sábado, 12 de março de 2016

O Rosário de Pérolas Vermelhas

O Livro Vermelho é uma compilação de 418 citações de Mao Tsé-Tung distribuídas em 33 tópicos organizada por Lin Piao, ministro da Defesa da China Comunista, e teve a sua 1° edição em 1964.
O Livro foi concebido para divulgar o comunismo e o marxismo-leninismo segundo a compreensão do líder chinês desenvolvida entre 1926 e 1964.
Com a extraordinária tiragem de 6 bilhões de exemplares o Livro Vermelho foi determinante na construção do imaginário mundial sobre o comunismo.
O grande resultado do livro foi consolidar o culto à personalidade do ditador e aterrorizar o bloco ocidental incentivando guerrilhas, em particular, na América Latina, curiosamente, o último reduto de hegemonia católica.
1) Haveria algum interesse do Vaticano na promoção do Livro Vermelho?
2) Promover um adversário a ser combatido para restabelecer o antigo prestígio político perdido com extinção dos Estados Pontifícios?
3) Como mediar diálogos se não houver conflitos?
4) Como com tão diferentes manifestações de socialismo ou comunismo ou interpretações do marxismo as pessoas ficaram atreladas à versão mais inconsistente?
Analfabetismo, a infraestrutura católica, e medo, a superestrutura católica!
Penso isso porque é notável que uma instituição que monopolizou a educação do mundo ocidental, estabeleceu o Index Librorum Proibitorum e oprimiu as editoras com a exigência do Imprimatur assistiu de modo conivente (e, até colaborou via Teologia da Libertação) com a fixação do maoísmo num continente estéril pelo analfabetismo.
Numa rápida apreciação, nada é mais católico do que o Livro Vermelho, isto é, uma Bíblia Pauperum do marxismo e promotor de idolatrias!
Pouco me surpreende uma instiuição que conseguiu esconder o Evangelho por 1500 anos e sempre se sentiu ameaçada com a circulação de informações.
200 milhões de brasileiros é uma fonte de renda nada desprezível que o Vaticano (que é um país, poucos lembram disto!) não seria negligente em perder.

Ruas cheias e partidos vazios = candidatos de sempre ou Marco Antonio Villa e o fim da história

Assisti a um vídeo do Marco Antonio Villa convocando as pessoas para a passeata de 13/3, amanhã, o povo deve estar na rua para que a história aconteça e usou um exemplo da resistência dos ingleses contra o Nazismo durante a 2° Guerra Mundial com a horrível sentença contra quem tiver medo da chuva “ No Brasil não falta um Churchill, no Brasil o que faltam são ingleses”.
????????
Difícil ser mobilizado por um discurso desse!
Percebo que é melhor deixar os historiadores enterrarem a História!
Mas, acredito que a omissão é mais perigosa que a intromissão e farei minha análise da História mesmo sem ser autorizado academicamente para fazê-la, uma vez que quem está autorizado possui um comportamento mais histérico do que histórico.
O Brasil não é formado pela História das massas na rua...O Brasil é historicamente formulado na burocracia dos gabinetes.
Isso me faz compreender que precisamos ocupar os gabinetes mais do que ocupar as ruas, já que a mobilização das ruas resulta das manipulações dos burocratas.
Ruas cheias e partidos vazios = candidatos de sempre!
A corrupção é fruto da concentração de poder e esta concentração pode ser nazista ou de qualquer natureza tal como foi o imperialismo inglês. Os ingleses não lutaram contra o Nazismo por motivos nobres, resistiram ao Nazismo tão somente porque viram o seu imperialismo ameaçado.
A questão no Brasil em nada possui semelhança com a 2° Guerra Mundial policamente e muito menos moralmente!
1) Entre Inglaterra e Alemanha existiam divergências entre soberanias distintas e o Brasil é uma questão interna.
2) A corrupção no Brasil é desastrosa, mas é um vício administrativo e não um conflito armado.
3) O governo do PT e seus aliados não implantaram nenhum regime de exceção, o que moralmente é muito diferente do que praticou o Nazismo.
Se procurarmos encontraremos mais diferenças, mas já se fez claro o disparate do Pancho Villa, desculpe, quis dizer, Marco Antonio Villa!
2016 é uma oportunidade preciosa pois é ano de eleições municipais e estamos distraídos com os próximos candidatos a prefeito e vereadores dos 5.570 Municípios brasileiros!
Puxa, que professor de merda é este Marco Antonio Villa!
Equívocos de análise, de método e de objetivos! Induzindo a população mais uma vez ao erro e em nada aproveitando as lições da História!
Fico feliz por ser brasileiro em vez de inglês pois estamos consolidando a nossa democracia com a espontaneidade que temos.
Se tivéssemos bons professores teríamos políticos melhores!

Fuxicomunismo: dislexias, polissemias e péssimos trocadilhos ou MP-SP contra os insetos

“O meu partido é o coração partido”... só que não !
Hegel e Engels = duas curtas palavras (apenas 2 sílabas cada!) com 4 letras em comum formam um campo fértil para a dislexia com direito a “gel” no final.
Fuxico = polissemia, isto é, uma palavra com mais de um significado!
1) Fuxico = substantivo masculino.
  1. 1.comentário que é espalhado com base em suposições, quase sempre desleal; futrica, futrico, intriga, mexerico.
  2. 2.intromissão no que não lhe diz respeito; bisbilhotice.
2) Fuxico = artesanato com retalhos de tecidos
Fuxicomunismo = um péssimo trocadilho (confesso!), mas, como todo trocadilho, irresistível.
A livre expressão está subordinada à livre associação de ideias e à compulsão.
Quando parar? Espera-se algum bom senso! Mas seria o bom senso consenso?
O meu bom senso adverte que quando seu texto lembrar as crônicas do Pedro Bial é melhor parar.
Seria cruel ou decepcionante admitir que toda mesura é uma censura? Já parei !
Fala que eu te executo!
Sabemos que o MP-SP é terrível contra os insetos....só contra os insetos!
Quem determina quem são os insetos?
O Livro Vermelho de Mao Tsé-Tung ensina que o poder político nasce do fuzil, portanto, o fuzil determina quem é o inseto.
Num país de analfabetos a burocracia é tão violenta quanto um exército sanguinário deteriorando o augusto dístico do pavilhão em “Fuxico e Processo” para legitimar judicialmente o Santo Inquérito.
Fossem os togados ciosos da Filosofia do Direito jamais haveria qualquer displicência com nomes de autores consagrados.
Procuradores são para procurar e na compulsão irrefreada encontram não só a-pêlo em ovo mas também doutrinações perniciosas da baranga do sufaco cabeludo em exames estudantis do ensino médio.
Nada é por acaso! O medo que temos do comunismo foi alimentado pelo Livro Vermelho, que talvez nunca foi lido como o Evangelho que também não é, e semelhante à brincadeira do telefone sem fio foi disseminado entre uma população de tradição oral condicionada a aceitar o que os doutores falam. Se o doutor falou, está falado! Prós e contras numa briga de foice no escuro entre outras marretadas.
Herdeiros da “Bíblia Pauperum”, do peso do chicote e de retalhos “revolucionários” de um Livro de Citações, que é o Livro Vermelho, para leitores de olhos vermelhos.
Do cada um na sua, mas com alguma coisa em comum percebemos que o medo é a única coisa em comum entre insetos e inseticidas e o medo é fruto da ignorância perpetuada em fuxicos.
Sobre fuxicos: os fuxicos eram uma expressão de inteligência e um manifesto contra o desperdício quando as antigas costureiras aproveitavam os retalhos de tecidos para fazer artesanatos.
As peças de retalhos eram verdadeiras joias porque esperavam a disponibilidade de descarte, o que demandava tempo e capricho da artesã na combinação de cores e desenhos (mosaicos bizantinos). O fuxico,em si, era o máximo do capricho pois franzia o retilíneo retalho!
As peças eram raras mesmo que baratas e as de bom gosto mais raras ainda revelando o talento da artista mais que o tecido descartado. O luxo do lixo!
Hoje, de modo insensato, compra-se fazendas com o despropósito de retalhá-las, por simples capricho de estragar tecidos e fazer fuxicos de mau gosto numa combinação desastrada de cores. O lixo do luxo!
Fora “ismos”, um perigoso aforisma!

Nada a Temer: o livro vermelho e o book rosa do comunismo

Para um país existe algum livro mais importante que a sua própria Constituição?
Mao Tse-Tung impôs à China o seu Livro Vermelho, amplamente divulgado na Revolução Cultural que empreendeu no Gigante Asiático com a estrondôntica tiragem de 6 bilhões de exemplares, entre 1966 e 1976.
Acalentou trepidar o mundo e conseguiu! Não seria exagero afirmar que ele é o responsável por construir o nosso imaginário sobre o Comunismo e/ou Marxismo.
A primeira pergunta que faço é: o livro vermelho seria a melhor literatura para compreendermos o comunismo ou marxismo?
A segunda: quem dedicou a sua vida para implantar ou combater o comunismo ou marxismo propagado por Mao Tsé-Tung não se ocupou com equívocos?
Historicamente, quem se atreveu a fazer a primeira pergunta foi fuzilado pelo Exército Vermelho e não teve tempo de fazer a segunda.
Tenho em mãos um exemplar publicado pelo Jornal Folha de São Paulo em 2010. Ótima encadernação, papel de excelente qualidade e parte da coleção ‘Livros que mudaram o mundo’.
Comprei e imagino quem mais compraria;
estou lendo e imagino quem mais leria!
No conforto de minha residência num país sem os terrores da guerra distanciado há 40 anos do falecimento de Mao Tsé-Tung e há 25 anos da derrubada do Muro de Berlim, considero, a partir das minhas imaginações, que se não houvesse exércitos obrigando ou condenando a sua leitura o livro não teria nenhum valor e que, talvez a maior verdade nele contida, ainda que questionável, é a de que o fuzil é a origem do poder político.
Seria o mesmo que dizer: leia-me para não correr o risco de ser fuzilado.
Do ponto de vista administrativo, papel (mesmo o mais caro!) é mais barato que armas e munições ! Por isso, não me afeto com a ilusão de que soldados se apavoram com os livros (charge tão comum à véspera de protestos e passeatas). Os livros nada mais nada menos denunciam os recalcitrantes...
Pode não ser um ponto de vista romântico sobre o poder das ideias, mas não devemos ficar aprisionados ao nosso idealismo. O mundo exige que sejamos materialistas-históricos...
Comunismo e marxismo influenciam o mundo, mas não com a capacidade que tememos. O que devemos temer é a concentração de poder e a única maneira de nos defendermos da concentração de poder é ocuparmos os lugares de decisão já garantidos pela Constituição de um país democrático para que o governo não se decante na burocracia bolorenta.
Lembremos de São Paulo e seus Soldados Constitucionalistas de 1932! Removemos a ditadura Vargas antes de o “Grande Timoneiro” instituir a própria ditadura na China.
Somos de outra têmpera e a nossa história nos identifica com outra tradição.
Lembremos também de 1964 ! Talvez, se o espectro do comunismo não estivesse assombrando a América Latina tudo teria sido diferente!
Lutemos apreciando os candidatos a vereador de nossos 5.570 Municípios. Evitemos os fuzis enquanto não são necessários. Fortaleçamos o Poder Legislaivo exatamente para evitarmos o desastre da concentração de poder!
Reconheçamos todas as conquistas com ou sem sangue derramado.
Dêmos preferência aos candidatos de partidos que constituem diretórios e rejeitemos o book rosa das siglas que são regidas por comissões provisórias, principalmente as de esquerda!
Sempre haverá os que se venderão...os vermelhos que se desbotarão esbravejando ideologias ruças...O book rosa continuará à disposição na má fama da casa da luz vermelha ou na elegância da boate azul...
Sejamos dignos do país que nos acolhe, expulsemos nas eleições municipais de 2016 os vendilhões do templo e os vermes que se banqueteiam com a concentração de poder.