sexta-feira, 8 de abril de 2016

#partidA atrasada: mais um partido é desperdício

Defendo a liberdade de cada pessoa pensar ou agir como quiser, mas acalento a expectativa de que as pessoas pensem antes, durante e depois da ação, principalmente, quando os seus atos podem interferir na minha qualidade de vida.
No Brasil está garantido o direito de as pessoas se organizarem para constituir um partido político e temos mais de 30 partidos distribuídos em todos os espectros ideológicos tradicionalmente conhecidos.
Pergunto-me se há necessidade de se criar mais um partido ou se seria mais produtivo aprimorar os que já existem.
De imedidato, saliento 2 preocupações:
a) a dificuldade de a Presidente da República dialogar com dezenas de partidos no presidencialismo de coalizão vigente em nosso país e
b) a pulverização ou o inchaço do Fundo Partidário, isto é, recursos que subsidiam todos os partidos e são provenientes do erário publico (no país com uma das maiores cargas tributárias do mundo).
Não desejo condenar, a priori, nenhuma iniciativa, mas diante desta conjuntura, parece-me inadequada a organização de mais um partido, ainda mais, sendo estas as condições do ponto de partidA.
É tão difícil imaginar que mais um partido apenas acarretaria em mais despesas e tumultos no processo de coalizão? Mais um partido tem como certo agravar ainda mais o cenário.
Portanto, sou do parecer de que criar mais um partido não é uma iniciativa inteligente.
Todo partido carece de talentos e lideranças em seus quadros e não podemos deixar de registrar que os partidos existentes estão vazios ou preenchidos por pessoas sem coerência ou compromissos com a coisa pública.
É dispendioso organizar um partido! São requeridos dinheiro, emoção e tempo (muito tempo).
A fonte de nossa crise é exclusivamente institucional. A população não confia mais nos seus representantes porque as instituições não funcionam. Bastasse haver rigor e democracia nos partidos quanto à seleção dos candidatos em todas as eleições (os vereadores de hoje serão os deputados de amanhã) e os nossos problemas seriam reduzidos drasticamente.
É certo que nenhum partido conseguirá oferecer bons candidatos se houver mais partidos que talentos disponíveis!
Contradições sempre existirão, ingênuas e frágeis são as lideranças que as evitam! Os novos partidos correm o risco de serem mais do mesmo, com a consequência desatrosa de decepcionar pessoas seduzidas por promessas efêmeras.

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