domingo, 16 de abril de 2017

Anestesia da cruz

Jesus vale mais pelos ensinamentos que deixou que pela morte na cruz.
O culto pelo Mestre de Nazaré crucificado suplantou a memória de milhares de crucificados da revolta dos escravos liderada pelo gladiador Espártaco 73 anos antes da era cristã.
Considere o horror que ainda nos causa o holocausto da 2ª Guerra Mundial há 70 anos atrás.
Agora, imagine uma morte ser mais importante que todas as vítimas da câmara de gás !
A crucificação era a punição mais severa, humilhante e banal nos governos de Roma, tanto que o suplício de Jesus teve lugar entre outros crucificados.
É um erro patrocinado por Roma lembrar de três cruzes e esquecermos o grande sacrifício do exército de Espártaco que preencheu de cruzes com corpos putrefatos em todas as estradas que levavam a Roma.
O repugnante espetáculo, por si só, além de um dramático aviso a quem quisesse novamente desafiar o príncipe, era uma punição aos olhos e às narinas de todos os cidadãos e visitantes. Jesus foi assassinado 100 anos depois do massacre de Espártaco.
Os padres da “Igreja” trocaram a “lenda” guerreira dos gladiadores pela “lenda” pacifista do rabino. O imperador Constantino fez um bom negócio 300 anos depois!
Todos os insatisfeitos com Roma, quando adotaram os ensinamentos de Jesus, sequiosos pelo Reino dos Céus, morreram, em grande parte das vezes, sem resistência armada e suportaram a escravidão com esperança nas recompensas vindouras da próxima vida.
Claro que herdamos 2 mil anos de equívocos no magistério da Igreja e o Evangelho foi escondido do povo por todo este tempo pelos mesmos sacerdotes que assassinaram o Messias.
Você foi acostumado a ler o Evangelho ?
Quando eu era criança ouvia histórias de pessoas que ficaram “loucas” porque leram a Bíblia.
Quem não ficaria ? Os rituais não correspondem aos ensinamentos de Jesus.
Até hoje nossas práticas devocionais são pagãs.
O catecismo dos padres (Jesus advertiu a chamar ninguém de padre) e dos mestres (Jesus advertiu a chamar ninguém de mestre) não correspondem aos ensinamentos de Jesus. Mateus 23
O jejum (que é uma prática trivial na tradição judaica) é apresentado aos fieis do cristianismo como um “degrau’ de “santidade”.
Por isso, nada “funciona” “plenamente” no mundo “cristão”. Quem aprende a ler (quando aprende) é o primeiro a desconsiderar o que está escrito e a Lei sempre foi aplicada apenas aos desprivilegiados.
Privilégio significa lei restrita a uma pessoa. Uma Lei Privada !
Todos os “esclarecidos” nesta cultura perversa pretendem alcançar um status de autoridade ou nepotismo para usufruir da proteção de uma Lei Especial.
A guerra, que nos horroriza, entre lobos e lobos é mais digna que o banquete dos abutres.
Jesus, impressionado com a capacidade da raça de víboras em emitir palavras doces mesmo possuindo um coração mau, nos alertou que onde houvesse um cadáver ali se ajuntariam os abutres. Mateus 24
Nossa educação procura formar autoridades abutres ! Pessoas mórbidas e famintas pela carniça dos derrotados.
Toda a Tanakh é um documento milenar rejeitando a idolatria e idolatrar a cruz é um disparate com os ensinamentos de todos os profetas, que o Mestre veio confirmar.
Jesus, conhecendo a nossa vocação para rituais, deixou apenas o gesto de abençoar o pão e o vinho para lembrarmos Dele.
Ouça ! Pão ! O pão nosso de cada dia compartilhado entre irmãos e não uma casca de pão ritualística oferecida por um sacerdote !
O plano de Deus foi que Jesus desse o sinal de Jonas durante a Festa da Páscoa para celebrar a liberdade.
Dentro da tradição hebraica (Jesus era um judeu capaz de elogiar as virtudes de samaritanos) o sacrifício de Jesus também não foi uma exclusividade. Os profetas foram perseguidos e mortos pelos hebreus. Mateus 23
Louvores são para o Pai !
Culto de adoração deve ser dirigido ao Criador. É o Pai que deve ser adorado com todo coração acima de todas as coisas.
Jesus foi taxativo ao declarar que nem todos que clamarem por Seu nome será reconhecido por Ele ou entrará no Reino dos Ceus. Mateus 7
Cultuar Jesus é um erro textual !
Com Jesus, o único Mestre, devemos aprender a vigiar (observar os acontecimentos), orar (refletir sobre os acontecimentos) e jejuar (esvaziarmo-nos de rancores) para amar.
Se quisermos demonstrar nosso amor por Jesus devemos conforme Sua amável solicitação “alimentar as Suas ovelhas”, isto é, ensinar o Evangelho, a boa nova de que a salvação deixou de ser uma exclusividade dos hebreus e todos os arrependidos de todos os povos poderão merecê-la. João 21
Leia o Evangelho e viva os ensinamentos do Mestre em vez de idolatrar um cadáver (ídolo propagado pelos sacerdotes) que teve a função de apagar a memória dos milhares de escravos que lutavam pela liberdade ao lado de Espártaco.
Se preferir, você pode continuar com o absurdo da sobreposição de crenças incompatíveis ao prantear a procissão do Senhor Morto na sexta-feira, malhar o Judas (culto ao rancor) no sábado e se lambuzar de chocolate no domingo com a fantasia de coelhos (símbolo pagão da fertilidade da primavera) e seus ovos.

Nenhum comentário: