terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Billboard Top Christmas Hits 1970's - 1980's (2016 Full Album)

Billboard Top Christmas Hits 1940's - 1960's (2016 Full Album)

Secretaria Playmobil

Acabaram-se as dúvidas sobre a existência de Papai Noel.
À véspera do Natal, em Jacareí, o prefeito recém-eleito, já diplomado, leu a cartinha do menino bem comportado e criou uma Secretaria de Mobilidade Urbana para cooptar apoio no Legislativo.
O que é mobilidade urbana ? Trânsito !
Edinho Guedes, foi nomeado como diretor de trânsito, mas com um toque goumertizador. Estarão sob sua jurisdição os food trucks ?
Vamos parar de brincadeira, não é ?
Jacareí possui um problema crônico quanto ao trânsito que nada mais é do que poucas ruas para muitos veículos e inúmeros gargalos.
Mais transporte coletivo, pela física, reduziria a quantidade de veículos individuais.
Pensando nisso, o vereador eleito pelo PR, Paulinho dos Condutores seria a pessoa mais qualificada para assumir a nova pasta.
Mais transporte coletivo resultaria em mais fluidez ao nosso trânsito ?
Se a tarifa do ônibus continuar alta em relação ao kilômetro percorrido, o cidadão não abrirá mão do conforto da sua brasília amarela com rodas gaúchas e, de quebra na quebrada, ouvir seus funks preferidos.
Mais do que mobilidade faltaria adesão ao projeto, uma certa dose de mobilização.
Outra solução são as bicicletas. Pois bem, faremos ciclovias ?
Nossa possível Amsterdã iria carecer de um clima mais ameno. Sem as correntes frias do Báltico ou do Mar do Norte, nossa refrigeração dependeria de ruas bem arborizadas.
Bicicleta é uma opção saudável, menos poluidora e de baixo custo, porém, sem o frescor da querida Mata Atlântica a caatinga dos ciclistas não seria bem recebida.
Soluções ecológicas são bem sucedidas se consideradas ecologicamente e não pelo artifício dos gabinetes com ar condicionado.
Outra solução: VLT, isto é, veículos leves sobre trilhos.... Trilhos ? Nosso leito ferroviário original foi desfigurado pelo governo desaprovado nas urnas (que teve o suporte legislativo do futuro secretário, inclusive, como líder do governo).
O que esperar de soluções sobre o trânsito de alguém que não soube diferenciar uma rodoviária de um posto de gasolina ?
Bom, Papai Noel existe, mas nem sequer poderia estacionar o trenó na vaga do padre para embelezar o presépio porque ela já foi anexada por usucapião ao escritório do novo chefe dos marronzinhos.
Querem recorrer das multas de trânsito ? O gabinete apenas mudará de endereço !

A cultura de Cebolinha e seus planos infalíveis

"tínhamos uma ideia, mas você mudou os planos; 
tínhamos um plano, mas você mudou de ideia"

Uma gestão quanto mais serena melhor para satisfazer  a inquietação da cada vez mais exigente legião urbana.
Qual a importância de um plano de cultura ?
Burocracia ? Cumprir o que foi determinado pelo Ministério da Cultura ?
Um órgão que foi ameaçado de ser extinto ? Que quando retomado passou pela humilhação dos interesses patrimoniais do "articulador" político do Governo Federal sobre desejo de o IPHAN manter-se cioso de suas atribuições institucionais de preservar um conjunto de patrimônios artísticos e históricos da primeira capital do Brasil?
Entre prédios tombados, demolidos e novos Museus do Futuro (em outra ex-capital do Brasil) o que temos é um documento que ajudará na avaliação do antes e do depois.
De tudo que sei sobre cultura é que somos frutos de nossas narrativas, sejam reais ou fantasiosas. Um dos maiores poetas do nosso idioma grafou que "o mytho é o nada que é tudo" e impõe a lembrança de que Portugal se consagrou como potência de navegadores por acreditar que Lisboa tivesse sido fundada pelo lendário Ulisses. Desde então, a apropriação da Odisseia como texto fundador da Nação inspirou as aventuras dos Descobrimentos por mares nunca antes navegados.
Maior ousadia pode não ter sido do marinheiros, mas de quem adotou as agruras de um herói que tentou fugir da guerra e estando em Troia foi o grande responsável pela vitória.
Que o equilíbrio seja alcançado no cortejo da insanidade sem se esquecer de que tudo que é sólido se desmancha no mar com os ventos da antipatia de Poseidon.
Não acredito em que nada além do que duvido, e, de minha parte (para quem considerar importante), jamais esconderei o meu sorriso bobo parecido com soluço no desenrolar de mais um plano infalível.

una era de fidelidad

Beirou ao mau gosto a comoção da mídia brasileira sobre o falecimento de Fidel Castro, caudilho da sedutora ilha caribenha.
Acostumamos a fazer ouvidos moucos a tantas incoerências que mal conseguimos andar no pântano da indiferença das informações que recebemos. 
O Brasil, hoje, graças à espontaneidade tecnológica (fenômeno derivado da livre concorrência), após a variedade de fontes de opiniões promovidas pela internet, se arrependeu por ter dado força ao projeto de governo de pessoas intolerantes à ditadura militar tupiniquim porém, curiosamente, entusiastas à ditadura implantada por uma dupla de playboys.
Sem negar a importância geopolítica ocupada pelo "El Comandante", mas o mínimo contato com a definição de símbolo nos traz a mente que um símbolo precisa mais da colaboração do ouvinte do que do emissor na construção de uma alegoria comum para que ele seja receptáculo de inspirações bem sucedidas, ou seja, uma caixa de charutos só tem valor para ávidos tabagistas; para outros não passa de rolos de folhas secas oferecidos por preços extravagantes.
Cuba foi uma grande distração a empolgar, por um lado, devotos excêntricos à altura de Sartre e, por outro, a atemorizar uma massa de desinformados. José Serra e Fernando Henrique manifestaram suas exéquias e confirmaram a ingenuidade (muito suspeita!) ou, quem sabe, a mais sutil malícia da intelligentsia nacional.
A lufada liberal que ganha força na rede expressou grande alívio pela ausência do capataz do canavial. Revanchismo tardio e pueril !
Precisamos cuidar de nossa Educação e comparar, com o mais básico positivismo, os números disponíveis sobre a ilha e o mais intenso Município de nosso país.
São Paulo (o Município !) apresenta uma população maior que Cuba e uma área dez vezes menor; o PIB é  cinco vezes maior e o IDH está 1 ponto mais alto.
Muitos poderão argumentar que o bloqueio econômico é uma grande sabotagem à utopia, mas a ilha não cumpre a tarefa de uma locomotiva que precisa puxar mais 27 vagões e tantos outros 200 milhões de habitantes; além de gozar de ampla autonomia no concerto internacional.
Participássemos mais da política local e desfrutaríamos da melhor gestão de saúde possível, mas nos acostumamos a maldizer nossos gestores e venerar realidades transmitidas por uma janela tendenciosa da emissora monopolista. Acomodamo-nos ao voto nulo e abstenção em vez de investirmos 1 dia que seja para pesquisar sobre o menos pior dos candidatos toscos que nos restam (nossa falta de critérios nos condena ao desprezo dos caciques partidários!).
Longe de apoiar o reducionismo tecnocrata ou algum furor separatista, faço estas comparações apenas para mostrar que a liberdade está à distância de poucos cliques, dos quais os insulares são tolhidos covardemente. 
Quem preferir estórias da carochinha que adormeça sob a cantilena do "era uma vez num lugar tão tão tão distante".
O que mais temos por comemorar é o fim da era do ser subjugado ao fantástico televisor, que nada mais fez do que dar cores a eventos opacos, com a mais nobre função de reunir grandes audiências para consumirem comerciais de refrigerantes que adocicaram o rum dos piratas de sempre.

Olha ela !

Com a aliança entre PSDB e PR firmada na composição da Mesa Diretora e a possível adesão do PSB para um projeto de eleição do presidente da Câmara de Jacareí fica pendente apenas o nome do titular ou da titular da mais alta distinção da Casa.
Sabendo que o PSDB apresenta a maior bancada e é o partido do Chefe do Executivo tudo indica que um dos 3 vereadores da legenda seja o agraciado.
Excluíremos de imediato Aderbal Sodré, que não pode ser candidato pois Patrícia Juliani será empossada e elegerá a Mesa antes de passar a cadeira ao suplente.
Temos, portanto, 2 opções: Lucimar Ponciano e Dr. Rodrigo Salomão.
Dr. Rodrigo já murmurou não se interessar pela presidência, já que prioriza suas atividades como médico. O que nos leva a crer que a presidência caiu no colo de Lucimar.
Será a primeira vez que a Casa terá uma mulher efetivamente em seu comando. Um feito histórico protagonizado pelo PSDB.
Bom, parece tudo certo para este e para o próximo biênio, considerando que a eleição da Mesa versa por acordos a curto e a médio prazo.
A 2ª Secretaria, respeitando a regimental proporcionalidade, fica com o PSD.
 A vice-presidência poderia valorizar a figura do veterano Valmir do Meia Lua (PSDC)?
Se o PT fizer valer seu direito à proporcionalidade, claro que não ! Ou o vice- presidente ou o 2º secretário deve ser do PT.

Virando a Mesa

Na corrida presidencial da Câmara Municipal de Jacareí parece que Fernando da Ótica (PSC) já é carta fora do baralho.
Ainda está indefinido o titular ou a titular da cadeira, mas a costura indica o preenchimento da 1ª Secretaria para os apoiadores e o contemplado tende a ser Abner Rosa (PR).
Com a bancada do PR compondo a sustentação os sete votos estão garantidos, salvo se houver  alguma surpresa (que sempre  pode acontecer!).
O mais emocionante não é só isso! O enredo, desta vez, nos traz uma antiga lição que costumamos esquecer por desdenharmos dos clássicos.
Ítalo Calvino em seu delicioso livro "Por que ler os clássicos ?", depois de elencar várias razões irrefutáveis para lê-los, conclui a lista com a tácita e simples afirmação: Porque é melhor do que não lê-los. O clássico em questão é o monumento de Gutenberg, a Bíblia.
O livro de Samuel nos apresenta a história de Saul e Davi, o primeiro e segundo reis dos hebreus, e o entrevero dos dois.
Na versão jacareiense apreciamos o vereador eleito Abner (que toca violão - vai vendo !) como ex-assessor do vereador Fernando, que o exonerou por ter sido convidado para pastorear um templo da Assembleia de Deus.
Um gesto inexplicado para um vereador que também é evangélico. Mesmo que não se trate da ignominiosa intolerância religiosa, é possível deduzirmos que as motivações de Fernado revelam um político mesquinho por não conseguir conviver com a liderança de Abner.
Após vencer o Golias da eleição, Abner está prestes a ser eleito como Primeiro Secretário e Fernando ficará longe da Mesa Diretora.
Dando ouvidos ao seu assessor Kobra, Fernando dificilmente conhecerá algo mais do que as primeiras páginas do Gênesis.
Para quem pensou que a eleição de Izaias para prefeito seria o único momento profético de nosso Município nada perde ao ler as Escrituras.

O sétimo voto é o bicho

Dia 1º de janeiro de 2017, depois de empossada a nova Legislatura, dá-se início a eleição da Mesa Diretora.
Presidente e os 2 Secretários possuem algumas prerrogativas: administrar o Legislativo, compor a Ordem do Dia e algumas iniciativas exclusivas, como a de elaborar projetos de majoração do subsídio dos vereadores, por exemplo. 
Importante lembrar que no Legislativo ninguém manda em ninguém, isto é, nenhum vereador é subordinado a outro. O prestígio de ser presidente confere ao titular a responsabilidade de conduzir as votações, gerenciar os recursos e zelar pelo patrimônio da Casa.
Outras responsabilidades são conferidas às Comissões Permanentes e todas as decisões passam, ao fim, pelo crivo do Plenário.
A composição das Comissões também é de máxima importância e as mais cobiçadas são as de Constituição e Justiça e a de Finanças e Orçamento, que, de forma regimental, são ocupadas pelas maiores bancadas (os resultados da urnas são decisivos na microfísica do Parlamento - como seria mais cuidado o eleitor se tivesse consciência destes detalhes!).
A maior bancada que temos é a do PSDB com 3 vereadores e mais 3 bancadas com 2 vereadores cada: PT, PSD e PR. A rigor, apenas os vereadores destes partidos poderiam participar das Comissões Permanentes, porém, existe a oportunidade de os outros partidos que possuem vereadores solos de fazer alianças com partidos que possuem bancadas.
Onde estará o sétimo voto necessário para eleger o presidente entre 13 pares ?
Todos os partidos pulverizados foram eleitos na base eleitoral do próximo prefeito do PSDB, exceto, Sônia da Patas da Amizade, que foi eleita pela base eleitoral do PSB que apresentou majoritário próprio em 2016.
Se a base eleitoral permanecer unida na Câmara bastaria ao príncipe aglutinar o apoio da vereadora Sônia.
A primeira coisa a se fazer é permitir uma aliança entre PSDB e PSB para que Sônia participe das Comissões Permanentes. Não seria um bom exemplo de coerência compor a Comissão de Meio Ambiente com uma educadora e bióloga ?
Neste lance o Fernando da Ótica (PSC) já perdeu todas as chances de ser eleito presidente porque não pode começar o diálogo com esta mínima oferta porque o PSC não elegeu bancada.
A não ser que Fernando se ofereça como sétimo voto para eleger a si próprio numa composição com as 3 bancadas, se houver 3 bancadas interessadas num projeto pessoal de Fernando porque uma delas poderia ser facilmente atraída pelos encantos da Prefeitura e gentileza no atendimento de várias demandas.
O príncipe simplesmente trocaria um pretensioso por 2 colaboradores e membros natos das Comissões Permanentes.
Um homem de visão não precisa passar por isso !

Leilão de novos e usados

Como é de costume, poucas pessoas estão atentas à eleição mais importante do Município. Dependendo de quem seja o Presidente da Câmara Municipal saberemos a linha de governo que teremos.
Seria alguém com a altivez de um 1º ministro para dar ao colegiado a independência que o dignifica ou um mero contínuo que se sujeitará aos caprichos do príncipe ?
Deixemos a altivez de 1º ministro para as próximas legislaturas, não é ?
No mais, ficaremos com os possíveis contínuos mais ou menos voluntariosos.
Esta nova composição legislativa é, de longe, a mais interessante dos últimos tempos. Fruto da internet, foram eleitos parlamentares sob os olhares presentes dos munícipes e isso legitima a representatividade com uma sotisficação que os caciques partidários mal estão sintonizados.
Imagino que no usual jogo de palito, infelizmente, prevalecerá a mentalidade de mascate e o leilão procederá em aspectos mesquinhos.
A Câmara, graças às intervenções do Tribunal de Contas, reduziu seus cargos comissionados. O que vale dizer que o príncipe leva vantagem nas especulações.
O PSDB possui a maior bancada com seus 3 vereadores de primeira viagem, mas completa a base de sustentação fragmentada com mais 3 vereadores de 3 diferentes partidos, que não somam a maioria necessária para garantir o próximo primus inter pares.
Seria mais confortável se a própria base de sustentação não estivesse dividida, mas está. Pleiteiam o status da presidência Fernando (PSC) e Lucimar (PSDB), o que dá mais fôlego para uma suposta oposição levar a melhor.
Levando-se em conta a experiência, Valmir do Meia Lua (PSDC) seria o presidente natural, rumo ao seu quarto mandato também foi o mais votado nas urnas e pertence ao partido do vice-prefeito. 
Perfeito, não há o que se discutir, mas a política sempre oferece a sedução do exercício de todas as possibilidades.
Fernando acalenta um projeto futuro ? Em 2020 vote no 20 ? Só o tempo dirá ! Claro que para isso se consolidar são necessários passos maiores durante o percurso e ser presidente do Legislativo é um prestígio que valoriza o passe entre futuras alianças e engorda o santinho eleitoral.
Pior do que carnaval, leitor, mal acabou o desfile e o Município é menos importante do que a eleição daqui a 4 anos.
Existem as pretensões de outros players e o vice-prefeito eleito, Sasaki (PSDC), é o mais talhado para ser o próximo majoritário. Sua gestão (com a esposa e o  compadre entre os secretários) terá o cuidado de ninguém atrapalhar o seu caminho.
O que vale dizer que Fernando deverá se contentar com a contraproposta da contraproposta. Não será o presidente, mas o que ele ganha com isso ? 
Ainda os costumes, o primeiro lance dificilmente arremata o leilão !

Marcelo. martelo, marmelo

Em tempos de martelo os dois Marcelos que disputaram o 2º turno carioca apanharam com delicadas varas de marmelo.
As abstenções e votos nulos e brancos expuseram o desalento do eleitor.
Até que ponto os candidatos e partidos são os únicos responsáveis pela falta de credibilidade do processo eleitoral ?
Quando alguém não nos inspira confiança qual é a recomendação do Manual do Escoteiro Disney ? Aproximar-se, por certo !
Devemos manter sob nossa vigilância toda e qualquer atividade suspeita.
Se suspeitamos dos candidatos e partidos, por que nos afastamos? Não só das urnas mas também da filiação partidária ? Ainda mais quando os partidos são subsidiados com recursos públicos? Por quê ?
Por infantilidade apenas. Só por isso !
Antes que o leitor se irrite, é importante lembrarmos o que venha a ser infantil. A origem da palavra infantil nos remete à ideia de uma pessoa incapaz de falar. A criança em tenra idade não consegue falar e, seja da perspectiva do psicólogo Vigotsky ou do filósofo Wittgenstein, falar é uma ferramenta essencial ao desenvolvimento do pensamento e da percepção. Sem a moldura da linguagem fluente é impossível o salto cognitivo e o indivíduo se angustia em devaneios. Nestes casos, a palavra debate, jocosamente, torna-se a melhor ilustração do dramático episódio: ver a pessoa se debatendo como se fosse um peixe fora d'água e recusando-se a pular no aquário que não seja o seu preferido.
A mercadoria dos candidatos são promessas e discursos, que não passam de palavras ao vento, a que os eleitores rebatem com resmungos e vitupérios. Nesta Babel é flagrante a incapacidade de comunicação. Sendo assim, dada a ausência pragmática de contrato, o eleito por acaso trata a todos com descaso.
Nas urnas nada fica além das cinzas de uma precária participação política. Desta triste PPP é urgente nos mobilizarmos contra tamanha precarização. Por onde começar ? 
Sugiro que comecemos pela leitura da Constituição Federal. Nela encontramos desde a afirmação de que o "poder emana do povo" (parágrafo único do Art 1º), a garantia de pluralismo político e a dignidade da pessoa humana até a exigência de filiação partidária como condição de elegibilidade (parágrafo 3º do Art 14).
Deseja candidatos dignos de seu voto ? É simples ! Ingresse no partido político de sua preferência e ajude a selecioná-los antes do registro das candidaturas.
Para consolo de todos, a mesma Constiuição garante que o Poder Legislativo (com sua inerente diversidade) é mais importante que o Poder Executivo.
Antes de clamar por reformas, informe-se !
Jamais dependa de intérpretes da língua dos anjos em meio ao ruidoso culto à rejeição.

Proud Mary, rio abaixo

Jacareí é um celeiro de talentos, só que não !
Sim, aqui nascem pessoas talentosas, mas como a evasão é grande o jeito para compensar essa fuga é importar os talentos desprezados de outras plagas da recente RM Vale.
Tudo pelo bem do Município, assim seja !
No último capítulo da novela "Nomeações" confesso que esperava  o teacher Osmar como Presidente da Fundação Cultural, dada a sua dedicação ao Museu e seu lendário movimento Cobra de Vidro, mas...(creio que esta será a gestão do Educa, mas...)...mas um bom escritor se diverte em surpreender os telespectadores. 
O príncipe usa da prerrogativa de nomear para preencher os cargos com nomes requentados de gestões malfadadas, outros desconhecidos e outros renomados regionalmente para funções inusitadas.
Preterida na sucessão à prefeitura de São José em 2012 por uma desastrosa leniência do PSDB que resultou na vitória de Carlinhos de Almeida e finalmente candidata pelo PV em 2016, Claude Mary Moura, foi anunciada como Chefe de Gabinete da Atenas Paulista.
A ex-secretária de governo do tucano Eduardo Cury na capital do Vale era a preferida de todos os partidos aliados, só o PSDB não confiou o pleito de 2012 a ela ( Muito curyoso isso !), agora será chefe de gabinete, ou seja, uma recepcionista plenipotenciária! Cuidará da agenda do príncipe. Como é um luxo citar Shakespeare, é impossível resistir: Claude Mary é uma das melhores cabeças de São José. 
Ao meu insignificante modo de ver, Izaías já demonstrou ser insuperável em desperdício.
Para quem duvida que os nomes possam ser presságios, estar no Palácio do Esmaga Sapo, ainda é melhor do que limpar pratos em Memphis ou como frentista em New Orleans (se bem que, em Jacareí, os frentistas são mais respeitados como legisladores do que as fisioterapeutas)
Há mais coisas entre o PSDB e o PV do que sonha a nossa vã filosofia.
Seja bem-vinda, Mary !

Ocupar sim, mas os partidos !

Sem dúvida, o mundo digital é um admirável mundo novo, porém, mais por escancarar o antigo que desconhecíamos ou relutávamos em admitir do que por ser propriamente novo.
A tecnologia nos une de um jeito tão intenso que chega até incomodar. Nos deram espelhos e vimos um mundo de porcos-espinhos. Debaixo do tapete nada sobeviverá, basta um clique e o adorno escapa pelas janelas.
Sopra o vento da mudança ou apenas o frescor da brisa nos arrepia?
Em meio a modismos e futilidades a informação se enraíza e os hábitos se transformam nas aparências e nas essências, no entanto, sem perder o fundamental do primata que se acomoda com seu espetacular polegar opositor em curtir uma avalanche de notícias sem medir as consequências.
Por isso, o que sempre nos assusta é o fundamentalismo que vem à tona nos primeiros contatos digitais.
Mesmo que tarde, decobriu-se que a escola é o espaço privilegiado do aprendizado. Para quem leu "O Ateneu" não é difícil lembrar-se de que a escola não molda a sociedade, apenas a reflete.
Porém, não deixa de ser a escola o balão de ensaio em que os futuros agentes exercitam suas habilidades e vocações.
A sociedade carece de novos líderes e denuncia nas urnas a crise de representatividade. Se a escola não os preparar, eles ocuparão as escolas. Tivessem os gestores escolares intimidade com a Carta Magna brasileira e estariam precavidos quanto à força ctônica da autodeterminação dos povos, pois reza o Contrato Social que a força institui a escravidão e somente a covardia a perpetua. A mensagem clara das ocupações escolares é a de que: embora imaturos nossos jovens não são covardes.
A Educação é um dever do Estado e das famílias e será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade visando seu preparo para o exercício da cidadania. Que a nossa sociedade não desperdice a pura altivez de nossa juventude, colocando-a de joelhos sobre o milho. Que a escola desenvolva a habilidade discursiva de todos os empenhados em assumir o desafio de desbravar as veredas tênues do desconhecido para preservar o que de mais belo existe na confiança recíproca entre lideranças e liderados.
Antes que os estudantes sejam estigmatizados como desocupados por se ocuparem com a cidadania que lhes importa, devemos todos indicar aquilo com que realmente precisariam se ocupar e não apenas estarem preocupados: os partidos políticos.
Desertos, os partidos políticos promovem o abismo entre eleitores e eleitos. 
Mais do que slogans, bastava memorizar a simples equação cidadã: Ruas cheias + partidos vazios = candidatos de sempre. 
Ou seja, a coisa certa no lugar e na hora errados perde toda a razão de existir e alimenta toda sorte de oportunistas.
Já houve alguns transtornos evitáveis no 2º turno das eleições municipais e a realização do ENEM causa apreensão nas escolas ocupadas.
Estudantes de todas as ocupações, uni-vos (dentro dos partidos) !

Tiro no Escuro

Considerando que:

a) finanças não é economia;
b) eleição não é política;
c) propaganda não é informação;
d) legalidade não é justiça;
e) oposição não é sabotagem ao governo

Podemos afirmar que entre a falta de iniciativa e o vício de iniciativa dos vereadores de Jacareí quanto à revogação da taxa de iluminação há um tiro no escuro.
Confiantes no distanciamento da população é simples e irresponsável dizerem o que o eleitor gosta de ouvir. Neste momento, devemos também considerar que: f) demagogia não é democracia.
É óbvio que o morador pagará por todos os custos do Município, cobre o gestor de modo transparente ou não estes custos. Também é óbvio que a despesa desagrada a todos.
Impossível não fazer uma analogia com o câncer (já que estamos entre o outubro rosa e o novembro azul). Quem gostaria de sofrer com o câncer? Ninguém ! Qual o fator mais eficiente para aliviar o sofrimento? O diagnóstico precoce.
Sempre será decisiva a transparência e, para que ela seja efetiva, ela deve ser o maior tributo de todos os envolvidos, porque negar o problema e, consequentemente, o seu tratamento jamais promoverá a cura.
Taxa ou imposto nunca foi o tumor. A taxa sempre foi o remédio paliativo para atenuar as crises mais agudas.
Podemos acrescentar em nossa lista de considerações: g) alívio não é conforto.
Como evitar as crises? Prever para prover é a fórmula consagrada tantas vezes lida e invariavelmente esquecida.
Ter ou não um tumor independe da vontade de quem o adquire, mas deve ser a prevenção um cuidado de todos para que o paciente passe pelo menor dos males.
Sem estender demais na analogia: inalamos, sem saber ou de maneira negligente, venenos por muito tempo.
Caso seja Hamilton Ribeiro Mota um prefeito estadista e correto, o munícipe sensato esperará pelo veto, porque o morador precisa compreender melhor a tramitação dos processos legislativos e os limites legais a que as autoridades estão submetidas, sobretudo aos imperativos econômicos e socioambientais. Haja água para tanta ressaca !
O projeto de lei original, de autoria do Executivo apresentado em 2015, possui graves erros, mas as duas tentativas de revogação possuem erros muito maiores, pois mantêm a cidadania no apagão da desinformação em troca de conveniências eleitorais e projetos imediatistas (a próxima eleição é daqui a 1 ano e meio).
Os votos favoráveis dos vereadores pela revogação da taxa (ainda que com o apelo da incomum unanimidade) tornam-se sem efeito quando o Poder Legislativo usurpa a exclusividade de iniciativa do Poder Executivo.
Antes fosse a solução do problema o simples anúncio do acréscimo de 40 milhões de reais aos cofres do Município.
Traduzindo: o jacareiense está sendo feito de trouxa !

O maior defeito é ser político

Plutão é planeta ?
Até pouco tempo atrás não havia nenhuma dúvida.
Isso é importante ? Depende, diante do inquisitor ávido por punir é vital corresponder às expectativas e cantar o que reza a cartilha porque o algoz já amolou o cutelo.
O compromisso do gestor eleito da capital paulista de doar seus vencimentos às entidades repercutiu mais por se confundir ao citar o nome da primeira beneficiada do que por sua generosidade.
Defeituosa ou deficiente são preciosismos do "politicamente correto", por assim dizer, compreensíveis mais como armadilhas para todos numa dislexia incidental do que um ato falho a revelar os valores morais de quem troca as duas palavras, mesmo porque a AACD propagandeou por 50 anos o antigo nome. No ano 2000 um plebiscito entre os associados ratificou a mudança de nomeclatura.
Mas não é só isso ! Nas filigranas na notícia existe um ou mais fatos problemáticos: subsídio ou salário ? Doar ou não doar ? Existe um abismo entre os termos e propósitos que podem mostrar não só os equívocos de formação e preparo com a res publica dos futuros gestores como também de todos os eleitores em perdurá-los. O subsídio denota algo dentro do mandato a ser subsidiado e o salário o universo estritamente pessoal de quem o recebe. 
Já, doar ou não doar seus vencimentos de prefeito pode incitar um modismo nocivo a impactar os demais pleitos, como se digno de ser eleito fosse apenas o candidato que pudesse abdicar de seus vencimentos, isto é, apenas os abastados, os "não políticos" como a campanha eleitoral fez questão de afirmar; contrariando a razão de ser do subsídio, ou seja, promover oportunidade a todos de se afastarem das lides diárias para exercer o comando do Município com exclusividade, dedicação e independência, quando não, altivez.
Todos concordariam que a Dória é dada a faculdade de fazer o que bem entender com os seus vencimentos se ele estivesse isento deste julgamento, se não fosse a Educação, sobretudo política, a primeira e mais importante função do gestor público.
Devemos lembrar que quando o maior município do Brasil elege no 1º turno o seu Chefe do Executivo, um "não-político", com menos votos que a soma da abstenção, votos brancos e nulos podemos perceber que estamos imersos em defeitos ou deficiências (seja lá como venha a denominar-se o que nos distancia de nossos anseios).
Basta ser político para ser desprezado como nenhum defeituoso deve ser e entregamos a gestão a meras embalagens inéditas contendo os velhos venenos da desinformação.
Bem, enquanto isso, doa a quem doar !

Trago esta rosa para lhe dar

Não é nepotismo, é nipotismo !
Estivéssemos num churrasco à porta de uma padaria ouvindo o som do carro e bastaria este trocadilho tosco entre um riso sardônico e outro para dar o assunto como encerrado.
Porém, mais por respeito ao leitor do que ao conjunto da obra da gestão que surge no horizonte, creio que seja de bom tom discorrermos um pouco sobre a nomeação de Rosa Sasaki, esposa do vice-prefeito eleito, como Secretária de Planejamento.
Irressistível, não nos perguntarmos há quanto tempo esta nomeação foi planejada.
À luz do caput do autoaplicável artigo 37 da Constituição Federal do Brasil  podemos esperar o máximo de cuidado do gestor ao compor seu secretariado, pois a letra invoca que a administração pública deva prezar pelos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade.
Ficaria feliz se aquilo que eu entendo ao ler fosse unívoco entre todos os magistrados; após a conclusão do impeachment de Dilma Roussef não consigo sentir-me seguro quanto à literalidade de nenhum texto jurídico que oscila ao sabor das conveniências das partes envolvidas.
Seriam os princípios matéria tão volátil ou a língua portuguesa um idioma estrangeiro?
Quanto à legalidade possui o príncipe eleito, na condição de jurista que é, retórica para convencer a todos de seu poder discricionário para nomear quem ele bem entender, porém quanto à impessoalidade, pesa considerar se a esposa do vice-prefeito, mesmo que apresente credenciais técnicas, não trará sobre si e à administração suspeitas de que à frente da pasta beneficiaria interesses privados em detrimento dos interesses do Município.
Os conflitos de interesses, para os que têm os olhos abertos, tornam-se evidentes não só porque a esposa do vice-prefeito será nomeada para ser a autoridade máxima sobre o urbanismo de Jacareí mas também porque o Secretário de Desenvolvimento Econômico é o proprietário de uma pujante imobiliária local e é inegável o compadrio entre eles: a esposa urbanista, o marido vice-prefeito e o amigo de fé, irmão, camarada corretor de imóveis, presidente do partido do vice e detentor das diretrizes do que serão ou não oportunidades em Jacareí em termos de empregabilidade e investimentos.
Também são inegáveis as sequelas da cupidez da especulação sobre o traçado da cidade malabarista entre a extensa várzea e suas molduras íngremes.
Quanto aos demais princípios não podemos nos precipitar em julgar a moralidade de ninguém antes que algo a desabone, mas colaboraremos sempre com a prefeitura no que tange à publicidade de seus atos adminstrativos para que não pairem dúvidas sobre os instrumentos disponíveis para o cidadão apreciar os recursos e a esperança de viver em Jacareí.

Desconcerto sem conserto

O príncipe eleito segue a velha receita do mais do mesmo e já decepciona.
Com o passado sepulta um futuro que parecia promissor.
Para quem acompanhou a gestão BSL, poucas são as novidades (algumas admiráveis) nas nomeações do secretariado anunciado, à prestação, até agora.
Entre as pessoas que acreditavam não existirem acordos eleitorais para a composição do novo governo a mais prejudicada foi Patrícia Juliani, a futura ex-vereadora.
Sua entrevista pedindo a compreensão de seus eleitores quanto à indicação de seu nome para ser Secretária de Assistência Social não convenceu.
Muitos foram os murmúrios de insatisfação e desânimo.
Se o príncipe pretendia naufragar uma promessa, errou por má-fé, se não, errou por incompetência: duas características que costumam justificar a apreensão dos munícipes. 
O histórico quarteto feminino no Legislativo foi desmontado antes de tomar posse e, caso fosse esse o único interesse inconfessável do gestor, havia Lucimar Ponciano, assistente social com larga experiência na prefeitura de Jacareí, para preencher tão honrosa pasta.
Lucimar teria sido convidada e declinou do convite ou sequer foi cogitada para o cargo ?
Patrícia, fisioterapeuta, aceitou, mas se voltar atrás em sua decisão dificilmente restabelecerá a plena confiança que seu carisma conseguiu aglutinar.
Ao assumir a pasta, ainda enfrentará o desafio de substituir Vera Lino não apenas na expertise na área como também no prestígio notadamente a ela devotado.
Aguardemos o final dos anúncios, o espetáculo ainda no meio da apresentação, que o Vivace do 3º movimento seja empolgante.
Cabe a uma plateia experiente aplaudir somente no último acorde.

Arquivo X e a prova de múltipla escolha

Você, jovem, que estuda horas a fio para obter uma boa nota no ENEM, já se decidiu qual carreira profissional seguir nestes tempos líquidos ?
Eu tenho uma boa notícia para você, principalmente, se pretender morar em Jacareí !
Faça o curso que quiser. Jacareí é uma cidade avançada e aguarda a gestão mais cool de todos os tempos!
Foi-se a fase de pensar fora da caixinha.  Aqui, a caixinha foi jogada fora neste deslumbrante Outubro Rosa de 2016.
O prefeito eleito deste pleito é puro conceito !
Arejou-se dos velhos alfarrábios, códices e vademecuns do curso de Direito quando foi nomeado arquivista do Estado de São Paulo.
Catalogando plumas de tucano percebeu que tudo pode adquirir mais cor.
Se um doutor em Direito pode ser arquivista com alta performance, logo, uma fisioterapeuta pode ser uma ótima Secretária de Assistente Social e uma contadora pode ser uma excelente Secretária de Meio Ambiente.
Basta esperar para ver.
Você, jovem, pretende se graduar em Serviço Social ? Faça direito !
Você, jovem, pretende se gaduar em Engenharia Ambiental ? Faça direito !
Se quiser ser arquivista. Faça direito !
Ouvir e obedecer será o maior pré-requisito de que você precisa, caso contrário, você não servirá.
Seja abduzido e deixe fluir.
Não devemos nos espantar com doutas decisões definidas para o nosso bem.
Minimizar as variáveis entre tentativas e erros ou preservar acertos é um capricho tolo na perpectiva do novo comandante.
Por exemplo: seguir no sinal verde e parar no sinal vermelho não impede o acidente se motivos de força maior o levarem a acontecer, mas sabemos que atravessar o sinal amarelo aumentam as chances de ele acontecer, mesmo que ele não aconteça!
Teoricamente não é assim ? Na prática, precisamos de um bom motorista que seja coerente com as regras desenvolvidas por observações anteriores.
Um engenheiro ambiental é o motorista mais habilidoso no veículo Pasta de Meio Ambiente.
Um Assistente Social também será a melhor motorista da Pasta que, suspeito não ser por acaso, apresentar o mesmo nome da profissão consagrada.
Se existem cursos para superarmos os receios do senso comum defasado, o incomum e descomunal é não vermos nomeações que considerem as graduações e, até, pós.graduções do contemplados.
Então, jovem, relaxe. Não se aflija com as inúmeras provas de múltiplas escolha a que foi submetido nos melhores anos de sua vida.
Feche os olhos e chute as respostas no exame. Só não deixe nenhuma questão sem assinalar o seu "x".
Pratique o "x" porque assim as fotos dos eventos ficam mais bonitas.
Pouco importa tanta dedicação ou cuidado em descobrir precocemente sua vocação profissional.
Dependendo da cor da sua plumagem você terá um lugar de destaque no cocar do cacique da vez !

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Izaias e o desprezo pelo Poder Legislativo

O prefeito deve compor seu secretariado com os melhores talentos disponíveis.

Patrícia Juliane é um bom talento, mas o prefeito eleito se esquece de sua indisponibilidade.
O eleitor a escolheu vereadora !
A vontade do eleitor é superior à vontade do prefeito !
Péssima decisão de um futuro prefeito que pode se revelar um péssimo prefeito !
Existe um erro de pressupostos neste convite muito claro !
1) O prefeito mostra falta de pessoas para compor sua equipe de primeiro escalão !
A partir disso, mal pode esperar o eleitor a deficiência de talentos com que os demais cargos comissionados serão preenchidos.
2) Contemplar um serviço de cabo eleitoral de luxo a que ficaram reduzidos os candidatos a vereador durante a campanha.
a) Patrícia se torna secretária
(melhor a Patrícia secretária do que o Aderbal gerente de alguma coisa ?)
b) Aderbal, o primeiro suplente, se torna vereador
Assim, se evidencia mais uma conveniência eleitoral do que priorizar a qualidade técnica da gestão municipal.
Popularidade à parte, o Poder Legislativo carece de pessoas preparadas para o debate.
Aderbal foi candidato muito bem votado pelo PSD na eleição anterior (2012) e assediado para ser candidato pelo PSDB nesta eleição (2016).
Alguém se lembra o PSD ? Alguém afirma ser o PSD um partido sério ?
Aderbal é uma pessoa querida ! Foi bem votado independente de partido !
É isso que o prefeito eleito quer afirmar como gestor e professor universitário de Direto, que partido é uma instituição irrelevante ?
O que existirá a mais do que um desprezo revelado pelo Poder Legislativo por parte do Izaias ?
Digo desprezo porque o Izaias é o tipo da pessoa que erra por má-fé, pela simples razão que é inadimissível que o professor universitário de Direito não consiga perceber que no Estado Democrático de Direito é o Poder Legislativo o responsável pela legislação vigente!
Quanto melhor o preparo acadêmico do vereador (por que o Izaias seria professor se não acreditasse nisso ?) melhor é a expectativa do zelo dos parlamentares ao apreciarem as Leis, inclusive as de iniciativa do Executivo.
Desejaria o Professor Izaias legislar sozinho a partir de seu trono executivo ?
Certamente, quem seria melhor preparado do que ele em assuntos jurídicos ?
Por que, então, não se ofereceu a ser membro do Legislativo ?
A única razão que posso considerar é: desprezo !
Jacareí elegeu um príncipe !
É a vez de Jacareí, após 20 anos de difamação (graças a omissão de sua antiga equipe em defendê-lo) , de que o menos errado do governo BSL era o próprio BSL.
A antiga equipe do BSL ocupa o poder e começa equivocada antes de se sentar no trono.

Hy Ho !

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Uma Câmara diferente em Jacareí e próxima da qual desejei

As urnas confirmaram a mudança e o Legislativo de Jacareí está mais próximo da Dança de Mu !
4 mulheres eleitas é um suave aroma que somatiza e romantiza a vide das comemorações.
As mulheres sutilmente alcançaram a meta e dobraram a meta inesperada desde 2012 e consolidaram 30% de um Parlamento que carece de sensibilidade e de membros preparados.
2 profissionais da Saúde, 1 Assistente Social e 1 Professora !
2 compõem a maioria de uma bancada (de um partido com Diretório !) e 2 representam 2 antigos partidos distintos, que tiveram pela 1ª vez assento na Câmara local !
3 apoiaram o mesmo candidato majoritário (por sinal, o vencedor !) e 1 apoiou a candidata majoritária que foi prestigiada com o 2º lugar.
É um desenho de protagonismo feminino vigoroso !
Também é a vitória do servidor público !
Mais que um inédito quarteto fantástico é uma força telúrica animada por quatro patas com a serenidade para darem os leves e seguros passos de um músculo até há pouco atrofiado, mas decidido a assistir com precisão os clamores sempre negligenciados, que, agora, podem ser auscultados.
As 4 meninas reúnem mais qualidades que toda a composição da atual Legislatura !
Jacareí passa por um momento auspicioso e de júbilo !
Muito carinho com nossas mulheres negras, mamelucas (mais um evento histórico) e brancas dos cabelos loiros e vermelhos de farmácia !
Estou muito feliz, a urna de Jacareí deu um salto olímpico de altíssima pontuação !

Hy Ho !