terça-feira, 18 de abril de 2017

Colonialismo narrativo e a submissão ao analfabetismo

Semana Santa e Inconfidência Mineira são os grandes feriados de abril !
O Brasil possui um vínculo e um Porto Seguro na Semana Santa desde da visualização do Monte Pascoal.
Somos intolerantes à ideia de traição, malhamos o Judas no sábado de aleluia e Joaquim Silvério dos Reis sempre inspirou os linchadores, mas aceitamos que os herois do levante mazombo aurífero sejam tratados como traiçoeiros e aplaudimos tamanha infâmia.
Inconfidência Mineira e o mesmo que dizer Traição Mineira !
Nós brasileiros não devemos definir como traiçoeiros as pessoas que lutaram para defender os interesses do Brasil: soberania e república.
Herdamos os compêndios de História de professores portugueses ou os professores brasileiros não foram capazes de ensinar a História do Brasil com um juízo de valor em sintonia com a perspectiva brasileira ?
A Coroa Portuguesa se referir à insurreição de Minas Gerais como traição é um direito que lhe cabia, mas nós brasileiros, que reconhecemos o evento como um dos mais importantes da nossa emancipação, é um atestado de estupidez.
Há quem chame o movimento político árcade de Conjuração Mineira, mas conjuração ainda soa como um pacto entre pessoas má índole.
A Bahia, que deu régua e compasso aos ícones do tropicalismo, foi muito mais elegante em denominar seu levante de Revolta dos Alfaiates.
Cuidamos tão mal das narrativas que promovem a identidade do nosso país que não me admira a indiferença entre o texto do Evangelho e a prática dos sacerdotes, que, infelizmente, também monopolizaram a educação no Brasil.

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