domingo, 10 de abril de 2016

#partida atrasadA: papo reto, sem adornos

Precisamos de mais 1 partido político no Brasil ?
Acredito que não!
Precisamos de mais 1 partido temático ?
Ecologia, trabalhadores, patrões, democracia, socialista, religioso, mulher, mundo mix ? Já existem todos! Em várias gradações !
Talvez, se observarmos mais atentamente, falte um partido assumidamente matriarcal (por que não dizer fútil?). Mas não espere isso do novo partido que Márcia Tiburi pretende registrar, porque, embora seja um projeto de partido matriarcal, ela não está dizendo isso com todas as letras.
Por quê? Bom saber! Porque o matriarcado é, por si só, inconsistente, fantasioso e adornado com cosmética científica. É, de modo mais cru (não gostaria de ser cruel), o reavivamento (uso este termo com a sua dimensão religiosa) de uma superstição.
As ciências sociais imaginam que houve um tempo governado pelas mulheres, um tempo em que as mulheres gozavam de reverência e exerciam a supremacia.
Podemos imaginar as maravilhas deste tempo e suprimir de nossa imaginação tudo o que possivelmente existiu de ruim, porque de horror estamos bem servidos pela nossa realidade. Seria ridículo tentar escapar da realidade fantasiando um mundo pior do que já existe.
Com um uso inadequado da dialética é fácil fantasiar este cenário:
O mundo é ruim!
Qual é a causa?
A guerra (na era de sua reprodutibilidade técnica)!
Qual a causa da guerra?
A crueldade de quem governa o mundo!
Quem governa o mundo?
O macho!
Existe guerra desde quando o macho governa o mundo!
Como podemos afirmar isso?
Pela história...(estas circun..ovulações não têm fim)
Quando começou a história ?
Com a escrita!
Bom, antes da escrita, podemos encontrar alguns artefatos que justifiquem nossas elocubrações (estatuetas de mulheres gordas) e quem as contestar não terão a autoridade acadêmica para que suas opiniões prevaleçam.
Sem forçar a barra, a partir deste panorama, é facil constatar que o matriacardo é um retrocesso e todas as conquistas femininas não são progressistas, mas uma restituição de um poder usurpado pelos homens.
O futuro mais feliz é regressar ao passado, isto é, considerar que toda a história foi um grande erro...precisamos aceitar que todo nosso mal estar (formação de patologias) é resultado do processo civilizatório.
Conclusão: o macho só fez bosta!
Será?
É necessário, na busca de doutrinas para justificar a ação em tempos nebulosos, identificar que esta conclusão pessimista quanto à civilização é de Freud e não de Marx.
O livro de Erich Fromm “Meu Encontro com Marx e Freud” deixa bem claro que apesar de os dois pensadores utilizarem a dialética e o materialismo histórico como método eles chegaram a conclusões divergentes: Marx foi um entusiasta da civilização enquanto Freud a desaprovou.
As mulheres podem e merecem outro ponto de partida...
Quando interessadas, as mulheres ocuparam todas as atividades possíveis na sociedade brasileira ou cristã-ocidental e o preconceito inicial dos homens desmanchou-se diante de seu desempenhos. Historicamente o ponto de partida das mulheres foi um tanto desfavorável, mas nunca impeditivo. Esta desigualdade sempre foi reduzida à medida que a civilização progrediu.
Meu ponto de partida é apostar na colaboração entre machos e fêmeas sem fantasias irresponsáveis.

Nenhum comentário: