quinta-feira, 7 de março de 2013

Jesus era um míssil

A história que conhecemos é filtrada. Não digo manipulada, mas filtrada mesmo!

Em primeiro lugar privilegiamos o que foi escrito.

Em segundo lugar escrever era um privilégio e quem escrevia poderia escrever o que quisesse.

Em terceiro lugar os fatos narrados oralmente se acomodaram às diversas conveniências de todos os lugares e épocas.

Em quarto lugar acreditamos no que nos contaram e raramente questionamos ou, se questionamos, preferimos nos calar.

Em quinto lugar se ousássemos falar o que pensávamos seríamos punidos.

Em sexto lugar não conhecíamos os costumes e o comportamento de vários povos.

Hoje sabemos muito mais do que antes e, a partir destas novas informações, podemos observar melhor alguns pontos. Os povos do oriente médio são muito belicosos hoje em dia e sempre foram. Outra característica marcante é que eles são muito astutos e engenhosos.

No tempo de Jesus as coisas pareciam ser piores! Associe a dificuldade de circulação de mercadorias e alimentos e a falta de saneamento. Viver era muito sacrificado e as pessoas eram mais embrutecidas.

Não me admiraria se a astúcia de um povo subjugado pelo Egito, pela Babilônia e por Roma ousasse treinar homens-bomba com o objetivo de alterar o rumo dos acontecimentos. Fazer uma revolução.

Não foi à toa que Barrabás foi escolhido. O que revela o ânimo da população que queria ver livre um chefe revolucionário. O contexto daquela época era muito conturbado.

Jesus confundiu a todos e este era a sua maneira de revolucionar. Ele não se propôs derrotar Roma para dar soberania a Israel, Ele foi além, propôs dar soberania ao ser humano. O certo é que o ser humano mudou em  muitos aspectos depois de sua atuação e mensagem.

Ao preterir Israel e se dedicar para emancipar o ser humano, Jesus sabia que seria crucificado e foi preparado para isso. Ficou angustiado, mas não fugiu de sua missão suicida e muito esforço houve para conter a repercussão dos seus feitos.

Nada foi narrado sobre a infância e adolescência de Jesus, mas todos percebemos que nesse tempo todo Ele estava sendo instruído. O mais notável instrutor de Jesus foi José, um pai adotivo.

Neste ponto nós podemos ver uma combinação que foge do arbitrário biológico do progenitor que é culturalmente propagado. José foi convencido pelo anjo a aceitar Maria grávida.

Maria era muito menina e ser mulher naquela época era um desastre: a mulher não era respeitada pelos homens, muitas vezes humilhada e exposta a todo tipo de perigo, inclusive abusos sexuais.

Uma mulher desonrada tinha um destino certo: a prostituição. Evitar que uma mulher caísse em desgraça a aceitando como esposa era um gesto de extrema coragem. Depois educar a criança com toda sofisticação possível era uma investimento enorme. Talvez impossível de ser arcado por uma pessoa sozinha, precisaria de uma rede de apoio. Esta rede teria qual propósito?

Entre tantos mistérios e enredo fantasioso acredito que todos são convidados a ler as entrelinhas.

Se Jesus tivesse uma genética romana? Se aceitarmos o fato de que Jesus foi adotado ainda no ventre de Maria e lembrarmos de muitos horrores das guerras podemos deduzir que Maria tivesse sido abusada por um soldado romano. O que tornaria a sua desgraça muito maior devido a grande rejeição dos romanos pelos judeus. Quanto ao rebento não seria romano, mas seria judeu porque a tradição assim define. Porém, seria um judeu de quinta categoria tamanho era o preconceito dos próprios judeus. Jesus, em grande parte de sua pregação, o que mais fez foi apontar a hipocrisia judaica.

Com genética romana Jesus seria um ser humano biologicamente superior, tendo em vista que os soldados eram rigorosamente selecionados.

Contar a história tal qual talvez tenha acontecido não seduziria ninguém e revelaria um plano que somente teria êxito sendo mantido em segredo.

As viagens para fugir de todo e qualquer tipo de perseguição incluiria a xeretice e a maledicência  dos vizinhos.

De todo modo era um comportamento que contrariava os costumes e desafiava os chefes religiosos. Só de evitar a desgraça de uma menina já é um feito digno de nota  e inteligente, porque de seu ventre nasceria mais judeus condenados à sarjeta. Um menino que pela misericórdia de Deus viveu o que poderia não ter vivido, por gratidão, retribuiria a graça recebida doando-se de corpo e alma a um projeto de grande dimensão para promover o Reino do Ceu.

Acaso concordemos com estas suposições ainda poderíamos imaginar que Jesus foi conduzido a cumprir um plano elaborado e custeado por um grupo ou se Ele mesmo, por inspiração, promoveu um novo projeto como maneira de retribuir, desmoralizando instituições que perpetuavam a desgraça condenando os erros das pessoas e disseminando preconceitos. Para isto, bastava ensinar o perdão, mas Ele ainda fez muito mais.



Hy Ho!

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