domingo, 19 de outubro de 2014

Povo despreparado, Jesus decepcionado

 No capítulo 6 do Evangelho de João podemos encontrar Jesus decepcionado com a multidão, discípulos e apóstolos.
Desde pessoas mais distantes até as mais próximas Jesus constatou entre elas a cegueira, pois ansiavam tanto pelo Messias que as governaria que não conseguiam enxergá-Lo.
Alguns presenciavam milagres e relatavam a outros, que O assediavam ...e pediam para que Ele demonstrasse Seu poder com novos milagres.
Jesus se aborreceu e começou a se esquivar da multidão. Sabia que desejavam coroá-Lo, mas Ele renunciou a condição de rei.
Partiu para outra cidade à margem do lago sem a companhia dos apóstolos e a multidão que tetemunhara a multiplicação dos pães no dia anterior percebeu a Sua partida e imaginaram onde Ele poderia estar e também foram para Cafarnaum encontrá-Lo.
Jesus não queria ser seguido somente porque distribuía pães aos Seus ouvintes, porém o fermento dos fariseus (hipocrisia, idolatria e vaidade) tampava-lhes os olhos e ouvidos; eram eles incapazes de crer e murmuravam entre si: "--- Ele não é filho de José e Maria ? Como Ele diz que desceu do ceu ?"
Mesmo aborrecido com os murmúrios lembrou das palavras dos profetas que Deus a todos ensinaria e apenas os que ouvisem e aprendessem se aproximariam Dele.
Explicou que Deus reservava para todos que cressem uma dádiva maior que o maná comido por seus antepassados no deserto por ocasião da fuga do Egito.
Os discípulos ficaram escandalizados e muitos deixaram de segui-Lo.
Jesus questionou a fidelidade dos apóstolos e profetizou que entre eles um O trairia.
Jesus deixa a entender que por vontade própria não continuaria Seus ensinamentos e tão pouco se sacrificaria, pois compreendeu que poucos mereceriam Seu sacrifício, no entanto, Jesus estava mais disposto em fazer a vontade do Pai do que a própria vontade. Este é o maior gesto de amor de Jesus. Por isso, Ele é o símbolo da comunhão, e, nos ensinar a fazer a vontade de Deus é o seu maior ensinamento.
Outros momentos do Evangelho atestam a angústia de Jesus: na própria crucificação, durante a Ceia e antes da prisão.
Jesus também possuía livre-arbítrio, poderia desistir e fugir (como, talvez, gostaria de ter feito), mas cumpriu a vontade de Deus.
As respostas que precisamos não estão nos futuros reis, porque os reis estão sujeitos aos caprichos do momento, mas encontraremos a paz duradoura na nossa disposição em fazer a vontade de Deus.
Como conhecer a vontade de Deus ?
Oração e cuidado para não ser levedado pelo fermento dos fariseus !
Amor é fundamental

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