sábado, 9 de abril de 2016

#partidA atrasada: meninxs e meninxs

A questão de gêneros não é apenas uma questão hormonal de mais ou menos testosterona ou prolactina é, sobretudo, cultural.
Conforme crescemos, a sociedade distingue os papeis de maneira mais ou menos acentuada e as últimas fronteiras estão na grafia das palavras.
Um exagero semântico, pois não vivemos uma violência na distinção de gêneros no Brasil. Evidentemente nos deparamos com alguns fósseis, mas não são regras e pequena é a chance e regredirmos em nossas conquistas.
Sem ser alarmista eu não deixo de perceber o antigo decorado com elementos esteticamente pós-modernos.
É inusitado, quando não inadequado, um movimento ferminista, supostamente futurista, se autoafirmar com desinência nominal de gênero com a letra maiúscula. Futilidade? Capricho?
Alguém, sem muita paciência e no embalo do reflexo condicionado, poderia dizer que são coisas de mulher e, consequentemente, ser, de pronto, rechaçado.
Em tempos em que presidente passa a ser “presidenta” torna-se imperativo que os partidos passem a ser ‘partidas’, ou melhor, “partidAs” ?
Para um movimento com arbitrariedades semânticas retrógradas e “sacadas mofadas” nada mais propício que vir acompanhado em sua grafia com o “jogo da velha” do frívolo (mais um termo para ser mensurado pela Escala F) internetês.
Aponto estes brinquedos com uma partida atrasada porque a “presidenta” reeleita já oxidou-se em “presidanta” e o próprio internetês desconstruiu a desinência de gênero e marcou a letra maiúscula como símbolo de agressividade e destempero.
Fosse apenas o mau gosto na grafia publicitária das palavras há o trocadilho infame de a palavra “partida” ser compreendida como a genitália feminina. Sem “moralinas” ou abuso de neologismos, por favor! Também peço piedade para a gente careta e covarde e mamo nas vacas profanas com doce deleite.
Não me incomodo com a genitália diante de mim, mas se Wilhelm Reich estiver certo, a associação destes símbolos com movimentos políticos é desastrosa.
No Brasil existe uma abundância de soluções (o que será que ele quis dizer com isso? Grandes soluços?) e ausência de colaboração. Eis uma entre muitas contradições! Todos querem resolver, mas raros são os que pretendem ajudar.
De mais um partido não precisamos! De um partido que não é partido já temos a rede!
De um partido que não é rede, mas sede...haja saliva!
Para as mulheres adquirirem maior expressão na política basta a divulgação de informações adequadas.
Grande abraço em todxs !

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