sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A matemática da mudança e fidelidade ao status quo

Em toda eleição se espera por mudanças e parece que nada muda.
Existem mais partidos do que antes e isso parece democrático !
A democracia está aí, há de se aprender a usufruir dela e protegê-la !
A eleição é um resultado frio e numérico de uma paixão ou esperança ou oportunismo.
Quanto mais nos omitirmos mais os oportunistas sabotarão as oportunidades que seriam para todos.
A democracia é bela e imperfeita, aliás, só é bela por ser a expressão sincera da própria imperfeição.
Portanto, todos são bem-vindos !
Venham e vejam!
Talvez, tudo o que sabemos sobre política foi pensado e propagado pelos comissionados para proteger os interesses dos comissionados.
São todos os partidos cúmplices do governo ! Alguns de modo direto, outros de modo indireto e outros ainda de modo dissimulado.
Dos 500 comissionados são exigidos uma média de 100 votos para se preservarem nos cargos e isso nos dá o produto de 50 mil votos.
4 anos de troca de favores fidelizam todos os aliados.
Pois bem, em Jacareí o governo conta com 50 mil votos em todas as eleições.
Muito evidente na vitória do prefeito e um pouco nebuloso na vitória dos vereadores.
Em 2012, tivemos 114 mil votos válidos e 50 mil votos foram direcionados para os vereadores da base do governo.
50 mil votos sempre garantem 6 vereadores para apoiarem o prefeito.
Como o prefeito precisa de 7 vereadores para obter maioria na Câmara para aprovar seus projetos, alguns favores conquistam a colaboração, às vezes, permanentes ou circunstanciais do 7º vereador.
Seria demias lembrar que tudo isso traz um custo ?
A urna, de 4 em 4 anos, renova os laços nupciais do Legislativo, que deveria fiscalizar e Executivo, com o governo vigente.
A grande chance de mudança sempre esteve na urna, mas a urna é matemática.
Se de 114 mil votos o governo já garante 50 mil votos sabemos que para a oposição estão disponíveis 64 mil votos.
Neste ano, o governo oferece ao eleitor 3 chapas de vereadores com 20 candidatos cada.
Se dividirmos 50 mil votos por 60 candidatos teremos um campo de 883 votos para cada candidato numa virtual distribuição equânime.
Por outro lado, no campo da oposição o eleitor estará diante de 200 candidatos.
Se dividirmos 64 mil votos por 200 candidatos teremos um campo de 320 votos para cada candidato.
Um candidato da oposição enfrenta uma concorrência mais acentuada.
Piores são as chances se nesta virtual distribuição equânime multiplicarmos 320 votos de cada candidato da oposição por 20 na sua chapa. O resultado será 6.400 votos.
Para se eleger um vereador o partido precisa alcançar o quociente eleitoral.
6 mil e 400 votos estão longe do quociente eleitoral que é 8 mil 770 votos.
Por isso, muitos partidos e seus respectivos candidatos ficarão de fora.
O que me mais impressiona e me incomoda é a falta de informação e clareza quando os presidentes de partido convidam os possíveis candidatos.
Um partido sem um projeto sólido jamais reunirá talentos por muito tempo.
Partidos de Comissões Provisórias não são confiáveis e os que capturam candidatos de última hora ou assediam candidatos de outros partidos são deploráveis.
A frágil oposição talvez seja um projeto sabotador para decepcionar eleitores e candidatos.
Quanto mais decepção mais votos nulos e monos riscos passarão os candidatos governistas.
Sem oposição jamis haverá fiscalização do governo e eficiência do governo.
Por isso, aos candidatos da oposição desejo mais atenção na estratégia de comunicação numa campanha que foi encurtada.
A campanha eleitoral mais curta deixa evidente que a regra também foi alterada para favorecer os candidatos da base governista.
Com o tempo curto e mais rancor do que esclarecimento será o candidato da oposição o principal agente para manter os quadros do atual governo.
As chances da oposição são pequenas e nós eleitores precisam nos dedicar à qualidade dos candidatos oferecidos.

1) Prefira partidos com Diretório
2) Rejeite partidos que lançam candidatos a vice=prefeito
3) Eleja mulheres para o Legislativo


Hy Ho !



Nenhum comentário: