terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A cultura de Cebolinha e seus planos infalíveis

"tínhamos uma ideia, mas você mudou os planos; 
tínhamos um plano, mas você mudou de ideia"

Uma gestão quanto mais serena melhor para satisfazer  a inquietação da cada vez mais exigente legião urbana.
Qual a importância de um plano de cultura ?
Burocracia ? Cumprir o que foi determinado pelo Ministério da Cultura ?
Um órgão que foi ameaçado de ser extinto ? Que quando retomado passou pela humilhação dos interesses patrimoniais do "articulador" político do Governo Federal sobre desejo de o IPHAN manter-se cioso de suas atribuições institucionais de preservar um conjunto de patrimônios artísticos e históricos da primeira capital do Brasil?
Entre prédios tombados, demolidos e novos Museus do Futuro (em outra ex-capital do Brasil) o que temos é um documento que ajudará na avaliação do antes e do depois.
De tudo que sei sobre cultura é que somos frutos de nossas narrativas, sejam reais ou fantasiosas. Um dos maiores poetas do nosso idioma grafou que "o mytho é o nada que é tudo" e impõe a lembrança de que Portugal se consagrou como potência de navegadores por acreditar que Lisboa tivesse sido fundada pelo lendário Ulisses. Desde então, a apropriação da Odisseia como texto fundador da Nação inspirou as aventuras dos Descobrimentos por mares nunca antes navegados.
Maior ousadia pode não ter sido do marinheiros, mas de quem adotou as agruras de um herói que tentou fugir da guerra e estando em Troia foi o grande responsável pela vitória.
Que o equilíbrio seja alcançado no cortejo da insanidade sem se esquecer de que tudo que é sólido se desmancha no mar com os ventos da antipatia de Poseidon.
Não acredito em que nada além do que duvido, e, de minha parte (para quem considerar importante), jamais esconderei o meu sorriso bobo parecido com soluço no desenrolar de mais um plano infalível.

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