quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Ano Novo e a Velha Cruz de Cada Um

O Ano Novo começou  e muitos fizeram vários votos de mudança!

Mudar sempre foi necessário e é o anseio da maioria das pessoas.

Mas, por que é tão difícil mudar?

Respondo: porque todos nós carregamos a nossa cruz, marcada bem na testa, e nos divertimos em apontar e intensificar a cruz de outras pessoas, deixando-a ainda mais pesada!

O seu gesto, e principalmente a sua palavra, possui um valor maior ou menor por você ser negro ou branco, brasileiro ou francês, homem, mulher ou homoafetivo, balconista ou advogado, cruzeirense ou flamenguista, casado ou solteiro, empregado ou desempregado, religioso ou ateu... numa esfera menor...até por ser de uma rua ou de outra!

Pois é, cada um deve carregar a sua cruz, gostando ou não!

Quem está autorizado a dizer o quê sobre o quê?

O filho do carpinterio poderá fazer algum milagre ou nos ensinar sobre Deus? Desde quando? Ainda mais o filho de uma gestação incompreensível, isto é, Maria estar grávida sem ter se deitado com o marido! Que escândalo, que cruz!

Diante da cabeça pequena e de boca miúda podemos concluir que tudo que for incompreensível será uma enorme cruz e o ano novo começa tão pesado para todos enquanto tivermos o costume de olhar a palha nos olhos do próximo e não enxergamos a trave que temos sobre nossos próprios olhos.

Amar, entre tantas definições, pode ser considerado o propósito de deixar a vida mais leve; a nossa e muito mais a do próximo, ele que sempre é a vítima de nossa mesquinharia.

Se há dúvida de como começar a amar, uma boa dica é a de apreciarmos o gesto e a palavra do próximo sem o julgarmos pela embalagem, porque seremos medidos pela mesma régua pela qual medimos a todos!


Bom ano novo, bom renascimento!



Hy Ho!

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