quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Raça de víboras

A falta de leitura da Bíblia faz com que as pessoas tenham uma ideia equivocada sobre Jesus e seus seguidores.

Jesus se comportou como cordeiro na sua crucificação porque o cordeiro era um animal muito usado nos sacrifícios e expiações. Queria com isso ensinar uma nova maneira de guerrear para melhorar o mundo. Ele não viveu os anos de pregração como um tímido animalzinho balindo enquanto fosse tosquiado.

Jesus e seu anunciador, João Batista, eram politicamente incorretos e desafiavam as autoridades opressoras. Jesus se irritava com os assédios da multidão e com a falta de compreensão dos apóstolos às suas mensagens. Era por demais generoso, mas era também humano e vivenciou as suas limitações. Operava milagres, mas exigia que o povo tivesse fé.

Conhecedor dos corações dos homens Ele soube antecipar várias armadilhas e constranger seus perseguidores. Sabia que estava diante de víboras e enviou os apóstolos às serpentes. A fé precisou ser demonstrada pela coragem. Correram o risco de serem envenenados e tinham a morte como certa.

Não é errado nos inspirarmos em um Jesus carinhoso, mas é errado imaginar uma pessoa totalmente passiva. Somos movidos pela fantasia, mas também somos o resultado de nossas narrativas. Muito se fala sobre Jesus e  um episódio bastante conhecido - a Sua briga com os mercadores no templo - é suficiente para considerarmos a sua irritação. A violência com que Jesus agiu revela uma pessoa inquieta e totalmente incomodada com um desvio de conduta ofensivo a Deus. Haja coragem para quebrar mercadorias e espalhar o dinheiro! Qual mercador ficou satisfeito com esta atitude? Nenhum deles reagiu? Não foi um momento em que Jesus ofereceu a outra face!

Jesus tinha consciência do mar de hipocrisia e oferecer a outra face após uma agressão pode ser interpretado mais como uma provocação do que um gesto piedoso.

João, no final de seu evangelho, explica que havia muitos fatos que não foram narrados. Foi uma experiência intensa e cheia de acontecimentos. Podemos imaginar que muitas coisas relevantes foram esquecidas ou mesmo detalhes do que foi narrado.

As autoridades eram crueis e não se renderam ao Evangelho logo a ressurreição. Demourou-se muito tempo para que alguns fossem sensibilizados, em especial os sacerdotes. Estes não pouparam Estêvão.

Seguir a Jesus inspira mansidão porque é um bem que procuramos, mas não se limita a isso! A César o que é de César, a Deus o que é de Deus e às víboras o quê? Amar o inimigo, com certeza, porém de um jeito bastante peculiar!



Hy Ho!

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