domingo, 20 de janeiro de 2013

Quem comigo não ajunta, espalha

Compatibilidade é a coisa mais importante  numa equipe.

Não se trata de ser igual ou pensar igual, nada disso! É querer a mesma coisa, ter o mesmo objetivo e alcançá-los pelos mesmos expedientes. Porque dizer que quer a mesma coisa e tentar alcançá-la por meios diferentes é muito falso; é incompatível!

Basta observar um simples fato, nem sempre é possível alcançar o objetivo ou participar de seus resultados e o patrimônio que construímos para nós e para a comunidade é o caminho, a maneira de fazer. Um testemunho bíblico do que estou falando é o que aconteceu com Moisés. Ele guiou o povo até a Terra Prometida e não colocou os pés nela, por misericórdia pôde vê-la, mas não pisá-la.  Do caminho foi compartilhado como caminhar de um modo que agrada a Deus, que está em harmonia com o que ele criou.

Já ouvi, pessoas inteligentes, que admiram os traficantes (iaginemos que seja por falta de reflexão), dizendo o quanto eles são bons administradores e da capacidade de organização em suas atividades. Bom, administrar com violência é uma técnica promissora desde as equipes mais remotas. Chicote no lombo, castigos, mutilações, desprezo e escárnio fizeram muita coisa funcionar e possibilitou a construção de palácios e monumentos colossais. E daí? Prédios são demolidos com a mesma violência com que foram construídos. Para que tanto choro e ranger de dentes?

Não basta o mesmo objetivo, é necessário o mesmo jeito de fazer:  isso é cultura! A compatibilidade é fruto da cultura, mesmo que não seja um fruto exclusivo dela. Uma empresa sofre porque seus membros não desenvolveram a cultura de trabalhar, por exemplo, e depois não se dedicam para encurtar a curva de aprendizagem dos afazeres dentro da empresa.

Tempo é dinheiro e esperar alguém sem disposição aprender a realizar as tarefas do ofício é um martírio, consolidando a perda de tempo, recursos, expectativas e energia.

Quem comigo não ajunta, espalha porque me atrasa e me atrasando prejudica a todos: eu ,que pretendo alcançar um objetivo, e as pessoas que se beneficiariam deste objetivo. O seguidor de Jesus é quem realiza as tarefas de acordo com os objetivos do Mestre. Os objetivos não precisam fazer sentidos para nós, e, nós, por intelectualismo imbecil ou por astúcia, pedimos explicações constantemente, talvez, com a intenção velada de fugir do serviço.

Seguir Jesus é trabalho. São os obreiros os verdadeiros seguidores, há quem vai à Igreja como vai a um clube ou a um spa e pouco se interessa em melhorar o que precisa ser melhorado nas relações e no mundo, considerando clamar o suficiente para a própria redenção.

A Igreja é o espaço da comunhão, o espaço físico deste encontro é apenas conforto, pois o sagrado está no coração do fiel.

Ser fiel é compatibilizar-se, voluntariamente, com a maneira de o Mestre agir. Pouco importa o quanto você errou antes de ser tocado pela Palavra, o que importa é a sua disposição em participar da realização dos planos de Deus.



Hy Ho!


Nenhum comentário: