quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ler a Bíblia

Está sendo divulgada uma pesquisa que afirma que a Bíblia é o livro mais lido entre os brasileiros.

Creio que não seja! Talvez seja o livro mais lembrado pelos brasileiros, mas lido é difícil de acreditar.

Quem lê a Bíblia desenvolve a habilidade e gosto pela leitura que estimula a leitura de outros best sellers e, quem não sabe ler responde o que na pesquisa? 'Não sei ler?'

Talvez a pessoa tenha vergonha de ler algo mais simples porque até um membro da Academia Brasileira de Letras é ridicularizado entre os intelectuais com a pecha de aquilo que ele escreve não tem valor literário. Quem pensou no Paulo Coelho acertou!

Em um país em que os autores mais populares são rechaçados pelo os que procuram deter o monopólio da crítica literária fica difícil o leitor declarar a preferência de leitura.

Pior ainda, a pesquisa mostra que o segundo livro mais lido é o livro didático. Isso mostra um cenário absolutamente desfavorável ou o descaso dos entrevistados para com a pesquisa. o que me leva a pensar que a Bíblia, com as suas mesóclises e 2º pessoa no plural não deve despertar a leitura frequente.

Jamais quero questionar a sincera devoção dos brasileiros pelo livro sagrado, seu conteúdo ou de que não haja admiração pelos valores que nele são expressados. Não é isso!

Só deduzo que, a partir de uma pesquisa, o brasileiro não desenvolveu uma intimidade com a leitura e a Bíblia, entre todos os livros, nunca precisou ser lida para ser conhecida porque sempre houve uma autoridade religiosa que a lesse para os fieis.

Este costume não estimulou o fiel a ler o texto bíblico e sim o acomodou a acompanhar a leitura selecionada e comentada pelo padre ou pastor. Disto decorre algo intrigante: o fiel tem um exemplar da Bíblia, mas não pratica um contato profundo com ele.

O resultado é fascinante: o fiel conhece muita coisa mencionada na Bíblia e muita coisa deixou de conhecer.

Jesus é desconhecido, os 4 evangelhos em si são lidos de maneira periférica e os cultos são mais dedicados aos comentários doutrinários de São Paulo e de outros apóstolos ou ao velho testamento do que a meditações sobre as palavras e gestos do próprio Jesus, razão de ser de toda a Boa Nova.

Todos os textos e autores reunidos na Bíblia são importantes, mas Jesus e a Boa Nova são muito mais!


Hy Ho!

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