quinta-feira, 28 de março de 2013

Os misericordiosos alcançarão misericórdia

Não sei se misericórdia gera miséria ou é gerada por ela.

Nas bem-aventuranças a sentença de que os misericordiosos alcançarão a misericórdia também me incomoda por suspeitar de que a palavra misericórdia como nós entendemos atualmente pouco tem a ver com a mensagem original de Jesus, a menos que haja um propósito desconhecido nesta série.

Ao consultar o dicionário, prática que adoto quando tenho dúvida não pelo significado de palavras conhecidas, mas para identificar a intenção de quem as fala e a coerência de seus gestos.

Há muito tempo eu entendo que uma palavra é a roupa de uma ideia e que o seu fiador é o gesto. Como as outras palavras que caracterizam os bem-aventurados a palavra misericórdia está soterrada por sentidos que não condizem com os gestos de Jesus.

Misericórdia nos traz a ideia de compaixão e compaixão é o sentimento de querer ajudar quem passa por uma infelicidade. Por metáfora, analogia, ironia ou não sei mais o quê a palavra misericórdia é o nome do punhal usado para matar um guerreiro vencido e ferido em combate. O tal golpe de misericórdia para que o derrotado pare de sofrer ou, sei lá, amoleça o coração do vencedor ao ver a agonia.

Misericórdia também se reveste da ideia de serviço ao denominar os hospitais de origem religiosa.

Misericórdia, compaixão ou piedade. São, na prática, sinônimos e gira em torno da ideia de pena e dó. Porém, piedade possui no original em latim 'pietatis' a ideia de cumprimento dos deveres para com os pais, a pátria e os deuses. Bom, esta informação abre uma janela para o nosso sentimento de obrigação em ajudar alguém a quem temos apreço.

O fato de ajudar alguém que sofre ser um dever não contesto, mas não sei ao certo o que é ajudar  e muitas podemos errar porque aparentemente ajudamos e nos livramos do peso na consciência ao fazer qualquer coisa aplaudida pela sociedade, ou seja, a comunidade de piedosos.

Também precisamos considerar o que é sofrer. Vemos muitas pessoas sofrendo à toa e porque querem. Há esclarecimentos para que não estejam em dificuldades e conselhos não faltam dos mais experientes.

Jesus era forte e nos ensinou  a sermos fortes  contrariando, quando necessário, o senso comum. Deu para nós a luz do espírito e nos convidou a orarmos para que evitemos os erros.

Foi recomendado para nós não julgarmos porque tanto a misericórdia quanto o sofrimento  expressado por outras pessoas não há como compreendermos completamente, mas uma coisa  é exata neste ensinamento: recebemos o que oferecemos. Causa e efeito ou ação e reação como já estamos habituados a dizer.

Importante estarmos atentos para não sermos medíocres com esta verdade ao aproveitarmos da lógica de fazer o bem para receber o bem como recompensa. Isso imputaria em dívidas para quem foi ajudado e condenaria o gesto à miséria ao escravizarmos quem por imprudência encontrou-se em dificuldades.


Hy Ho!



terça-feira, 26 de março de 2013

Os que choram serão consolados

Não há maior verdade e também a maior mentira ao mesmo tempo.

Verdade porque quem não reprime o choro se revitaliza naturalmente ao deixar rolar as lágrimas, mas chorar diante de alguém só lhe trará vampiros ao redor.

Ninguém precisa manter o personagem de forte, mas é totalmente nocivo ficar bancando o fragilzinho, exceto quando quem passa por frágil seja um oportunista. Uma isca para se aproveitar da piedade de outros. Porque o que não falta é um bando chorões se dando bem e fazendo um monte de gente de trouxa.

Fico completamente intrigado com a série das bem aventuranças. O conjunto manso + humilde + choroso desenha um perfil de pessoas incompatível com os gestos de Jesus. Alguém que fez tremer os fariseus com as suas ousadias e não e intimidou diante do Império Romano não condiz com quem procura ficar à disposição de pessoas frágeis  e muito menos parece que Ele aconselha que outros também fiquem à disposição. Porque quando é afirmado que os que choram serão consolados aí está implícita a promessa de haver um consolador. Na outra ponta da ideia aqui reside mais um perigo: o de depender de um consolador e alimentá-lo com as nossas súplicas. Predadores nascem e se desenvolvem com a nossa dor e miséria.

Não sei se a ambiguidade de significados correspondem à mensagem original ou se ela foi contaminada pela ignorância, distração ou oportunismo das pessoas no decorrer do tempo.

Creio que Jesus não estava aconselhando a fragilidade como virtude nem como astúcia.

No próprio dicionário também traz a ideia de alívio para a palavra consolo e consolação se relaciona com o termo lenitivo, este pode ser um medicamento que promove alívio.

Chorar por si só já é um remédio! Às vezes, é necessário o incentivo e apoio de outra pessoa para se permitir chorar? Sim, nossa cultura reprime o choro. Quem ler distraidamente pode deduzir que ser um chorão é o suficiente para ser redimido.

Será que a ideia é a da onipresença de Deus? Creio que seja mais coerente e a erupção de lágrimas e seu efeito de alívio para a dor seria a maior prova de sua presença permanente.

De todo modo tem-se a certeza do alívio ao chorar e de como isso é uma Graça Divina.

Motivos não faltam para chorarmos, mas creio que a discrição é tão recomendada quanto na hora de orar ou fazer a caridade.



Hy Ho!

quinta-feira, 21 de março de 2013

O Reino dos Ceus será dos humildes de espírito

Creio que não exista uma palavra tão confusa em português quanto humilde.

O louvor que se faz da pobreza reflete a nossa própria pobreza de percepção e diálogo. É fato que existe o empenho em produzir uma cultura para que todos se conformem com as privações. Do lado prático não há recursos suficientes para saciar o consumo de todas as pessoas e em decorrência disto a opulência gera rancores e cobiça. Os sacerdotes, mais uma vez, impediram a prosperidade ao perpetuar a ignorância e impediu a verdadeira partilha, a partilha justa confirmada pelo talento das pessoas e preferiu concentrar poder e riqueza nas mãos de senhores mesquinhos e desonestos.

O resultado mais claro é a promoção da mediocridade somada à mansidão. Não podemos exigir qualidade, não podemos imaginar novas soluções, não, não podemos... porque as 'Sagradas Escrituras' nos ensinam ser obedientes. Nada contra a obediência! Só quero obedecer a Deus e os sacerdotes que fiquem sem autoridade para dizer o que podemos ou não realizar em nome de Deus.

Não costumo abrir dicionários para pesquisar palavras frequentemente usadas porque imagino saber o seu significado. Pois bem, em se tratando da Bíblia sendo interpretada pelos sacerdotes isso é extremamente necessário.

A palavra humilde significa simples, pobre, modesto, medíocre, baixo, obscuro. Com toda sinceridade, são coisas desprezíveis e ninguém se contenta em ser identificado com elas.

Ser simples de espírito é ser bocó? As pessoas mais esclarecidas conhecem o valor da simplicidade como elemento da mais alta sofisticação e é uma pena a simplicidade ficar no mesmo imaginário que algo obscuro e medíocre. E o que dizer sobre a modéstia? Um dos significados, e creio ser o mais adequado, é o de quem não cultiva o luxo. Se pobre está associado a humilde e a modesto essas ideias estarão automaticamente em oposição a rico. Nisto criamos uma relação perversa: a de que rico é luxo e luxo é riqueza. Ou seja, aprisionamos as polaridades e ao compreender uma ideia , ao fazer uma oposição automática, nos precipitamos e perdemos o sentido de outras.

Por isso a leitura da Bíblia é a maior defesa dos seguidores de Jesus, lê-la com a inspiração do Espírito Santo, desenvolvida pela oração e consultando o dicionário. É impossível conhecer os ensinamentos de Jesus ouvindo um monte de sacerdotes boca mole e mal intencionados.

O mal não é ser rico ou próspero, o mal é oprimir as pessoas com a sua riqueza ou auto imagem de riqueza. Porque tem gente que não é rico, mas se auto considera porque exibe um patrimônio ou outro.

Na versão em inglês o mesmo versículo não usa a expressão humilde e sim a palavra 'poor', cujo significado é pobre e é seguido de inferior, medíocre, insatisfatório e coitado.

Imaginar que o Reino dos Ceus será dos pobres em espírito é um disparate. A luz do mundo e o sal da terra são os coitados? Creio que não! Também podemos apreciar que todos estes significados indesejáveis relacionados à humildade é do ponto de vista da sociedade e da tradição e que Jesus propunha um mundo com novos valores, talvez um mundo inverso. Daí, precisamos ler ainda mais a Bíblia para compreender esses novos valores e dentre eles eu já antecipo que o maior é a dignidade.

Ninguém é digno sendo coitado, medíocre ou insatisfatório.

Um caminho que percebo que possa esclarecer este ponto é o de que a palavra humilde vem de húmus, assim como humano também vem de húmus e húmus significa terra. Humilde originalmente seria a pessoa mais consciente da sua humanidade? Seria uma pessoas mais consciente da ideia 'do pó você veio e ao pó tornará'? Seria alguém atento e vinculado ao essencial entre as pessoas e todas as coisas?

Bom, conheça a verdade e a verdade o libertará! É preciso remover tanto entulho para que a Bíblia nos contemple e ensine porque ele foi muito contaminada pela conveniência dos vendilhões do templo.

O Reino dos Ceus será de quem vive o essencial !Viver o essencial pode ser a prática de dispensar o supérfluo e as tolices.


Hy Ho!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Os mansos herdarão a terra

Cultivar a mansidão como bem-aventurança não corresponde aos gestos de Jesus.

Como poderíamos definir manso? Alguém que aceita tudo de boa? Bem, esse não era o perfil dele! O enfrentamento aos fariseus, o atrevimento em colocar em prática uma nova interpretação da lei de Moisés ao não respeitar o sábado com o argumento 'se a lei diz para não trabalhar aos sábados, por que os sacerdotes trabalham aos sábados?', em não jejuar e não exigir o jejum de seus discípulos' ou em 'não lavar as mãos antes das refeições' não corresponde com alguém que aceita tudo!

Compreende a dificuldade em aceitar de boa e sem questionar esta tal bem-aventurança?

Outras definições para manso encontradas nos dicionários em português: que não é bravo, benigno, brando, sossegado, tranquilo, cultivado (quando vegetal),domesticado, sereno, plácido, não selvagem e lento.

Em dicionários em inglês a palavra 'meek' corresponde a: manso, brando, humilde e submisso.

Seja qual for a ideia original das palavras de Jesus, nada do que entendemos como manso atualmente retrata o comportamento do Mestre.

Vejamos a palavra brando, que é uma ideia correspondente apresentada nos dois idiomas: que cede à pressão, mole, suave, fraco, leve, pouco enérgico, afável, meigo.

Creio que a descrição piorou.

Meigo o que é?

Vamos lá: dotado de meiguice, carinhoso, suave, terno, bondoso.

Eu não tenho uma ideia muito favorável de meiguice e por isso não consigo imaginar Jesus cheio de meiguices ou sendo avalista deste comportamento.

Interessei-me pelo termo afável. Afável é quem possui afabilidade e afabilidade significa: cortesia benévola aliada a franqueza, delicadeza ou trato lhano.

Agora eu quero saber o que é trato lhano! Você também não ficou curioso?

Pois bem, lhano significa: singelo no trato, franco ou sincero!

Se levarmos em conta o fator franqueza e sinceridade continua estranha a ideia de submissão.

Observo que existem conflitos, incoerências, inconsistências e dissonâncias de ideias nesta mensagem e fico em dúvida com o que Jesus quis dizer ou realmente disse.

Os sacerdotes controlam melhor um rebanho submisso e meigo e se aproveitaram desta frase para fazer de Jesus um modelo de pessoa domesticada, carinhosa, mole e que cede à pressão dando a estas características a atmosfera de ser bondoso. O que me incomoda é que algo que foge desta caracterização não pode ser considerado bom e tentam exorcizar qualquer um que não seja delicado.

De qualquer forma é certo que os mansos herdarão  a terra porque o que mais encontramos são covardes dominando pela hipocrisia e dominados pela pusilanimidade, ou seja, a covardia é reinante!

Por outro lado, a sinceridade e franqueza assinalada na palavra lhano que poderia lançar uma nova luz sobre o tema, se dilui na palavra lhaneza ao significar afabilidade, simplicidade, lisura, candura.

Candura apesar do seu significado original ser brancura, de tecido sem mancha e nos levar á ideia de puro e puríssimo (assim no superlativo) também se refere à credulidade ingênua.

Nada mais adequado para a fixação de dogmas e outras violências intelectuais que este perfil de devotos de credulidade ingênua para manter a paz conveniente para quem domina as narrativas e escraviza as pessoas. Ao aprisco e ao abate por um pedaço de pasto.

O Jesus que veio trazer a espada não é o mesmo anunciado pelos sacerdotes!

Ou Jesus foi irônico (gosto de imaginá-lo desta maneira! gosto muito!) e profético ao ridicularizar a covardia das pessoas ou o significado de suas palavras foi mutilado pelo nosso analfabetismo somado à má-fé dos falsos profetas.

O fato trágico é: os covardes dominam e nisso consiste a bem-aventurança dos mansos: o de ser alimento dos lobos.



Hy Ho!



sábado, 16 de março de 2013

Francisco

Gostei de Francisco !

Francisco de Assis foi maravilhoso ao evangelizar e o seu nome vibrando novamente com a escolha do novo Papa mostra que a inteligência pode ser usada para a manutenção do poder e a favor da humanidade.

Há um inegável jogo de poder! Lembremos (os fieis, em sua maioria, são indiferentes a isso) que o Vaticano é um estado, isto é, um país. O Papa, além de pastor do rebanho católico, preside um país. Diferente dos países que são sustentados com os impostos dos habitantes de seu território, o Vaticano sobrevive da doação de seus fieis por todo o mundo.

Na América Latina habita mais da metade dos católicos. O fato de o novo Papa ser argentino não foi uma inspiração do Espírito Santo como eles querem que todos acreditem ou, pelo menos, aceitem. A escolha faz parte de uma estratégia de manter a influência da Igreja em outras ocasiões políticas. Vemos a militância e preferência dos líderes católicos quando candidatos são recomendados ou constrangidos por padres e autoridades religiosas. Então, há muito mais que valores espirituais nesta escolha. Nada contra o objetivo de procurar o poder e manter a hegemonia, a única coisa é que estamos atentos ao jogo. O mesmo Espírito Santo que inspira o critério dos 115 cardeais também inspira todos os crentes do Evangelho. O Evangelho tem como maior objetivo instruir as pessoas para a liberdade e comunhão, compatibilizar as pessoas para que haja colaboração, prosperidade e justiça. Por isso o Evangelho sempre condenou a ignorância e falta de amor.

Francisco de Assis leu o Evangelho e partir desta leitura restaurou o catolicismo, inspirou o renascimento e a reforma protestante e foi cultuado por hippies e é respeitado pela Nova Era. Francisco é um símbolo de coerência e unidade de uma proposta que evolui e se desfaz de si mesma para continuar sendo o que sempre foi: sal da terra, luz do mundo e amor.

Que o comportamento  do novo Papa inspire não só os católicos e que o Evangelho seja redescoberto.

Os países de língua espanhola estão eufóricos e os demais conformados! A dor de cotovelo dos brasileiros foi amenizada com o anúncio de que a escolha do nome foi uma sugestão de Claúdio Hummes, cardeal emérito de São Paulo, a maior cidade do Brasil.


Hy Ho!

terça-feira, 12 de março de 2013

Punição e controle

O ser humano possui pouca disciplina!

Quer comer, beber, dormir e transar, sentir toda as sensações. E isso é bom! Somos seres biológicos de carne e osso e não seres etéreos.

Todos os prazeres estão à cama, mesa e banho, mas para fazer tudo isso é preciso poder e é a partir deste poder que as coisas são filtradas. Todo poder nasce da própria compreensão das coisas. No jogo do poder você escolhe, de acordo com as suas forças, ser senhor ou escravo.

Em se tratando de poder seria possível escolher? A limitação da escolha é dor e dor, por si só, é punição. O medo da dor é controle. O medo em si é atrofia.

Engana-se quem pensa que o senhor vive melhor que o escravo. O senhor goza de prazeres cobiçados pelo escravo e assim o humilha com a privação, mas o senhor é escravo do sucesso e por isso o senhor é refém da colaboração ou sabotagem do escravo. Portanto, o senhor é tão escravo quanto e com o agravante de que seu algoz é mais impiedoso em quantidade e qualidade.

Há um caminho diferente e pouco experimentado entre estas duas condições de senhor e escravo: ser livre.

Ser livre é uma ruptura e o controle não estaria nas mãos dos atuais mandatários. No sistema míope do 'tá ruim, mas tá bom' toda injúria se perpetua. A superstição antecede todas as formas de violência. Tentar quebrar as correntes da tolice é uma ameaça ao controle e objeto de toda punição.

A falta de disseminação de uma cultura diferente pune quem pratica a liberdade, o respeito ao próximo é retribuído com a esperteza e desdém. A mágoa se fortalece com a permanência do escárnio e acaba por cansar o aspirante.

O caminho da liberdade se torna um caminho solitário e quem não suporta a solidão sucumbe. Ser banido pode ser uma punição ou privilégio, dependendo da comunhão com Deus. O isolamento passa a ser a primeira prova de fé.

O sacerdócio e as distrações do templo impedem que o indivíduo contemple as reais maravilhas e  programa-o para as verdades restritas e imediatas.

O imediatismo é a miopia, o medo a atrofia e subir ao telhado e perceber a imensidão da obra de Deus uma epifania.

Depois da epifania não cabemos mais em nós e o brilho em nossos olhos pune qualquer autoridade artificial. Não há mais controle!



Hy Ho!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Pecados, erros, inconveniências e transgressões

É certo que todos nós erramos!

Porém, erramos aos olhos de quem?

Seria o erro alguma coisa relativa? O que é errado para mim pode não ser errado para você?

Acredito que o erro é erro e o que se relativiza é a conveniência. Distinguir as duas coisas nos permite transgredir e evitar o pecado.

O que estas coisas possuem em comum é que todas nos fazem ranger os dentes antes, durante e depois. A diferença entre o sagrado e o fútil é a salvação e a sabedoria de Deus é loucura para os homens.

Existem as normas que procuram estabelecer a harmonia no convício entre as pessoas. Elas podem ser escritas ou não e nos economiza tempo por meio de certa compatibilidade. Os valores comuns preservam uma coerência entre planos, ações e expectativas e a surpresa fica por conta dos resultados. A beleza da obra de Deus é continuar infinita e incompleta pelas surpresas.

As surpresas acontecem porque só conseguimos manter o controle de alguns fatores e muitos outros fatores surgem sem que percebamos. Esses novos fatores são o sopro de Deus!

Existem erros convenientes. A escravidão era um erro que atendia às conveniências do faraó. Moisés transgrediu e libertou o povo. Mercadores à porta do templo era um erro que atendia à conveniência dos sacerdotes. Jesus transgrediu e libertou o povo com a própria imolação para que não precisasse mais haver sacrifícios de animais. Podemos dizer que Jesus iniciou o movimento pet.

Num mar de erros que sustentam as conveniências a transgressão é necessária para mostrar as coisas certas.

Outros exemplos famosos: trabalhadores em condições deploráveis na produção de tecidos era um erro que São Francisco de Assis denunciou com a sua própria nudez. A humilhação de Galileu ao negar uma certeza de sua observação de que o Sol é centro de nosso sistema planetário e não a Terra como afirmavam os doutores da Igreja, pretensos porta-vozes de Deus e guardiões da verdade.

O erro é o que se faz sabendo que é errado e mesmo assim permanecemos nele para tirarmos proveito. Muitos são levados a isso por falta de amor ao próximo.

As pessoas pensam que amor ao próximo é tratar a todos com gentileza e palavras delicadas, mas não é. Amar ao próximo é evitar o erro mesmo que ele seja conveniente. Isso nos tira do conforto e exige sacrifícios.

O pecado é manter o coração endurecido diante de tantas mazelas que resultam de nossos erros.

Converse com Deus em oração e evite os conselhos dos sacerdotes. Os sacerdotes são funcionários da conveniência.

Ler a Bíblia é uma grande transgressão!



Hy Ho!

domingo, 10 de março de 2013

Os vendilhões do templo

Todos conhecemos histórias de comércio de artigos de fé.

Inevitável? Não sei! Só sei que é um grande indicador de distância entre o ser humano e Deus.

Ninguém precisa dar demonstração de fé para ninguém, exceto para os sacerdotes. São os sacerdotes a origem de toda blasfêmia porque antes deles ninguém acusa ninguém de tal ofensa.

Deus nos fez inocentes e é na inocência que reside a nossa liberdade, apenas no momento em que não nos envergonhamos de nossa nudez. Inocência e ignorância são coisas muito diferentes. Deus nos recomendou para que não comêssemos o fruto da ciência não para nos manter ignorantes e sim para que não tivéssemos a arrogância do conhecimento e o desafiasse na sua obra que é bela exatamente por ser incompleta. Possuíamos toda a sabedoria necessária e Adão deu nomes a todos os seres.

A vergonha de Adão o afastou de todas as maravilhas e depois todas as tentativas de reconciliação foram deprimentes e competição de superstições. Deus ama todos os filhos, mas possui os seus eleitos. Coisa que conhecimento humano nenhum consegue alterar sem provocar desastres.

As pessoas em desgraça procuram a proteção de Deus e a magnificência. De tanta gente querendo comprar surgiram os vendedores: os sacerdotes.

Há sacerdotes para todos os gostos: uns de caráter religioso e outros científico. Há sacerdotes do ateísmo! As pessoas querem comprar alívio? Os sacerdotes simplesmente vendem!

As pessoas sem posses oferecem sacrifícios para serem abençoadas. Um bezerro, uma ovelha, uma pomba? Quanto você pode pagar? É assim! Com o agravante de que o tamanho do seu sacrifício será proporcional à graça recebida!

A ostentação da oferenda justifica a prosperidade conseguida por meios reprováveis.

É a porta do templo o ponto ideal de venda! Deus ficou para segundo plano em sua própria casa e se tornou um pretexto para o comércio de coisas que Lhe repugnam. Ai, de quem se opor! Ai, Ai!

Se duvidamos da mão de Deus não há porque duvidar da mão dos sacerdotes!

Muitos dizem seguir Jesus, mas apenas este fato é a ilustração do quanto são mentirosos.

'Você me ama?', 'Gosta de mim?', 'Sou seu melhor amigo?' 'Então, me traga uma lembrancinha!'

Lembrancinhas que tragam proteção! Isto é, amuletos! Todas estas coisas que escandalizam a Deus nasceram e são alimentadas pela idolatria dos sacerdotes.

Este mercado não é uma demonstração de fé e sim da falta de fé!

O Deus Único nos solicitou apenas comunhão, que pode ser feita em silêncio e na discrição do lar ou diante de uma paisagem. Deus é infinito e eterno, Ele não se preocupa com o seu medo porque Ele é um manancial de vida e coragem.

Deixemos de lado todas estas idiotices! Adoremos em espírito, construindo a Jerusalém Celestial!



Hy Ho!

sábado, 9 de março de 2013

Não ficará pedra sobre pedra

Não precisamos de templos porque o nosso corpo é o templo e a verdadeira adoração é discreta e em espírito.

Templos suntuosos são desnecessários e para Deus sempre foram. Mas o ser humano precisou e ainda precisa manifestar sua vaidade.

Para justificar a aplicação de somas extraordinárias na construção superstições foram inventadas e alimentadas afastando o fiel de Deus. A maior homenagem a Deus é a construção da Jerusalém Celestial, ou seja, o templo dentro de si da própria alma.

Sacrifícios, rituais, autoflagelo, preces escandalosas são testemunhos da grandeza e pobreza do ser humano. Deus não precisa de ofertas e oferendas. Deus não precisa de nada que podemos Lhe dar. Ele só espera gratidão e louvor, isto é, a manifestação do sopro divino em nós; porque a partir disto nada será impossível realizarmos.

O pouco que tinha foi dado de todo coração enquanto muitos doam fortunas por constrangimento, estas são situações claríssimas que não é o que se faz que tem valor e sim como faz e o motivo de fazer. É o seu talento vinculado ao propósito de Deus o que importa. Tudo o que a oração pode nos inspirar!

Óbvio, a nossa grandeza de espírito se refletirá na prosperidade da matéria, mas o caminho inverso é falso e cheio de armadilhas e perdição.

O batismo é o renascer e a ressurreição é a graça de estar ao Seu lado, em comunhão com o Criador.

Salomão, o mais sábio entre os homens e quem mais compreendeu sobre a vaidade, construiu o seu templo e onde está agora?

De fato, não há nada debaixo do sol ! Salomão construiu o templo para que pudesse governar os ignorantes. Hoje não precisamos de nada disso mais!

Tudo o que fizermos para a nossa própria glória cairá por terra e nos escravizará!

Vamos edificar a Jerusalém Celestial pela adoração do espírito?

Esta será a nossa maior construção!



Hy Ho!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Cartas de Paulo

Muito devemos a São Paulo pela sua dedicação à evangelização. Sofreu perseguições e mesmo assim não desistiu de evangelizar.

Mas podemos refletir sobre o ser humano Paulo a partir de seus próprios relatos.

É difícil evangelizar e ele vivia sobre o dilema evangelizar ou morrer. Encontrou algumas soluções, que inevitavelmente também traria prejuízos ao Evangelho. Conciliou a Boa Nova com valores vigentes para ser parcialmente tolerado.

Viajou e enviou mensageiros para vários lugares com culturas diferentes, porém com algo bastante comum e determinante: a mensagem de Jesus agredia as religiões de todos estes povos.

Os judeus já eram mal vistos por destoarem dos demais com a excentricidade do monoteísmo. Os judeus adoravam o Deus Único enquanto romanos, gregos e outros povos adoravam vários Deuses.

Se Jesus fosse um judeu convencional Paulo, que era judeu descendente da tribo de Benjamim, não teria grandes problemas, mas Jesus criou um cisma dentro do próprio judaísmo.

Os judeus conheciam muito bem a diferença entre as leis de Moisés e a Boa Nova, por isso perseguiam seus seguidores hereges e os gregos colocavam os adoradores do Deus Único sem nenhuma distinção no mesmo balaio.

Não era fácil comunicar as ideias e para amenizar a falta de compreensão (e por consequência a rejeição) várias concessões foram feitas. A versão de Paulo sobre a Boa Nova acabou se desviando da própria essência e radicalismo original.

Não é desprezar o grandioso trabalho do apóstolo Paulo, é apenas observar a interferência de fatores humanos na transmissão da mensagem. Paulo, convicto dos desígnos de Deus e apoiado na inspiração do Espírito Santo, por certo confiava que a mensagem seria restaurada a cada época.

A maior verdade entre todas é a de que vivemos uma nova época e que não se justifica agir com a ignorância do passado.

Para ter crédito com os judeus Paulo citava a sua circuncisão e a descendência da tribo de Benjamim. Vale lembrar também que, entre os doze filhos de Jacó, origem das tribos israelitas, Benjamim e José eram os favoritos do patriarca por serem concebidos pela esposa que ele realmente amava.

Quer dizer, tentar entender os judeus é participar de briga de família e nunca ter autoridade sobre o assunto por ser alguém de fora. Porém, famoso é o episódio em que os irmãos, por ciúmes, abandonaram José dentro de um poço á própria sorte e depois, encontrado por mercadores, foi vendido como escravo e que pelo seu talento se tornou governador no Egito, só perdoando todos os irmãos por amor a Benjamim, filho da mesma mãe, e ao pai.

Implícitos ficam o orgulho de Paulo pela sua descendência e um ressentimento de que a aliança com Deus é frustrada pelos erros e ciúmes das outras tribos.

A Nova Aliança, pelo testemunho do perdão, procura superar estas mágoas e Paulo, em sua humanidade, por limitação ou desejo ardente em comunicar reforça, muitas vezes contra a própria vontade, os valores que precisavam ser superados.

Uma revolução de consciência é muito confusa e lenta por lidar com todo tipo de vaidade.

'Para ser salvo era necessário ser cincuncisado?' 'Não, claro que não!' 'Então não há mérito nenhum em ser judeu porque não somos mais o povo escolhido?' 'Os judeus continuam a ser o povo escolhido, mas a salvação não é unicamente para os judeus!' 'Que graça tem ser judeu, então?' ' Ser judeu tem muita graça, mas se a graça for compreendida como a exclusividade da salvação, nenhuma!'

O judeu era muito apegado aos seus preceitos e formas externas de adoração e abrir mão destes hábitos confundidos com a própria identidade era muito difícil. A revolução de Jesus era propor a adoração em espírito, que evitava os constrangimentos dos gentios na busca por Deus.

Ou seja, Paulo fez um bem bolado e acabou embolando tudo.

De outro lado, na Grécia, precisava dissuadir os gregos do excesso de racionalismo. O que também destoou, obviamente! Como explicar para os filósofos que a salvação é um caminho simples
intelectualmente, exigindo tão apenas a sinceridade do amor ao próximo?

Mais uma vez! Porém os gregos foram mais tolerantes coma nova expressão de fé, creio que motivados mais pelo exotismo do Deus Único, o que pouco ajudava porque mantinha a confusão entre Novo e Antigo Testamento.

Conclusão: a mensagem de Jesus ainda está por ser descoberta em toda a sua plenitude e o caminho
continua o mesmo: abrir mão da vaidade, idolatria e superstições.

Deus é amor e faz gosto da adoração em espírito e a Jerusalém, destino de peregrinações, não é mais uma cidade na terra. Pela Nova Aliança, Jerusalém é celestial, cuja peregrinação deve ser feita com a adoração em espírito.



Hy Ho!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Hebreus

O conteúdo do livro de autor desconhecido endereçado aos hebreus é o de confirmar que Jesus foi o Messias e que as práticas religiosas dos judeus são em vão.

Os judeus nunca aceitaram Jesus como Messias e o título pode ter a intenção de separar a nacionalidade ou etnia da religião, é possível ser hebreu sem praticar o judaísmo.

Imagina o escândalo de um judeu ao se deparar com um texto que coloca Jesus acima de Moisés. Que o povo escolhido ofendeu a Deus pela manifesta incredulidade e por isso foi punida a geração que não chegou a pisar na Terra Prometida (aliás, Moisés também foi punido, porém teve a graça de, ao menos, vê-la); que não há mais necessidade de sacrifícios de animais uma vez que Jesus derramou o próprio sangue como o último sacrifício e que era dispensável um tabernáculo porque o corpo de Jesus era o próprio Santo dos Santos, lugar dentro do templo reservado para o sumo sacerdote.

O livro deixa claro a grande intimidade do autor com a religião judaica e é um manifesto de ruptura.

Deus haveria nascido como ser humano para se aperfeiçoar e foi imolado com a crucificação para que o Novo Testamento tivesse valor, porque só é possível aplicar o testamento depois da morte do testador.

É uma explicação de que Jesus é a nova expressão de fé e a Nova Aliança.

O que vemos com maior frequência são os liderados desmancharem o trabalho do líder. O povo de Israel haveria reduzido os ensinamentos de Moisés à repetição mecânica dos rituais e citações da lei e o Messias veio ao mundo recuperar a Aliança e renovar a fé. E, novamente, aconteceu com Jesus porque a prática religiosa conhecida como Cristianismo, em todas as expressões, transmite pouco dos ensinamentos de Jesus e procura praticar atividades que Jesus contestou

Uma nova ruptura precisa ser propagada, da mesma forma que é possível  seguir  Jesus sem praticar o cristianismo.

Jesus é o sumo sacerdote e o templo é a Jerusalém celestial. A fé nos une!



Hy Ho!

Jesus era um míssil

A história que conhecemos é filtrada. Não digo manipulada, mas filtrada mesmo!

Em primeiro lugar privilegiamos o que foi escrito.

Em segundo lugar escrever era um privilégio e quem escrevia poderia escrever o que quisesse.

Em terceiro lugar os fatos narrados oralmente se acomodaram às diversas conveniências de todos os lugares e épocas.

Em quarto lugar acreditamos no que nos contaram e raramente questionamos ou, se questionamos, preferimos nos calar.

Em quinto lugar se ousássemos falar o que pensávamos seríamos punidos.

Em sexto lugar não conhecíamos os costumes e o comportamento de vários povos.

Hoje sabemos muito mais do que antes e, a partir destas novas informações, podemos observar melhor alguns pontos. Os povos do oriente médio são muito belicosos hoje em dia e sempre foram. Outra característica marcante é que eles são muito astutos e engenhosos.

No tempo de Jesus as coisas pareciam ser piores! Associe a dificuldade de circulação de mercadorias e alimentos e a falta de saneamento. Viver era muito sacrificado e as pessoas eram mais embrutecidas.

Não me admiraria se a astúcia de um povo subjugado pelo Egito, pela Babilônia e por Roma ousasse treinar homens-bomba com o objetivo de alterar o rumo dos acontecimentos. Fazer uma revolução.

Não foi à toa que Barrabás foi escolhido. O que revela o ânimo da população que queria ver livre um chefe revolucionário. O contexto daquela época era muito conturbado.

Jesus confundiu a todos e este era a sua maneira de revolucionar. Ele não se propôs derrotar Roma para dar soberania a Israel, Ele foi além, propôs dar soberania ao ser humano. O certo é que o ser humano mudou em  muitos aspectos depois de sua atuação e mensagem.

Ao preterir Israel e se dedicar para emancipar o ser humano, Jesus sabia que seria crucificado e foi preparado para isso. Ficou angustiado, mas não fugiu de sua missão suicida e muito esforço houve para conter a repercussão dos seus feitos.

Nada foi narrado sobre a infância e adolescência de Jesus, mas todos percebemos que nesse tempo todo Ele estava sendo instruído. O mais notável instrutor de Jesus foi José, um pai adotivo.

Neste ponto nós podemos ver uma combinação que foge do arbitrário biológico do progenitor que é culturalmente propagado. José foi convencido pelo anjo a aceitar Maria grávida.

Maria era muito menina e ser mulher naquela época era um desastre: a mulher não era respeitada pelos homens, muitas vezes humilhada e exposta a todo tipo de perigo, inclusive abusos sexuais.

Uma mulher desonrada tinha um destino certo: a prostituição. Evitar que uma mulher caísse em desgraça a aceitando como esposa era um gesto de extrema coragem. Depois educar a criança com toda sofisticação possível era uma investimento enorme. Talvez impossível de ser arcado por uma pessoa sozinha, precisaria de uma rede de apoio. Esta rede teria qual propósito?

Entre tantos mistérios e enredo fantasioso acredito que todos são convidados a ler as entrelinhas.

Se Jesus tivesse uma genética romana? Se aceitarmos o fato de que Jesus foi adotado ainda no ventre de Maria e lembrarmos de muitos horrores das guerras podemos deduzir que Maria tivesse sido abusada por um soldado romano. O que tornaria a sua desgraça muito maior devido a grande rejeição dos romanos pelos judeus. Quanto ao rebento não seria romano, mas seria judeu porque a tradição assim define. Porém, seria um judeu de quinta categoria tamanho era o preconceito dos próprios judeus. Jesus, em grande parte de sua pregação, o que mais fez foi apontar a hipocrisia judaica.

Com genética romana Jesus seria um ser humano biologicamente superior, tendo em vista que os soldados eram rigorosamente selecionados.

Contar a história tal qual talvez tenha acontecido não seduziria ninguém e revelaria um plano que somente teria êxito sendo mantido em segredo.

As viagens para fugir de todo e qualquer tipo de perseguição incluiria a xeretice e a maledicência  dos vizinhos.

De todo modo era um comportamento que contrariava os costumes e desafiava os chefes religiosos. Só de evitar a desgraça de uma menina já é um feito digno de nota  e inteligente, porque de seu ventre nasceria mais judeus condenados à sarjeta. Um menino que pela misericórdia de Deus viveu o que poderia não ter vivido, por gratidão, retribuiria a graça recebida doando-se de corpo e alma a um projeto de grande dimensão para promover o Reino do Ceu.

Acaso concordemos com estas suposições ainda poderíamos imaginar que Jesus foi conduzido a cumprir um plano elaborado e custeado por um grupo ou se Ele mesmo, por inspiração, promoveu um novo projeto como maneira de retribuir, desmoralizando instituições que perpetuavam a desgraça condenando os erros das pessoas e disseminando preconceitos. Para isto, bastava ensinar o perdão, mas Ele ainda fez muito mais.



Hy Ho!

terça-feira, 5 de março de 2013

Tudo depende da fé!

Somos seres sugestionados e auto sugestionáveis. Por estas características fomos controlados pelo medo e induzidos a acreditar em muitas coisas sem sentido e muito menos questioná-las.

O expediente é o de premiar um bom comportamento e a punição é a angústia do próprio medo de não ser premiado. Mas o bom comportamento passa pelo crivo de quem domina. Fomos tratados como um rebanho que precisa ser tocado de um jeito ou de outro para corresponder aos objetivos dos dominadores.

Isto desperta indisposições e as sucessivas sobreposições de dominadores e dominados geraram muitas contradições e incoerências.

Para evitar a guerra procurou-se conter o ímpeto das pessoas com uma extensa rede de lendas inibidoras. Sempre foram exigidas profissão de fé das pessoas para manter um controle social e uma certa previsibilidade de acontecimentos.

Você pode dedicar a sua fé a qualquer coisa, há uma abundância de ídolos para serem adorados e admirados como modelos de conduta ou intercessores. Os resultados positivos justificam a continuidade na devoção, mas o que Jesus sempre disse é que o resultado da graça alcançada sempre foi fruto da fé em si e nunca do ídolo.

'A sua fé o curou' --- A honestidade de Jesus em atribuir o resultado do milagre ao crente e não a Ele mesmo O colocou a perder. As pessoas não aceitaram a plena liberdade ensinada por Jesus.

A gratidão que devemos expressar por Jesus é porque Ele nos libertou nos mostrando que a fé não precisa estar sujeita à ignorância e ela terá um poder maior quanto maior for o esclarecimento, se não pecarmos pela soberba e tentar desafiar o incompreensível.

É um erro pensar que a fé dispensa a razão e a ciência, a fé nos liberta do equívoco de ficar pedindo provas a Deus de sua existência. Estar com Deus não nos isenta das consequência da nossa estupidez, iremos colher o mal que plantamos, por isso a dedicação ao esclarecimento para reduzir  os nossos erros.

Podemos expressar a fé sobre aquilo que conhecemos e abandonar os erros a partir de novas descobertas e manter a fé com a nova luz sobre os fatos.

'Faço nova todas as coisas'. --- Isso é liberdade de pensamento!

A fé removerá montanhas e isso sempre será mérito de quem crer. Jesus é a revolução por meio da inteligência e devoção ao Criador.

O incômodo de sua doutrina é obvio: quem vive em liberdade jamais aceitará ser subjugado, ainda mais por imbecis.



Hy Ho!

segunda-feira, 4 de março de 2013

O apocalipse é um ardil

Pouca pessoas se deram conta, mas o livro Apocalipse, que encerra o Novo Testamento, é um ardil com o objetivo de enganar e distrair os perseguidores da nova expressão de fé.

O curioso é que muito se fala sobre o juízo final e os cristãos são crentes que somente eles serão salvos.

Isto tudo é uma doutrina do medo e da presunção de pureza.

O livro das Revelações não revela nada e confirma o fascínio das pessoas por enigmas. Muita gente perde tempo tentando decifrar os códigos e o texto preenchido de simbolismos.

Os acontecimentos descritos se igualam ao dia a dia de um lugar árido e cheio de conflitos até hoje. Se a consciência não for desenvolvida pela mensagem de Jesus é claro que as coisas serão terríveis. A grande besta são todos aqueles que fazem mal uso de seus poderes.

Sempre fomos imersos numa cultura de punição e movidos mais pelo medo que pelo amor e  a mensagem de Jesus não foi suficiente para seduzir a multidão por faltar fantasia em seu enredo. Mesmo com tantas realizações maravilhosas ainda clamavam por sinais.

O que sempre fomos: medrosos e supersticiosos. Dessas duas coisas derivam todo o mal que nos assola. Cultivamos o sofrimento e não sabemos praticar o amor e muito menos admirar o que é simples.

Quem ama é tido como trouxa e fraco e quem é simples como idiota e incapaz de grandes engenhos. Somos uma sociedade condenada e escrava das aparências.

A salvação está em ler o Evangelho.



Hy Ho!

domingo, 3 de março de 2013

Jesus, a nova religião

Você está cansado do cristianismo, do dogma católico e das restrições dos pentecostais?

Eu sugiro uma nova religião para você e ela se chama Jesus.

Jesus sempre esteve entre tudo isso, mas pouco foi percebido e valorizado. A maior prova do que eu estou falando é que mesmo depois de 2 mil anos de seu testemunho pouca coisa de seus ensinamentos foi absorvida.

'O mundo está bem melhor'. Sim, está! Poderia estar muito mais se nós partilhássemos da verdadeira Salvação.

O Evangelho está ali. Basta lê-lo para conhecer tudo o que é realmente importante.

Não estou dizendo que antes ninguém tenha lido, estou dizendo que os ensinamentos de Jesus são pouco divulgados e confundidos com várias superstições.

O Jesus crucificado revela mais sobre a intolerância de quem preferiu viver na hipocrisia do que sobre o próprio Jesus. Não é a cruz que deve ser adorada. Naquele tempo qualquer um morria na cruz e sabemos que Jesus não foi qualquer um.

'A crucificação demonstra a humildade de Jesus'.  Nada mais errado! Jesus mostrou-se humilde em toda a sua vida e o que Ele fez para ensinar a humildade foi o gesto de lavar os pés dos apóstolos e mesmo assim afirmou que era o mestre entre eles. A cruz é símbolo de uma sociedade que pouco mudou.

'O pão e o vinho são carne e sangue de Jesus' São e nos dizem que devemos dar graças e refletir sobre a misericórdia de Deus no momento de todas as nossas refeições. Não precisamos nos encontrar para adorá-Lo. Vale mais adorá-Lo em espírito e darmos testemunho de um mundo melhor pela nossas obras. Orar e louvar o tempo todo.

'A comunhão é a igreja'. Claro que é! E rituais são apenas rituais.

'Precisamos nos encontrar' Sim, nos encontrarmos é ótimo, mas não por obrigação. Jesus não exige e não se importa com templos e tabernáculos. As catedrais nada Lhe dizem respeito.

Ainda vivemos em uma sociedade que glorifica a si mesma e Jesus não passa de decoração.

Se você está insatisfeito com tudo que existe procure Jesus e leia os 4 Evangelhos. A sua vida mudará tanto que você se sentirá como se tivesse nascido de novo.


Hy Ho!

sábado, 2 de março de 2013

O Evangelho escondido

Não me refiro aos Evangelhos segundo Maria Magdalena, Judas Iscariotes, Tomé, ou qualquer outro apóstolo.

Falo dos próprios Evangelhos contidos na Bíblia oficial. Os 4 livros estão escondidos dentro da compilação, que na versão protestante são 66 livros e na versão católica são 73 livros reunidos.

Teoria da conspiração à parte, mas o melhor jeito (até genial) de esconder o Evangelho é dentro da própria Bíblia. Não imagino que tenha sido deliberado no momento da compilação, o que imagino é que no decorrer do tempo foi desenvolvida esta conveniência.

Já é estranho a falta de consenso sobre os livros reunidos entre as duas autoridades religiosas que divulgam os ensinamentos de Jesus. Um fato que cria indisposições entre os estudiosos das Escrituras, criando dúvidas e prejudicando a credibilidade das 2 compilações.

Além das 2 compilações acredita-se existirem Evangelhos que não foram inclusos. Por quê?

Independente de tudo, o seguidor de Jesus precisa ser guiado pela fé e se retirar de discussões supostamente científicas e confiar nos documentos que temos acesso.

Os Evangelhos de Mateus, Marcos Lucas e João são os livros mais importantes dentro de todo o conjunto e são lidos superficialmente.

As Igrejas consomem muito tempo se dedicando aos vários livros e fogem de detalhes das próprias histórias narradas nos Evangelhos ou não.

Um exemplo é a famosa paciência de Jó, consagrada como ditado popular. Jó perdeu a paciência e blasfemou contra Deus e não havia quem o reconciliasse com Deus até chegar um jovem rabino. Portanto o tema principal da história não é a paciência, mas sim o talento do jovem que conseguiu reconciliá-lo já que os rabinos mais velhos não conseguiram.

Parece que sempre funcionou assim para que fossem desviadas questões importantes e fugir de saias justas com o receio de desmanchar o poder político adquirido pelo clero.

Outro exemplo surpreendente é a irritação de Jesus com o assédio da multidão. Jesus curava, tinha o poder de curar, tinha prazer em curar algumas vezes, porém se irritava em curar o tempo todo e perder a privacidade ou perceber que ninguém o procurava para ouvir a Boa Nova.

Mais ainda, consome-se muita imaginação sobre as lacunas existentes, como a infância e adolescência de Jesus, o suposto casamento com Maria Magdalena ou se Judas Iscariotes era o apóstolo mais fiel. Pergunto-me: Para quê?

Para que se preocupar com o que não é mencionado e deixar de lado o que é exposto no texto? Exercício de imaginação? Exercite sobre o que é mencionado então!


As Cartas de Paulo tratam da formação dos vários núcleos de divulgação da palavra de Jesus, ou seja, tratam da história e organização da própria Igreja. O que é importante, porém insuficiente. Salvo quem considere que a Igreja seja a razão do próprio Evangelho, continuo compreendendo como insuficiente e dedicação a questões periféricas.

O mais radical de tudo é ler os Evangelhos, neles meditar, preencher-se do Espírito Santo e nascer novamente para um vida de misericórdia e glória a Deus.


Hy Ho!

sexta-feira, 1 de março de 2013

É permitido ler a Bíblia

Muitos não sabem, mas ler a Bíblia é permitido.

Já ouvi muitas anedotas de pessoas que ficaram loucas depois que a leram. Por que será essas anedotas existem?

Claro que este tipo de afirmação desmotiva qualquer leitor!

O problema é: quem a lê não consegue aceitar muitas coisas impostas pelas autoridades religiosas. No Brasil já existe um deficiência de leitura e a leitura da Bíblia é desmotivada por superstições. Os demais leitores se afastam dela porque associam o preconceito e a intolerância dos religiosos às Sagradas Escrituras.

Os leitores lerão o grande volume de escritores consagrados da literatura universal e local exatamente para fugir da informação restritiva que acreditam que a Bíblia seja porta-voz!

É um contra senso pois a História mostra que quem lê a Bíblia começa a discordar de toda prática religiosa que não seja coerente com ela. O movimento que iniciou a livre interpretação da Bíblia foi o mais radical de todos e começou a alfabetizar as pessoas.

Daquilo que observo sobre a prática da leitura a Bíblia apresenta características desfavoráreis:

1) possui muitas páginas;

2) linguagem muito formal

3) a divisão de capítulos e versículos se sobrepõem e interrompem as histórias narradas.

4) é tratada como um código penal


Podemos estimular a leitura da Bíblia apreciando a sua estrutura.


1) a Bíblia é uma coleção de livros e isso dispensa uma leitura linear.

2) está dividida em 2 grandes blocos: Velho Testamento e Novo Testamento.

Para os seguidores de Jesus o Velho Testamento é uma curiosidade histórica e explicita o quanto Jesus é a confirmação das profecias.

Não que não deva ser lido, claro que deve ser lido, mas é incoerente que ele seja objeto de culto.


Novo Testamento

3) o Novo Testamento está dividido em 5 grupos

3.1) Evangelhos

3.2) Atos dos Apóstolos

3.3) Cartas de São Paulo

3.4) Cartas de outros Apóstolos

3.5) Apocalipse

O mais importante, sem dúvida, são os Evangelhos. Na verdade os únicos livros dignos de culto.

Os demais livros são curiosidades históricas e conselhos úteis, mas o culto a eles é totalmente equivocado.

Dos 4 evangelistas apenas 2 eram Apóstolos:

Matheus e João.

Entre eles João era o mais íntimo de Jesus.

O Evangelho de Matheus narra mais acontecimentos que o de João, mas o de João se aprofunda mais nas ideias de Jesus.


Para quem quer começar ler a Bíblia um bom caminho são os Evangelhos de Matheus e de João. É independente a ordem de leitura e quem ler os dois sentirá bastante a diferença.

Depois a leitura não pára mais!

É importante ler os Evangelhos de Lucas e Marcos porque apresentam episódios diferentes e relatam com detalhes diferentes os episódios em comum a todos.

Não devemos nos angustiar com a leitura de todos os textos. Eles circulavam independentes um dos outros. Só foram reunidos na Bíblia que conhecemos muito tempo depois.


Boa leitura e inspiração do Espírito Santo!



Hy Ho!