domingo, 7 de abril de 2013

Os pacificadores serão chamados filhos de Deus

Paz? Quem sabe o que significa? É um valor individual ou coletivo?

No dicionário encontramos vários significados: quietação de ânimo, sossego, tranquilidade, ausência de guerras ou dissensões, boa harmonia, concórdia, reconciliação, paciência, pachorra (essa é demais), a patena, cerimônia religiosa.

Há valores que refletem o que desejamos e o que não desejamos, por exemplo: desejamos tranquilidade e também não desejamos a guerra. Seria algo coerente e complementar desde que a ausência de guerra trouxesse realmente boa harmonia. Também seria importante que uma contestação não fosse vista como uma ameaça à paz. Porque quem contesta gera discórdia, o que é o contrário de concórdia!

O que seria uma dissensão? Segundo o dicionário, diversidade de opiniões, desavença, divergência e contraste. Ou seja, temos uma ideia de paz sujeita à violência de não sermos autorizados a expressar uma opinião diferente daquela estabelecida porque todo contraste passa a ser visto como um indício de ameaça à paz.

O Príncipe da Paz trouxe a espada e expressava opiniões contrárias, desafiava as autoridades, se irritava e chegou a agir com fúria, portanto, sossego, ausência de dissenções, paciência, tranquilidade não fazia parte do seu modus operandi, embora estes fossem valores que Ele recomendasse e defendesse. Associar Jesus com pachorra é incoerente demais porque pachorra significa vagar, lentidão, paciência e lerdice. Ele se irritava justamente com gente lerda de raciocínio e atitude. Quem ler o Evangelho pode ver as broncas que os apóstolos levavam.

A paz é um valor religioso tão grande que patena é o nome do pratinho em que se coloca a hóstia e hóstia sabemos que é o símbolo do corpo de Jesus ao relembrar a Santa Ceia. Jesus e paz são praticamente a mesma ideia. Se não entendermos o que é paz jamais entenderemos a mensagem do Mestre.

Ausência de conflito é uma ideia muito pobre e ingênua para entendermos o propósito de Jesus porque ele não fugiu de nenhum conflito e na maioria das vezes foi Ele quem os provocou. Não foi à toa que Ele foi crucificado e por medo de serem crucificados as pessoas não o seguem e distorcem a sua mensagem. Os pachorrentos ensinam a Palavra e outros tantos pachorrentos se deleitam, por isso o próprio Mestre esteve em dissensão com os cegos guiando cegos e alertou contra os falsos profetas.

Claro que é melhor mudar o mundo por meio do diálogo, mas com a máquina opressora você só pode dizer o que eles querem ouvir! Para manter a paz teremos que ter paciência e conviver oprimidos e vendo os próximos sofrerem ao nosso redor? Creio que a omissão não é uma forma decente de amar o próximo!

Então, que tipo de pacificador será chamado filho de Deus? Podemos investigar usando a exclusão e a partir disto o pachorrento é o primeiro a sair da lista de possibilidades.

Pacificador é quem promove a paz e se não nos questionarmos que tipo de paz estamos promovendo poderemos continuar destruindo a obra de Deus.

Evitar conflitos pela conveniência de não se aborrecer não promove a paz, promove a hipocrisia e foi por não aceitar a hipocrisia que Jesus despertou toda sorte de indisposições contra Ele.



Hy Ho!

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