sábado, 9 de abril de 2016

#partidA atrasada: desconstruir a escala F

O mundo é uma soma de fatos, alguns dados pela natureza (Deus já foi desconstruído, um trabalho a menos para o novo partido, ufa!) e outros são construídos pela humanidade (a supremacia masculina já foi desconstruída também).
Somos expertos em construir e desconstruir: escolha o seu lado, tome partido.
Podemos simplesmente apreciar ou podemos agir.
Alguns consideram imperativo agir e os que não compreendem deste modo são denominados alienados.
No mundo em que me acostumei a apreciar percebi que a quadra é pequena para todos e os poucos que a ocupam são selecionados e representam parte dos que ficaram na arquibancada.
No mundo em que me acostumei a apreciar percebi que não sou obrigado a torcer por um ou por outro time, aliás, nem mesmo a assistir à partida.
Vivo num mundo de aparente liberdade! Não nos precipitemos, claro que não é uma liberdade plena. A liberdade de que gozamos está restrita às coisas fúteis.
Posso medir a futilidade e posso adotar o método de ampliar a liberdade do povo futilizando cada vez mais o mundo ao meu redor.
Elaboro a Escala de Futilidade, que pelo uso torna-se carinhosamente a minha doce escala F, e começo a classificar tudo de acordo com ela, pois em algum momento, em algum lugar, algum filósofo disse que filosofar é, basicamente, classificar as coisas.
Convicto da equação mais futilidade = mais liberdade e dotado de uma fita métrica eu me empodero na missão de desconstruir.
Olho para a quadra e as primeiras características notáveis são o uso de uniformes. Cada time prefere cores diferentes, mas, no fundo, compartilham dos mesmos princípios opressores do uso de uniformes. Pronto, encontrei o que desconstruir, achei um ponto de partida.

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