Muitos se perguntam como melhorar as coisas na Política e esperam respostas absolutas.
Receitas e fórmulas não existem e isto é um velho chavão.
O que nos engessa é o apego a certezas e buscar um fim ou uma origem fixa para as coisas, o que não é da esfera da Política e sim da Religião.
Claro, tudo se desdobra do nosso condicionamento cultural messiânico e a relação de ideias de que a soma de virtudes individuais gera uma sociedade abundante e justa. E daí cristaliza-se o maior de todos os problemas que é o de transferir a concretização da Justiça à Autoridade exclusiva de um juiz.
Política é uma dimensão diferente e exige que assumamos a responsabilidade por nossas decisões.
Portanto, a nossa responsabilidade é pessoal e intransferível para desenvolvermos uma sociedade impessoal e acessível.
É importante dizer que antes de escolhermos precisamos assegurar a liberdade de escolha e nunca é demais repetir que esta liberdade é constantemente ameaçada por espíritos totalitários, proto-patriarcais e monopolistas.
Não há independência política sem antes haver independência econômica.
E aqui é que a sereia canta com mais langor, talento e lascívia.
Independência econômica e liberdade resulta em muito dinheiro para gastar? Muitoa acreditam que é esta a equação vitoriosa de uma eleição e polui visualmente com todo lixo e parafernália.
É contrariando este senso comum que eu quero colaborar.
Independência significa não depender e portanto não precisar do dinheiro é uma maneira eficaz de independência.
E cá entre nós, a real independência!
Porque quem é financiado deve retribuir em favores o dinheiro investido na campanha e o exoesqueleto espera um retorno bastante satisfatório.
Quem paga? O candidato? De maneira nenhuma! Quem paga é a população!
De que jeito? De mil maneiras!
Como nos defender desta engrenagem? Destas tramas bem arquitetadas?
Uma boa sugestão, para não oferecermos uma resposta definitiva, é curtir o barato!
Curtindo o barato poderemos evitar a malfadada troca de favores porque não haverá justificativa para tanto.
Sempre considerei um absurdo investir R$ 700 mil reias numa campanha eleitoral em Jacareí ou mesmo a metade deste valor. Em uma cidade com 150 mil eleitores se ninguém se interessar pelos 3 candidatos do rodeio é porque está na hora de os partidos oferecerem 3 candidatos que prestem.
Uma campanha barata não precisa ser uma campanha pobre e o lixo pode virar luxo se formos inspirados e comprometidos para tanto e como dizem os especialistas em marketing eleitoral, no fim o que vale é a propaganda boca a boca e esta depende unicamente do mérito dos nomes disponíveis.
Leminski vaticinou que distraídos venceremos e ouso acrescentar que a mudança pode acontecer enquanto estivermos curtindo o barato.
Hy Ho!
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