sábado, 2 de março de 2013

O Evangelho escondido

Não me refiro aos Evangelhos segundo Maria Magdalena, Judas Iscariotes, Tomé, ou qualquer outro apóstolo.

Falo dos próprios Evangelhos contidos na Bíblia oficial. Os 4 livros estão escondidos dentro da compilação, que na versão protestante são 66 livros e na versão católica são 73 livros reunidos.

Teoria da conspiração à parte, mas o melhor jeito (até genial) de esconder o Evangelho é dentro da própria Bíblia. Não imagino que tenha sido deliberado no momento da compilação, o que imagino é que no decorrer do tempo foi desenvolvida esta conveniência.

Já é estranho a falta de consenso sobre os livros reunidos entre as duas autoridades religiosas que divulgam os ensinamentos de Jesus. Um fato que cria indisposições entre os estudiosos das Escrituras, criando dúvidas e prejudicando a credibilidade das 2 compilações.

Além das 2 compilações acredita-se existirem Evangelhos que não foram inclusos. Por quê?

Independente de tudo, o seguidor de Jesus precisa ser guiado pela fé e se retirar de discussões supostamente científicas e confiar nos documentos que temos acesso.

Os Evangelhos de Mateus, Marcos Lucas e João são os livros mais importantes dentro de todo o conjunto e são lidos superficialmente.

As Igrejas consomem muito tempo se dedicando aos vários livros e fogem de detalhes das próprias histórias narradas nos Evangelhos ou não.

Um exemplo é a famosa paciência de Jó, consagrada como ditado popular. Jó perdeu a paciência e blasfemou contra Deus e não havia quem o reconciliasse com Deus até chegar um jovem rabino. Portanto o tema principal da história não é a paciência, mas sim o talento do jovem que conseguiu reconciliá-lo já que os rabinos mais velhos não conseguiram.

Parece que sempre funcionou assim para que fossem desviadas questões importantes e fugir de saias justas com o receio de desmanchar o poder político adquirido pelo clero.

Outro exemplo surpreendente é a irritação de Jesus com o assédio da multidão. Jesus curava, tinha o poder de curar, tinha prazer em curar algumas vezes, porém se irritava em curar o tempo todo e perder a privacidade ou perceber que ninguém o procurava para ouvir a Boa Nova.

Mais ainda, consome-se muita imaginação sobre as lacunas existentes, como a infância e adolescência de Jesus, o suposto casamento com Maria Magdalena ou se Judas Iscariotes era o apóstolo mais fiel. Pergunto-me: Para quê?

Para que se preocupar com o que não é mencionado e deixar de lado o que é exposto no texto? Exercício de imaginação? Exercite sobre o que é mencionado então!


As Cartas de Paulo tratam da formação dos vários núcleos de divulgação da palavra de Jesus, ou seja, tratam da história e organização da própria Igreja. O que é importante, porém insuficiente. Salvo quem considere que a Igreja seja a razão do próprio Evangelho, continuo compreendendo como insuficiente e dedicação a questões periféricas.

O mais radical de tudo é ler os Evangelhos, neles meditar, preencher-se do Espírito Santo e nascer novamente para um vida de misericórdia e glória a Deus.


Hy Ho!

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