terça-feira, 20 de agosto de 2013

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Boa vontade

Glória a Deus nas alturas!

A paz sempre será fruto da boa vontade. Da colaboração consciente!

Da união de pessoas com o mesmo objetivo! Como vemos na história da humanidade os objetivos não precisam ser nobres. Há muitos grupos que preservam a paz compactuando com o erro.

O Reino de Deus não é nada tão distante assim, apesar de extraordinário! O Reino de Deus estará onde o fiel estiver.

Cada palavra, gesto ou pensamento deve ser empregado para concretizar o Reino do Ceus. Esta é a boa vontade que trará a paz pretendida por Jesus. A paz romana e a dos fariseus estão por aí, adoecendo as pessoas.

Boa vontade: a fonte de água limpa e abundância, que sacia a sede de todos que apresentarem coração limpo.



Hy Ho!

terça-feira, 4 de junho de 2013

Onde estiver o seu tesouro estará o seu coração

Jesus conhecia muito bem o coração dos seres humanos!

Os seres humanos são moralmente frágeis! Vendem-se por migalhas!

Os seres humanos se escravizam por si próprios! Não precisam de nenhum senhor. Qualquer um que lhes retire a responsabilidade pela própria felicidade eles chamam de senhor.

Jesus não quis ser senhor de ninguém e, por isso, Ele foi sacrificado!

As pessoas vivem perseguindo o que comer e o que ostentar. Temem o futuro por não conhecerem o presente.

Quem tiver o Reino dos Ceus como tesouro jamais aceitará a escravidão!


Hy Ho!

domingo, 2 de junho de 2013

Transformar água em vinho

Transformar a água em vinho é o mínimo que um seguidor de Jesus deve fazer.

Isto é, combinar os elementos dados pela natureza e gerar felicidade para todos!

Todo vinho é antes de tudo água, a própria uva é água! Percebe o milagre?

Cor, cheiro, sabor e a embriaguez são reponsabilidades nossas!

A maior beleza de todas é reconhecer a essência e a potencialidade de tudo que nos rodeia! Água e vinho são polaridades e se o vinho não se reservar será dissolvido novamente no excesso de água.

A água nos banha por fora e o vinho nos banha por dentro!

Os seguidores de Jesus nunca serão uma coisa ou outra. O nosso caminho consiste em sermos odres novos para vinhos novos e odres velhos para vinhos velhos.



Hy Ho!





sábado, 1 de junho de 2013

Ressurreição é tolice !

Jesus foi crucificado com o propósito de nos confirmar que a morte é a coisa mais certa que conhecemos e que a vida pode nos ser tirada a qualquer momento por qualquer motivo.

"Que tolice! Nem precisava ser crucificado para nos lembrar disto !"

Os seguidores de Jesus parecem muito tolos, aliás, Jesus parece muito tolo! Pelo menos é assim como Ele é visto pela maioria da humanidade. Isso pode ser explicado porque Jesus pouco estava preocupado com a Sua autopreservação. Mas vamos aos fatos:

1) Num ambiente com poucos recursos  é muito mais sábio compartilhar; porque se guardarmos, seja o que for, somente para nós serve apenas para nos tirar a paz.

Não há diferença entre a falta de paz e a morte!

2) A paz não significa comodismo e muito menos a ausência de conflitos.

A paz é a confiança na nossa capacidade de ressuscitarmos.

3) Temos as nossas limitações naturais e sociais, porém a nossa comunhão com Deus pode ser maior do que tudo.

A partir daí, compreendendo que nada nos pertence, muitas coisas que nos preocupam não passam de tolices.

Por isso, Jesus disse várias vezes que o Seu Reino não era deste mundo.

Ressuscitamos toda vez que ignoramos o escárnio !

Toda vez que somos chamados de tolos!

Foi-nos dada a oportunidade para vivermos  neste mundo, mas não para vivermos para este mundo!



Hy Ho!

sábado, 11 de maio de 2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Amar o inimigo

Por ordem de Herodes todas as crianças com menos de 2 anos de idade foram sacrificadas para evitar que crescesse quem lhe tiraria o trono.

Isso já havia acontecido antes e ainda hoje o expediente dos ilegítimos no poder é assim! Os poderosos temem qualquer ameaça por mais incipiente que seja! Já não são tão desastrosos quanto Herodes. A sofisticação lhes rende sutilezas e precisão, porém uma coisa não muda: o permanente monitoramento! Há olhos que tudo veem em todas as esquinas!

Esta é a maldição da boca dos profetas ! Os ilegítimos sempre prestam atenção às instruções de Deus e não desprezam o Seu poder.

Pela Misericórdia de Deus para com toda a humanidade Jesus foi poupado, embora tenha  crescido com plena consciência de Sua prévia condenação.

Por isso, é muito mais relevante amar os inimigos, porque são eles os que verdadeiramente conhecem o seu valor.

Os inimigos tentaram ofender Jesus pelo escárnio e Seus discípulos O ofenderam pela falta de Fé!



Hy Ho!

domingo, 28 de abril de 2013

Deserto

O povo exigia sinais para acreditar que Jesus era o Messias.

A sua pregação e seus milagres não foram suficientes para convencer a maioria das pessoas. Confundidas pelos sacerdotes, muitas atribuíam o poder de Jesus ao demônio.

Que ironia! Justamente os que deveriam estar preparados para reconhcê-lO eram os que levantavam as suspeitas mais atrozes; justamente os que liam as Escrituras e poderiam confirmar as profecias!

A salvação está na Graça de Deus, mas Ele já nos deu todas as bênçãos possíveis! Onde está o problema? Na falta de gratidão! Na falta de contemplação! Alimentamos o ressentimento e a mágoa! Preferimos andar em círculo por 40 anos no deserto e viver das migalhas do maná a pisar na terra que jorra leite e mel.

Estamos tão apegados aos nossos 'tesouros' e expectativas que mal podemos olhar para a Glória de Deus, porque simplesmente a nossa ideia de Glória está limitada a nós mesmos. Somos tão tolos que queremos acomodar Deus dentro da nossa imaginação em vez de vivermos o que Ele já criou.

Jesus ria da tolice das pessoas !

Atravessar o deserto, ouvir a voz que vem do deserto e jejuar no deserto não significa permanecer no deserto.

Como sair do deserto? Pela coerência! Quem se dispõe a nos resgatar do deserto não estará vestindo roupas finas e se nós exigirmos uma indumentária adequada para conferir autoridade a alguém jamais veremos um anjo sequer!

Se fizermos questão de roupas finas que não esperemos ser correspondidos no deserto, para tanto basta estarmos ao redor dos palácios!


Hy Ho!

sábado, 27 de abril de 2013

Sementes

A palavra de Deus é como sementes e os seguidores de Jesus são semeadores.

Jesus sabia que nem todas as sementes germinariam e nos advertiu sobre isso, pois nem todos os corações são  solos férteis!

Pediu para que os apóstolos buscassem as ovelhas perdidas de Israel. A tarefa nunca foi fácil porque quem se distanciou da Lei o fez por ressentimentos e mágoas. O que falar de um coração neste estado?

Erramos porque outros erraram conosco! Aceitamos o erro como regra de sobrevivência para não passarmos mais por tolos, para não sermos mais prejudicados. E, com isso, alimentamos o mal, esterilizando mais corações.

Sejam lançadas as sementes em todos os corações. As sementes que não germinarem os adubarão. Outra advertência do Mestre, de extrema importância, é para os semeadores se afastarem de quem os recebem mal. A Palavra não merece ser mal tratada. Quem a desprezar estará privando-se de todo bem que ela oferece. Não é fácil assistir a pessoas continuarem sofrendo devido às suas escolhas, mas, as escolhas de cada um não nos pertencem. O que podemos fazer é orar por elas, inspirá-las com nossos exemplos e estarmos dispostos a andar duas milhas quando nos obrigarem a andar uma.

Demais advertências reforçam a atitude ideal a ser praticada: 'quem tiver ouvidos para ouvir que ouça e quem tiver olhos para ver que veja'! 'deixem os mortos enterrarem o seus mortos!' 'não joguem pérolas aos porcos'!

Esta é a autoridade dos semeadores da Palavra de Deus! Tudo o mais é vaidade de vaidades!




Hy Ho!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Quem te deu autoridade?

Os sacerdotes incomodados com Jesus e seus ensinamentos o questionaram: 'Quem te deu autoridade ? '

Jesus, muito espirituoso e conhecedor do coração dos homens redarguiu: 'Respondo a pergunta de você depois que vocês responderem a minha'.

Lá vai: ' O batismo de João era do ceu ou da terra?'

Entre si, os sacerdotes conjecturaram caso respondessem que era do ceu Jesus iria questionar porque não acreditamos em João e caso respondessem que era da terra perderiam o respeito da população porque ela considerava João um profeta. A melhor saída do impasse foi responder: 'Não sabemos'.

Jesus simplesmente disse: 'Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas'.

Como podemos ver, os sacerdotes não foram honestos e mostraram o quanto existe de cálculo em todas as suas atitudes para não perderem o prestígio e influência sobre a população.

Ainda hoje a autoridade é tudo o lhes interessa e a ameaça de perdê-la os motiva a tolices piores das que já estão acostumados a realizar.

Toda autoridade, por certo, só pode ser atribuída por Deus e há quem seja inspirado pelo Espírito Santo e outros inspirados por qualquer coisa estranha. A resposta está na oração e diálogo com Deus.

Não há tempo para superficialidades sobre nada e muito menos com relação a Deus.

Levemos a Boa Nova até que o templo seja destituído de idolatria e mentiras!



Hy Ho!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Cura

Cura é uma palavra que veio do latim e significa cuidado.

Portanto, quem cura, na verdade, é quem se cuida! E a Fé cura.

Existe algo mais perigoso que a Fé? Creio que não ! É uma grande falta de cuidado acreditar naquilo que não se vê. Também, por outro lado, nada adoece mais que o excesso de racionalismo, isto é, acreditar somente naquilo que pode ser tocado ou, principalmente, visto.

"--- Vi com estes olhos que a terra há de comer!" São aos olhos creditado o fator verdade! Quem garante que o fato visto não passa de uma ilusão? Portanto, nem os olhos são instrumentos tão precisos.

Mesmo assim, há quem precisa ver para crer. É uma exigência de cada um para correr menos riscos ou nenhum.

Ver ou não ver é tão ingênuo quanto! Tábula rasa!

Por isso, o maior mérito é o de crê sem ver porque é daí que surge a inovação. Claro que existem riscos de erros, mas se não arriscarmos é aí que nunca haverá chances de acertos.

As decepções são frutos de erros e os erros são nossos maiores parceiros. Pouco sabemos sobre o mundo e seus fenômenos e errar acaba sendo  inevitável. O que não  devemos fazer é persistirmos no erro por comodidade. Arrependimento e perdão são aspectos desta realidade. Evitar julgar é um grande cuidado, amar o próximo é um gesto de coragem e ter Fé é o maior bálsamo que poderia existir.

A Fé nos impulsiona. A falta de Fé paralisa!

Buscar compatibilidade é um cuidado, porém não é algo fácil de encontrar. Formar a compatibilidade é um caminho mais garantido que esperar encontrá-la espontaneamente. Porém, engana-se quem acredita na aparência de espontaneidade. Se a compatibilidade  é espontaneamente encontrada em alguém, significa, na verdade, que você nós não fizemos o investimento de formação, mas tenha certeza que alguém fez.

Embora tenhamos algo único em nós, grande parte do que somos é modelado por aquilo que acreditamos, em valores transmitidos e por todas as experiências que permitimos ou não passar.

Não agir também é uma forma de experiência. Boa ou ruim, como saber? O que não podemos negar é que não estamos isentos da vida!

Grande parte de nossos erros e consequentes decepções são originadas de compatibilidades parciais ou até mesmo superficiais. Porque a total incompatibilidade intuitivamente evitamos. Por sorte ou por azar a compatibilidade plena é utópica.

A Boa Nova é um processo de formação de compatibilidade. Há quem confunda pregação da Palavra de Deus com o esforço de homogeneização do pensamento ou do comportamento, porque inegavelmente há quem a pregue com este objetivo, mas compatibilidade é fazer parte de um projeto maior preservando a individualidade e toda renascimento e inovação inspirados pelo Espírito Santo!

Se a Boa Nova exigisse alguma homogeneização não nos lembraria de amarmos o inimigo como uma atitude mais ousada e digna que amarmos somente os amigos.

Mas, cuidado! Amar é diferente de conviver e aceitar! Toda a dinâmica de Jesus é altamente seletiva. A porta está aberta para todos porém é estreita e quem fizer mercado da casa de oração deve ser expulso contundentemente.

A Fé nos cura porque nos ilumina e a razão passa a ser resultado das experiências que a Fé proporcionou. Perceba que isto é infinitamente mais rico que o contrário. Priorizar o racionalismo tende a ser estéril!




Cura-se, tenha Fé e colha as suas bênçãos!


Hy Ho!



terça-feira, 23 de abril de 2013

O verdadeiro batismo é o arrependimento

O verdadeiro batismo é o arrependimento!

O gesto de entrar num tanque e mergulhar ou receber uma quantia de água sobre a cabeça é apenas uma manifestação pública e, na melhor da hipóteses, demonstração de assumir um compromisso publicamente.

A pessoa que se dispõe ao batismo já deve estar purificada internamente pelo arrependimento. É o arrependimento que purifica e inicia a vida dos seguidores de Jesus. Muitos não se arrependem por não se julgarem dignos de serem perdoados e, se depender das pessoas, esta aparência prevalece e nos leva à perdição.

Estamos condicionados a pensar que não perder-se é salvar-se, não que isto seja mentira, longe disto, mas não é a plena verdade, porque, se insistirmos em pensar só desta maneira, pouco há que se fazer aos que estão perdidos. O que seria demasiado injusto porque privaríamos a todos de receberem a Graça que recebemos. Não podemos obrigar ninguém a se arrepender, é fato ! A única coisa que podemos é inspirar o arrependimento ao praticarmos o Evangelho.

É possível nascermos novamente e o arrependimento é o perdão de nós por nós mesmos, permitindo que a Graça de Deus se manifeste em nossos corações. A vida é rica em possibilidades todos os dias e para percebermos  nos é exigido que saiamos da prisão da amargura, do rancor e do desprezo que alimentamos em nós  por nós.

Para que o novo nascimento aconteça não podemos criar um mecanismo perverso de alívio de consciência e auto absolvição; o arrependimento é serenar o coração para que a confiança na Misericórdia nos traga a cura de que tanto precisamos.

Nascer novamente também não é assumir uma nova identidade, nada disto! É comprometer-se a renunciar toda a sorte de erros aos quais nos sujeitamos antes de conhecer a Boa Nova.




Hy Ho!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Quem me negar será negado

Quem me nega será negado!

Mensagem mais clara que esta não existe e, no entanto, glorificamos quem negou o Mestre e os que O continuam negando.

Despertemos do sono porque Jesus não voltará para os desatentos nem para os despreparados.

A Boa Nova está disponível em nosso idioma, não há desculpas por desconhecê-la !

O Mestre inspirou a muitos para que ela fosse conhecida!

Hy Ho!

domingo, 21 de abril de 2013

Os filhos do trovão

João e Tiago eram irmãos e foram um dos primeiros discípulos de Jesus e Ele os chamava de 'filhos do trovão'.

Jesus era assim, deu o apelido de Pedro a Simão, também um dos primeiros discípulos, e chamou os filhos de Zebedeu de 'filhos do trovão'. Creio que isso seria uma maneira de Jesus valorizar as pessoas e criar vínculos e intimidade (todos sabemos o quanto a intimidade é a origem de muitos desastres no relacionamento). No caso de Pedro, foi o próprio Simão o homenageado e no caso dos irmãos imagino que Jesus quisesse homenagear o pai deles. Zebedeu é apenas mencionado no Evangelho como pai de dois apóstolos mas sobre a mãe é narrado um episódio interessante.

A mãe dos 'filhos do trovão' pediu a Jesus para que os assentassem ao Seu lado no trono do Reino do Ceus. Um à direita e o outro à esquerda. Jesus, muito franco, apenas responde que ela não sabia o que estava pedindo e depois pergunta se eles estariam dispostos a beber o mesmo cálice que Ele iria beber.

Os irmãos responderam que sim, beberiam, sem ao menos terem ideia sobre o quê Jesus estava falando, isto é, a crucificação.

Jesus, compreendendo a natureza fútil e vaidosa da mãe e da tolice dos dois apóstolos (que poucas coisas aprenderam, é bom lembrar!) e do ciúmes entre os demais, começou a explicar ser o Reino dos Ceus diferente do que tudo que se entende por governo e poder político. No Reino dos Ceus quem quiser ser maior do que outras pessoas deverá servir mais do que todos.

Definitivamente as pessoas tinham uma expectativa equivocada sobre os propósitos de Jesus, incluindo as pessoas mais próximas. Enquanto o Mestre estava ensinando a Boa Nova eles sonhavam com o poder, glória, fama e prestígio.

Com tantas tarefas importantes a serem realizadas, com tantas armadilhas e perseguição, Jesus ainda precisava administrar a babaquice dos próprios apóstolos. Outro aspecto a ser notado é o do projeto familiar. O Mestre evitou que a própria família se glorificasse a aproveitasse a Sua fama e tinha que perder tempo com a pretensão da família dos outros.



Hy Ho!

sábado, 20 de abril de 2013

Pedra de tropeço

De pescador de homens à pedra de tropeço foi a trajetória de Simão, conhecido por Pedro, dentro da consideração  de Jesus.

Simão foi o primeiro ou o segundo discípulo, dependendo do evangelista, a ser chamado por Jesus. Era um pescador e acompanhou Jesus por todo o seu ministério. A confiança que Jesus depositou em Pedro confirmou-se em decepção no final da jornada. Pedro deixou de vigiar enquanto o Mestre orava no Getsêmani. As 3 solicitações de Jesus para que Pedro, João e Tiago continuassem vigiando enquanto Ele orava demonstrando a sua angústia em cumprir o destino da crucificação não foram suficientes para evitar que dormissem. Estes 3 apóstolos (os mais antigos entre os 12) talvez gozassem de uma consideração diferenciada porque tiveram a honra de serem convidados por Jesus para presenciar a transfiguração, ver Moisés e Elias e a ouvir a voz de Deus dizendo que Jesus era o Seu filho amado. Para percebermos que a intimidade não fez deles os apóstolos capazes de corresponder à reponsabilidade de suas tarefas.

Pouco antes, durante a última ceia, Jesus havia avisado que Pedro  O negaria por 3 vezes antes que o galo cantasse.

Também, muito antes, ainda na Galileia, quando Jesus explicou que deveriam ir a Jerusalém para a celebração da Páscoa e para cumprir a Sua missão, Pedro quis dissuadi-lO. Ao que Jesus respondeu: "Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitais das coisas de Deus, e sim das dos homens."

Estes descuidos e covardia de Simão acabou por descredenciá-lo a ser o início de qualquer Igreja identificada com a Mensagem de Jesus. As epístolas do apóstolo também contrariam o Evangelho por apresentar recomendações de submissão às autoridades constituídas e preocupação excessiva em ajustar o comportamento para que as pessoas tivessem opiniões favoráveis sobre os cristãos.

Estar ao lado de Jesus, por si só, é uma honra imensurável, mas isso não justifica nenhuma devoção ao apóstolo. O Catolicismo, definitivamente, demonstra não ser a Igreja de Jesus porque não passa de um grande projeto de poder em que Deus é preterido por toda sorte de idolatria com cultos direcionados à valorização dos erros. Pedro foi tão incrédulo quanto Tomé e caprichoso quanto Judas Iscariotes.

Se ser apóstolo fosse o suficiente para ser santificado Judas Iscariotes deveria constar como santo. Distorcer a Mensagem de Jesus é pior que entregá-lO aos fariseus.

O comportamento de Simão, o Pedro, é tão reprovável pois o Mestre diz que quem quiser salvar a própria vida perdê-la-á!




Hy Ho!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Dar a outra face

O Evangelho é muito confuso e contraditório porque se cristalizou uma ideia comodista sobre Jesus. As pessoas não se inspiraram em Jesus, apenas o deformaram de acordo com os próprios medos.

Precisamos nos lembrar que a Palestina sempre foi um lugar de intensos conflitos e ainda é! Por mais 'manso' que alguém possa ser num ambiente com estas características não se pode confundir com um perfil acomodado e receptivo às injustiças. Evitar a agressão para não alimentá-la é uma opção de coragem e não de covardia e estar face a face com a agressão desperta um espírito arrojado.

Jesus tinha consciência da origem dos males que assolavam o seu país: o imperialismo romano, a hipocrisia dos fariseus, a escassez de alimentos e de água, a falta de saneamento básico e a ética do salve-se-quem-puder. Jesus não praticava o mal, mas não era nenhum ingênuo. Não fugia de nenhum conflito e sabia desmoralizar o agressor. É o caso de atirar a primeira pedra, já imaginaram a cena? Todos com a pedra nas mãos e ávidos por sangue? Jesus correu o sério risco de também morrer apedrejado. Ler o texto nos traz apenas o resumo da cena. Se uma discussão de casal já algo difícil de encarar quanto mais uma turba. Seguir Jesus é muito mais que repetir ladainhas e ouvir pasmaceiras.

Diante deste cenário o perdão também não pode ser apreciado como uma atitude tola. O próprio Jesus recomendava ter cautela ao perdoar. Quem erra e/ou agride deve ser repreendido e ser perdoado mediante demonstração de arrependimento. Isto quer dizer que o perdão não é gratuito. Nada mais sensato porque se você não reagir ao agressor ou ao erro você estará sendo conivente.

O que é dar a outra face? É levar um tapa e esperar outro? Brincou, né? Fique dando mole para catar moedinhas no chão para ver o que acontece!

Jesus conhecia o coração das pessoas porque observava e refletia sobre os acontecimentos. Ele era totalmente envolvido com a Sua comunidade e desejava interferir para que os sofrimentos acabassem. Tudo o que Ele fez foi com o propósito de reduzir a babaquice humana. Jesus era um filósofo ao mesmo tempo que era um homem de ação. Ensinava e praticava o que ensinava.

Por conhecer o coração das pessoas Ele sabia que o que mais lhes faltava era a fé. O método de Jesus expor as Suas ideias era desafiando as pessoas e com isso podia conhecê-las melhor à medida que ia testando os seus limites. Por exemplo, devido a intimidade com Pedro, Jesus sempre soube que Pedro iria negá-lo, e não só por três vezes, mas toda vez que corresse perigo. Porque Pedro vivia pisando na bola, ainda mais depois que Jesus fez o desastre de chamá-lo de pedra sobre a qual iria edificar a Sua Igreja.

Jesus dava a outra face o tempo todo não do jeito que comumente entendemos. A fé de Jesus  e a Sua dedicação ao projeto de anunciar o Reino dos Ceus O distinguiam das demais pessoas. O julgamento da mulher adúltera é semelhante ao julgamento realizado por Salomão ao decretar que cada mãe ficasse com uma metade da criança depois de dividi-la. Incomum, surpreendente! Podemos compreender da seguinte maneira: dê a outra face, faça o agressor compreender o motivo fútil da agressão mesmo que haja justificativa e aprovação social.

O seguidor de Jesus deve observar a sociedade, compreendê-la,  conhecer o melhor argumento e coragem para interferir. Porque a luz do mundo, quando colocada na parte mais alta do cômodo como o Mestre exigiu, será solicitada para interferir mesmo quando não queira.

De outro lado, quem for dedicado e se preparar para estas intervenções praticando a espiritualidade pode dar o próprio rosto como fiador e testemunhar a fé. Desafiar a si próprio e aos demais.

Quem tem fé é arrojado!

Dê a outra face quando estiver convicto de que não será agredido novamente e viva o arrojo do Espírito Santo!



Hy Ho!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

70 X 7 é um roteiro espiritual

Jesus nos ensina o amor e o perdão é uma grande expressão de amor simplesmente porque a violência é uma constante. Quando estamos  imersos no Reino dos Ceus  ficamos distraídos e vira e mexe somos alvos de agressão. Somos convidados por meio da realidade a deixarmos o enlevo para cuidarmos do que está ao nosso redor. A violência é fruto da ignorância e transmitir o Evangelho é outra grande manifestação de amor também, se não a maior.

Quero compartilhar com vocês a ideia de que 70 X 7 é um roteiro espiritual a partir das agressões que recebemos. De nada vale perdoar se não formos o sal da terra e a luz do mundo. O perdão nos transforma e influencia quem é perdoado, mas precisamos impactar o mundo durante a nossa curta existência para que a ignorância não prevaleça sobre a Boa Nova. Para tanto é essencial nos anteciparmos para podermos interferir no rumo dos acontecimentos de acordo com a nossa habilidade e talento.

Pois bem, 70 X 7 = 490 e Jesus não fala do perdão como um fim em si mesmo, mas como uma ferramenta de transformação. Também já observamos que o tempo escasso do Mestre o fazia abreviar algumas mensagens e a Sua plena confiança de que a Palavra germinaria naqueles que  tivessem ouvidos para ouvir e olhos para ver.

A agressão pode se manifestar de inúmeras maneiras compactas e difusas.

Então temos:

70 = agressão compacta e densa. O número 70 a representa muito bem porque quando somos agredidos as emoções turvam a nossa percepção.

490 = agressão difusa e sutil. O número 490 a representa muito bem porque não imaginamos nem estamos vigilantes a todos os agressores e modos de agressão.

7 = condensação da agressão difusa e a pulverização da agressão densa.

Por isso, a fórmula pode ser apreciada nos dois sentidos: 70 X 7 = 490 e/ou 490 = 7 X 70

Sendo a inversão uma questão de polaridade que não altera o resultado em si, mas muda  a qualidade de percepção do observador. A apreciação é mais rica se for feita nos dois sentidos.

Personificando os números:

7 = é o agredido distraído

70 = é o agredido logo após a agressão

490 = é a predisposição à agressão e todas as formas de manifestação.

Tendo entendido isto passemos à decomposição do 7:

7 = 2 + 2 + 1 + 1 + 1

2 = toda agressão está situada no tempo e no espaço

2 =  toda agressão se relaciona com outros fatores simultaneamente e sucessivamente

1 = toda agressão afirma alguma coisa

1 = toda agressão nega alguma coisa

1 = toda agressão é única, isto é, não se repete. Compreender que a mesma agressão não se repete é a noção essencial para desenvolver o perdão.


O número 70 pode ser decomposto de duas maneiras :

70 = 10 X 7

70 = 35 + 35

10 representa as etapas das bem-aventuranças, ou seja, repetir toda a investigação com o roteiro contido no 7 em todas as etapas descritas nas bem-aventuranças.


35 + 35 representa o aspecto coletivo e o aspecto individual, isto é, o agressor agiu em função de seu grupo ou individualidade. Até que ponto a identidade do grupo formou e constituiu a decisão do indivíduo? Até que ponto o indivíduo se aproveitou do grupo para agir sem comprometer-se individualmente.

Cada 35 pode ser decomposto de maneira diferente


(3)

1 = o agressor procurou corrigir um passado?

1 = o agressor procurou afirmar um presente?

1 = o agressor procurou produzir um futuro?

(5)

1 = em que consiste a agressão?

1 = como aconteceu a agressão?

1 = por quê aconteceu a agressão?

1 = quem agrediu ?

1 = quem patrocinou a agressão?


(3)

1 = o que a agressão denuncia?

1= do que o agressor renunciou ao agredir?

1 = a agressão nos anuncia alguma coisa?

(5)

2 = a agressão deve ser interrompida ou mantida?

2 = a agressão possui um alcance restrito ou amplo?

1 = julgamento.


490 são os estilhaços no coração do agredido. É possível começar retirando qualquer estilhaço e a partir dele observar as respostas que vão surgindo espontaneamente e depois combiná-las e verificando a coerência e a alteração diante de fatos novos a cada novo estilhaço retirado até limpar o coração por completo.

Fazer o exercício após cada agressão recebida nos fortalece ao mostrar o coração das pessoas. Não é um exercício rápido nem precisa ser, mas cada pergunta respondida promove vários insights.

Observando o próximo poderemos nos conhecer cada vez melhor.





Hy Ho!

terça-feira, 9 de abril de 2013

As bem-abenturanças são um mapa mental para praticar o perdão

Sou um defensor da livre interpretação da Bíblia, o que não quer dizer que podemos interpretá-la de qualquer jeito! Observações entre a realidade, comportamento do ser humano, costumes sociais e os ensinamentos que o texto nos traz ajudam a chegar a algumas deduções.

Jesus nos recomenda para não jogarmos pérolas aos porcos, portanto é fato que não dizia tudo o que sabia para todos. O Mestre era bastante seletivo! Este perfil é confirmado com a sentença: muitos são os chamados e poucos os escolhidos, a observação de entrar pela porta estreita e de nada explicar aos corações endurecidos. Sim, Jesus é acolhedor, mas somente com quem assume um compromisso com o Reino dos Ceus.

O Reino dos Ceus é um projeto! O Evangelho é o registro das práticas de Jesus, o Mestre, que nos ensinou como realizá-lo. Aos melhores discípulos os melhores ensinamentos. Jesus era muito prático. Sabia que não dispunha de muito tempo para o seu magistério. Para complicar não gozava de quase nenhuma privacidade, por isso o cuidado de usar alegorias.

Creio que o episódio da explicação da parábola do semeador ilustre de modo satisfatório o que me proponho a dizer sobre as bem-aventuranças no início do sermão do monte serem a sequência de etapas de um mapa mental para praticar o perdão.

Vamos observar a singularidade do uso da expressão 'bem-aventurados'.

Quando os discípulos questionaram Jesus o motivo de Ele discursar à multidão por parábolas o Mestre respondeu: "bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem. Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não ouviram."

A expressão 'bem-aventurado', macário no original grego, é usada algumas vezes pelo Evangelho em situações dispersas, isso pode nos dar a entender que fosse até uma maneira de tratamento entre o Mestre e os discípulos, de identificação, de intimidade ou distinção,talvez para os mais próximos do Mestre.

Voltando ao início do sermão do monte no Evangelho de Mateus é interessante notar  as bem-aventuranças aparecem reunidas numa série com 9 frases e no Evangelho de Lucas a sequência é repetida de modo resumido tanto em quantidade como na forma das frases, isto é, com 4 frases, porém, dado ao resumo, o sentido das frases destoam quando comparadas. O que permanece sem alteração é a exortação final e o motivo do prêmio.

1) Se a sequência é lembrada em detalhes podemos deduzir que fosse uma prática recorrente pronunciá-la.

2) Mateus foi um dos 12 apóstolos que conviveram com Jesus e Lucas não. Por isso, deduzo que Lucas conhecia as bem-aventuranças já resumidas pela transmissão oral de terceiros.

Feitas estas considerações creio que podemos expor o mapa mental:

São 9 frases, que a princípio, são contraditórias, mas que se tornam coerentes se forem divididas em 3 blocos e mantendo a sequência exposta no Evangelho de Mateus:

1° bloco

a) O Reino dos Ceus é dos humildes de espírito;

b) Os que choram serão consolados;

c) Os mansos herdarão a terra;

2° bloco

d) Os que têm fome e sede de justiça (retidão) serão fartos;

e) Os misericordiosos alcançarão misericórdia;

f) Os limpos de coração verão a Deus;

3° bloco

g) Os pacificadores serão chamados filhos de Deus;

h) O Reino dos Ceus é dos perseguidos pela justiça (retidão);

i) Bem-aventurado quem for injuriado, perseguido e alvo de mentiras por minha causa.

A série é completada pelas felicitações 'regozijai-vos' e 'exultai' do Mestre para confirmar a recompensa ao concluir o exercício.

Observando o conjunto percebemos uma incoerência sobre a questão da justiça (retidão) no 2° e no 3° blocos. O bloco 2 abre afirmando que quem tem sede e fome de justiça (retidão) será farto e no bloco 3 está no centro a frase afirmando que o Reino dos Ceus é dos perseguidos pela Justiça (retidão). à primeira vista é uma contradição. Mas, logo adiante, no próprio sermão do monte Jesus expõe o que ele pensa sobre justiça (retidão) : "Guardai-vos de exercer a vossa justiça (retidão) diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte não tereis galardão junto de vosso Pai celeste."

Há uma distinção entre fazer justiça sem conferir autoridade para outras pessoas e fazer justiça para se exibir, portanto, a série é um exercício individual cuja satisfação deve ser dada somente a Deus.


O 1° bloco descreve  a recepção da ofensa:

 a) quem está no Reino dos Ceus em quase nada se perturba com as preocupações da maioria das pessoas por fama, dinheiro e sucesso. Por isso, é isolado e agredido de diversas maneiras, até sendo identificado como pobre de espírito, ou seja, um tolo.

b) é um valor cultural cristalizado, apoiado no remorso das pessoas, que quem  recebe qualquer  agressão, no primeiro momento, deve entendê-la como um castigo e sentir-se responsável pelos motivos da agressão (ideia de karma, causa e efeito, ação e reação, justiça de Deus);

c) quem permanecer se lamentando perde a vitalidade e se distanciará do Reino dos Ceus. Ao compreender a própria responsabilidade pelos motivos ou circunstâncias por ser agredido é o indicador para interromper as lamentações.


2° bloco descreve o incômodo da agressão dentro de quem a recebe:

d) não reprimir a raiva que sente, deixá-la incendiar dentro de sua alma até o máximo;

e) investigar a responsabilidade do agressor quanto à agressão e compreender a miséria dele;

f) deixar o coração purgar-se espontaneamente para que Deus comece a ser vislumbrado novamente em todos os lugares, aliás este é o indicador que o perdão está florescendo;


3° bloco descreve o gesto de amor que deve alimentar o mundo

g) encontrar soluções espirituais e materiais para que a mesma agressão não se repita com mais ninguém. Os seus gestos serão o maior testemunho da presença de Deus;

h) deixar o agressor ser perseguido pela própria consciência. Também você será cobrado para dar satisfações por não ter devolvido a agressão. A sua honra será 'abalada' e seu 'poder' questionado;

i) na primeira vez o agredido foi  você, neste momento após o exercício, o agredido é o próprio gesto de perdoar, ou seja, a causa de Jesus. Uma revolução aconteceu! Quem perdoa recebe injúrias, é alvo de mentiras e perseguido por não perpetuar o espetáculo de violência. A difamação é a confirmação do êxito.

Não devolver a agressão ao agressor é a única maneira de limpar o coração do mundo. Como se vê, perdoar somente não é o bastante é preciso remover do mundo os motivos da agressão.


É um exercício individual de grande repercussão na comunidade. Oportunidades para praticá-lo não nos falta, infelizmente! Quando somos agredidos todas as emoções se misturam e alinhá-las e cuidar de um passo de cada vez faz muita diferença. Agradeço ao Espírito Santo por ter compreendido isto!

Pelo fato de as pessoas serem incrédulas e terem o coração endurecido seja radiante com a intensidade de um relâmpago para que não pairam dúvidas sobre a sinceridade do perdão!



Hy Ho!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Bem-aventurados os injuriados e perseguidos por minha causa

Este é o final das Bem-aventuranças que abrem o famoso Sermão do Monte.

Os profetas foram perseguidos antes de todos nós e grande será o galardão de quem for perseguido,  alvo de mentiras e injúrias. Quando isso acontecer o Mestre nos pede para regozijarmos e exultarmos.

Isso é estranho, mas é muito coerente com toda a pregação de Jesus. O Mestre era estranho aos olhos das pessoas e por que seus seguidores seriam diferentes?

Palavras que não são comuns: regozijar e exultar! Vamos ao dicionário?

Pois bem, regozijar significa causar regozijo a alguém ou pode ser uma atividade de si para si mesmo, isto é, congratular-se ou alegrar-se, portanto uma certa autossuficiência, algo que independe da aprovação de outras pessoas.

O que seria propriamente um regozijo? O dicionário nos diz: alegria, prazer, contentamento, festa folguedo, satisfação e júbilo. Ou seja, a intensidade fica ao sabor quem faz a festa para si mesmo. Somos injuriados e alvo de perseguições, muitas vezes gratuitamente, mas principalmente, quando incomodamos alguém ou atrapalhamos os seus interesses. Percebo uma pitada de sadismo. Aliás, só o fato de não ligar para a opinião dos outros já incomoda meio mundo.

Exultar o que seria? É muito mais que regozijo porque significa sentir grande prazer, ter grande alegria e manifestar grande contentamento. Ao que parece, o Mestre no seu imperativo nos recomenda ficar alegre como também manifestar a alegria de modo que todos possam perceber.

Em inglês a dupla de palavras são 'rejoice' e 'glad'. 'Rejoice' possui como sinônimos as palavras 'exuberate', 'exult' e 'triumph'. A partir daqui não é só um sentimento de alegria puro e simplesmente, traz também o gostinho da vitória quando se é difamado por causa de Jesus.

'Glad" quer dizer: alegria, contentamento, satisfação, feliz e prazer, também como sugestão ao ato sexual. Quanto à palavra prazer, em português também temos esta ideia de relação sexual.

Um dos sinônimos para 'glad' é 'beaming', que quer dizer: radiante, sorridente e fulgente e, por sua vez, fulgente significa semelhante ao relâmpago. Muito interessante toda a carga eletromagnética e brilhante desta expressão.

Ao ser difamado e insultado por causa de Jesus o discípulo deve se sentir brilhante, elétrico e magnético com um relâmpago.

Jesus era discreto e recomendava discrição e, no entanto, neste momento, os recomenda uma alegria exuberante como também recomendava não se mostrar abatido ao jejuar, tanto que dizia para  lavar o rosto para não se demonstrar abatimento.

Resta-nos refletir sobre o que seria a causa de Jesus! Amar o próximo é a resposta!

Sabemos o que fazer e não podemos nos intimidar com insultos, mentiras e perseguições contra nós!

Amar é um gesto de coragem! Quem ama receberá um grande galardão, isto é, a recompensa, honras e glórias por prestar serviços importantes. Existe algo mais importante do que amar? Para Jesus não existe nada mais importante do que amar!




Hy Ho!

domingo, 7 de abril de 2013

Os pacificadores serão chamados filhos de Deus

Paz? Quem sabe o que significa? É um valor individual ou coletivo?

No dicionário encontramos vários significados: quietação de ânimo, sossego, tranquilidade, ausência de guerras ou dissensões, boa harmonia, concórdia, reconciliação, paciência, pachorra (essa é demais), a patena, cerimônia religiosa.

Há valores que refletem o que desejamos e o que não desejamos, por exemplo: desejamos tranquilidade e também não desejamos a guerra. Seria algo coerente e complementar desde que a ausência de guerra trouxesse realmente boa harmonia. Também seria importante que uma contestação não fosse vista como uma ameaça à paz. Porque quem contesta gera discórdia, o que é o contrário de concórdia!

O que seria uma dissensão? Segundo o dicionário, diversidade de opiniões, desavença, divergência e contraste. Ou seja, temos uma ideia de paz sujeita à violência de não sermos autorizados a expressar uma opinião diferente daquela estabelecida porque todo contraste passa a ser visto como um indício de ameaça à paz.

O Príncipe da Paz trouxe a espada e expressava opiniões contrárias, desafiava as autoridades, se irritava e chegou a agir com fúria, portanto, sossego, ausência de dissenções, paciência, tranquilidade não fazia parte do seu modus operandi, embora estes fossem valores que Ele recomendasse e defendesse. Associar Jesus com pachorra é incoerente demais porque pachorra significa vagar, lentidão, paciência e lerdice. Ele se irritava justamente com gente lerda de raciocínio e atitude. Quem ler o Evangelho pode ver as broncas que os apóstolos levavam.

A paz é um valor religioso tão grande que patena é o nome do pratinho em que se coloca a hóstia e hóstia sabemos que é o símbolo do corpo de Jesus ao relembrar a Santa Ceia. Jesus e paz são praticamente a mesma ideia. Se não entendermos o que é paz jamais entenderemos a mensagem do Mestre.

Ausência de conflito é uma ideia muito pobre e ingênua para entendermos o propósito de Jesus porque ele não fugiu de nenhum conflito e na maioria das vezes foi Ele quem os provocou. Não foi à toa que Ele foi crucificado e por medo de serem crucificados as pessoas não o seguem e distorcem a sua mensagem. Os pachorrentos ensinam a Palavra e outros tantos pachorrentos se deleitam, por isso o próprio Mestre esteve em dissensão com os cegos guiando cegos e alertou contra os falsos profetas.

Claro que é melhor mudar o mundo por meio do diálogo, mas com a máquina opressora você só pode dizer o que eles querem ouvir! Para manter a paz teremos que ter paciência e conviver oprimidos e vendo os próximos sofrerem ao nosso redor? Creio que a omissão não é uma forma decente de amar o próximo!

Então, que tipo de pacificador será chamado filho de Deus? Podemos investigar usando a exclusão e a partir disto o pachorrento é o primeiro a sair da lista de possibilidades.

Pacificador é quem promove a paz e se não nos questionarmos que tipo de paz estamos promovendo poderemos continuar destruindo a obra de Deus.

Evitar conflitos pela conveniência de não se aborrecer não promove a paz, promove a hipocrisia e foi por não aceitar a hipocrisia que Jesus despertou toda sorte de indisposições contra Ele.



Hy Ho!

sábado, 6 de abril de 2013

Os limpos de coração verão a Deus

Quer ver a Deus? Procura sinais da Sua existência? Basta limpar o coração que você verá!

O que é ter um coração limpo? É ser emocionalmente sadio, isto é, com raiva quando precisar, com generosidade quando se sentir tocado e evitar ser rancoroso. Muitos nos magoam e muitos, por serem mais sensíveis, ficam magoados mais facilmente mesmo que ninguém tenha dado motivos. Ás vezes, podemos ser agredidos por termos magoado alguém sem nenhuma intenção e muito menos nos damos conta do acontecido.

Um mundo preenchido por mansos, chorões, misericordiosos, consoladores e humildes sedentos por justiça é um terreno minado.

Há coisas que não são para tanto! A dor existe, mas não deve ser cultivada! Portanto, o coração nunca estará limpo se não fizermos uma faxiininha frequentemente! É trabalhoso porque os resultados não aparecem tão rápido como gostaríamos, mas é gratificante! Com o tempo adquirimos mais habilidade e o trabalho fica mais fácil.

Deus está ao nosso lado o tempo todo. Ele tudo sabe e tudo pode também! Basta limparmos o coração para estarmos protegidos de qualquer desastre. Um coração limpo também pode ser descrito como um coração sem aflição. Alguma dívida pode nos afligir, no entanto, não há dívida com Deus. Se erramos perdemos o crédito, ou seja, a oportunidade de realizar maravilhas, isso, sem dúvida, é uma grande perda para todos. Cada dia é único e passa  num piscar de olhos. Tudo pode mudar se nos lembrarmos que Deus não precisa de nada que possamos oferecer, por isso, Ele não cobra nada de nós.

Os nossos compromissos precisam ser honrados, mas o credor não é Deus, é o próximo. Cumprir o que foi tratado com o próximo é amá-lo. Creio que não exista expressão maior de amor do que esta!

Haverá punição para quem se desvia do caminho. Aos olhos de Deus as consequências dos erros já são a punição. Um coração limpo dificilmente erra o caminho.

O fogo do Espírito Santo limpa os nossos corações, a oração os limpa também. Um certo isolamento e doses diárias de silêncio são reconfortantes. Tudo isso é muito gostoso.

Um coração limpo vê as coisas com pureza, portanto sem procurar delitos. Não estar desconfiado das coisas e das pessoas é um bálsamo, é ver Deus em todos os gestos de todas as pessoas.

Pronto para limpar o coração?



Hy Ho!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O Reino dos Ceus é dos perseguidos pela justiça

Novamente a palavra justiça e suas várias interpretações, mas aqui num contexto bastante intrigante. Se a justiça é o que devemos fazer, como explicar que o maior prêmio, o Reino dos Ceus, é para quem é perseguido por ela?

Espera-se que a justiça persiga quem cometeu um crime, mas perseguiria inocentes? Sabemos que isso ocorre! Seria esta a intenção de Jesus? Mas a presunção de inocência não está expressa no texto. Em inglês repete-se, no lugar de justiça, a palavra 'righteousness' que significa retidão. Em grego a palavra é 'dikaiosune', que funde as ideias de estrutura do judiciário e retidão como pureza de pensamento, de sentimento e de ação para merecer a salvação.

A ideia continua em contradição: quem é perseguido pela pureza de pensamento, de sentimento e de ação merece o Reino dos Ceus? Creio que o desfecho do nó possa estar na palavra perseguido ou perseguição. Quem é perseguido é alguém procurado com insistência e a contra gosto, caçado, molestado, incomodado, ofendido. A pureza ofende e persegue? Numa crise de consciência talvez!

A pureza enquanto assepsia exercida de fora para dentro pode caçar quem não é considerado puro. E já conhecemos aonde esta sanha de purificar o indesejável pode nos levar. Para a fogueira!

Perseguidos por um aparato policial oficialmente constituído e por quem se auto declara defensor do que é correto e puro. Também conhecemos a grande violência advinda desta pretensão. Tudo nos leva a questionar o ideal de pureza. Só no dicionário há um rosário de definições e todas elas de cunho paralisante. Aquilo que é puro é sem mistura, límpido, genuíno, virginal, imaculado, inocente, casto, verdadeiro, natural, exclusivo, único, sincero, suave, correto, irrepreensível, mavioso e incontestável, fiel e exato. Ser considerado puro é um grande diploma de autoridade. Não estou dizendo que estas qualidades não devam ser cultivadas e Jesus muito menos diria também, porém, com um mínimo de sensatez, sabemos que dificilmente alguém sustentaria todas estas qualidades e se a perda de apenas alguma delas tira a autoridade de quem é reconhecido ao possui-las podemos perceber que toda esta exigência é um solo fértil para a mentira e hipocrisia. Jesus perdoava o pecador, mas não tolerava o hipócrita.

A expectativa é tão gigante que correspondê-la ou ser percebido como alguém que seja incapaz ou desinteressado em corresponder é um prato cheio para quem persegue e um tormento para quem é perseguido. Nem precisamos nos estender que muitos, por falta do que fazer, tomam isso como diversão ou oportunidade de opressão.

Os nossos valores nos predispõem ao arrependimento, os nossos pensamentos puros, ou seja, o nosso próprio senso de justiça, nos perseguem e o perdão de Deus nos espera, portanto é dos perseguidos o Reino dos Ceus se assim entendermos.

Entretanto, estamos sempre sujeitos ao julgamento dos demais e oprimidos por opiniões e valores que não compartilhamos. Neste caso, cabe aos perseguidos por uma justiça nebulosa e por interesses inconfessáveis perdoarem, porque deles já é o Reino dos Ceus.



Hy Ho!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Os que têm fome e sede de justiça serão fartos

Justiça, mais uma palavra com grandes equívocos. Na versão em inglês não há este leque de ideias porque na tradução inglesa usa-se a palavra 'righteouness', cujo significado é retidão. Porém, retidão conforme o quê? Qual é a régua? Há tantos códigos aos quais eu possa devotar retidão, agir de acordo com eles. Deve ser a vontade de Deus, mas esta toca o íntimo de cada um de diferentes maneiras.

No senso comum justiça pode significar punição indicada  por um código penal oficialmente constituído ou subjetivo. O que deixa tudo muito amplo porque até mesmo algo oficial é passível de interpretações divergentes. Por mais objetivo que se pretenda ser são absurdamente imprevisíveis certas coisas.

Por outro lado, nenhuma dúvida ao fator vital de fome e sede, as duas palavras expressam uma necessidade de buscar uma satisfação que ao não ser preenchida pode ser nociva, debilitante ou letal.

É o corpo influenciado por um fator psicológico, emocional e indefinível de satisfação. Quem não perdoa, por exemplo, adoece e procura se restabelecer por uma vingança muita vezes inconfessada.

Deus não é um vingador, é apenas sensato e mostra que quem O nega será negado, porque se trata de uma auto exclusão de quem o desobedece. Deus está sempre disponível desde que a pessoa não destrua a Sua obra maravilhosa.

Ver a situação considerando a intimidade nos revela que quem está faminto ou sedento por algo muito específico está em transe e preenchido por um desejo ou objetivo. Quem está obcecado de nada mais precisa, é um momento de intensa angústia talvez, porém, nada diferente daquilo que é procurado desperta interesse. Em suma: alienação, de que todos nós vivemos em maior ou menor intensidade constantemente, por diversas ocasiões ou intermitentemente.

A palavra farto pode significar satisfeito ou aborrecido. As pessoas que procuram justiça ou retidão terão aborrecimentos? Isso corresponde à maioria das experiências vividas por todos nós. Na tradução inglesa usa-se a palavra 'filled', que quer dizer cheio. Não sei se para a língua inglesa 'filled', isto é, cheio possui o mesmo sentido de saturação ou de não aguentar mais alguma coisa ou assunto como para nós brasileiros. Se levarmos o versículo pelo lado da ironia ele acaba sendo bastante apropriado também. De certo modo, os famintos e sedentos são incomunicáveis. A bem aventurança resulta do próprio isolamento. É um curto circuito que para ser dissipado carece da graça de Deus, o que é bom para quem Nele crê.

A resposta para tudo está na oração e comunhão com o Criador para sermos inspirados por Ele porque é estranho quem ensina o perdão garantir a satisfação para alguém que anseia por uma possibilidade de vingança ou punição. A série das bem aventuranças, em meu entendimento, é mais uma explicação de como funciona os nossos corações por quem os criou e atesta certa naturalidade para o que sentimos para desenvolvermos uma tolerância com o próximo e essencialmente para conosco.

Buscar a retidão em excesso é prejudicial e uma grande violência para o convívio, que dificilmente percebemos as consequências pelo simples fato de estarmos fazendo o que identificamos como certo.

Que por nos policiarmos contra o perfeccionismo não nos deixe cair na mediocridade, amém !




Hy Ho!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Os misericordiosos alcançarão misericórdia

Não sei se misericórdia gera miséria ou é gerada por ela.

Nas bem-aventuranças a sentença de que os misericordiosos alcançarão a misericórdia também me incomoda por suspeitar de que a palavra misericórdia como nós entendemos atualmente pouco tem a ver com a mensagem original de Jesus, a menos que haja um propósito desconhecido nesta série.

Ao consultar o dicionário, prática que adoto quando tenho dúvida não pelo significado de palavras conhecidas, mas para identificar a intenção de quem as fala e a coerência de seus gestos.

Há muito tempo eu entendo que uma palavra é a roupa de uma ideia e que o seu fiador é o gesto. Como as outras palavras que caracterizam os bem-aventurados a palavra misericórdia está soterrada por sentidos que não condizem com os gestos de Jesus.

Misericórdia nos traz a ideia de compaixão e compaixão é o sentimento de querer ajudar quem passa por uma infelicidade. Por metáfora, analogia, ironia ou não sei mais o quê a palavra misericórdia é o nome do punhal usado para matar um guerreiro vencido e ferido em combate. O tal golpe de misericórdia para que o derrotado pare de sofrer ou, sei lá, amoleça o coração do vencedor ao ver a agonia.

Misericórdia também se reveste da ideia de serviço ao denominar os hospitais de origem religiosa.

Misericórdia, compaixão ou piedade. São, na prática, sinônimos e gira em torno da ideia de pena e dó. Porém, piedade possui no original em latim 'pietatis' a ideia de cumprimento dos deveres para com os pais, a pátria e os deuses. Bom, esta informação abre uma janela para o nosso sentimento de obrigação em ajudar alguém a quem temos apreço.

O fato de ajudar alguém que sofre ser um dever não contesto, mas não sei ao certo o que é ajudar  e muitas podemos errar porque aparentemente ajudamos e nos livramos do peso na consciência ao fazer qualquer coisa aplaudida pela sociedade, ou seja, a comunidade de piedosos.

Também precisamos considerar o que é sofrer. Vemos muitas pessoas sofrendo à toa e porque querem. Há esclarecimentos para que não estejam em dificuldades e conselhos não faltam dos mais experientes.

Jesus era forte e nos ensinou  a sermos fortes  contrariando, quando necessário, o senso comum. Deu para nós a luz do espírito e nos convidou a orarmos para que evitemos os erros.

Foi recomendado para nós não julgarmos porque tanto a misericórdia quanto o sofrimento  expressado por outras pessoas não há como compreendermos completamente, mas uma coisa  é exata neste ensinamento: recebemos o que oferecemos. Causa e efeito ou ação e reação como já estamos habituados a dizer.

Importante estarmos atentos para não sermos medíocres com esta verdade ao aproveitarmos da lógica de fazer o bem para receber o bem como recompensa. Isso imputaria em dívidas para quem foi ajudado e condenaria o gesto à miséria ao escravizarmos quem por imprudência encontrou-se em dificuldades.


Hy Ho!



terça-feira, 26 de março de 2013

Os que choram serão consolados

Não há maior verdade e também a maior mentira ao mesmo tempo.

Verdade porque quem não reprime o choro se revitaliza naturalmente ao deixar rolar as lágrimas, mas chorar diante de alguém só lhe trará vampiros ao redor.

Ninguém precisa manter o personagem de forte, mas é totalmente nocivo ficar bancando o fragilzinho, exceto quando quem passa por frágil seja um oportunista. Uma isca para se aproveitar da piedade de outros. Porque o que não falta é um bando chorões se dando bem e fazendo um monte de gente de trouxa.

Fico completamente intrigado com a série das bem aventuranças. O conjunto manso + humilde + choroso desenha um perfil de pessoas incompatível com os gestos de Jesus. Alguém que fez tremer os fariseus com as suas ousadias e não e intimidou diante do Império Romano não condiz com quem procura ficar à disposição de pessoas frágeis  e muito menos parece que Ele aconselha que outros também fiquem à disposição. Porque quando é afirmado que os que choram serão consolados aí está implícita a promessa de haver um consolador. Na outra ponta da ideia aqui reside mais um perigo: o de depender de um consolador e alimentá-lo com as nossas súplicas. Predadores nascem e se desenvolvem com a nossa dor e miséria.

Não sei se a ambiguidade de significados correspondem à mensagem original ou se ela foi contaminada pela ignorância, distração ou oportunismo das pessoas no decorrer do tempo.

Creio que Jesus não estava aconselhando a fragilidade como virtude nem como astúcia.

No próprio dicionário também traz a ideia de alívio para a palavra consolo e consolação se relaciona com o termo lenitivo, este pode ser um medicamento que promove alívio.

Chorar por si só já é um remédio! Às vezes, é necessário o incentivo e apoio de outra pessoa para se permitir chorar? Sim, nossa cultura reprime o choro. Quem ler distraidamente pode deduzir que ser um chorão é o suficiente para ser redimido.

Será que a ideia é a da onipresença de Deus? Creio que seja mais coerente e a erupção de lágrimas e seu efeito de alívio para a dor seria a maior prova de sua presença permanente.

De todo modo tem-se a certeza do alívio ao chorar e de como isso é uma Graça Divina.

Motivos não faltam para chorarmos, mas creio que a discrição é tão recomendada quanto na hora de orar ou fazer a caridade.



Hy Ho!

quinta-feira, 21 de março de 2013

O Reino dos Ceus será dos humildes de espírito

Creio que não exista uma palavra tão confusa em português quanto humilde.

O louvor que se faz da pobreza reflete a nossa própria pobreza de percepção e diálogo. É fato que existe o empenho em produzir uma cultura para que todos se conformem com as privações. Do lado prático não há recursos suficientes para saciar o consumo de todas as pessoas e em decorrência disto a opulência gera rancores e cobiça. Os sacerdotes, mais uma vez, impediram a prosperidade ao perpetuar a ignorância e impediu a verdadeira partilha, a partilha justa confirmada pelo talento das pessoas e preferiu concentrar poder e riqueza nas mãos de senhores mesquinhos e desonestos.

O resultado mais claro é a promoção da mediocridade somada à mansidão. Não podemos exigir qualidade, não podemos imaginar novas soluções, não, não podemos... porque as 'Sagradas Escrituras' nos ensinam ser obedientes. Nada contra a obediência! Só quero obedecer a Deus e os sacerdotes que fiquem sem autoridade para dizer o que podemos ou não realizar em nome de Deus.

Não costumo abrir dicionários para pesquisar palavras frequentemente usadas porque imagino saber o seu significado. Pois bem, em se tratando da Bíblia sendo interpretada pelos sacerdotes isso é extremamente necessário.

A palavra humilde significa simples, pobre, modesto, medíocre, baixo, obscuro. Com toda sinceridade, são coisas desprezíveis e ninguém se contenta em ser identificado com elas.

Ser simples de espírito é ser bocó? As pessoas mais esclarecidas conhecem o valor da simplicidade como elemento da mais alta sofisticação e é uma pena a simplicidade ficar no mesmo imaginário que algo obscuro e medíocre. E o que dizer sobre a modéstia? Um dos significados, e creio ser o mais adequado, é o de quem não cultiva o luxo. Se pobre está associado a humilde e a modesto essas ideias estarão automaticamente em oposição a rico. Nisto criamos uma relação perversa: a de que rico é luxo e luxo é riqueza. Ou seja, aprisionamos as polaridades e ao compreender uma ideia , ao fazer uma oposição automática, nos precipitamos e perdemos o sentido de outras.

Por isso a leitura da Bíblia é a maior defesa dos seguidores de Jesus, lê-la com a inspiração do Espírito Santo, desenvolvida pela oração e consultando o dicionário. É impossível conhecer os ensinamentos de Jesus ouvindo um monte de sacerdotes boca mole e mal intencionados.

O mal não é ser rico ou próspero, o mal é oprimir as pessoas com a sua riqueza ou auto imagem de riqueza. Porque tem gente que não é rico, mas se auto considera porque exibe um patrimônio ou outro.

Na versão em inglês o mesmo versículo não usa a expressão humilde e sim a palavra 'poor', cujo significado é pobre e é seguido de inferior, medíocre, insatisfatório e coitado.

Imaginar que o Reino dos Ceus será dos pobres em espírito é um disparate. A luz do mundo e o sal da terra são os coitados? Creio que não! Também podemos apreciar que todos estes significados indesejáveis relacionados à humildade é do ponto de vista da sociedade e da tradição e que Jesus propunha um mundo com novos valores, talvez um mundo inverso. Daí, precisamos ler ainda mais a Bíblia para compreender esses novos valores e dentre eles eu já antecipo que o maior é a dignidade.

Ninguém é digno sendo coitado, medíocre ou insatisfatório.

Um caminho que percebo que possa esclarecer este ponto é o de que a palavra humilde vem de húmus, assim como humano também vem de húmus e húmus significa terra. Humilde originalmente seria a pessoa mais consciente da sua humanidade? Seria uma pessoas mais consciente da ideia 'do pó você veio e ao pó tornará'? Seria alguém atento e vinculado ao essencial entre as pessoas e todas as coisas?

Bom, conheça a verdade e a verdade o libertará! É preciso remover tanto entulho para que a Bíblia nos contemple e ensine porque ele foi muito contaminada pela conveniência dos vendilhões do templo.

O Reino dos Ceus será de quem vive o essencial !Viver o essencial pode ser a prática de dispensar o supérfluo e as tolices.


Hy Ho!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Os mansos herdarão a terra

Cultivar a mansidão como bem-aventurança não corresponde aos gestos de Jesus.

Como poderíamos definir manso? Alguém que aceita tudo de boa? Bem, esse não era o perfil dele! O enfrentamento aos fariseus, o atrevimento em colocar em prática uma nova interpretação da lei de Moisés ao não respeitar o sábado com o argumento 'se a lei diz para não trabalhar aos sábados, por que os sacerdotes trabalham aos sábados?', em não jejuar e não exigir o jejum de seus discípulos' ou em 'não lavar as mãos antes das refeições' não corresponde com alguém que aceita tudo!

Compreende a dificuldade em aceitar de boa e sem questionar esta tal bem-aventurança?

Outras definições para manso encontradas nos dicionários em português: que não é bravo, benigno, brando, sossegado, tranquilo, cultivado (quando vegetal),domesticado, sereno, plácido, não selvagem e lento.

Em dicionários em inglês a palavra 'meek' corresponde a: manso, brando, humilde e submisso.

Seja qual for a ideia original das palavras de Jesus, nada do que entendemos como manso atualmente retrata o comportamento do Mestre.

Vejamos a palavra brando, que é uma ideia correspondente apresentada nos dois idiomas: que cede à pressão, mole, suave, fraco, leve, pouco enérgico, afável, meigo.

Creio que a descrição piorou.

Meigo o que é?

Vamos lá: dotado de meiguice, carinhoso, suave, terno, bondoso.

Eu não tenho uma ideia muito favorável de meiguice e por isso não consigo imaginar Jesus cheio de meiguices ou sendo avalista deste comportamento.

Interessei-me pelo termo afável. Afável é quem possui afabilidade e afabilidade significa: cortesia benévola aliada a franqueza, delicadeza ou trato lhano.

Agora eu quero saber o que é trato lhano! Você também não ficou curioso?

Pois bem, lhano significa: singelo no trato, franco ou sincero!

Se levarmos em conta o fator franqueza e sinceridade continua estranha a ideia de submissão.

Observo que existem conflitos, incoerências, inconsistências e dissonâncias de ideias nesta mensagem e fico em dúvida com o que Jesus quis dizer ou realmente disse.

Os sacerdotes controlam melhor um rebanho submisso e meigo e se aproveitaram desta frase para fazer de Jesus um modelo de pessoa domesticada, carinhosa, mole e que cede à pressão dando a estas características a atmosfera de ser bondoso. O que me incomoda é que algo que foge desta caracterização não pode ser considerado bom e tentam exorcizar qualquer um que não seja delicado.

De qualquer forma é certo que os mansos herdarão  a terra porque o que mais encontramos são covardes dominando pela hipocrisia e dominados pela pusilanimidade, ou seja, a covardia é reinante!

Por outro lado, a sinceridade e franqueza assinalada na palavra lhano que poderia lançar uma nova luz sobre o tema, se dilui na palavra lhaneza ao significar afabilidade, simplicidade, lisura, candura.

Candura apesar do seu significado original ser brancura, de tecido sem mancha e nos levar á ideia de puro e puríssimo (assim no superlativo) também se refere à credulidade ingênua.

Nada mais adequado para a fixação de dogmas e outras violências intelectuais que este perfil de devotos de credulidade ingênua para manter a paz conveniente para quem domina as narrativas e escraviza as pessoas. Ao aprisco e ao abate por um pedaço de pasto.

O Jesus que veio trazer a espada não é o mesmo anunciado pelos sacerdotes!

Ou Jesus foi irônico (gosto de imaginá-lo desta maneira! gosto muito!) e profético ao ridicularizar a covardia das pessoas ou o significado de suas palavras foi mutilado pelo nosso analfabetismo somado à má-fé dos falsos profetas.

O fato trágico é: os covardes dominam e nisso consiste a bem-aventurança dos mansos: o de ser alimento dos lobos.



Hy Ho!



sábado, 16 de março de 2013

Francisco

Gostei de Francisco !

Francisco de Assis foi maravilhoso ao evangelizar e o seu nome vibrando novamente com a escolha do novo Papa mostra que a inteligência pode ser usada para a manutenção do poder e a favor da humanidade.

Há um inegável jogo de poder! Lembremos (os fieis, em sua maioria, são indiferentes a isso) que o Vaticano é um estado, isto é, um país. O Papa, além de pastor do rebanho católico, preside um país. Diferente dos países que são sustentados com os impostos dos habitantes de seu território, o Vaticano sobrevive da doação de seus fieis por todo o mundo.

Na América Latina habita mais da metade dos católicos. O fato de o novo Papa ser argentino não foi uma inspiração do Espírito Santo como eles querem que todos acreditem ou, pelo menos, aceitem. A escolha faz parte de uma estratégia de manter a influência da Igreja em outras ocasiões políticas. Vemos a militância e preferência dos líderes católicos quando candidatos são recomendados ou constrangidos por padres e autoridades religiosas. Então, há muito mais que valores espirituais nesta escolha. Nada contra o objetivo de procurar o poder e manter a hegemonia, a única coisa é que estamos atentos ao jogo. O mesmo Espírito Santo que inspira o critério dos 115 cardeais também inspira todos os crentes do Evangelho. O Evangelho tem como maior objetivo instruir as pessoas para a liberdade e comunhão, compatibilizar as pessoas para que haja colaboração, prosperidade e justiça. Por isso o Evangelho sempre condenou a ignorância e falta de amor.

Francisco de Assis leu o Evangelho e partir desta leitura restaurou o catolicismo, inspirou o renascimento e a reforma protestante e foi cultuado por hippies e é respeitado pela Nova Era. Francisco é um símbolo de coerência e unidade de uma proposta que evolui e se desfaz de si mesma para continuar sendo o que sempre foi: sal da terra, luz do mundo e amor.

Que o comportamento  do novo Papa inspire não só os católicos e que o Evangelho seja redescoberto.

Os países de língua espanhola estão eufóricos e os demais conformados! A dor de cotovelo dos brasileiros foi amenizada com o anúncio de que a escolha do nome foi uma sugestão de Claúdio Hummes, cardeal emérito de São Paulo, a maior cidade do Brasil.


Hy Ho!

terça-feira, 12 de março de 2013

Punição e controle

O ser humano possui pouca disciplina!

Quer comer, beber, dormir e transar, sentir toda as sensações. E isso é bom! Somos seres biológicos de carne e osso e não seres etéreos.

Todos os prazeres estão à cama, mesa e banho, mas para fazer tudo isso é preciso poder e é a partir deste poder que as coisas são filtradas. Todo poder nasce da própria compreensão das coisas. No jogo do poder você escolhe, de acordo com as suas forças, ser senhor ou escravo.

Em se tratando de poder seria possível escolher? A limitação da escolha é dor e dor, por si só, é punição. O medo da dor é controle. O medo em si é atrofia.

Engana-se quem pensa que o senhor vive melhor que o escravo. O senhor goza de prazeres cobiçados pelo escravo e assim o humilha com a privação, mas o senhor é escravo do sucesso e por isso o senhor é refém da colaboração ou sabotagem do escravo. Portanto, o senhor é tão escravo quanto e com o agravante de que seu algoz é mais impiedoso em quantidade e qualidade.

Há um caminho diferente e pouco experimentado entre estas duas condições de senhor e escravo: ser livre.

Ser livre é uma ruptura e o controle não estaria nas mãos dos atuais mandatários. No sistema míope do 'tá ruim, mas tá bom' toda injúria se perpetua. A superstição antecede todas as formas de violência. Tentar quebrar as correntes da tolice é uma ameaça ao controle e objeto de toda punição.

A falta de disseminação de uma cultura diferente pune quem pratica a liberdade, o respeito ao próximo é retribuído com a esperteza e desdém. A mágoa se fortalece com a permanência do escárnio e acaba por cansar o aspirante.

O caminho da liberdade se torna um caminho solitário e quem não suporta a solidão sucumbe. Ser banido pode ser uma punição ou privilégio, dependendo da comunhão com Deus. O isolamento passa a ser a primeira prova de fé.

O sacerdócio e as distrações do templo impedem que o indivíduo contemple as reais maravilhas e  programa-o para as verdades restritas e imediatas.

O imediatismo é a miopia, o medo a atrofia e subir ao telhado e perceber a imensidão da obra de Deus uma epifania.

Depois da epifania não cabemos mais em nós e o brilho em nossos olhos pune qualquer autoridade artificial. Não há mais controle!



Hy Ho!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Pecados, erros, inconveniências e transgressões

É certo que todos nós erramos!

Porém, erramos aos olhos de quem?

Seria o erro alguma coisa relativa? O que é errado para mim pode não ser errado para você?

Acredito que o erro é erro e o que se relativiza é a conveniência. Distinguir as duas coisas nos permite transgredir e evitar o pecado.

O que estas coisas possuem em comum é que todas nos fazem ranger os dentes antes, durante e depois. A diferença entre o sagrado e o fútil é a salvação e a sabedoria de Deus é loucura para os homens.

Existem as normas que procuram estabelecer a harmonia no convício entre as pessoas. Elas podem ser escritas ou não e nos economiza tempo por meio de certa compatibilidade. Os valores comuns preservam uma coerência entre planos, ações e expectativas e a surpresa fica por conta dos resultados. A beleza da obra de Deus é continuar infinita e incompleta pelas surpresas.

As surpresas acontecem porque só conseguimos manter o controle de alguns fatores e muitos outros fatores surgem sem que percebamos. Esses novos fatores são o sopro de Deus!

Existem erros convenientes. A escravidão era um erro que atendia às conveniências do faraó. Moisés transgrediu e libertou o povo. Mercadores à porta do templo era um erro que atendia à conveniência dos sacerdotes. Jesus transgrediu e libertou o povo com a própria imolação para que não precisasse mais haver sacrifícios de animais. Podemos dizer que Jesus iniciou o movimento pet.

Num mar de erros que sustentam as conveniências a transgressão é necessária para mostrar as coisas certas.

Outros exemplos famosos: trabalhadores em condições deploráveis na produção de tecidos era um erro que São Francisco de Assis denunciou com a sua própria nudez. A humilhação de Galileu ao negar uma certeza de sua observação de que o Sol é centro de nosso sistema planetário e não a Terra como afirmavam os doutores da Igreja, pretensos porta-vozes de Deus e guardiões da verdade.

O erro é o que se faz sabendo que é errado e mesmo assim permanecemos nele para tirarmos proveito. Muitos são levados a isso por falta de amor ao próximo.

As pessoas pensam que amor ao próximo é tratar a todos com gentileza e palavras delicadas, mas não é. Amar ao próximo é evitar o erro mesmo que ele seja conveniente. Isso nos tira do conforto e exige sacrifícios.

O pecado é manter o coração endurecido diante de tantas mazelas que resultam de nossos erros.

Converse com Deus em oração e evite os conselhos dos sacerdotes. Os sacerdotes são funcionários da conveniência.

Ler a Bíblia é uma grande transgressão!



Hy Ho!

domingo, 10 de março de 2013

Os vendilhões do templo

Todos conhecemos histórias de comércio de artigos de fé.

Inevitável? Não sei! Só sei que é um grande indicador de distância entre o ser humano e Deus.

Ninguém precisa dar demonstração de fé para ninguém, exceto para os sacerdotes. São os sacerdotes a origem de toda blasfêmia porque antes deles ninguém acusa ninguém de tal ofensa.

Deus nos fez inocentes e é na inocência que reside a nossa liberdade, apenas no momento em que não nos envergonhamos de nossa nudez. Inocência e ignorância são coisas muito diferentes. Deus nos recomendou para que não comêssemos o fruto da ciência não para nos manter ignorantes e sim para que não tivéssemos a arrogância do conhecimento e o desafiasse na sua obra que é bela exatamente por ser incompleta. Possuíamos toda a sabedoria necessária e Adão deu nomes a todos os seres.

A vergonha de Adão o afastou de todas as maravilhas e depois todas as tentativas de reconciliação foram deprimentes e competição de superstições. Deus ama todos os filhos, mas possui os seus eleitos. Coisa que conhecimento humano nenhum consegue alterar sem provocar desastres.

As pessoas em desgraça procuram a proteção de Deus e a magnificência. De tanta gente querendo comprar surgiram os vendedores: os sacerdotes.

Há sacerdotes para todos os gostos: uns de caráter religioso e outros científico. Há sacerdotes do ateísmo! As pessoas querem comprar alívio? Os sacerdotes simplesmente vendem!

As pessoas sem posses oferecem sacrifícios para serem abençoadas. Um bezerro, uma ovelha, uma pomba? Quanto você pode pagar? É assim! Com o agravante de que o tamanho do seu sacrifício será proporcional à graça recebida!

A ostentação da oferenda justifica a prosperidade conseguida por meios reprováveis.

É a porta do templo o ponto ideal de venda! Deus ficou para segundo plano em sua própria casa e se tornou um pretexto para o comércio de coisas que Lhe repugnam. Ai, de quem se opor! Ai, Ai!

Se duvidamos da mão de Deus não há porque duvidar da mão dos sacerdotes!

Muitos dizem seguir Jesus, mas apenas este fato é a ilustração do quanto são mentirosos.

'Você me ama?', 'Gosta de mim?', 'Sou seu melhor amigo?' 'Então, me traga uma lembrancinha!'

Lembrancinhas que tragam proteção! Isto é, amuletos! Todas estas coisas que escandalizam a Deus nasceram e são alimentadas pela idolatria dos sacerdotes.

Este mercado não é uma demonstração de fé e sim da falta de fé!

O Deus Único nos solicitou apenas comunhão, que pode ser feita em silêncio e na discrição do lar ou diante de uma paisagem. Deus é infinito e eterno, Ele não se preocupa com o seu medo porque Ele é um manancial de vida e coragem.

Deixemos de lado todas estas idiotices! Adoremos em espírito, construindo a Jerusalém Celestial!



Hy Ho!

sábado, 9 de março de 2013

Não ficará pedra sobre pedra

Não precisamos de templos porque o nosso corpo é o templo e a verdadeira adoração é discreta e em espírito.

Templos suntuosos são desnecessários e para Deus sempre foram. Mas o ser humano precisou e ainda precisa manifestar sua vaidade.

Para justificar a aplicação de somas extraordinárias na construção superstições foram inventadas e alimentadas afastando o fiel de Deus. A maior homenagem a Deus é a construção da Jerusalém Celestial, ou seja, o templo dentro de si da própria alma.

Sacrifícios, rituais, autoflagelo, preces escandalosas são testemunhos da grandeza e pobreza do ser humano. Deus não precisa de ofertas e oferendas. Deus não precisa de nada que podemos Lhe dar. Ele só espera gratidão e louvor, isto é, a manifestação do sopro divino em nós; porque a partir disto nada será impossível realizarmos.

O pouco que tinha foi dado de todo coração enquanto muitos doam fortunas por constrangimento, estas são situações claríssimas que não é o que se faz que tem valor e sim como faz e o motivo de fazer. É o seu talento vinculado ao propósito de Deus o que importa. Tudo o que a oração pode nos inspirar!

Óbvio, a nossa grandeza de espírito se refletirá na prosperidade da matéria, mas o caminho inverso é falso e cheio de armadilhas e perdição.

O batismo é o renascer e a ressurreição é a graça de estar ao Seu lado, em comunhão com o Criador.

Salomão, o mais sábio entre os homens e quem mais compreendeu sobre a vaidade, construiu o seu templo e onde está agora?

De fato, não há nada debaixo do sol ! Salomão construiu o templo para que pudesse governar os ignorantes. Hoje não precisamos de nada disso mais!

Tudo o que fizermos para a nossa própria glória cairá por terra e nos escravizará!

Vamos edificar a Jerusalém Celestial pela adoração do espírito?

Esta será a nossa maior construção!



Hy Ho!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Cartas de Paulo

Muito devemos a São Paulo pela sua dedicação à evangelização. Sofreu perseguições e mesmo assim não desistiu de evangelizar.

Mas podemos refletir sobre o ser humano Paulo a partir de seus próprios relatos.

É difícil evangelizar e ele vivia sobre o dilema evangelizar ou morrer. Encontrou algumas soluções, que inevitavelmente também traria prejuízos ao Evangelho. Conciliou a Boa Nova com valores vigentes para ser parcialmente tolerado.

Viajou e enviou mensageiros para vários lugares com culturas diferentes, porém com algo bastante comum e determinante: a mensagem de Jesus agredia as religiões de todos estes povos.

Os judeus já eram mal vistos por destoarem dos demais com a excentricidade do monoteísmo. Os judeus adoravam o Deus Único enquanto romanos, gregos e outros povos adoravam vários Deuses.

Se Jesus fosse um judeu convencional Paulo, que era judeu descendente da tribo de Benjamim, não teria grandes problemas, mas Jesus criou um cisma dentro do próprio judaísmo.

Os judeus conheciam muito bem a diferença entre as leis de Moisés e a Boa Nova, por isso perseguiam seus seguidores hereges e os gregos colocavam os adoradores do Deus Único sem nenhuma distinção no mesmo balaio.

Não era fácil comunicar as ideias e para amenizar a falta de compreensão (e por consequência a rejeição) várias concessões foram feitas. A versão de Paulo sobre a Boa Nova acabou se desviando da própria essência e radicalismo original.

Não é desprezar o grandioso trabalho do apóstolo Paulo, é apenas observar a interferência de fatores humanos na transmissão da mensagem. Paulo, convicto dos desígnos de Deus e apoiado na inspiração do Espírito Santo, por certo confiava que a mensagem seria restaurada a cada época.

A maior verdade entre todas é a de que vivemos uma nova época e que não se justifica agir com a ignorância do passado.

Para ter crédito com os judeus Paulo citava a sua circuncisão e a descendência da tribo de Benjamim. Vale lembrar também que, entre os doze filhos de Jacó, origem das tribos israelitas, Benjamim e José eram os favoritos do patriarca por serem concebidos pela esposa que ele realmente amava.

Quer dizer, tentar entender os judeus é participar de briga de família e nunca ter autoridade sobre o assunto por ser alguém de fora. Porém, famoso é o episódio em que os irmãos, por ciúmes, abandonaram José dentro de um poço á própria sorte e depois, encontrado por mercadores, foi vendido como escravo e que pelo seu talento se tornou governador no Egito, só perdoando todos os irmãos por amor a Benjamim, filho da mesma mãe, e ao pai.

Implícitos ficam o orgulho de Paulo pela sua descendência e um ressentimento de que a aliança com Deus é frustrada pelos erros e ciúmes das outras tribos.

A Nova Aliança, pelo testemunho do perdão, procura superar estas mágoas e Paulo, em sua humanidade, por limitação ou desejo ardente em comunicar reforça, muitas vezes contra a própria vontade, os valores que precisavam ser superados.

Uma revolução de consciência é muito confusa e lenta por lidar com todo tipo de vaidade.

'Para ser salvo era necessário ser cincuncisado?' 'Não, claro que não!' 'Então não há mérito nenhum em ser judeu porque não somos mais o povo escolhido?' 'Os judeus continuam a ser o povo escolhido, mas a salvação não é unicamente para os judeus!' 'Que graça tem ser judeu, então?' ' Ser judeu tem muita graça, mas se a graça for compreendida como a exclusividade da salvação, nenhuma!'

O judeu era muito apegado aos seus preceitos e formas externas de adoração e abrir mão destes hábitos confundidos com a própria identidade era muito difícil. A revolução de Jesus era propor a adoração em espírito, que evitava os constrangimentos dos gentios na busca por Deus.

Ou seja, Paulo fez um bem bolado e acabou embolando tudo.

De outro lado, na Grécia, precisava dissuadir os gregos do excesso de racionalismo. O que também destoou, obviamente! Como explicar para os filósofos que a salvação é um caminho simples
intelectualmente, exigindo tão apenas a sinceridade do amor ao próximo?

Mais uma vez! Porém os gregos foram mais tolerantes coma nova expressão de fé, creio que motivados mais pelo exotismo do Deus Único, o que pouco ajudava porque mantinha a confusão entre Novo e Antigo Testamento.

Conclusão: a mensagem de Jesus ainda está por ser descoberta em toda a sua plenitude e o caminho
continua o mesmo: abrir mão da vaidade, idolatria e superstições.

Deus é amor e faz gosto da adoração em espírito e a Jerusalém, destino de peregrinações, não é mais uma cidade na terra. Pela Nova Aliança, Jerusalém é celestial, cuja peregrinação deve ser feita com a adoração em espírito.



Hy Ho!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Hebreus

O conteúdo do livro de autor desconhecido endereçado aos hebreus é o de confirmar que Jesus foi o Messias e que as práticas religiosas dos judeus são em vão.

Os judeus nunca aceitaram Jesus como Messias e o título pode ter a intenção de separar a nacionalidade ou etnia da religião, é possível ser hebreu sem praticar o judaísmo.

Imagina o escândalo de um judeu ao se deparar com um texto que coloca Jesus acima de Moisés. Que o povo escolhido ofendeu a Deus pela manifesta incredulidade e por isso foi punida a geração que não chegou a pisar na Terra Prometida (aliás, Moisés também foi punido, porém teve a graça de, ao menos, vê-la); que não há mais necessidade de sacrifícios de animais uma vez que Jesus derramou o próprio sangue como o último sacrifício e que era dispensável um tabernáculo porque o corpo de Jesus era o próprio Santo dos Santos, lugar dentro do templo reservado para o sumo sacerdote.

O livro deixa claro a grande intimidade do autor com a religião judaica e é um manifesto de ruptura.

Deus haveria nascido como ser humano para se aperfeiçoar e foi imolado com a crucificação para que o Novo Testamento tivesse valor, porque só é possível aplicar o testamento depois da morte do testador.

É uma explicação de que Jesus é a nova expressão de fé e a Nova Aliança.

O que vemos com maior frequência são os liderados desmancharem o trabalho do líder. O povo de Israel haveria reduzido os ensinamentos de Moisés à repetição mecânica dos rituais e citações da lei e o Messias veio ao mundo recuperar a Aliança e renovar a fé. E, novamente, aconteceu com Jesus porque a prática religiosa conhecida como Cristianismo, em todas as expressões, transmite pouco dos ensinamentos de Jesus e procura praticar atividades que Jesus contestou

Uma nova ruptura precisa ser propagada, da mesma forma que é possível  seguir  Jesus sem praticar o cristianismo.

Jesus é o sumo sacerdote e o templo é a Jerusalém celestial. A fé nos une!



Hy Ho!

Jesus era um míssil

A história que conhecemos é filtrada. Não digo manipulada, mas filtrada mesmo!

Em primeiro lugar privilegiamos o que foi escrito.

Em segundo lugar escrever era um privilégio e quem escrevia poderia escrever o que quisesse.

Em terceiro lugar os fatos narrados oralmente se acomodaram às diversas conveniências de todos os lugares e épocas.

Em quarto lugar acreditamos no que nos contaram e raramente questionamos ou, se questionamos, preferimos nos calar.

Em quinto lugar se ousássemos falar o que pensávamos seríamos punidos.

Em sexto lugar não conhecíamos os costumes e o comportamento de vários povos.

Hoje sabemos muito mais do que antes e, a partir destas novas informações, podemos observar melhor alguns pontos. Os povos do oriente médio são muito belicosos hoje em dia e sempre foram. Outra característica marcante é que eles são muito astutos e engenhosos.

No tempo de Jesus as coisas pareciam ser piores! Associe a dificuldade de circulação de mercadorias e alimentos e a falta de saneamento. Viver era muito sacrificado e as pessoas eram mais embrutecidas.

Não me admiraria se a astúcia de um povo subjugado pelo Egito, pela Babilônia e por Roma ousasse treinar homens-bomba com o objetivo de alterar o rumo dos acontecimentos. Fazer uma revolução.

Não foi à toa que Barrabás foi escolhido. O que revela o ânimo da população que queria ver livre um chefe revolucionário. O contexto daquela época era muito conturbado.

Jesus confundiu a todos e este era a sua maneira de revolucionar. Ele não se propôs derrotar Roma para dar soberania a Israel, Ele foi além, propôs dar soberania ao ser humano. O certo é que o ser humano mudou em  muitos aspectos depois de sua atuação e mensagem.

Ao preterir Israel e se dedicar para emancipar o ser humano, Jesus sabia que seria crucificado e foi preparado para isso. Ficou angustiado, mas não fugiu de sua missão suicida e muito esforço houve para conter a repercussão dos seus feitos.

Nada foi narrado sobre a infância e adolescência de Jesus, mas todos percebemos que nesse tempo todo Ele estava sendo instruído. O mais notável instrutor de Jesus foi José, um pai adotivo.

Neste ponto nós podemos ver uma combinação que foge do arbitrário biológico do progenitor que é culturalmente propagado. José foi convencido pelo anjo a aceitar Maria grávida.

Maria era muito menina e ser mulher naquela época era um desastre: a mulher não era respeitada pelos homens, muitas vezes humilhada e exposta a todo tipo de perigo, inclusive abusos sexuais.

Uma mulher desonrada tinha um destino certo: a prostituição. Evitar que uma mulher caísse em desgraça a aceitando como esposa era um gesto de extrema coragem. Depois educar a criança com toda sofisticação possível era uma investimento enorme. Talvez impossível de ser arcado por uma pessoa sozinha, precisaria de uma rede de apoio. Esta rede teria qual propósito?

Entre tantos mistérios e enredo fantasioso acredito que todos são convidados a ler as entrelinhas.

Se Jesus tivesse uma genética romana? Se aceitarmos o fato de que Jesus foi adotado ainda no ventre de Maria e lembrarmos de muitos horrores das guerras podemos deduzir que Maria tivesse sido abusada por um soldado romano. O que tornaria a sua desgraça muito maior devido a grande rejeição dos romanos pelos judeus. Quanto ao rebento não seria romano, mas seria judeu porque a tradição assim define. Porém, seria um judeu de quinta categoria tamanho era o preconceito dos próprios judeus. Jesus, em grande parte de sua pregação, o que mais fez foi apontar a hipocrisia judaica.

Com genética romana Jesus seria um ser humano biologicamente superior, tendo em vista que os soldados eram rigorosamente selecionados.

Contar a história tal qual talvez tenha acontecido não seduziria ninguém e revelaria um plano que somente teria êxito sendo mantido em segredo.

As viagens para fugir de todo e qualquer tipo de perseguição incluiria a xeretice e a maledicência  dos vizinhos.

De todo modo era um comportamento que contrariava os costumes e desafiava os chefes religiosos. Só de evitar a desgraça de uma menina já é um feito digno de nota  e inteligente, porque de seu ventre nasceria mais judeus condenados à sarjeta. Um menino que pela misericórdia de Deus viveu o que poderia não ter vivido, por gratidão, retribuiria a graça recebida doando-se de corpo e alma a um projeto de grande dimensão para promover o Reino do Ceu.

Acaso concordemos com estas suposições ainda poderíamos imaginar que Jesus foi conduzido a cumprir um plano elaborado e custeado por um grupo ou se Ele mesmo, por inspiração, promoveu um novo projeto como maneira de retribuir, desmoralizando instituições que perpetuavam a desgraça condenando os erros das pessoas e disseminando preconceitos. Para isto, bastava ensinar o perdão, mas Ele ainda fez muito mais.



Hy Ho!

terça-feira, 5 de março de 2013

Tudo depende da fé!

Somos seres sugestionados e auto sugestionáveis. Por estas características fomos controlados pelo medo e induzidos a acreditar em muitas coisas sem sentido e muito menos questioná-las.

O expediente é o de premiar um bom comportamento e a punição é a angústia do próprio medo de não ser premiado. Mas o bom comportamento passa pelo crivo de quem domina. Fomos tratados como um rebanho que precisa ser tocado de um jeito ou de outro para corresponder aos objetivos dos dominadores.

Isto desperta indisposições e as sucessivas sobreposições de dominadores e dominados geraram muitas contradições e incoerências.

Para evitar a guerra procurou-se conter o ímpeto das pessoas com uma extensa rede de lendas inibidoras. Sempre foram exigidas profissão de fé das pessoas para manter um controle social e uma certa previsibilidade de acontecimentos.

Você pode dedicar a sua fé a qualquer coisa, há uma abundância de ídolos para serem adorados e admirados como modelos de conduta ou intercessores. Os resultados positivos justificam a continuidade na devoção, mas o que Jesus sempre disse é que o resultado da graça alcançada sempre foi fruto da fé em si e nunca do ídolo.

'A sua fé o curou' --- A honestidade de Jesus em atribuir o resultado do milagre ao crente e não a Ele mesmo O colocou a perder. As pessoas não aceitaram a plena liberdade ensinada por Jesus.

A gratidão que devemos expressar por Jesus é porque Ele nos libertou nos mostrando que a fé não precisa estar sujeita à ignorância e ela terá um poder maior quanto maior for o esclarecimento, se não pecarmos pela soberba e tentar desafiar o incompreensível.

É um erro pensar que a fé dispensa a razão e a ciência, a fé nos liberta do equívoco de ficar pedindo provas a Deus de sua existência. Estar com Deus não nos isenta das consequência da nossa estupidez, iremos colher o mal que plantamos, por isso a dedicação ao esclarecimento para reduzir  os nossos erros.

Podemos expressar a fé sobre aquilo que conhecemos e abandonar os erros a partir de novas descobertas e manter a fé com a nova luz sobre os fatos.

'Faço nova todas as coisas'. --- Isso é liberdade de pensamento!

A fé removerá montanhas e isso sempre será mérito de quem crer. Jesus é a revolução por meio da inteligência e devoção ao Criador.

O incômodo de sua doutrina é obvio: quem vive em liberdade jamais aceitará ser subjugado, ainda mais por imbecis.



Hy Ho!

segunda-feira, 4 de março de 2013

O apocalipse é um ardil

Pouca pessoas se deram conta, mas o livro Apocalipse, que encerra o Novo Testamento, é um ardil com o objetivo de enganar e distrair os perseguidores da nova expressão de fé.

O curioso é que muito se fala sobre o juízo final e os cristãos são crentes que somente eles serão salvos.

Isto tudo é uma doutrina do medo e da presunção de pureza.

O livro das Revelações não revela nada e confirma o fascínio das pessoas por enigmas. Muita gente perde tempo tentando decifrar os códigos e o texto preenchido de simbolismos.

Os acontecimentos descritos se igualam ao dia a dia de um lugar árido e cheio de conflitos até hoje. Se a consciência não for desenvolvida pela mensagem de Jesus é claro que as coisas serão terríveis. A grande besta são todos aqueles que fazem mal uso de seus poderes.

Sempre fomos imersos numa cultura de punição e movidos mais pelo medo que pelo amor e  a mensagem de Jesus não foi suficiente para seduzir a multidão por faltar fantasia em seu enredo. Mesmo com tantas realizações maravilhosas ainda clamavam por sinais.

O que sempre fomos: medrosos e supersticiosos. Dessas duas coisas derivam todo o mal que nos assola. Cultivamos o sofrimento e não sabemos praticar o amor e muito menos admirar o que é simples.

Quem ama é tido como trouxa e fraco e quem é simples como idiota e incapaz de grandes engenhos. Somos uma sociedade condenada e escrava das aparências.

A salvação está em ler o Evangelho.



Hy Ho!