sexta-feira, 1 de julho de 2016

PSOL, o partido do sistema

Candidatos a vereador pelo PSOL nas eleições anteriores:
2012 - Clarice, Joaquim Boca, Valdemar Valentin
2008 - Gilson, Maria Angélica, João dos Químicos, Tiãozinho
O que há de mais? Muitos partidos lançam apenas 1 candidato a vereador!
Os que lançam apenas 1 candidato a vereador fazem coligações. Esta é a diferença!
Sem coligações já é difícil alcançar o quociente eleitoral, imagina, sem coligações e sem chapa completa.
Razões de ideologia para não coligar com outros partidos são louváveis, mas não preencher as candidaturas da chapa de vereador é uma confissão de desinteresse em alcançar o quociente eleitoral.
Num Estado Democratico de Direto é fundamental participar do Parlamento mesmo com uma minoria de parlamentares.
Pelo Direito, ninguém está acima da Lei; pela Democracia a Lei é elaborada e/ou apreciada pelo Legislativo.
No mais, um Partido Socialista é um entusiasta do Estado (ditadura do proletariado), perder a chance de participar de 1 dos 3 Poderes da República é trair suas próprias convicções ou não conhecê-las o suficiente para concretizá-las. Ou é incompetência ou é má-fé.
Com a crise de representatividade alardeada diariamente gerar oportunidade para novas lideranças se apresentarem como candidatos seria o mais simples dos gestos revolucionários. Talvez, o PSOL, não seja revolucionário e nós que acalentamos expectativas demais. Isso explicaria o inusitado de a própria fundadora do Partido trocá-lo por outro ? Este é o registro mais significativo que precisamos prestar a nossa atenção. Heloísa Helena, fundadora do PSOL migrou para a REDE.
O Socialismo é historicamente totalitário, o que justificava a palavra Liberdade no nome do Partido para diferenciá-lo de outras experiências partidárias, mas...
Não gera oportunidades para novas lideranças, não busca efetivamente ocupar o Legislativo, então, qual o resultado prático deste Partido de Esquerda Revolucionária, Coerente, e Castiço ?
Manter o status quo e frustar expectativas ! Por certo, não? E ainda custeado pelo Fundo Partidário de nossos suadíssimos impostos.
Se um Partido ou candiato despreza o Legislativo é um sintoma claro de que trabalha para a conveniência do Príncipe.
Numa chapa de 20 candidatos a vereador, sendo que, cada candidato obtivesse 50 votos (para homenagear a legenda!) seriam mais 1 mil votos, o que remodelaria todo o equilíbrio do pleito eleitoral e evitando a vitória de muitos que são criticados pela dignísssima legenda.
Tiraria, diretamente, o doce da Boca dos fisiológicos e renovaria a Câmara e, indiretamente, desmoranava coligações inteiras com o novo quociente eleitoral.
Mas o PSOL colabora com a perpetuação da mediocridade representativa em nosso Município.
Os jovens incentivados a ocupar as escolas (o que o prof Gianazzi poderia dizer sobre isso?) exerceriam de maneira mais radical e profunda o novo cenário social se ocupassem o PSOL e outros partidos.
Boa Eleição
Hy Ho!

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