terça-feira, 12 de abril de 2016

#partidA atrasada: misoginia, uma palavra chave

Existe violência contra mulheres? Existe!
Existe violência contra crianças? Existe!
Quem não é mulher ou criança é homem e adulto.
Cômodo se pararmos o raciocínio por aqui e assim identificarmos o agressor.
Mas se continuarmos um pouco mais a apreciação notaremos violência de mulheres contra mulheres ou de crianças contra crianças.
Se formos sinceros poderemos considerar que o que existe de modo absoluto é a violência, independente de quem seja o agressor ou o agredido.
Como explicar?
Havendo o mínimo de honestidade, começamos por descartar que haja alguma perseguição contra as mulheres, isto é, um ódio declarado ou inconfessado, conhecido por misoginia, como prática social.
Ninguém ignora que existam pessoas desequilibradas que apresentem alguma repulsa de natureza patológica em relação às mulheres, mas é um abuso decretar que a sociedade inteira sofra desta ou de qualquer patologia.
Quem deixar de tomar o devido cuidado acaba por desencadear uma série de equívocos e tenta procurar a origem desta “patologia” nas narrartivas predominantes e se depara com a religião.
Quando se discute religião a conversa desanda em acusações de uma religião contra outra ou de tudo que se autodeclara científico contra a religião e qualquer afirmação se torna suspeita.
Nesta confusão toda precisamos adotar como ponto de partida a definição de critérios e procurar coerências.
Eu aconselho primeiro apreciar o patrimônio cultural mais difundido entre nós: a Bíblia.
É atribuída à Biblia a razão de ser do patriarcado e, por ilação, de toda sorte de atrocidades cometidas contra as mulheres.
A pessoa distraída pode se convencer de que a Bíblia promova a misoginia.
Mas cuidado!
Tanto no Velho quanto no Novo Testamento, as mulheres são apontadas com dignidade e colaboradoras de momentos decisivos. Na Bíblia há mulheres de todos os matizes e para todos os gostos.
Se a Bíblia fosse lida pelo movimento feminista muitos equívocos seriam evitados.
Sem fanatismo de minha parte, a misoginia não encontra amparo na Biblia.

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