quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Saúde e Dor de Cabeça

Em uma sociedade que preza pelo bem-estar e qualidade de vida das pessoas precisa priorizar as questões de saúde.

A Organização Mundial de Saúde afirma há muito tempo que saúde não é apenas a ausência de doença é praticamente a plenitude da vida.

Gestores públicos limitados entendem a saúde como médicos disponíveis para atender pessoas carentes e o maior equívoco de todo o sistema é justamente acreditar que os serviços públicos são para pessoas carentes.

Tal percepção abre ainda mais o fosso entre pessoas prósperas e não prósperas. O público é para o povo e num Estado Democrático de direito povo não é sinônimo de plebe.

É claro que existe uma agonizante nobreza e uma pretensa aristocracia e o serviço público não deve ser administrado como associações beneficentes e caridosas.

Eu estou falando de dignidade e partir daqui damos um salto para questões perversas da política porque dignidade, um dos aspectos essenciais para a plenitude da vida, é um tema político e não de saúde, porém capaz de adoecer quem esteja privado dela.

O ser humano passa a vida toda com a maior de todas as distrações: a sua autopreservação, o que pode ser traduzindo maliciosamente como a preocupação com o próprio umbigo.

Mas vamos focar na autopreservação, que é um direito natural legítimo.

A vida em última análise, do ponto de vista biológico é a coisa mais simples e mais fantástica devido a sua própria simplicidade. A vida não passa de alguns mecanismos que possibilitam realizar alguns objetivos:

a) se alimentar;

b) se reproduzir.

O nosso aparelho digestivo é para processar os alimentos, o excretor para descartar o desnecessário e o motor para providenciar alimentos.

E os órgãos sexuais para reproduzir.

Sim, somos tratados como bichos...Alguma dúvida? E olha que hoje em dia até os bichos tem a sua dignidade garantida. Corrigindo...somos tratados pior que bichos, então.

No caso da nossa espécie humana desenvolvemos um aparelho neurológico que permitiu realizar estas tarefas de modo mais complexo e sofisticado.

Um grande aglomerado de pessoas gera resíduos e necessita de equipamentos equivalentes ao nosso aparelho excretor para descartamos o que ao nosso redor cultiva um excesso de bactérias e microorganismos nocivos.

Um grande aglomerado de pessoas solicita uma quantidade maior de alimentos e precisa delimitar campos de produção e beneficiamento, o equivalente ao nosso aparelho digestivo.

Um grande aglomerado de pessoas pode necessitar de mais do que é capaz de produzir e para isso efetua trocas. O transporte é o equivalente ao nosso aparelho motor.

Então, quando um grande aglomerado de pessoas é capaz de se organizar e cooperar para realizar o que precisa se torna uma sociedade e se fixada em determinado local uma cidade.

E se para tudo houver infra-estrutura alcança a qualidade de urbis.


passo da saúde é o saneamento básico, mas é uma questão de urbanismo e não de ginecologistas ou endócrinos.

passo é a alimentação, mas é uma questão de desenvolvimento econômico com geração de empregos e não de pediatras ou nutricionistas.

3° passo é a redução da violência, mas é uma questão de educação e não de cirurgiões ou psiquiatras.


Para que serve a Pasta da Saúde? Com gestores irresponsáveis apenas para oferecer capital inicial para os doutores, orgulho da fina flor da sociedade local, montarem seus consultórios particulares.

A Saúde há muito é uma indústria sem a solidariedade e altruísmo que a dignificou no passado.

Com um povo adoecido não há quem disponha de tempo para se preocupar com a política e providenciar dignidade para si e aos demais porque está ocupado cuidando de suas feridas e mazelas.

Tema de forte apelo eleitoral, nas mão do mau gestor, jamais terá solução porque seduz os necessitados, esvazia outros temas e apadrinha a elite.

Muito bom para o gestor público perverso que não quer dor de cabeça!



Hy Ho!

Nenhum comentário: