segunda-feira, 26 de março de 2012

O Torpor do rancor ou O Pequeno Príncipe para Políticos V

"--- Por que é que bebes? "

"--- Para esquecer."


O rancor entorpece!

E quem perde (ou pensa que perde) condena o político eternamente.

O motor destas relações não é nada produtivo e a embriaguez do vaidoso se torna numa ressaca daquelas. Perde-se muito tempo aparando arestas e o realizador pouco tem para mostrar depois.

Astúcia dos adversários ou condição da função política?

Já existe uma sarjeta pronta por onde passa a enxurrada e o destemido barquinho de papel segue uma rota, sugado, até a boca de lobo.

A intriga contabilizará as suas garrafas (os seus tranquilizantes) e apontará isso como uma fragilidade apenas para angustiá-lo ainda mais.

Para quem não tira proveito do mandato o político não vale nada e o verá como maltrapilho e repetirá isso até o político acreditar nesta hipnose.

A maior furada é o político tentar convencer as pessoas de que possui boas intenções. Daí ele se torna uma presa fácil!

"--- Esquecer o quê?"

"--- Esquecer que eu tenho vergonha"

De quê o político deve ter vergonha?

De se candidatar quando ninguém mais tem coragem para se candidatar?

"--- Vergonha de quê?"

"--- Vergonha de beber!"

Perda de tempo o político ter vergonha de si, de seus feitos ou de seus não-feitos! Com tantos obstáculos a serem superados se apegar ao propósito de defender alguma reputação é um desvio de Agenda irreparável.

Distanciar-se de si mesmo é bom!

Exercitar se ver com os olhos de outros é bom também!

Ser confiante e sincero consigo é muito melhor! Porque pessoas inseguras não merecem ser eleitas!

Basta investir o tempo no que é útil e deixar para ser julgado nas urnas!

Esta tranquilidade quem é que tem?

Mas é um bom conselho não abusar dos tranquilizantes!



Hy Ho!

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