terça-feira, 28 de outubro de 2014

Veja, não diga que a canção está perdida

A urna frustrou o mercado, a imprensa e um fenômeno recente: direitistas ativistas.
 Mais 4 anos de guerra !
Na falta de alcance do efeito escândalo da Veja, a próxima bateria será o impeachment, vaticina Reinaldo Azevedo: "se ficar provado que Dilma sabia de tudo sobre a corrupção da Petrobrás, é uma forte razão para o impeachment".
A chantagem, reve...stida de ficalização, continua. O interessante é saber o motivo de não fiscalizarem antes ! Ou o rigor no Brasil aumentou ou perdeu-se o pudor em chantagear publicamente o titular do Poder Executivo.
O brasileiro não é idiota e há muito sabe que são as raposas que cuidam do galinheiro, pois sempre vimos um Legislativo incompetente ou inerte ou vendendo governabilidade (mensalão) ou vendendo obstrução de CPI (petrolão) ou, o de sempre, submisso diante das emendas parlamentares do Orçamento.
Onde começa este Legislativo lesivo ? Nos partidos políticos e mais acentuadamente nos que são gerenciados por comissões provisórias.
Faço estas observações porque no discurso de vitória da Presidente reeleita muita ênfase foi dada à Reforma Política como boa vontade em dialogar com lideranças pulverizadas de um eleitorado insatisfeito.
Isso tudo será distração ou desastre !
Quem detém o poder é capaz de realizar mais o mal do que o bem e quem detém um poder excepcional ou absoluto multiplicadas são as chances de desgraça. Se houver uma Reforma Política, ela será apenas para legitimar o que já acontece em segredo.
Nossas instituições são extremamente frágeis porque são vazias. Não fomos educados e, muito menos, estimulados a participar.
A única maneira de o brasileiro se defender de qualquer forma de opressão é a ocupação dos partidos.
Partidos com diretórios atuantes e a escolha de novos perfis para candidatos.
Precisamos de novas lideranças para diluir o poder absoluto que o poder econômico vem patrocinando.
Esqueçam os partidos novos e de pouca expressão porque, no primeiro momento, o consenso, talvez, será apenas em torno da cláusula de barreiras, que é a maneira de reduzir a quantidade de siglas no Congresso.
Propostas ainda mais perigosas vêm sendo ventiladas e a pior de todas elas é a Lista Fechada !
Mestres do segredo continuarão agindo em segredo e comprando cumplicidade (o pior que compra com o nosso próprio dinheiro).
Todo rigor que se procura instaurar com nossos aplausos entusiasmados nada mais é que fortalecer ainda mais a já imensa concentração de poder.
Um degrau de cada vez, e, tudo começa com a simpatia e serenidade nos debates !
Questionemos o primeiro degrau e façamos dele um momento para destinguir reforma eleitoral de reforma política, porque quem pretende concentrar poder tentará tornar as eleições cada vez mais previsíveis.
Amor é fundamental

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