sábado, 9 de abril de 2016

#partidA atrasada: mulher na política e um feminismo positivo

Existe espaço para as mulheres na política no Brasil ?
Sim, existe e está garantido por lei desde 1997.
Consta na lei n° 9.504/97, art 10, alínea II, §3° , a cota de gênero, mais conhecida como cota de mulheres, dada a predominância dos homens na eleição.
Todo partido ou coligação deve reservar o mínimo de 30% para cada gênero.
Ainda na alínea II do art 10, podemos ver também que nas eleições municipais cada partido pode lançar candidatos a vereador na proporção de 1,5 vezes a quantidade de cadeiras na Câmara. Isto é, onde houver Câmara com 9 vereadores (realidade da maioria dos Municípios), cada partido pode concorrer com 14 candidatos e destes 5 devem ser mulheres.
De acordo com estes dados, se 2 partidos concorrerem com a chapa de vereadores completa teremos 10 mulheres no pleito. Matematicamente podemos preencher a Câmara só com mulheres. Materialmente falando, não falta oportunidades para mulheres!
O empoderamento da mulheres na política não necessita de partidos exclusivos com temas femininos.
O Brasil é um país misógino? Isto é, aqui as mulheres são perseguidas ou rejeitadas? Não, não são! Claro que existe muito a ser conquistado pelas mulheres, e elas estão conquistando! Paripasso com tantas outras conquistas da Agenda do país.
Na eleição presidencial de 2014, 3 mulheres foram candidatas entre 11 concorrentes e o 2° turno quase foi disputado por 2 mulheres, faltou pouco! É da maior relevância registrar que a atual presidente foi reconduzida ao cargo. Foi reeleita, isso é motivo de júbilo para as feministas.
Os números refletem o amadurecimento da democracia brasileira e a disposição de nossa sociedade quanto à igualdade de gênero. Nosso conservadorismo carrega defeitos, mas não é retrógrado como a esquerda quer fazer crer! Sempre avançamos de modo gradual e seguro, porém não tão lento como a cautela recomendou ser. Mérito de todos os partidos envolvidos, apesar das mazelas institucionais decorrentes da fragilidade moral de alguns.
Fatos recentes precisam ser considerados como ponto de partida, é imprescindível apreciá-los positivamente.
Se a dialética é o método da negação, que esta negação sirva para aperfeiçoar o que existe, mas não para anulá-lo caprichosamente.

Nenhum comentário: