesticar a França

O que são 300 anos ?
O que são 150 anos ?
O que são 100 anos ?
Em 2017 os devotos de Maria festejam 300 anos da aparição de Aparecida no Brasil, 159 anos da aparição de Lourdes na França e de 100 anos da aparição de Fátima em Portugal.
A cidade de Lourdes se localiza na Occitânia, uma região do sul da França que possuia características linguístas diversas do francês do norte e cultivavam um cristianismo com doutrinas diferentes. O Vaticano perseguiu e massacrou o povo sob a acusação de heresia.
Tudo é colonização e o primeiro alvo é a diversidade religiosa ou cultural.
Os cátaros, os devotos do cristianismo peculiar da Occitânia, foram massacrados em várias cruzadas e os occitanos são desmotivados pela educação oficial a preservar a sua langue d’oc (se você pensa que as cruzadas foram empreendidas somente contra os muçulmanos).
As cruzadas nunca promoveram a devoção a Jesus. As cruzadas protegiam os interesses do Vaticano.
Rosário e Lourdes estão para os occitanos o que Fátima está para o moçárabes de Portugal, isto é, uma estratégia para realçar a devoção à Maria para diluir a identidade regional e evitar possíveis reavivamentos.
Domigos de Gusmão, monge castelhano que deu início à Ordem dos Dominicanos, foi um dos proeminentes missionários na Occitânia para converter os cátaros nos início de 1200.
Depois de um certo desalento e jejum prolongado alegou ter visto Maria e ela o instruiu a implantar a prática de rezar o rosário. Interessante é que para unir a doutrina cristã o rosário propõe 10 repetição da reza da Ave Maria e para 1 reza do Pai Nosso (em que pese a recomendação de Jesus para evitar as vãs repetições dos gentios, já que havia disposição para praticar vãs repetições elas deveriam dirigidas à divindade de maior importância. O Pai Nosso não só é o modelo de oração textualmente registrado no Evangelho como também é o contato direto entre o Messias e Deus). Mateus 6.
O objetivo dos barões do norte era o de anexar a Occitânia à França e manter autoridade sobre o acesso ao Mar Mediterrâneo.
Ainda na costa mediterrânea, 100 anos mais tarde, houve um cisma no Vaticano que durou outros 100 anos.
Avignon era o lugar em que os papas costumavam passar as férias (Vale do Ródano e próximo de Nice e Marselha). Um papa decidiu lá permanecer definitivamente e foi seguido pelos demais papas. A sede do Vaticano, na prática, deixou de ser Roma.
Os bispos de Roma se cansaram e nomearam outro papa que excomungou o papa de Avignon. O imbroglio se prolongou tanto que a cidade de Pisa (Itália) resolveu nomear um terceiro papa, que por sua vez, excomungou os outros dois.
Em 1431 quando Joana d’ Arc foi queimada havia sido restabelecida a unidade papal de Roma há apenas 14 anos.
Rebelde Occitânia, instável França e escaldada Roma.
Em 1517 (100 anos depois da reunificação do papado ocidental de inquisição de Joana D’Arc) irrompe no norte a Reforma Protestante, que é adotada por grandes cidades e francófona Genebra, no Vale do Ródano torna-se uma grande entusiasta do protestantismo.
O Canal do Midi foi concluído em 1681 (164 anos depois da Reforma Protestante e 250 depois da fogueira de Joana D’Arc) não pôde ficar fora da supervisão de Roma.
Ligar o norte inovador e o sul rebelde na efervescência protestante não deixaria de ser um grande barril de pólvora. (Genebra + Vale do Ródano + Avignon + Occitânia + o Vale do Garone + Mar do Norte).
O Iluminismo francês se consolidou com as publicações da Enciclopédia entre 1751-1772) em menos de 100 anos depois da contrução do Canal do Midi.
Maria aparece em Lourdes em 1858 (100 anos depois da Enciclopédia Iluminista e 1 ano depois que o professor Rivail publicou o Livro dos Espíritos sob o pseudônimo de Allan Kardec).
Allan Kardec (nome de uma encarnação gaulesa passada do professor Rivail) foi aluno de Pestalozzi, um pedagogo suiço muito influenciado por Rousseau.
Fortes elementos para um orgulho nacional francês a ameaçar o domínio do Império Universal (católico quer dizer universal).
As aparições de Maria formam um curioso instrumento de poder do Vaticano.
O Vaticano se tivesse o objetivo de evangelizar não existiria como Estado.
Maria é a rainha consorte de um rei celibatário !

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Triste fim de Joana D’Arc

Amar o próprio país e reivindicar soberania sempre foi uma ofensa ao Império Universal !
Todos os monarcas são parentes e os países e os povos não passam de brinquedos nas mãos de infantes ou de nobres caprichosos.
Os entusiasta da Monarquia devem ter consciência de que a este regime de governo é uma zona e envolvida com intrigas, guerras e o infame regicídio.
Em 100 anos de conflitos entre França e Inglaterra pela legitimidade da sucessão do trono continental uma camponesa adolescente inspirada por sua fé decide liderar o exército para coroar o herdeiro francês.
Lutou e venceu! Após coroar Carlos VII restava ainda expulsar os ingleses.
O rei recém-coroado abandonou Joana D’Arc como prisioneira aos ingleses numa batalha mal-sucedida.
O que é um rei devidamente coroado perto de uma camponesa vestida de homem ?
Os bispos queimaram Joana e a acusação mais grave que puderam levantar contra ela foi a de se vestir com roupas masculinas e usar os cabelos curtos. Como se uma armadura militar fosse uma roupa exclusivamente masculina.
Cabelos curtos e armaduras não eram os costumes femininos em 1420 pelo simples fato de raras foram as mulheres que se envolverem na linha de frente das batalhas como a distinta donzela se envolveu.
Mas o maior crime de Joana foi realmente o de dar dignidade ao seu país contra o delírio do Império Universal.
O sentimento nacionalista floresceu depois de Joana D’Arc.
O nacionalismo é perigoso porque ele desperta a soberania e a soberania é melhor assegurada com a República.
Enquanto a Monarquia expressa um poder pessoal, vitalício e hereditário a República expressa um poder impessoal com mandato por revezamento de gestores e onde houver democracia pela eleição, dando oportunidade ao povo definir suas preferências diante da diversidade de agentes e programas de governo.
Não fosse Joana uma católica analfabeta (quem se alfabetiza adquire a oportunidade de ler o Evangelho e é praticamente impossível ler o Evangelho e permanecer católico sem ser acusado de herege ou apóstata pelos bispos antes de ser ex-comungado), talvez, suas visões a inspirassem a lutar por uma Républica da França em vez de assegurar o trono a um ingrato e fútil herdeiro, mas cada um é fruto de seu ambiente e época e ela foi um archote na escuridão ao nos mostrar que o nacionalismo é o início de todas as liberdades.
300 anos depois de Joana a França inicia sua luta para implantar uma República e demais países seguem o seu exemplo e dos Estados Unidos.
Quanto aos Estados Unidos foi notável o Livro de Samuel para que os americanos rejeitassem a Monarquia após conquistar a independência.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Monarquia é uma confusão !

Confesso, misturei as Marias pretendentes do trono da Inglaterra.
A soma (Maria + rainha + católica + disputa pelo trono da Inglaterra no início da Reforma Protestante) me fez embolar Maria Tudor e Maria Stuart numa Maria só.
Ajustando a distância da lupa:
Maria Sangrenta era filha de Henrique Tudor VIII e meia-irmã da rainha Elizabeth I.
Maria Decapitada era filha de Jaime V Stuart e prima da rainha Elizabeth I.
Maria Sangrenta foi a Maria I da Inglaterra e Maria Decapitada foi a Maria I da Escócia.
As duas Marias, além de serem esperanças de restauração de novas dinastias católicas (Maria Sangrenta era neta dos reis católicos da Espanha e chegou a casar com Felipe II de Espanha (filho de Carlos V, monarca do Sacro-Império Romano Germânico), foram interditadas de assumirem o trono da Inglaterra.
Depois do falecimento de Henrique VIII seu filho Eduardo VI herdou o trono como infante aos cuidados dos Regentes e governou como rei por 6 anos e faleceu ainda adolescente.
O reinado de Eduardo VI avançou a Reforma Protestante iniciada pelo seu pai e, diagnosticado com uma doença de cura difícil, não queria que sua meia-irmã católica assumisse o trono após o seu reinado caso falecesse e preparou a sucessão para sua prima Joana Grey, que era casada com o filho de seu segundo e atual regente.
Maria Sangrenta reivindicou seus direitos de sucessão e reinou por 5 anos.
Neste curto reinado de Maria Sangrenta ela queimou 280 protestantes.
Creio que os fatos explicam o seu epíteto.
Com a morte de Sangrenta, Elizabeth, também meia-irmã de Eduardo VI, assume o trono da Inglaterra e teve o seu reinado pressionado pelos católicos que reivindicavam a legitimidade de Maria da Escócia, sua prima, como rainha.
Maria Stuart, passou grande parte de sua vida como prisioneira e pela conclusão de um processo juducial fraudulento foi decapitada.
Monarquia, que bagunça !
Os monarcas são todos emaranhados em intrigas palacianas e vivem como petecas das conveniências dos cortesãos.
O país, quando desenvolve, desenvolve uma frágil soberania devido ao capricho dos matrimônios dos monarcas e do capricho da natureza com o nascimento e morte da prole real. Frequentemente, reis promovem guerras motivados por interesses puramente pessoais e a ambição de compor alianças favoráveis a um Império Universal.
A Republica, por mais nauseante que se apresente com políticos irresponsáveis, é menos perigosa quando o povo do país é suficientemente esclarecido para defender o interesse público.
Na República quando há guerras elas tendem a ser por motivos menos fúteis.
Um exemplo: Henrique VIII massacrou a Escócia porque os escoceses preferiram firmar matrimônio da recém-nascida Maria (a decapitada) com o príncipe da França em vez de firmar o matrimônio com o príncipe Eduardo da Inglaterra (ver sobre o episódio conhecido como o Rude Cortejo).
Distração é destruição quando se refere à política.Portanto, não sejam seduzidos pela Monarquia e lembrem-se sempre das advertências do Livro 1 de Samuel.
Se trocamos as bolas depois dos acontecimentos, imagina a imprecisão que tudo é no momentoem que os casamentos reais são arranjados, e o pior, ficar a mercê dos matrimônios disponíveis !
Monarquia além de anacrônica sempre é um caminho desastroso.
Política é bem mais que suspiros românticos de conto-de fadas ou de trovas sobre aventuras de capa e espada !

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Mater Dolorosa, bem aventurados os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram

É natural que uma mãe chore a morte de um filho.
É natural que amigas chorem a morte de um amigo.
É natural que justos chorem a morte de um inocente.
É natural que as discípulas chorem a morte do Mestre.
De tão natural que pouco há para escrever sobre uma dor indescritível.
Dos 4 Evangelhos canônicos apenas João menciona nominalmente a mãe de Jesus no momento da crucificação e a solicitação do Mestre para que o evangelista (se entendermos o evangelista como o discípulo amado) a ampare depois de seu sacrifício e ascensão.
...
João 19:25, 26, 27 Maria mãe de Jesus, Maria mulher de Clopas (tia de Jesus) e a Maria Madalena
Mateus 27: 55, 56 e 61 Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e de José e a mãe dos filhos de Zebedeu
Marcos 15: 40 e 47 Maria Madalena, Maria mãe de Tiago (o menor) e José e a Salomé
Lucas 23: 49 e 55, 56 mulheres que seguiam Jesus desde a Galileia
...
A missão de Maria de Nazaré foi a de gerar e educar Jesus.
É pesaroso para uma mulher conceber, nutrir e educar uma criança com a morte decretada. Assim acontece com todas as mulheres que vivem em tempos de guerra: coagidas a procriar para ampliar os exércitos.
Se a guerra é notoriamente um desperdício de vidas, quem mais possui consciência disso são as mães.
Maria de Nazaré era uma mulher comum e mãe de um filho incomum.
Em João, Maria de Nazaré é a carinhosa mãe de todos os órfãos da guerra. Mãe que sofre um luto imposto pela ignomínia dos sacerdotes incapazes de reconhecer o Messias.
Segundo o Evangelho, Maria não operou milagres. Talvez, num ambiente de víboras vaidosas, ser uma pessoa comum seja o maior de todos os milagres.
A dor desperta empatia e comoção na maioria das pessoas e as representações da Mater Dolorosa nos enche de compaixão, porém o Evangelho é um instrumento para nos unir pela verdade para promovermos a liberdade e a zoé em abundância.
Compreender a dor é necessário, no entanto, é um desperdício idolatrá-la porque ela nos assola o tempo todo.
Sendo que fomos agraciados com 4 Evangelhos canônicos é prudente lê-los paralelamente e em comparação para desenvolvermos a apreciação global dos acontecimentos e a especificidade de cada um deles.
Também é inevitável denunciarmos o abuso dos sacerdotes sobre a fé dos que não possuem o hábito da leitura.



domingo, 7 de maio de 2017

Imaculada Conceição: omissão e controvérsias nos Evangelhos

Há Evangelhos canonizados e outros considerados apócrifos.
Entre os canonizados Marcos e João nada registram sobre a Imaculada Conceição. Eles iniciam com João Batista no Rio Jordão convidando a todos ao arrependimento e batizando.
Dos canonizados Mateus é o mais lacônico quanto ao fascinante tema da Imaculada Conceição e Lucas é o mais extenso e detalhista.
Portanto, os quadros que compõem nossos tradicionais presépios natalinos estão descritos em 2 dos 4 Evangelhos. A omissão em metade dos livros canonizados indica uma certa irrelevância do assunto, ou, ao menos, indiferença já que fatos mais importantes da vida de Jesus, seus ensinamentos, são relatados em todos os Evangelhos sem controvérsias.
Em Mateus, que além de evangelista é um dos 12 apóstolos, o econômico relato sobre a Imaculada Conceição é predominada pela hesitação de José em receber Maria como esposa depois de saber de sua milagrosa gravidez.
O anjo nos sonhos de José o acalmou ao rememorá-lo da profecia de que Emanuel, Deus Conosco, seria o filho de uma virgem. José ao desposá-la não tocou em Maria até que Jesus nascesse.
O relato sobre a visita dos Reis Magos, o massacre dos inocentes e a fuga imediata para o Egito é exclusividade do Evangelho de Mateus.
O Evangelho de Lucas além de acrescentar a gravidez da estéril Isabel e o nascimento de João Batista, descreve todo o diálogo entre o anjo Gabriel e Maria, o detalhe da manjedoura para ser sinal para a adoração dos pastores e a apresentação de Jesus como primogênito em Jerusalém com a comoção e reverência do velho Simeão e da profetisa Ana( bem-aventurados a quem fora prometido testemunhar o nascimento do Messias).
A seguir, Lucas relata que em todos os anos a Sagrada Família costumava festejar a Páscoa
em Jerusalém (controvérsia direta com a fuga para o Egito e permanência no exílio até a morte de Herodes) e o episódio de Jesus com 12 anos de idade discutindo as Escrituras com os doutores.
Apesar de as narrativas sobre a Imacula Conceição serem maravilhosas, justificarem a profecia sobre a gravidez da virgem e o testemunho de que para Deus nada é impossível elas são as partes mais frágeis do Evangelho dada às controvérsias dos evangelistas que as relatam e pelas omissões dos demais. Mateus 1 e 2; Lucas 1 e 2; João { }; Marcos { }
Uma leitura atenta aos Evangelhos permite perceber que a devoção à Maria é uma idolatria e um artifício dos sacerdotes para que os pagãos continuassem o seu culto à Ísis ou outras divindades ancestrais femininas dentro do contexto evangélico, ou seja, é um sincretismo desrespeitoso com as deusas pagãs e um disparate com a Boa Nova.
A bem-aventurança de Maria e de Isabel provém da obediência e zelo pelos mandamentos da Torá e elas nunca ostentaram a magnificência de rainhas ou exibiram poderes extraordinários.
Rainha do Ceu e atributos milagrosos são distorções da inculturação dos devotos de Ísis e propaganda da monarquia como instituição sagrada.
Aos devotos de Ísis desejo felicidade e aos discípulos de Jesus eu desejo a verdade.
Fantasia por fantasia prefiro considerar que a Imaculada Conceição seja um eufemismo para estupro. Isso não é nada absurdo considerar se lembrarmos que a região da Síria sempre sofreu os horrores da guerra.
José foi designado (talvez discretamente) para amparar uma adolescente estuprada para evitar a sua desonra social e proteger a criança do flagelo.
Raciocínio nada impossível de ocorrer para pastores de ovelhas experientes no aperfeiçaomento do plantel. O gênes de um romano selecionado pelo ofício militar com uma garota bonita (Sara, Rebeca e Ester são descritas como belíssimas) não deve ser desprezado.
Para quem ousa afirmar que há uma cultura de estupro em sociedades pacíficas não é absurdo imaginar a violência e humilhações gratuitas em áreas de conflitos e a solidariedade entre as vítimas.
Espírito Santo pode ser o nome dado à inteligência que sempre inspirou os eleitos.

sábado, 6 de maio de 2017

Aparecida, Fátima, Lourdes...: alguns dos 10 mil nomes da Ísis Maçônica

Ísis é a maior rainha do Egito e modelo para todas as rainhas para uma infinda legião de súditos de geração em geração !
Não é para menos, a imaginação dos sacerdotes egípcios concebeu uma mulher bela, com poderes mágicos, esposa apaixonada e fiel até na viuvez.
Generosa, adotou e criou o sobrinho rejeitado pelos pais, que por sinal, era filho da irmã gêmea que seduziu seu marido e do compadre que o assaninou.
Rainha eterna, foi mãe e mestra do príncipe eterno.
A Maria de Nazaré original era uma adolescente escolhida por Deus para gerar seu Filho por apresentar um coração puro, ou seja, sua virtude não é heroica como a de Ísis. A jovem de Nazaré é encantadora pela simplicidade e sinceridade na obediência ao Deus Invisível.
Maria de Nazaré nunca foi nem pretendeu ser rainha de nada e seu Filho renunciou a todos os tronos.
O culto à Regina Célia (Rainha dos Ceus) iniciado pelo Papa Gregório I, ao que parece, não corresponde à Maria de Nazaré. O luxo faraônico do Vaticano, por si só, já demonstra isso !
O catolicismo sempre adorou Ísis ser fazer menção direta ao nome mais famoso da deusa de 10 mil nomes.
A Sagrada Família também é uma alusão mais à família mitológica egípcia (Hórus, Ísis e Osíris) do que aos beatos Jesus, Maria e José.
Neste aspecto, a Maçonaria, apesar de ser cheia de segredinhos, é mais honesta que os bispos católicos.
O mais interessante é que os lugares de aparição de Santa Maria são lugares economicamente apreciáveis ou promissores.
Aparecida, próxima da maçônica e portuária Paraty, no Brasil, no auge do ciclo do ouro.
Lourdes, no centro da região ocitana da França por onde passa o Canal do Midi, obra de engenharia que liga o Golfo de Lion nas adjacências dos portos de Marselha e Barcelona, ao Oceano Atlântico na região de Bordeaux. Atrativo por substituir a navegação no contorno da penísula ibérica e por não depender da possessão inglesa de Gibraltar.
Fátima, no centro de Portugal e próxima da também notavelmente maçônica e litorânea Óbidos. Catolizar o nome de Fátima foi um ótimo expediente para desmobilizar algum reavivamento moçárabe.
A disseminação do culto à Ísis pelas aparições da Rainha dos Ceus promovidas pelo Vaticano possui interesses específicos em cada tempo e local, porém concilia o imediatismo econômico vinculado ao transporte marítimo à permanente veneração dissimulada da mitologia egípcia, afirmando ser esta a religião oficial do Império Universal (católico quer dizer universal).
Seja onde for, os santuários marianos são ótimos observatórios e possuem apelo para receber todos os projetos de infraestrutura devido ao fluxo de mercadorias e pessoas. Lembremos que uma estação em Aparecida foi um imperativo no projeto do trem-bala que ligaria as metrópoles de Rio e São Paulo.
Para consolar a compreensível decepção dos devotos é suficiente lembrar que o Vaticano é um país sem território que sobrevive parasitando o território de outros países.
O Vaticano não trata e nunca tratou de religião, apenas obstruiu o contato dos povos com suas próprias tradições ao impor sincretismos desrespeitosos e traumáticos quando não a completa aculturação pela carolice ingênua católica ou pelo esnobismo acadêmico da burocaracia carnavalesca maçônica.
O Vaticano em parceria com a Maçonaria pretende apenas consolidar o Império Universal com súditos dóceis e para isso sempre sabotou a autodeterminação dos povos.
Cultuar a Rainha dos Ceus é cultuar imediatamente a Monarquia em detrimento da República e a longo prazo cultuar Ísis.
Seja um devoto de Ísis se quiser, mas é justo que tenha consciência de sua devoção.
Ouse ser republicano e nacionalista e espere o rechaço dos príncipes eclesiáticos e de suas hienas.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Fátima, a resplandecente moçárabe

Em 2017 são comemorados 100 anos da aparição de Santa Maria no vilarejo de Fátima na região central de Portugal, em Ourém, Santarém.
O vilarejo recebeu o nome de Fátima por causa de um senhor apaixonado que presenteou uma moura com uma considerável fazenda.
Fátima é um nome comum entre as muçulmanas porque Fátima era o nome da filha mais célebre de Maomé.
A filha de Maomé é o ideal de mulher muçulmana pela dedicação ao Islã e por ser uma esposa exemplar. Embora a tradição árabe permitisse a poligamia, seu marido manteve um matrimônio monogâmico com ela.
Do apreço à filha do profeta Maomé surge o movimento fatimista para elogiar as suas virtudes e preservar a sua memória. Seus admiradores se referiam à Fátima como a Resplandecente.
No grande período de dominação árabe na penísula ibérica houve uma fusão de culturas entre cristãos e muçulmanos que foi conhecida como cultura moçárabe.
Os cristãos (um dos povos do Livro) eram aceitos pelos muçulmanos pacificamente e seus templos eram respeitados desde que não fizessem proselitismo (campanha de conversão de fieis).
A maior parte do atual território português permaneceu moçárabe até a a conclusão da Reconquista Católica sobre Al-Andalus.
A Reconquista territorial é frágil se não houver uma Reconquista cultural e religiosa.
Catolizou-se o nome Fátima !
No processo de colonização os bispos investiram na inculturação (misturar aspectos da cultura do vencedor para apagar a cultura do derrotado).

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Maria Stuart e Joana D’Arc: dois pesos e duas medidas

Uma nasceu neta dos reis católicos da Espanha e filha do rei do Inglaterra e a outra nasceu uma camponesa.
Uma foi preparada para casar com outros reis e a outra foi inspirada ppela visão dos santos para liderar um exército com o objetivo de coroar o rei da França num dos momentos mais frágeis do país.
Ambas foram devotas fidelíssimas ao catolicismo, mas uma delas foi queimada pelos bispos sob a acusação de feitiçaria.
Aproximadamente 150 anos separam a vida destas duas mulheres valorosas !
A comparação que faço entre elas não é para verificar quem é mais beata porque isso é uma coisa impossível de se comparar. É importante o paralelo destas vidas para expor que os bispos se dedicam mais aos próprios interesses do que a dar o melhor testemunho sobre a religião.
Os bispos nunca cuidaram da religião pela religião, mas promoveram a idolatria para usar o povo como escudo para seus projetos de colonização.
Essas mulheres sofreram muito para manter o conforto e o prestígio dos príncipes eclesiásticos: uma decapitada depois de 20 anos de prisão e sem alguma mobilização efetiva de resgate e a outra foi queimada porque tinha o talento de ouvir e ver os santos.
Joana, a camponesa, quase foi apagada da história; mas o povo reavivou seus grandes feitos com o movimento nacionalista recente.
Maria, a rainha, nunca foi esquecida !
O talento brasileiro homenageou a rainha com a ópera “Maria Tudor” de Carlos Gomes e a camponesa com o livro “A Vida de Joana D’Arc” de Érico Veríssimo.
Devido à aclamação popular restou ao Vaticano canonizar Joana D’Arc em 1920 e denominá-la como Padroeira da França, mas Maria Stuart foi multiplicada em várias Marias ao redor do mundo para desenvolver o Império Universal (Católico significa Universal).