quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Alianças e pilhagem

"...nunca se vence uma guerra lutando sozinho..."

Difícil saber por quem o sinos dobram, não é mesmo?

Período pré-eleitoral, um zum zum zum danado sobre quem coliga com quem ou se terá candidatura própria ao majoritário.

Bom, o que todo mundo já sabe é que isso é uma conversa entre 1/2 dúzia de pessoas (e não no sentido figurado...é entre 6 cabeças "vazias"mesmo!).

Agora, o que ninguém sabe é se a aliança é em torno dos partidos ou dos nomes, ou melhor dizendo: o candidato a prefeito tem autonomia para escolher seus secretários?

Ele coliga com o partido "x" porque alguém de talento é daquele partido ou ele nomeia o secretário que o partido "x" determinou por critérios inconfessáveis?

Então é uma colcha de retalhos? Uma aliança gigante, ampla e irrestrita nos permite pensar que sim! Depois resta saber se é porteira fechada ou não!

Porteira fechada: é quando o secretáio nomeado compõe seu 2° e 3° escalão sem precisar pedir as bençãos ao prefeito.

Exatamente! São estes os dados jogados sobre o manto do crucificado!

Compor uma administração é reunir talentos e não há nada de errado nisto, porque raramente um partido possui membros versados e de excelência em todos os assuntos. O que incomoda e não cheira bem é quando vemos reunidos um panteão de ineptos.

Gente que entra no processo eleitoral apenas para servir de rolha só posso considerar como pilhagem!

Rolha: expediente de colocar qualquer lacaio no cargo para não dar lugar para outra de notória competência e que pode se projetar politicamente no futuro.

Não é novidade que a corte se deleita com os despojos de guerra porque quem trata a eleição como guerra é motivado, antes de tudo, pela pilhagem.

Quando você conversa com as cabeças vazias responsáveis pelas articulações eleitorais elas fixam na campanha e se depois de vitoriosa a campanha a gente pensa na administração da cidade.

Nisto podemos inferir que a motivação está condicionada à pilhagem dada a grande falta de responsabilidade.

Qual o projeto para Jacareí? Você pergunta e resposta não passa de um constrangido balbuciar buscando desviar o rumo da prosa.

O foco é a campanha eleitoral e o critério é o de se aliar com tal legenda porque ela dispõe de mais tempo de rádio e tv (...e puxando o fio da memória) poderemos contemplar a manobra oportunista de um bloco que migra maciçamente de legenda para ter este trunfo em mãos.

É comum ouvirmos: " o povo vota em pessoas e não em partidos" também...não há partidos consolidados dado o quanto volúvel são as ilustres personalidades que os ocupam.

O que vale dizer para fechamos o tópico sem esgotar tão profícuo tema?

A pilhagem versa proporcionalmente com:

a) as pastas com mais orçamentos com o maior tempo de rádio e tv ou;

b) pastas estratégicas com a quantidade de voto legenda (há eleitores de boa-fé que ainda priorizam, de modo impessoal, as legendas);

c) pastas ao capricho de padrinhos deputados;

d) pastas para promover futuros candidatos, ainda que frustrados (vide Zé Rubens na Secretaria do Assistência Social) ...uma pasta tão inócua e pacífica que em qualquer cidade é preenchida pela 1° dama.



Hy Ho!

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