quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Jesus, the life coach

Eu vi estes dias o termo life coach e fiquei encantado.

As pessoas solicitam o apoio de outras constantemente e o life coach é uma pessoa disposta a atendê-las no aperfeiçoamento dos relacionamentos pessoas e profissionais, enfim, rumo ao sucesso.

Uma vida melhor é sucesso e o que vemos é que nem sempre o sucesso é uma vida melhor. Essa dissonância parece ser a regra porque os desafios e as exigências são inéditas e não desenvolvemos habilidades o suficiente para enfrentá-los.

Acomodar-se é cômodo no começo e incômodo no meio e no fim. Quem sonha com o Paraíso não merece ancançá-lo porque a devassidão e a luxúria preenche a maior parte de nossas fantasias.

Tudo está num pé de falta de compatilibilidade! Quando os objetivos são divergentes é uma grande utopia esperar alguma colaboração. É essencial compreender para colaborar e para compreender exige-se um mínimo de compatibilidade.

Vários idiomas dificultam a comunicação e sem comunicação pouca coisa se faz. Se fossem somente os idiomas, mas há as crenças. Certas crenças nascem não das culturas mas, a cultura é exatamente o conjunto de experiências comuns, mas há o insondável das experiências de solidão.

A doença e tragédias pessoais criam identidades que ultrapassam diferenças de idiomas e culturas. Quem era leproso era rejeitado independente de ser judeu, egípcio, grego ou romano. Duas identidades se sobrepõem neste caso: ser leproso e ser rejeitado, isto é, duas dores.

A dor cria empatia e identificação porque todos sabem, de uma maneira ou de outra, o que é dor. A alegria não tem este alcance, porque sempre está associada à opulência e, como os recursos são escassos, diante desta crença poucos podem ser felizes.

Separar a ideia de alegria da de opulência nos leva à Graça e novamente erramos em pesar que a Graça é um antídoto para a dor, logo, somente os que sofrem são merecedores dela.

É aqui que eu me atrevo a dizer que Jesus é o melhor life coach! Primeiramente, a ideia de que a alegria não depende da opulência é um fator importante em sua Doutrina. Em segundo lugar, a Graça não é exclusiva para quem sofre (Isso deixou muita gente confusa até hoje). Em terceiro, e não menos importante, é de que sofremos unicamente porque aceitamos o condicionamento social.

Se formos precipitados concluiremos que a Doutrina de Jesus é um manifesto de ruptura, a primeira vista sim, porém com uma reflexão mais calma perceberemos que Jesus nos propôs a Restauração. Houve corrosão da Lei por vícios e desobediência dos homens, porém, a lei era perfeita desde o Éden.

A compreensão de certas essências dependem do convívio e é para isso que existe a Igreja, sendo ela, início e o fim de toda colaboração.

Vamos edificá-la?



Hy Ho!


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