quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Reforma Política: ato do Vaticano contra a nossa soberania

A gestão governamental do Brasil possui problemas ?
Sim, não é de hoje !
Há soluções ?
Sim, não é de hoje !
O problema e a solução originam-se no compromisso, preparo e caráter de nossos representantes.
A tão falada Reforma Política não disciplina o compromisso, preparo e caráter de ninguém !
Os reponsáveis por eleger os representantes são os eleitores e os responsáveis por selecionar os candidatos são os partidos políticos.
Partidos Políticos com maior participação popular possuem a capacidade de revelar talentos mais adequados para os desafios de nossa sociedade.
A conclusão, portanto, a Reforma Política é desnecessária, a não ser que, haja quem pretenda subjugar toda uma Nação aos interesses inconfessáveis de uma oligarquia.
Para melhor compreender o presente texto o leitor precisa identificar o Poder Legislativo como o Poder Político mais importante e também o que seria mais afetado por uma possível Reforma Política.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), órgão da Igreja Católica, é uma entidade com grande interesse na Reforma Política, haja vista a distribuição de Documento aos presidenciáveis de 2014, no debate eleitoral do 1° turno, realizado pela CNBB e transmitido pela TV Aparecida.
Único debate entre os presidenciáveis que dedicou um bloco exclusivo para que os candidatos manifestassem suas considerações sobre a Reforma Política.
http://www.youtube.com/watch?v=T7aCqIOqx8U
Preliminarmente precisamos considerar que a Igreja Católica não é apenas uma religião, é também, razão de ser do Vaticano.
O Vaticano é uma cidade-estado, portanto um país !
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vaticano
Não estamos questionando a fé das pessoas e suas preferências religiosas, apenas, alertamos para o fato de que a religião não é o único interesse do Vaticano. O povo brasileiro precisa estar atento sobre qualquer interferência de outro país sobre o sistema político do Brasil.
Se procuramos honestamente a transparência nas relações, é muitíssimo relevante, iniciarmos o debate nestes termos.
Fazendo um paralelo entre os 2 países observamos muitos contrastes acentuados.
O Vaticano é uma Monarquia Absoluta e o Brasil é uma República !
O Vaticano é um Governo Teocrático e o Brasil é um país laico !
O Vaticano é uma cidade com status de país que possui uma população exclusiva de funcionários da Santa Sé.
O Brasil é um país gigante com uma população heterogênea de 200 milhões de habitantes.
Outra enorme diferença: o brasileiro elege seus representantes, no Vaticano todos os representantes são nomeados.
Além de duvidosa a necessidade de se fazer uma Reforma Política ela é extremamente perigosa ao ter como grande entusiasta um grupo de pessoas com práticas políticas tão díspares da nossa tradição, história e conquistas.
Se os bispos sabem o que é melhor para seus fieis devemos considerar que os Brasil não é composto somente de fieis ao Catolicismo.
Vamos às propostas:
1) Financiamento Público de Campanha Eleitoral
Antes de qualquer consideração precisamos lembrar que o Financimento Público de Campanha Eleitoral já existe !
Todos os partidos são subvencionados por recursos públicos que são ampliados conforme o número de deputados federais eleitos pela legenda (percebem a importância do Poder Legislativo ?).
O que se pretende é o Financiamento Exclusivamente Público de Campanha Eleitoral, isto é, sem doações de empresas.
Argumenta-se que sem a doação de empresas os parlamentares seriam mais independentes.
Será ?
Não existiriam outras correntes para aprisionar os candidatos ou mantê-los subservientes ?
- Outra questão é de que o Financiamento Exclusivamente Público de Campanha Eleitoral evitaria a corrupção ?
Haja ingenuidade, não é mesmo ?
Caixa 2, mensalão, petrolão ou vista grossa sobre licitações fraudadas seriam evitadas ?
- As candidaturas teriam igualdade de propaganda porque evitaria o abuso de poder econômico.
Com relação a este ponto é importante considerar o patrimônio de imagem de cada candidato.
R$ 1,00 na campanha eleitoral do Tiririca possui uma repercussão totalmente diferente de R$ 1,00 aplicado na campanha de um ex-prefeito de algum município do interior de São Paulo.
 - As campanhas teriam menor custo.
Nesta época prodigiosa em que podemos usufruir da internet ?
O Financiamento Exclusivamente Público de Campanha Eleitoral soluciona nada !
Pior, mantém a hegemonia dos políticos mais antigos e famosos e usa o dinheiro de nossos impostos para continuar a promovê-los.
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É admirável uma eleite religiosa e piedosa defender esta ideia sem ter feita qualquer destas considerações expostas acima.
Um grupo de príncipes esclarecidos por mestrados e doutorados nas melhores Universidades do mundo ?
Por isso, afirmamos o quanto é preocupante deixar de observar a interferência de outro país sobre a nossa soberania.
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2) maior participação das mulheres na composição do Parlamento.
- as mulheres são livres para votar em quem elas quiserem e homens também podem preferir candidatas mulheres.
Qual é o problema ? As mulheres são mais da metade do eleitorado brasileiro !
Nas eleições de 2014 as mulheres conquistaram 10% das cadeiras da Câmara Federal.
Observação mais que importante: no Brasil, o mínimo de 30% das candidaturas é reservado para as mulheres.
Para mudar este quadro de forma natural são necessários:
a) mulheres elegerem mais mulheres;
b) homens preferirem mulheres para representá-los;
c) campanhas para que haja preferência por parlamentares mulheres.
Há outra solução, de modo artificial, e é aqui que mora todo problema, exatamente por não ser democrático: alternar homens e mulheres numa lista predeterminada.
Para que isso tenha efeito a lista precisa ser uma LISTA FECHADA.
A proposta dissimulada de Lista Fechada se confirma em outro ponto da Reforma Política emcampada pela CNBB.
3) eleições para o Poder Legislativo em 2 turnos
Primeiro, o eleitor vota somente no partido para saber quantas cadeiras este partido terá direito.
Depois, o eleitor escolhe o candidato daquele partido.
Vamos ensaiar uma eleição neste molde:
São Paulo possui 70 cadeiras na Câmara Federal:
- no primeiro turno deu-se o resultado imaginário de:
12 cadeiras para o PSDB,
10 cadeiras para o PT,
08 cadeiras para o PRB,
06 cadeiras para o PR,
05 cadeiras para o PSD,
04 cadeiras para o DEM,
04 cadeiras para o PSB
04 cadeiras para o PSC,
03 cadeiras para o PV,
02 cadeiras para o PMBD,
02 cadeiras para o PPS,
02 cadeiras para o PTB,
02 cadeiras para o PP,
01 cadeira para o PTN,
01 cadeira para o PDT,
01 cadeira para o SD,
01 cadeira para o PC do B
01 cadeira para o PSOL
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Imaginado este resultado, no 2° turno cada partido lançaria quantos candidatos ?
Se o partido souber que possui 2 cadeiras porque ele lançaria mais que 2 candidatos ?
O mesmo raciocínio se aplica para qualquer quantidade de cadeiras conquistadas no 1° turno.
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Gaste-se ou não dinheiro num 2° turno ou o tempo precioso do eleitor a LISTA FECHADA já está consumada !
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No caso dos partidos que conquistarem apenas 1 cadeira como exigiremos a alternância de homem-mulher ?
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Para o eleitor votar neste ou naquele partido ele precisa saber previamente quem ocupará as cadeiras disponíveis.
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Na prática, o que se pretende é tornar previsível o resultado da eleição !
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Tornar previsível o resultado de uma eleição é uma nomeação dissimulada.
Mais uma vez é de se admirar um conjunto de príncipes religiosos-piedosos agindo de maneira dissimulada !
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4) ampliar mecanismo de participação direta da população.
Neste ponto é ridículo eleger um Congresso Nacional com prerrogativas limitadas e sujeitas às interferências constantes da população.
A população precisará de lideranças dispostas e disponíveis para suprir a burocracia de participação !
Basta dizer que partidos políticos já existem e são subvencionados para isso. O que falta é a população ocupar os partidos.
O que deve frustrar a Igreja Católica, Vaticano ou CNBB é que os partidos possuem estatuto próprio !
É isso !
Amor é fundamental

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