sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Curtindo o Barato

Muitos se perguntam como melhorar as coisas na Política e esperam respostas absolutas.

Receitas e fórmulas não existem e isto é um velho chavão.

O que nos engessa é o apego a certezas e buscar um fim ou uma origem fixa para as coisas, o que não é da esfera da Política e sim da Religião.

Claro, tudo se desdobra do nosso condicionamento cultural messiânico e a relação de ideias de que a soma de virtudes individuais gera uma sociedade abundante e justa. E daí cristaliza-se o maior de todos os problemas que é o de transferir a concretização da Justiça à Autoridade exclusiva de um juiz.

Política é uma dimensão diferente e exige que assumamos a responsabilidade por nossas decisões.

Portanto, a nossa responsabilidade é pessoal e intransferível para desenvolvermos uma sociedade impessoal e acessível.

É importante dizer que antes de escolhermos precisamos assegurar a liberdade de escolha e nunca é demais repetir que esta liberdade é constantemente ameaçada por espíritos totalitários, proto-patriarcais e monopolistas.

Não há independência política sem antes haver independência econômica.

E aqui é que a sereia canta com mais langor, talento e lascívia.

Independência econômica e liberdade resulta em muito dinheiro para gastar? Muitoa acreditam que é esta a equação vitoriosa de uma eleição e polui visualmente com todo lixo e parafernália.

É contrariando este senso comum que eu quero colaborar.

Independência significa não depender e portanto não precisar do dinheiro é uma maneira eficaz de independência.

E cá entre nós, a real independência!

Porque quem é financiado deve retribuir em favores o dinheiro investido na campanha e o exoesqueleto espera um retorno bastante satisfatório.

Quem paga? O candidato? De maneira nenhuma! Quem paga é a população!

De que jeito? De mil maneiras!

Como nos defender desta engrenagem? Destas tramas bem arquitetadas?

Uma boa sugestão, para não oferecermos uma resposta definitiva, é curtir o barato!

Curtindo o barato poderemos evitar a malfadada troca de favores porque não haverá justificativa para tanto.

Sempre considerei um absurdo investir R$ 700 mil reias numa campanha eleitoral em Jacareí ou mesmo a metade deste valor. Em uma cidade com 150 mil eleitores se ninguém se interessar pelos 3 candidatos do rodeio é porque está na hora de os partidos oferecerem 3 candidatos que prestem.

Uma campanha barata não precisa ser uma campanha pobre e o lixo pode virar luxo se formos inspirados e comprometidos para tanto e como dizem os especialistas em marketing eleitoral, no fim o que vale é a propaganda boca a boca e esta depende unicamente do mérito dos nomes disponíveis.

Leminski vaticinou que distraídos venceremos e ouso acrescentar que a mudança pode acontecer enquanto estivermos curtindo o barato.



Hy Ho!

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