sábado, 16 de abril de 2016

Femina Pauperum: Partido da Mulher Brasileira em 1 hora de martírio

Existe o Partido da Mulher Brasileira e por apresentar 1 deputado (que não é mulher) tem por direito 1 hora de tribuna para se manifestar com relação à admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Roussef.
O deputado, ao que parece, faz questão de usar 1 hora, cravada no relógio.
Todos os partidos já apresentaram argumentos para aceitar e para recusar a admissibilidade, não há tanto o que dizer sobre os 2 tópicos que substanciam o requerimento de impeachment.
Tá certo, os demais partidos, tinham também direito a 1 hora, mas variavam os parlamentares, que, mesmo repetindo os temas, apresentaram diversidade na exposição.
O impeachment está mais para torturar quem fiscaliza do que para punir os responsáveis de possíveis crimes.
Parece que a intenção é mostrar: “olha o trabalho que dá fiscalizar...arrumem sarna para coçar, excelentíssimos”.
Muito doído, muito doído mesmo!
Mas o Partido da Mulher Brasileira não é sensível a uma presidente mulher. Seu único representante acatará a necessidade de impeachment.
Cada parlamentar age de acordo com as próprias convicções, mas o PMB não toma como critério “na dúvida, a mulher”. Sem este benefício inicial, a meu ver, não se justifica o nome do partido.
Fico triste! É a burocracia solapando a representatividade e a coerência no nosso parlamento!
Pessoas, de grande intelecto, ainda querem mais 1 partido temático e feminista!
Será que feminista e mulher são ideias compatíveis?
(desculpem, interrompi...porque o “rapaz” começou a discursar sobre a pílula do câncer....totalmente fora de pauta...placebos....cura do câncer com pílulas falsas de maracujá...difícil acompanhar...)
Entre as mulheres parlamentares de outros partidos ( na Câmara dos Deputados são aproximadamente 50 mulheres), a maioria também não defende a 1° presidente mulher do Brasil, mesmo sendo apontados os vícios no relatório do impeachment.
Depois do grito “Fora Dilma”, o parlamentar concluiu reivindicando a Constituinte Exclusiva, isto é, uma constituinte realizada por não membros da Câmara dos Deputados.
Haja paciência!

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Femina Pauperum: herdamos o telefone-sem-fio da idolatria

Vejo um desenho...
não sei quem fez...
como fez...
onde fez...
porque fez...
ou quando fez...
não me satisfaço com o que vejo e solicito a alguém um explicação...
pronto, institui, para minha desgraça, um sacerdote!
Deste ponto de partida, nada mais será simplesmente aquilo que vejo, tudo será uma mensagem a ser decodificada!
Um desenho dá margem para muita conversa...
surgem histórias com vários objetivos e podem ser muito envolventes.
Comunidades procuram algo em comum e elas se fundem às histórias.
Há ensinamentos válidos universalmente? Sempre há! “Se quiser ser universal, cante a sua aldeia”, esta era a máxima do movimento artístico romântico e mote de todos os nacionalismos.
Pequenas comunidades procuram no passado elementos semelhantes para fortalecer alianças e se comunicarem com maior eficiência.
Um pai e uma mãe na origem dos tempos inspiram a união entre todos os povos.
“Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão.” Lucas 3:8
(este é um dos meus versículos preferidos e costumo chamá-lo de Lucas três oitão)
Qual é a função usual dos pais ? Proteção!
Qual o melhor uso que podemos fazer daquilo que ouvimos ou vemos? Proteger o grupo!
Se não for para proteger a maior parte do grupo não merece a atenção da maior parte do grupo.
As mulheres são as que mais compreendem isso.
Fácil perceber que o feminismo não representa as mulheres.
Desenhos e escritos são apenas instrumentos da memória e idolatrá-los é a origem da cegueira.
Quem se volta contra a Bíblia, talvez, seja por não compreendê-la (o feminismo não a compreende). A Bíblia tem por beleza ser um documento ousado e radical de autocrítica (o feminismo pode ser ousado ou radical, mas carece de autocrítica). Jesus foi o mais destacado entre o que fizeram valer esta autocrítica e radicalismo.
A Bíblia é radicalmente contra a idolatria!
Algum precipitado pode gritar que a Bíblia seja contra a imaginação, mas, obviamente, não é! Ela é contra ao seu despropósito ou desatino da imaginação.
Herdamos a idolatria da Biblia Pauperum (A Bíblia em versão HQ)!
Quando movimentos são refratários à Biblia pode ser a manifestação de uma rejeição sincera à sua versão mais pobre e vaga. Quem a rejeita, quase certo que assim o faz, por não conhecê-la.
Como absorver a riqueza que a Bíblia tem para oferecer?
Pelo método científico, ou melhor, pelas palavras atribuídas a Jesus: Vigiar e Orar, isto é observar e refletir. Mateus 26:41
No início é natural nossa insegurança neste processo, por isso, a misericórdia de Deus nos dispôs o Espírito Santo para nos auxuliar, mas o pré-requisito é a humildade.
Só a Bíblia nos liberta dos sacerdotes ou sacerdotisas, então, desfrute do texto fundador de nossa ocidentalidade!

muros, duros e puros

Não me assusto com a cerca plantada no eixo monumental de Brasília.
Louvo a iniciativa e agradeço o zelo do responsável por sua instalação.
Sempre expus o que penso e como penso e algumas vezes os muros fizeram falta.
Vivemos tempos de definições e elas solicitam fronteiras físicas.
Estivéssemos mais acostumados com o cuidado de demonstrar as fronteiras não havíamos tolerado uma aliança entre um partido supostamente revolucionário com um partido reconhecidamente fisiológico e oportunista.
O preço por nossa indiferença ficou alto.
O sapo e o escorpião estão se afogando e precisamos decidir qual pretendemos socorrer sem sermos levados pela correnteza.
Estar contra ou a favor do impeachment talvez não seja o problema.
Quem perder será desmoralizado pelo dissabor da derrota e quem vencer será desmoralizado pelas lamentações do lado derrotado. Pouco importa quem perca ou vença, o dia seguinte apesar de você há de ser outro dia. Golpe ou não golpe, parece mais um artifício da burocracia e do legalismo a serviço dos poderosos.
Se a minha opinião for relevante para alguém eu sou do grupo que acredita que impeachment sem crime é golpe, mas vivemos um período de paixões em que estar certo ou errado não conta muito.
Tivéssemos clareza sobre quem é o sapo ou o escorpião estaria tudo mais fácil.
Quem divide o Brasil entre casa grande e senzala (versão antropofágica da luta de classes) perde o melhor que o Brasil possui para oferecer: a capacidade rápida de adaptação.
O muro é mais um gesto puro do que duro.
Ilude-se quem espera que o muro consiga evitar alguma batalha campal se ela tiver que acontecer. O muro apenas nos lembra do cuidado que deveríamos ter antes das coligações, por isso ele incomoda.
O muro garante o uso simultâneo do gramado em frente ao Congresso de dois grupos divergentes sem o risco de incidentes desagradáveis provocados por alguns irresponsáveis.
A opção pela inexistência do muro é um desejo de que não houvesse divergência ou de que ela fosse tão bem comportada a ponto de não trepidar as bases do poder.

terça-feira, 12 de abril de 2016

#partidA atrasada: Do feminismo bucólico ao feminismo ofídico

Quem ler o romance O Seminarista (fácil e gostoso de ler), do escritor brasileiro Bernardo Guimarães, verá uma citação bíblica e o registro de toda uma superstição.
Margarida, a filha da comadre agregada da fazenda (a menininha pobre apaixonada e correspondida pelo bem nascido Eugênio)... - prato cheio para discorrer sobre a luta de classes e a sociedade patriarcal opressora e, de acordo com o episódio, sobre o ópio da religião - pois bem, uma cobra se enrosca na menina muito nova e as comadres a socorrem.
A dona da fazenda, mãe do bem nascido Eugênio, jamais esquecerá o episódio e o interpretará como um vaticínio.
Pudera, uma imagem arquetípica - mulher e serpente, boa coisa nunca pôde ser! O pecado atrapalhando a vocação sacerdotal do bem nascido Eugênio. Simbolismos e mais simbolismos.
Leiam o romance, é lindo e não quero contaminar a leitura de ninguém com minhas opiniões.
Mencionei esta obra literária para mostrar que as narrativas são preservadas incólumes ou reinterpretadas ou reaproveitadas pelos leitores.
A compreensão depende mais da sensibilidade do leitor do que da própria história narrada.
A pergunta é: de que modo você interpreta a combinação mulher e serpente?
A mitologia grega nos deixou a Medusa, uma história fascinante que nos inpira medo!
Quantos de nós não misturou as reações de uma história com outra, às vezes, por já ouvi-las misturadas pelas bocas de quem as contou?
Quem ler o capítulo 3 de Gênesis corre menos risco de misturá-las, mas quem as lê?
O objetivo da alegoria da mulher e da serpente no Gênesis foi para explicar a dor do parto.
Desdobramento desta história? A desobediência proporciona dor!
Quem preferir pode imaginar uma menina aterrorizada por presenciar algum parto questionar um adulto e ouvir a resposta simples e eficaz: fique longe de serpentes.
Serpentes? Nada tão icônico! Aplausos para a pedagogia hebraica!
A Bíblia é menos alegórica como as pessoas que não a leem gostaria que ela fosse.
Com a Bíblia podemos praticar a leitura e reduzir a margem de confusões.
Qualquer movimento que rejeite a Bíblia é um movimento frágil e um movimento que a rejeite sem conhecê-la é muito mais frágil .
Rejeitar a Bíblia é recorrente no movimento feminista...um movimento pretensiosamente científico contra tudo o que considera utópico.
Rejeitam a Bíblia sem um motivo inteligente! O movimento feminista não é inteligente!
Esta constatação possui menos fanatismo religioso do que de quem diz ser científico tendo como ponto de partida fábulas da mitologia.

#partidA atrasada: misoginia, uma palavra chave

Existe violência contra mulheres? Existe!
Existe violência contra crianças? Existe!
Quem não é mulher ou criança é homem e adulto.
Cômodo se pararmos o raciocínio por aqui e assim identificarmos o agressor.
Mas se continuarmos um pouco mais a apreciação notaremos violência de mulheres contra mulheres ou de crianças contra crianças.
Se formos sinceros poderemos considerar que o que existe de modo absoluto é a violência, independente de quem seja o agressor ou o agredido.
Como explicar?
Havendo o mínimo de honestidade, começamos por descartar que haja alguma perseguição contra as mulheres, isto é, um ódio declarado ou inconfessado, conhecido por misoginia, como prática social.
Ninguém ignora que existam pessoas desequilibradas que apresentem alguma repulsa de natureza patológica em relação às mulheres, mas é um abuso decretar que a sociedade inteira sofra desta ou de qualquer patologia.
Quem deixar de tomar o devido cuidado acaba por desencadear uma série de equívocos e tenta procurar a origem desta “patologia” nas narrartivas predominantes e se depara com a religião.
Quando se discute religião a conversa desanda em acusações de uma religião contra outra ou de tudo que se autodeclara científico contra a religião e qualquer afirmação se torna suspeita.
Nesta confusão toda precisamos adotar como ponto de partida a definição de critérios e procurar coerências.
Eu aconselho primeiro apreciar o patrimônio cultural mais difundido entre nós: a Bíblia.
É atribuída à Biblia a razão de ser do patriarcado e, por ilação, de toda sorte de atrocidades cometidas contra as mulheres.
A pessoa distraída pode se convencer de que a Bíblia promova a misoginia.
Mas cuidado!
Tanto no Velho quanto no Novo Testamento, as mulheres são apontadas com dignidade e colaboradoras de momentos decisivos. Na Bíblia há mulheres de todos os matizes e para todos os gostos.
Se a Bíblia fosse lida pelo movimento feminista muitos equívocos seriam evitados.
Sem fanatismo de minha parte, a misoginia não encontra amparo na Biblia.

#partidA atrasada: matriarcado ou feminismo?

Criar mais 1 partido no Brasil é um grande desperdício de tempo.
Um partido sem um propósito claro é abusar de toda boa vontade que ainda persiste em nossa sociedade.
Qual a diferença entre um partido feminista e algum outro ?
Um tema aclamado pelas feministas e bastante específico ao movimento é o aborto.
No Brasil existe partido que tolera o aborto. O que não existe, explicitamente, é partido entusiasta do aborto.
Um partido que fosse entusiasta do aborto talvez não conquistaria densidade eleitoral e para conseguir algum êxito esta pauta estaria prudentemente escamoteada sob outras.
Quando os propósitos de um partido não são claros abrem-se as portas para múltiplas correlações, ora, feminismo e aborto são temas correlacionados.
A mulher, que “não nasce mulher, mas torna-se mulher” (afirmação que estou de pleno acordo) possui como aspecto mais marcante de sua singularidade o mistérioso dom de ser mãe.
Quando o imaginário popular cogita a mulher no poder é a figura maternal que prevalece. É desta maneira que se consolida o matriarcado.
Como a palavra grega sugere: matriarcado, governo das mães!
É divertido imaginar um governo de dominatrizes, mas a maioria não permitiria que tal se efetivasse. Governo é segurança, portanto, mãe!
O aborto fere brutalmente a figura maternal.
Criar um partido feminista é um desperdício de tempo até para as feministas se elas estiverem interessadas em ganhar alguma eleição.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

#partidA atrasada: pensamento adequado

Mulher não é só emoção, mulher também é razão.
E o mundo só possui um problema: a superpopulação!
Um fantasma ronda o planeta: a fome !
A violência é derivada da fome.
Perceber este fato é o único ponto de partida necessário.
Da fome surgem conflitos, guerras.
Muitos sofrimentos também poderiam ser evitados em tempos de paz se não houvesse desperdícios.
Nosso maior desperdício é a perda de tempo e de oportunidades.
Este ano o Brasil promoverá eleições em 5.570 Municípios e quantas mulheres farão bom uso desta oportunidade?
A paz deriva, portanto, do esclarecimento, isto é, do pensamento adequado.
A mulher pode e deveria ser mais que uma peça no tabuleiro e decidir a partida.
O que falta? Arrisco dizer Espinosa!
Houvesse mais leitores de Espinosa que de Marx o mundo gozaria mais de pensamento adequado.
Marx é talentoso na sua exposição teórica, mas não passa de distração.
Ouso sussurrar: leiam Espinosa!

domingo, 10 de abril de 2016

#partidA atrasada:

Tenho 41 anos de idade e a única certeza que encontrei no mundo é a de que ele existe muito tempo antes de mim...bem mais que 10 mil anos atrás.
Do pouco que vivi percebi mudanças tecnológicas e culturais.
Constatei que as mudanças são as características predominantes da sociedade e que o ser humano se angustia com a velocidade com que as mudanças acontecem.
O ser humano procura, em vão, conter as mudanças, ou, ao menos, a velocidade de suas consequências.
Por incrível que pareça, exige-se mais dedicação para ser conservador do que para ser revolucionário.
Herdamos conflitos e investimos muita energia tentando administrar os impactos. Oxidamos e procuramos incessantemente os antioxidantes.
De tudo que herdamos o patrimônio mais marcante está contido nas narrativas e delas desenvolvemos a habilidade motriz de todas as outras: a fantasia.
Olho para os artefatos pré-históricos e neles reconheço características femininas: seios, vagina e obesidade.
Que tanto mais posso saber? Mais nada e construo um edifício a partir da minha imaginação ou me conformo com as narrativas eleboradas por outras pessoas.
Muita cretinice da minha parte insistir que a obesidade seja uma característica feminina, pois testemunho a existência de mulheres magras atualmente. A obesidade retratada nas estatuetas deve ser um padrão antigo de beleza porque para a imaginação ser convincente não se deve agredir o que eu vejo e o que todos veem.
Se alguém se deu ao trabalho de fazer uma estátua é porque a mulheres eram cultuadas porque desde sempre estátuas se prestaram a alguma espécie de culto.
De simples mulheres elas passam a ser deusas.
E as mulheres magras? De onde saíram estas aberrações? Como estes seres desagradáveis proliferaram?
Pode ser que as mulheres magras fossem naquele tempo desprezadas? Tudo pode!
Pode ser também que na tribo em que as estátuas foram confeccionadas não houvesse mulheres magras.
Pode ser que nas tribos com mulheres magras não houvesse artistas para retratá-las.
Se a obesidade é uma consequência do sedentarismo não é de se duvidar que os mais abastados fossem os mais obesos e os magros tivessem que produzir a riqueza que engordou os senhores. Esses senhores homenagearam suas matronas, nada mais natural.
Mas, precisamos reconhecer que tudo que podemos imaginar parte da perspectiva atual, isto é, de preconceitos acumulados.
Dando um salto para a atualidade...
Se hoje o padrão de beleza é a mulher magra, mais do que uma ditadura da beleza (como interpretam alguns), expressa um mundo que receia a excassez de alimentos.
A relação entre produção e consumo foi se cristalizando esteticamente.
É mais eficiente estimular a preferência do homem pela mulher magra do que ficar palestrando ou emitindo decretos em diversos idiomas sobre a conveniência de se consumir menos alimentos.
A eficiência cria condições tranquilas e favoráveis para as mudanças, por isso, a eficiência assusta.
A eficiência também produz o efeito de “desencantar” o mundo e quando ela é aplicada sem consulta prévia recebe ares de autoritarismo.
Querendo ou não, somos frutos de nossas narrativas e delas derivam nossas ações. Todo nosso cuidado deveria consistir na seleção das narrativas que vamos adotar como ponto de partida. Este é o maior expediente político que comumente chamamos de educação!
Atentas ao que já existe está muito fácil para as mulheres determinarem o rumo das eleições municipais deste ano, mas se elas preferirem ficar distraídas com o regresso ao matriarcado fantasiado, pois bem, não nos angustiemos, no Brasil as eleições acontecem de 2 em 2 anos e a revolução está garantida proque é natural!

#partida atrasadA: papo reto, sem adornos

Precisamos de mais 1 partido político no Brasil ?
Acredito que não!
Precisamos de mais 1 partido temático ?
Ecologia, trabalhadores, patrões, democracia, socialista, religioso, mulher, mundo mix ? Já existem todos! Em várias gradações !
Talvez, se observarmos mais atentamente, falte um partido assumidamente matriarcal (por que não dizer fútil?). Mas não espere isso do novo partido que Márcia Tiburi pretende registrar, porque, embora seja um projeto de partido matriarcal, ela não está dizendo isso com todas as letras.
Por quê? Bom saber! Porque o matriarcado é, por si só, inconsistente, fantasioso e adornado com cosmética científica. É, de modo mais cru (não gostaria de ser cruel), o reavivamento (uso este termo com a sua dimensão religiosa) de uma superstição.
As ciências sociais imaginam que houve um tempo governado pelas mulheres, um tempo em que as mulheres gozavam de reverência e exerciam a supremacia.
Podemos imaginar as maravilhas deste tempo e suprimir de nossa imaginação tudo o que possivelmente existiu de ruim, porque de horror estamos bem servidos pela nossa realidade. Seria ridículo tentar escapar da realidade fantasiando um mundo pior do que já existe.
Com um uso inadequado da dialética é fácil fantasiar este cenário:
O mundo é ruim!
Qual é a causa?
A guerra (na era de sua reprodutibilidade técnica)!
Qual a causa da guerra?
A crueldade de quem governa o mundo!
Quem governa o mundo?
O macho!
Existe guerra desde quando o macho governa o mundo!
Como podemos afirmar isso?
Pela história...(estas circun..ovulações não têm fim)
Quando começou a história ?
Com a escrita!
Bom, antes da escrita, podemos encontrar alguns artefatos que justifiquem nossas elocubrações (estatuetas de mulheres gordas) e quem as contestar não terão a autoridade acadêmica para que suas opiniões prevaleçam.
Sem forçar a barra, a partir deste panorama, é facil constatar que o matriacardo é um retrocesso e todas as conquistas femininas não são progressistas, mas uma restituição de um poder usurpado pelos homens.
O futuro mais feliz é regressar ao passado, isto é, considerar que toda a história foi um grande erro...precisamos aceitar que todo nosso mal estar (formação de patologias) é resultado do processo civilizatório.
Conclusão: o macho só fez bosta!
Será?
É necessário, na busca de doutrinas para justificar a ação em tempos nebulosos, identificar que esta conclusão pessimista quanto à civilização é de Freud e não de Marx.
O livro de Erich Fromm “Meu Encontro com Marx e Freud” deixa bem claro que apesar de os dois pensadores utilizarem a dialética e o materialismo histórico como método eles chegaram a conclusões divergentes: Marx foi um entusiasta da civilização enquanto Freud a desaprovou.
As mulheres podem e merecem outro ponto de partida...
Quando interessadas, as mulheres ocuparam todas as atividades possíveis na sociedade brasileira ou cristã-ocidental e o preconceito inicial dos homens desmanchou-se diante de seu desempenhos. Historicamente o ponto de partida das mulheres foi um tanto desfavorável, mas nunca impeditivo. Esta desigualdade sempre foi reduzida à medida que a civilização progrediu.
Meu ponto de partida é apostar na colaboração entre machos e fêmeas sem fantasias irresponsáveis.

sábado, 9 de abril de 2016

#partidA atrasada: Mais do que novos partidos precisamos de diretórios dentro dos que já existem

Há partidos para todos os gostos no Brasil e as mulheres garantiram a participação nas eleições desde 1997, isto é, desde o milênio passado!
Nada lhes falta a não ser esclarecimentos específicos ao tema.
Com esclarecimento elas constroem as próprias oportunidades, mas, na contramão, as sacerdotisas da intelligentsia preferem “desconstruir”.
As mulheres, famosas por irem juntas à toalete, poderiam, sem dificuldades, ocupar um espaço maior nas eleições e parlamentos.
Estranho, curiosamente estranho!
As mulheres possuem um senso de solidariedade e a soma acontece quando elas percebem a necessidade e somar.
Neste ano haverá eleições municipais e quantas mulheres estão prontas?
Quantas percebem a importância do Poder Legislativo?
Antes de propor “descontruir” o machismo (opressor ?) apontando um inimigo intangível (ou caricato), a praticidade da mulher (algo diferente do feminismo acadêmico) solicita de coerência.
A primeira coerência dentro do partido que se estende para o parlamento é a democracia que se concretiza na existência de diretórios dentro dos partidos.
A revolução, neste momento necessária, para mudar a relação das pessoas com a política e recuperar a importância da representatividade é desenvolver os diretórios, o que as mulheres, decididas em fazer, farão com beleza, elegância, frescor e com muita felicidade.
Por onde começar? Basta escolher 1 entre 30 partidos nos 5.570 municípios!

#partidA atrasada: pedras ou flores

Nada melhor para falar sobre política do que imaginarmos um país, uma vez que política, na origem da palavra, quer dizer cuidar da cidade.
Imaginemos um país pequeno com 17 milhões de habitantes (quase o dobro do município de São Paulo) e bem cuidado.
Um país com muitas flores e pessoas sorridentes. Bingo! Holanda!
Adoro a Holanda e, na minha opinião, ela poderia ser esteticamente o gabarito para todos os países.
Imaginemos outro país com pessoas também sorridentes, não tão pequeno, contendo 50 milhões de habitantes (mais que o estado de São Paulo ), que não é bem cuidado.
A diferença entre estes dois países é a de que um foi colônia do outro, ou seja, o primeiro beneficiou-se da riqueza do outro.
O país famoso por suas flores foi um país habilidoso com as pedras não só com os nativos da África do Sul mas também com os do nordeste brasileiro. Conheço pessoas que lamentam a expulsão dos holandeses, pois ingenuamente imaginam que tudo por aqui seria idílico como é Amsterdã.
Não sei de onde provém a renda da Holanda atualmente, mas tive notícia de que ela pretendia explorar comercialmente a aviação regional brasileira, dadas as dimensão de nosso território.
Óbvio que o mundo é mais belo com flores, não são necessários filósofos para dizer isso a ninguém e também é obvio que ninguém portaria pedras se não corresse o risco de ser expoliado.
Colonialismo, neocolonialismo com brutalidade ou com demais sutilezas oprimirão os menos organizados - o apartheid que o diga!
Ah, as flores ! Sem o apoio das pedras elas não prevaleceriam!
Numa plantação (que não é um jardim!) haverá espaços definidos para tulipas vermelhas e para tulipas amarelas e todas elas reinvindicarão os mesmos cuidados.
Numa população que se autodetermina além do critério de um jardineiro ou agricultor serão exigidos não os mesmos cuidados mas os cuidados que cada grupo julga merecer.
Não podemos esperar que as pessoas prefiram se alistar no exército mais fraco ou que tenham pudor em lutar quando considerarem necessário.
Organizar-se é legítimo desde que não se criminalize outros que também se organizarem.
O discurso doce de Márcia Tiburi (em coro com outros filósofos retumbantes) que nos induz a desconfiar de que tudo ao redor é fascismo, porque aparenta organização e algum fervor, ou pior, por apenas nos oferecer o mínimo de contrariedade, é um veneno. É uma espécie de “campanha do desarmamento” ideológica e dissimulada, bem ao gosto do oportunismo midiático.
É vital, para todos, em tempos confusos, começarmos por distinguir audiência de consumidores, pois a política que não se prestar a refletir sobre esta distinção jamais sanará os erros que nos atormentam há muito tempo.

#partidA atrasada: meninxs e meninxs

A questão de gêneros não é apenas uma questão hormonal de mais ou menos testosterona ou prolactina é, sobretudo, cultural.
Conforme crescemos, a sociedade distingue os papeis de maneira mais ou menos acentuada e as últimas fronteiras estão na grafia das palavras.
Um exagero semântico, pois não vivemos uma violência na distinção de gêneros no Brasil. Evidentemente nos deparamos com alguns fósseis, mas não são regras e pequena é a chance e regredirmos em nossas conquistas.
Sem ser alarmista eu não deixo de perceber o antigo decorado com elementos esteticamente pós-modernos.
É inusitado, quando não inadequado, um movimento ferminista, supostamente futurista, se autoafirmar com desinência nominal de gênero com a letra maiúscula. Futilidade? Capricho?
Alguém, sem muita paciência e no embalo do reflexo condicionado, poderia dizer que são coisas de mulher e, consequentemente, ser, de pronto, rechaçado.
Em tempos em que presidente passa a ser “presidenta” torna-se imperativo que os partidos passem a ser ‘partidas’, ou melhor, “partidAs” ?
Para um movimento com arbitrariedades semânticas retrógradas e “sacadas mofadas” nada mais propício que vir acompanhado em sua grafia com o “jogo da velha” do frívolo (mais um termo para ser mensurado pela Escala F) internetês.
Aponto estes brinquedos com uma partida atrasada porque a “presidenta” reeleita já oxidou-se em “presidanta” e o próprio internetês desconstruiu a desinência de gênero e marcou a letra maiúscula como símbolo de agressividade e destempero.
Fosse apenas o mau gosto na grafia publicitária das palavras há o trocadilho infame de a palavra “partida” ser compreendida como a genitália feminina. Sem “moralinas” ou abuso de neologismos, por favor! Também peço piedade para a gente careta e covarde e mamo nas vacas profanas com doce deleite.
Não me incomodo com a genitália diante de mim, mas se Wilhelm Reich estiver certo, a associação destes símbolos com movimentos políticos é desastrosa.
No Brasil existe uma abundância de soluções (o que será que ele quis dizer com isso? Grandes soluços?) e ausência de colaboração. Eis uma entre muitas contradições! Todos querem resolver, mas raros são os que pretendem ajudar.
De mais um partido não precisamos! De um partido que não é partido já temos a rede!
De um partido que não é rede, mas sede...haja saliva!
Para as mulheres adquirirem maior expressão na política basta a divulgação de informações adequadas.
Grande abraço em todxs !

#partidA atrasada: desconstruir a escala F

O mundo é uma soma de fatos, alguns dados pela natureza (Deus já foi desconstruído, um trabalho a menos para o novo partido, ufa!) e outros são construídos pela humanidade (a supremacia masculina já foi desconstruída também).
Somos expertos em construir e desconstruir: escolha o seu lado, tome partido.
Podemos simplesmente apreciar ou podemos agir.
Alguns consideram imperativo agir e os que não compreendem deste modo são denominados alienados.
No mundo em que me acostumei a apreciar percebi que a quadra é pequena para todos e os poucos que a ocupam são selecionados e representam parte dos que ficaram na arquibancada.
No mundo em que me acostumei a apreciar percebi que não sou obrigado a torcer por um ou por outro time, aliás, nem mesmo a assistir à partida.
Vivo num mundo de aparente liberdade! Não nos precipitemos, claro que não é uma liberdade plena. A liberdade de que gozamos está restrita às coisas fúteis.
Posso medir a futilidade e posso adotar o método de ampliar a liberdade do povo futilizando cada vez mais o mundo ao meu redor.
Elaboro a Escala de Futilidade, que pelo uso torna-se carinhosamente a minha doce escala F, e começo a classificar tudo de acordo com ela, pois em algum momento, em algum lugar, algum filósofo disse que filosofar é, basicamente, classificar as coisas.
Convicto da equação mais futilidade = mais liberdade e dotado de uma fita métrica eu me empodero na missão de desconstruir.
Olho para a quadra e as primeiras características notáveis são o uso de uniformes. Cada time prefere cores diferentes, mas, no fundo, compartilham dos mesmos princípios opressores do uso de uniformes. Pronto, encontrei o que desconstruir, achei um ponto de partida.

#partidA atrasada: por uma esquerda cor-de-rosa

O Brasil possui mais de 30 partidos políticos!
Eu considero muito.
Quantos são de esquerda? Sei lá, com a foice e o martelo, creio que 2; com bandeira vermelha outros tantos, mais os que arrotam Marx, além, dos que são vistos com receio pela “elite branca”.
É pouco? Eu considero muito !
Social Democracia é esquerda? Teoricamente sim, mas, na prática brasileira, não sei. Tudo é relativo...tudo se desmancha no ar!
No meio desta confusão, lideranças mais marxistas que outras propõem a organização de mais partidos de esquerda, algo mais de raiz.
Existiria espaço para um socialismo anterior ao de Marx? Creio que não porque no Brasil os esquerdistas são todos científicos.
Seria curioso partidos apoiados em teóricos pré-marxistas, socialismo vintage!
Blasfêmeas à parte, não sei se a esquerda melhoraria com novos partidos. Na prática, os programas de Brizola e Darcy Ribeiro foram adiados com a drenagem eleitoral do PT. ! “Se não fosse o tal do sapo barbudo”, quem sabe?
Novos partidos surgem para denunciar a corrupção (mais do mesmo) e anunciar o século xxi (que já passou), mas ninguém renuncia aquela velha infra-superestrutura do muito cacique pra pouco índio.
O Brasil está com ressaca de esquerda e pintá-la de cor-de-rosa não evitará a náusea.
Porém, nunca é demais lembrar que a distância entre civilização e barbárie, mais do que na opinião de um sobre o outro, está no número de tacadas.