sábado, 12 de março de 2016

Nada a Temer: o livro vermelho e o book rosa do comunismo

Para um país existe algum livro mais importante que a sua própria Constituição?
Mao Tse-Tung impôs à China o seu Livro Vermelho, amplamente divulgado na Revolução Cultural que empreendeu no Gigante Asiático com a estrondôntica tiragem de 6 bilhões de exemplares, entre 1966 e 1976.
Acalentou trepidar o mundo e conseguiu! Não seria exagero afirmar que ele é o responsável por construir o nosso imaginário sobre o Comunismo e/ou Marxismo.
A primeira pergunta que faço é: o livro vermelho seria a melhor literatura para compreendermos o comunismo ou marxismo?
A segunda: quem dedicou a sua vida para implantar ou combater o comunismo ou marxismo propagado por Mao Tsé-Tung não se ocupou com equívocos?
Historicamente, quem se atreveu a fazer a primeira pergunta foi fuzilado pelo Exército Vermelho e não teve tempo de fazer a segunda.
Tenho em mãos um exemplar publicado pelo Jornal Folha de São Paulo em 2010. Ótima encadernação, papel de excelente qualidade e parte da coleção ‘Livros que mudaram o mundo’.
Comprei e imagino quem mais compraria;
estou lendo e imagino quem mais leria!
No conforto de minha residência num país sem os terrores da guerra distanciado há 40 anos do falecimento de Mao Tsé-Tung e há 25 anos da derrubada do Muro de Berlim, considero, a partir das minhas imaginações, que se não houvesse exércitos obrigando ou condenando a sua leitura o livro não teria nenhum valor e que, talvez a maior verdade nele contida, ainda que questionável, é a de que o fuzil é a origem do poder político.
Seria o mesmo que dizer: leia-me para não correr o risco de ser fuzilado.
Do ponto de vista administrativo, papel (mesmo o mais caro!) é mais barato que armas e munições ! Por isso, não me afeto com a ilusão de que soldados se apavoram com os livros (charge tão comum à véspera de protestos e passeatas). Os livros nada mais nada menos denunciam os recalcitrantes...
Pode não ser um ponto de vista romântico sobre o poder das ideias, mas não devemos ficar aprisionados ao nosso idealismo. O mundo exige que sejamos materialistas-históricos...
Comunismo e marxismo influenciam o mundo, mas não com a capacidade que tememos. O que devemos temer é a concentração de poder e a única maneira de nos defendermos da concentração de poder é ocuparmos os lugares de decisão já garantidos pela Constituição de um país democrático para que o governo não se decante na burocracia bolorenta.
Lembremos de São Paulo e seus Soldados Constitucionalistas de 1932! Removemos a ditadura Vargas antes de o “Grande Timoneiro” instituir a própria ditadura na China.
Somos de outra têmpera e a nossa história nos identifica com outra tradição.
Lembremos também de 1964 ! Talvez, se o espectro do comunismo não estivesse assombrando a América Latina tudo teria sido diferente!
Lutemos apreciando os candidatos a vereador de nossos 5.570 Municípios. Evitemos os fuzis enquanto não são necessários. Fortaleçamos o Poder Legislaivo exatamente para evitarmos o desastre da concentração de poder!
Reconheçamos todas as conquistas com ou sem sangue derramado.
Dêmos preferência aos candidatos de partidos que constituem diretórios e rejeitemos o book rosa das siglas que são regidas por comissões provisórias, principalmente as de esquerda!
Sempre haverá os que se venderão...os vermelhos que se desbotarão esbravejando ideologias ruças...O book rosa continuará à disposição na má fama da casa da luz vermelha ou na elegância da boate azul...
Sejamos dignos do país que nos acolhe, expulsemos nas eleições municipais de 2016 os vendilhões do templo e os vermes que se banqueteiam com a concentração de poder.

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