sexta-feira, 8 de julho de 2016

A venda da maledicência - Exegese do Livro de Bichaías 6: 1-13

“São os bois e os jumentos mais sensatos do que os moradores desta ilustre cidade”

Contemplei o firmamento e me dei conta de que nunca havia notado a sua imensidão e beleza. Do quanto somos tão pequeninos !
As estrelas com seus rastros brilhantes me impressionaram de um modo que não contive a comoção.
Entristeci-me por não ser nosso hábito falar sobre tamanha beleza e perdemos nosso tempo com pedrinhas preciosas em pingentes.
Subitamente compreendi que nós e as estrelas somos governados pelo mesmo rei. Feitos da mesma beleza!
Quem sabe não somos vistos por elas como nós as vemos. Este brilho seria o efeito de alguma distância?
Perdi a fala ao lembar de todas as palavras vazias que já havia pronunciado em minha vida.
Todo meu hálito foi desperdiçado com maledicências e futilidades para entretenimento de pessoas fúteis e maledicentes.
Tive o desejo de nunca mais falar, mas compreendi que era a maledicência que mantinha nossos olhos vendados.
Como poderia calar-me se muitos como eu ainda não foram tocados por uma coisa tão linda bem diante de nossos olhos?
Como foi possível olhar e não perceber?
Será que alguém já havia tentado me dizer e fui tão insensível ?
Quantas oportunidades perdidas !
?????
Nada mais importa se não falar, mesmo que ninguém dê ouvidos !
Nada mais importa se não mostrar, mesmo que o interesse não seja despertado !
Até quando eu teria ânimo ?
Gostaria de alcançar êxito antes que o meu povo fosse destruído.

Mês 1 do Massacre em Orlando

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