quinta-feira, 7 de março de 2013

Hebreus

O conteúdo do livro de autor desconhecido endereçado aos hebreus é o de confirmar que Jesus foi o Messias e que as práticas religiosas dos judeus são em vão.

Os judeus nunca aceitaram Jesus como Messias e o título pode ter a intenção de separar a nacionalidade ou etnia da religião, é possível ser hebreu sem praticar o judaísmo.

Imagina o escândalo de um judeu ao se deparar com um texto que coloca Jesus acima de Moisés. Que o povo escolhido ofendeu a Deus pela manifesta incredulidade e por isso foi punida a geração que não chegou a pisar na Terra Prometida (aliás, Moisés também foi punido, porém teve a graça de, ao menos, vê-la); que não há mais necessidade de sacrifícios de animais uma vez que Jesus derramou o próprio sangue como o último sacrifício e que era dispensável um tabernáculo porque o corpo de Jesus era o próprio Santo dos Santos, lugar dentro do templo reservado para o sumo sacerdote.

O livro deixa claro a grande intimidade do autor com a religião judaica e é um manifesto de ruptura.

Deus haveria nascido como ser humano para se aperfeiçoar e foi imolado com a crucificação para que o Novo Testamento tivesse valor, porque só é possível aplicar o testamento depois da morte do testador.

É uma explicação de que Jesus é a nova expressão de fé e a Nova Aliança.

O que vemos com maior frequência são os liderados desmancharem o trabalho do líder. O povo de Israel haveria reduzido os ensinamentos de Moisés à repetição mecânica dos rituais e citações da lei e o Messias veio ao mundo recuperar a Aliança e renovar a fé. E, novamente, aconteceu com Jesus porque a prática religiosa conhecida como Cristianismo, em todas as expressões, transmite pouco dos ensinamentos de Jesus e procura praticar atividades que Jesus contestou

Uma nova ruptura precisa ser propagada, da mesma forma que é possível  seguir  Jesus sem praticar o cristianismo.

Jesus é o sumo sacerdote e o templo é a Jerusalém celestial. A fé nos une!



Hy Ho!

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