quarta-feira, 5 de abril de 2017

Raposas incendiadas

Sansão foi um instrumento de Deus;
As raposas incendiadas foram instrumentos de Sansão e
Dalila foi um instrumento dos filisteus.
Todos somos instrumentos e é sempre importante nos perguntamos se o que chamamos de destino não é o projeto de outras pessoas ou a soma deles numa equação que jamais conseguiremos decifrar.
É claro que as pessoas possuem planos sobre nós.
Quantos pais não sonham o melhor para os filhos e não cobram deles uma conduta que os levem a relizá-los ?
O governo impõe planos para os residentes do país.
Somos instrumentos independente de nossa concordância e o máximo que podemos fazer é minimizar o resultado indesejado dessa circunstância.
Em tempos de guerra ou próximo a ela as opções são raras: invariavelmente seremos raposas incendiadas.
A esperança é a de que as abelhas façam a colmeia no cadáver do leão. Sim, há doçura na força ! Mas desta verdade quase não há testemunhas.
As informações são fragmentadas e poucos encontram a conexão entre os acontecimentos e o enigma fica sem solução aparente.
Quem foi informado da morte do leão não relaciona com o favo de mel e quem come o favo de mel não sabe que as abelhas o produziram no cadáver de um leão.
A doçura do mel se impõe de tão modo que somos indiferentes a origem do mel e do cadáver do leão, embora haja uma sorte de curiosos, a maioria das pessoas prefere a distância de qualquer animal insepulto.
Com poucos fatores é possível prever resultados, mas quando são consideradas todas as variáveis existentes os acontecimentos sofrem interferências inusitadas.
Usar instrumentos testifica a inteligência de que somos dotados e essa inteligência espontânea é passível de disciplina para garantir alguns resultados desejáveis e evitar resultados indesejáveis.
Em tempos de guerra é imperativo a autopreservação e a proteção das pessoas que amamos e a inteligência nos apresentará inúmeros instrumentos.
Mas, ao raciocinarmos nos poucos momentos de trégua Deus nos dá as opções de nos dedicarmos a destruir o inimigo ou de abreviar a guerra.
Há instrumentos para os dois objetivos e a inteligência choverá sobre justos e injustos.
Escolher ser um instrumento de Deus nos aproximará da justiça sempre e nos liberatará dos caprichos de terceiros.
Todo raciocínio começa com algumas informações e a casa será construída sobre a rocha ou sobre a areia conforme a quem atribuirmos autoridade como fonte dessas informações.
Pai nosso, seja feita a vossa vontade assim na terra como nos ceus !

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