segunda-feira, 24 de abril de 2017

Tudo que é sórdido desmancha ao orar

Nós oramos ou nos entregamos às vãs repetições ?
Vigiar e orar é um binômio poderoso que nos leva ao binômio fundamental : conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.
Se podemos conhecer a árvore pelo fruto e aprendermos com o broto da figueira a proximidade do verão, podemos sempre aprender.
Aprendemos espontanemente sobre tudo e somente deixamos de aprender se o aprendizado for reprimido.
Orar mais do que pedir algo é refletir sobre a solução para alguma necessidade.
Quem soluciona revoluciona !
Com a revolução permanente não há chefes permanentes. A cada novo cenário surge a oportunidade para o brilho de novos talentos.
Fomos condicionados à devoção da cruz, mas a cruz é mais uma homenagem ao assassino do que ao Redentor !
Se lermos o Evangelho com o mínimo de bom senso perceberemos que a cruz é um símbolo de morte e Jesus, ao ressuscitar, superou a morte.
Caso fosse aconselhado aos seguidores de Jesus a ter uma representação do Mestre que teve o poder de ressuscitar representá-Lo morto é um atestado que os seguidores de Jesus foram subjugados a uma idolatria infame.
O fruto cruz indica uma árvore que não pode ser Jesus porque a cruz é um monumento à morte.
Se o resultado de se conhecer a verdade é a liberdade, mais uma vez podemos perceber que a cruz é um símbolo muito distante de qualquer ideia de liberdade.
Ressurreição é liberdade, mas como representar extraordinário evento ?
Tudo se complica ainda mais quando o próprio Jesus nos ensina em João 3 ao explicar a Nicodemos sobre o segundo nascimento que sem compreendermos as coisas terrestres não compreenderíamos as coisas celestiais, portanto, a ressurreição pode ser apreciada com o receio e ceticismo de Tomé.
Sim, bem-aventurados os que acreditaram sem a exigência de “ver”.
Na poesia em que a fé procura meios de expressão devemos, segundo a recomendação do próprio Mestre, cuidar da diferença entre fantasia e absurdo.
Talvez com a dificuldade de representar iconograficamente a ressurreição acomodaram-se os devotos menos exigentes à em representar o Redentor morto sobre o cruel instrumento apoteótico de seu assassinato.
A cruz, ao largo de tantas interpretações, é, em fatos imediatos, a expressão da crueldade, portanto, uma exaltação ao algoz do que ao martirizado.
Há o ditado sobre não se falar de corda em casa de enforcado, mas nos humilhamos e nos deixamos ser humilhados por mais de 2 mil anos com a cruz que humilhou nosso Mestre.

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