terça-feira, 12 de março de 2013

Punição e controle

O ser humano possui pouca disciplina!

Quer comer, beber, dormir e transar, sentir toda as sensações. E isso é bom! Somos seres biológicos de carne e osso e não seres etéreos.

Todos os prazeres estão à cama, mesa e banho, mas para fazer tudo isso é preciso poder e é a partir deste poder que as coisas são filtradas. Todo poder nasce da própria compreensão das coisas. No jogo do poder você escolhe, de acordo com as suas forças, ser senhor ou escravo.

Em se tratando de poder seria possível escolher? A limitação da escolha é dor e dor, por si só, é punição. O medo da dor é controle. O medo em si é atrofia.

Engana-se quem pensa que o senhor vive melhor que o escravo. O senhor goza de prazeres cobiçados pelo escravo e assim o humilha com a privação, mas o senhor é escravo do sucesso e por isso o senhor é refém da colaboração ou sabotagem do escravo. Portanto, o senhor é tão escravo quanto e com o agravante de que seu algoz é mais impiedoso em quantidade e qualidade.

Há um caminho diferente e pouco experimentado entre estas duas condições de senhor e escravo: ser livre.

Ser livre é uma ruptura e o controle não estaria nas mãos dos atuais mandatários. No sistema míope do 'tá ruim, mas tá bom' toda injúria se perpetua. A superstição antecede todas as formas de violência. Tentar quebrar as correntes da tolice é uma ameaça ao controle e objeto de toda punição.

A falta de disseminação de uma cultura diferente pune quem pratica a liberdade, o respeito ao próximo é retribuído com a esperteza e desdém. A mágoa se fortalece com a permanência do escárnio e acaba por cansar o aspirante.

O caminho da liberdade se torna um caminho solitário e quem não suporta a solidão sucumbe. Ser banido pode ser uma punição ou privilégio, dependendo da comunhão com Deus. O isolamento passa a ser a primeira prova de fé.

O sacerdócio e as distrações do templo impedem que o indivíduo contemple as reais maravilhas e  programa-o para as verdades restritas e imediatas.

O imediatismo é a miopia, o medo a atrofia e subir ao telhado e perceber a imensidão da obra de Deus uma epifania.

Depois da epifania não cabemos mais em nós e o brilho em nossos olhos pune qualquer autoridade artificial. Não há mais controle!



Hy Ho!

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