quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Honrar pai e mãe: um critério

É comum filhos e pais se desentenderem por haver expectativas irreais de uns sobre os outros.

Somos o tempo todo envenenado com vãs expectativas e muitas delas, acredito, foram desencadeadas pela psicanálise ou quem dela se aproveitou. Com o objetivo de identificar as causas dos conflitos o uso parcial e irresponsável de seus postulados  mais alimentou conflitos que os sanou.

"Somos, desde o parto, agredidos por nossos pais". Embora haja o desconforto de sair da barriga quentinha da mamãe e aprender a se defender da rudeza da vida com o papai na melhor pedagogia "aprenda a ser homem, seu merda", não há motivos para considerar que os nossos pais queiram o nosso mal. Porém, o pouco que se divulgou da psicanálise (no dia a dia só encontramos doutores em orelhas de livro) acabou justificando gestos de ingratidão por parte dos filhos glamourizados com ares de intelectualidade.

Não pretendo descrendenciar a psicanálise, é fato que estamos sujeitos a toda sorte de agressões e reagimos inconscientes a elas. Muito se compreendeu sobre nossas atitudes depois da pesquisa clínica. A maior violência que sofremos é a repressão e, obviamente, os primeiros a cortarem o nosso barato são os pais. "Não faça isso", " Não tem o porquê, não faça, e pronto; tenha certeza que é para o seu bem". Cansados, estressados e oprimidos por mil fatores, dificilmente - por mais que queiram - conseguem oferecer o melhor para os filhos. Mais que o cansaço há também o despreparo! Conscientes dessa fragilidade, os pais até se permitiram ser desautorizados sobre a educação dos próprios filhos ao dar ouvidos a muitos gurus, pedagogos, terapeutas e até apresentadoras de televisão (que não vivem a realidade de cada um). Um adolescente se queixar disso e até fazer estripulias para chanar a atenção, além de engraçadinho, é tolerável porque o faz por falta de informação e imaturidade, mas um comportamento de insatisfação permanente por parte de um adulto é sintoma de inutilidade.

Se alguém solicita o seu tempo para fazer-lhe ouvir falar mal da própria mãe - dou um conselho - deixe esta pessoa falando sozinha! Principalmente se for no trabalho, daí piorou! Ela não trabalha, não deixa você trabalhar ou os demais funcionários e, por mais que você queira ajudar, as coisas não irão melhorar, pelo simples fato de você estar dando atenção a um ingrato, egoísta e cheio de justificativas para a própria dor. Se você for o chefe e esiver em condições de demiti-la, então, demita. Está em jogo o seu futuro, das tarefas a realizar e da empresa.

Honrar pai e mãe não só é a atitude correta a ser praticada por todos mas também possui este lado prático como um excelente critério na seleção de suas parcerias.

Não se pode perder tempo e quem não reconhece o valor de quem mais lhe dedicou  tempo e zelo não irá valorizar o tempo de ninguém.



Hy Ho!

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