domingo, 19 de outubro de 2014

À mesa com Lázaro

Estamos lendo o capítulo 12 do Evangelho de João e, apreciando as narrativas, podemos considerar que o livro está dividido em 2 partes iguais em quantidade de capítulos: antes e depois da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (celebrada por nós como o Domingo de Ramos).
Jesus esteve várias vezes em Jerusalém e o que determina a consagração desta v...ez é a ressurreição de Lázaro. Muitas pessoas se convenceram de que Ele era o Messias após a divulgação deste milagre e para honrá-Lo elas portavam ramos de palmeiras ou os colocavam no chão como se fizessem um tapete por onde passaria.
Esta é uma cena muito linda e de grande delicadeza. Sugere uma atmosfera de improviso... (não sei se este tipo de homenagem era habitual entre os judeus, talvez fosse porque os judeus sempre demonstraram um senso estético muito desenvolvido).
O capítulo 12 começa descrevendo uma ceia na casa de Lázaro às vésperas do que chamamos de Domingo de Ramos.
O evangelista não entra em detalhes, mas, dada a felicidade da família, podemos imaginar a ceia como uma grande festa com música, dança, bastante comida e bebida. Creio que foi uma reunião memorável e de grande brilho, pois foi assediada por muitos curiosos.
Todos estavam felizes e Maria, irmã do anfitrião, de tão empolgada pegou um pote de bálsamo caríssimo e passou nos pés de Jesus e retirou o excesso com os próprios cabelos. A casa ficou toda tomada pelo perfume.
O gesto de Maria foi censurado por Judas Iscariotes, advertindo que seria mais útil se o bálsamo fosse vendido e o dinheiro dado aos pobres. João evangelista, enquanto narrador e com certa mordacidade, insinua que Judas, o tesoureiro dos apóstolos, não se importava com os pobres e fez a advertência porque queria roubar parte do dinheiro da venda.
Jesus gentilmente desfaz a censura, comentando que sempre haverá oportunidade para socorrer os pobres e que aquele era um momento muito especial.
O sucesso da festa incomodou os principais sacerdotes, que também decidiram assassinar Lázaro, porque o ressuscitado se tornou uma atração e o maior testemunho de que Jesus era o Messias.(João 12:10)
Amor é fundamental

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