quarta-feira, 18 de abril de 2012

Impessoalidade ou O Pequeno Príncipe para Políticos VII

--- É o regulamento.

--- Não compreendo.

--- Não é para compreender.

Que tragédia!

Diz o regulamento que o Poder Público deve ser impessoal e os colaboradores solicitam favores pessoais.

Portanto, a um agente político correto foi consagrada a atribuição de irritar as pessoas e, com isso, perder supostos eleitores e colher o desprezo do rei, do vaidoso, do beberrão e do empresário.

Difícil é explicar e, até mesmo, se auto convencer de que, como políticos, estamos a serviço de todos e não somente dos nossos.

--- Eu executo uma tarefa terrível.

Ouso apontar o engano de quem pensa que conceder privilégios seja mais vantajoso que negá-los. Ambos os casos são fontes de tormentas e, assim sendo, não se afligir diante dos assédios e cumprir o regulamento pode resultar em saldos mais benéficos posteriormente.

Dado ao comodismo da maioria, poucos serão inconvenientes - até para si próprios - em procurar alguma coisa em algum lugar quando convencidos de que já não irão encontrar.

Também é possível notar que educar é um gesto de coragem e renúncia. De não corresponder a muitas expectativas e de tolerar as ameaças de retaliações e revide. De disposição... para acender e apagar repetidamente o lampião!

Daí, a sensação e aparência de tolice.

É exaustivo ser fiel ao regulamento (ô se é !), porém é inútil ou desastroso fugir desta responsabilidade, principalmente, quando se é o único determinado a cumpri-lo.

Quando descansar?

Quando o mudar o regulamento ou a conduta das pessoas?



Hy Ho!

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