sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Aprendendo xadrez: Cavalo

A peça Cavalo dá velocidade ao jogo da mesma maneira que o Cavalo deu velocidade para a Guerra.

O xadrez é tão fiel em sua analogia que a peça Cavalo se movimenta em saltos.

General

O Cavalo expressa o comando da guerra, o grande general.

Nos primórdios o Rei acumulava as funções de administrador, sacerdote e general e com o desenvolvimento e complexidade da Sociedade o Rei foi transferindo as tarefas e, atualmente, tranfere até a de administrador.

Com a sobreposição de povos regidos pelo mesmo reino os assuntos internos exigiram mais cuidados do soberano e pouco a pouco teve que ser afastado das longas viagens para as batalhas.

Embora mantendo a disciplina, os generais também possuem as suas divergências e por isso cada jogador tem dois Cavalos e, não por acaso, cada Cavalo repousa em casa de cores diferentes no início do jogo (interessante!).


Máquina de guerra


O Cavalo é uma tecnologia e simboliza toda técnica dedicada às batalhas.

A locomoção é essencial para a logística e os veículos e combustíveis foram aperfeiçoados.


Tabuleiro

O Cavalo fica nas casas entre o Bispo e a Torre.


Tradução

O pocotó fica nas casas que sobraram.


Movimento


O Cavalo salta três casas sendo, duas em linha reta e a terceira dobrando para a esquerda ou para a direita.

Diferente das outras peças, o Cavalo pode saltar sobre caminhos interditados.


Tradução

O pocotó anda em forma de "L" e a terceira casa pode ser pra cá ou pra lá.

O Caminho não precisa estar livre porque o pocotó pode saltar sobre outras peças.



Curta o jogo!

Agora com o tabuleiro completo as combinações de jogadas são amplas e com a analogia você pode saborear o xadrez com a um RPG.

Desenvolva estratégias com ânimo e fantasia e crie a sua marca!


Há jogadas clássicas, aberturas, ofensivas e defesas que você pode consultar em vários livros e páginas.


Boas batalhas !


Hy Ho!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Aprendendo xadrez: Bispo

Antes, lá nos primórdios, o Rei era o administrador, guia espiritual e chefe militar.

A Sociedade começou a se desenvolver e foi necessário delegar tarefas de acordo com a vocação de cada membro da cúpula.

O Poder, desta maneira, começa a ser "distribuído" aos leais ao Rei.

Uma autoridade disponível para dirigir espiritualmente a Sociedade dinamizava as relações e estreitava a coesão do grupo a passo que o Rei era absorvido por outras tarefas e se ausentando de acordo com as guerras em territórios cada vez mais distantes.

Conhecimento


A classe sacerdotal crescia na mesma proporcional em que crescia o reino e as conquistas.

Como explicar a morte?

Como consolar órfãos e viúvas?

Como motivar as pessoas ao sacrifício da guerra?

Aos poucos os sacerdotes adquirem, ao ouvir os relatos da experiência das pessoas, um conhecimento extraordinário da Alma de toda gente e da sua motivação.

Com esta sabedoria não há ninguém mais adequado para aconselhar o Rei e a Rainha em assuntos pessoais, familiares, de ordem política e social eo mais importante, apaziguar os corações em momentos de sofrimentos espirituais.


Contemplativo


Livre dos afazeres rotineiros e um tanto afastado das questões imediatas, ao cuidar de assuntos eternos, o Bispo contempla tudo ao seu redor a contribui com a sua observação para o aperfeiçoamento da organização adminstrativa, estética e cultural.

As Artes frutificam com a ornamentação dos Templos, narrativas são compiladas e o louvor motiva a sofistação musical.

A Ciência nasce da preocupação de antecipar resultados e os sacerdotes se dedicam às práticas adivinhatórias.

Conhecer o Futuro sempre foi o critério para investirmos os nossos poucos recursos ou garantir a nossa sobrevivência.


Heterodoxia


O xadrez é tão preciso na sua alegoria que cada jogador tem dois Bispos, que ficam ao lado do Rei e da Rainha, como se fosse uma guarda pessoal e simbolizando a proteção divina.

Pois bem, um fato interessante é que um andará somente nas casas brancas e outro somente nas casas pretas, o que sugere as divergências políticas dentro da corte.

Conforme a reino o reino foi crescendo e ficando mais complexo um expediente favoreceu a Paz e consagrou Alianças: o Casamento entre monarcas de reinos diferentes.

Com a autoridade celestial para abençoar estes Casamentos o Poder do Bispo se agiganta e se equilibra na divergência interna com outro Bispo, que por sua vez, cuida do interesse do seu pupilo ou pupila.

Se os Casamentos são entre reinos de religiões diferentes, evidentemente, as divergências são maiores e mais acirradas.


Tabuleiro: a posição original da peça Bispo é um ao lado da Rainha e outro ao lado do Rei.


Movimento: a peça Bispo anda na diagonal quantas casas livres o jogador desejar, sendo que, o Bispo que tiver a sua posição original sobre uma casa branca somente poderá andar sobre casas brancas e o Bispo que tiver a sua posição original sobre uma casa preta só anda sobre as pretas.


Tradução: o Bispo só anda de atravessado. Se ele é da casa branca só anda sobre casa branca e se ele é da casa preta só anda sobre as casas pretas.


Talvez a peça Bispo ande na diagonal para representar a tranversalidade da Religião em todos os assuntos da Sociedade.



Hy Ho!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Aprendendo Xadrez: Torre

---Terra à vista!

---Tempestade a estibordo!

Alarmes possíveis de um ponto de vista privilegiado e essenciais para a defesa do grupo.

Aliás, a palavra alarme tem a sua origem numa expressão militar em italiano "alle arme", isto é, às armas!

Seja na gávea de um navio ou, num contexto mais rudimentar, no topo de uma árvore cumpre a Torre a sua função estratégica: a de vigiar.

Com a fixação dos povoados a Torre torna-se o componente característico de uma fortaleza e guardiã de tesouros, tais como alimentos, dinheiro, documentos, prisioneiros e o próprio território.

Então, a Torre é, ao mesmo tempo:

1) celeiro para proteger as provisões;

2) cofre para proteger armas e soldos;

3) arquivo para sediar toda a burocracia do reino (vide a Torre do Tombo em Lisboa);

4) cárcere para guardar capturados e representar, de modo concreto, a própria disciplina e rigor do comando.

E, por último, expressar territórios conquistados ou o próprio reino, dada a dinâmica do jogo.


Fronteiras


Cada jogador possui duas Torres e a disposição inicial delas confirma a função estratégica, sendo que cada uma fica nos extremos do tabuleiro.


Movimento

A Torre anda em linha reta tanto na horizontal quanto na vertical quantas casas livres o jogador desejar.

Tradução

A Torre anda pro um lado ou pra outro ou pra cima e pra baixo.



Hy Ho!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Aprendendo xadrez: Rainha

A peça Rainha é a peça mais cobiçada do xadrez porque é a peça com mais poder ofensivo e defensivo devido a sua liberdade de movimentos.

O que é a Rainha?

O maior de todos os prêmios, merecedora de todas as canções de gesta e inspiradora dos atos de bravura. O que a biologia nos explica muito bem.

Tudo começa com a preservação da espécie e culmina na seleção natural.

A Natureza privilegia os mais fortes e mais saudáveis e com a Sociedade isso se confirma porque a Aristocracia ou estirpes nada mais são do que a formação de planteis.

Por isso, a valorização da antiguidade da linhagem. Quanto mais tempo tiver a família, maior seria a depuração genética e o projeto de excelência biológica e cultural.

A Rainha é a grande Matriz, ao gosto da Abelha Rainha.

A liberdade de movimentos da peça Rainha simboliza a grande mobilização que ela inspira em toda comunidade, confirmando o êxito do sistema matriarcal.

Plantel


Todo pecuarista sabe disto e devemos lembrar que nós também somos bichos!


Na guerra, a mulher mais bonita é o prêmio para o guerreiro mais valoroso.

Porque se não for assim a comunidade será destruída, já que os mais fortes irão guerrear por ela de qualquer jeito mesmo.

O resultado disto é que a prole será beneficiada com a beleza da mãe com a coragem e força do pai e da sabedoria de ambos.

Evolução

A Rainha (vide Mulheres de Atenas - Chico Buarque) é benéfica em tempos e Guerra e de Paz.

A Rainha é o modelo para todas as mulheres do reino e as suas virtudes serão cultivadas em cada microcosmo doméstico, depurando guerreiros maridos e filhos.

Em tempos de Guerra elas serão guardiãs dos lares ou enfermeiras. Outras até vão à frente de batalha e lutam ao lado dos guerreiros-maridos. (mas isso não é aconselhável porque acaba com a diversão da guerra).

Em tempos de Paz elas poderão ser o motivo de novas guerras.


Movimento: A peça Rainha anda em todas as direções e em quantas casas livres o jogador quiser.

Tradução: A peça Rainha poderá ser mexida pra lá ou pra cá em qualquer reta ou diagonal sem pular nenhuma peça.


Tabuleiro

A peça Rainha também é a referência para a disposição das demais peças pelo tabuleiro, sendo a regra: Rainha Preta na casa preta e Rainha Branca na casa branca.

Ao lado da peça Rei, ao centro da primeira fileira, segue-se o espelho das outras peças da mesma cor.



Hy Ho!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Aprendendo xadrez: Rei

Continuando com a alegoria da guerra....

quem é o Rei?

Dentre os peões revelou-se alguém com mais habilidade que os demais, alguém cuja colaboração foi essencial para o êxito da empresa.

Alguém com memória de lutas passadas;

capaz de antecipar resultados;

sensível às privações das guerras;

que ame o grupo e

determinado a vencer.


Movimento: a peça Rei anda uma casa de cada vez em qualquer direção.

Tradução: o Rei faz passinho pra frente, passinho pra trás ou passinho pr´um lado, passinho pro outro.

O objetivo do jogo até matar o Rei adversário e quando o Rei fica sem saída nós alcançamos o Xeque Mate, expressão de vitória e fim do jogo.

Muito importante é que o Rei não pode ser comido de surpresa, antes o adversário precisa avisa que ele está sob ameaça.

E a emoção do jogo é exatamente esta e por não aproveitar da distração do adversário e precisar expor a estratégia o esporte se torna mais desafiador.

Tradução: nenhuma peça pode comer o Rei de cor diferente sem avisar, e ideia é encurralar o Rei de outra cor até ele não ter mais como dar um passo. Quando ele estiver impedido de andar acaba o jogo.

Novas partidas: agora incluir os Reis no jogo junto com os peões para fixar os movimentos.



Hy Ho!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Aprendendo xadrez: Peão

No princípio era o verbo e o verbo se fez...

Peão!


Poucos se dão conta mas o peão é a peça original do xadrez.

Se considerarmos que o xadrez é uma alegoria da guerra e se lembrarmos que peão é a referência ao soldado que andava a pé.

Pé = peão.

É um bom começo jogar xadrez apenas com os peões. Por quê?

Porque gosto de História e a História nos faz supor que as guerras começaram sem tecnologia. Começaram com a animosidade entre uns e outros com socos e pontapés.


Movimento: o peão anda uma casa de cada vez e come a peça adversária que esrtiver adiante na diagonal para a esquerda ou para a direita.

Tradução: a peça peão só anda pra frente e só pode comer a peça de outra cor que estiver à frente e atravessada pra lá ou pra cá.

Super simples!

É muito importante fazer várias partidas apenas com os peões para fixar os movimento da peça.

Depois de algumas partidas é salutar explicar da flexibilidade do lance inicial de cada peão em poder avançar duas casas à frente.

Tradução: o peão anda uma casa de cada vez, porém, na primeira movimentação, o jogador poderá, se quiser, andar duas casas apenas no primeiro lance de cada peça.


Prêmio: Se acaso alguma peça peão chegar até o fim do tabuleiro do adversário o peão poderá ser trocado por uma peça da corte, segundo a escolha do jogador que atravessou o tabuleiro.


Tradução: se o peão de cor preta chegar à última casa do outro lado , o peão preto poderá se transformar em qualquer outra peça (que não foi apresentada ainda, por isso contenha a sua ansiedade) de acordo com a preferência e estratégia do jogador da peça preta e vice-versa.



Hy Ho!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Rolha

Você sabe o que é um rolha?


Muito bem, em política é aquele ser que só serve pra ocupar o lugar e não deixar que outro trabalhe.

Há rolha vereador, em cargos comissionados, candidatos e até prefeitos, mas o pior de todos os rolhas são os presidentes de partidos.

São os mais seguros e mais poderosos.

Sabe por quê?

Porque ele tem o poder de escolher outros rolhas. O presidente de partido pode ser o Rolha-mor!

Muitos se queixam que não existem opções nas eleições e isso é desesperador porque os candidatos são sempre os mesmos em todas as eleições.

Daí, a pergunta: porque lançar candidatos que já foram rejeitados em eleições anteriores?

Resposta 1: porque quase ninguém quer ser candidato;

Resposta 2: porque nos partidos não há coerência;

Resposta 3: porque o presidente não estimula o ingresso de novos talentos.

O Rolha está no cenário justamente para estragar e degenerar o processo político-eleitoral.

Como que sai a rolha?

Como a física ensina: com pressão.

Um partido vazio é vulnerável e frequentemente ocupado pelo rolha.

O que um rolha ganha em ser rolha?

Talvez muito, talvez pouco, não sei. Só sei que não é de graça e a prática mais comum é deformar um partido político ( que deveria multiplicar ideias e práticas para promover a qualidade de vida) em grandes balcões de negócios, de preferência do ramo imobiliário.




Hy Ho!