sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Almanaque Eleições Municipais 2008 Jacareí - SP

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Dizem que o brasileiro tem memória curta e por isso fizemos o Almanaque Burro.

Delicie-se

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Bons ovos, bom omelete

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Curtindo o Barato

Muitos se perguntam como melhorar as coisas na Política e esperam respostas absolutas.

Receitas e fórmulas não existem e isto é um velho chavão.

O que nos engessa é o apego a certezas e buscar um fim ou uma origem fixa para as coisas, o que não é da esfera da Política e sim da Religião.

Claro, tudo se desdobra do nosso condicionamento cultural messiânico e a relação de ideias de que a soma de virtudes individuais gera uma sociedade abundante e justa. E daí cristaliza-se o maior de todos os problemas que é o de transferir a concretização da Justiça à Autoridade exclusiva de um juiz.

Política é uma dimensão diferente e exige que assumamos a responsabilidade por nossas decisões.

Portanto, a nossa responsabilidade é pessoal e intransferível para desenvolvermos uma sociedade impessoal e acessível.

É importante dizer que antes de escolhermos precisamos assegurar a liberdade de escolha e nunca é demais repetir que esta liberdade é constantemente ameaçada por espíritos totalitários, proto-patriarcais e monopolistas.

Não há independência política sem antes haver independência econômica.

E aqui é que a sereia canta com mais langor, talento e lascívia.

Independência econômica e liberdade resulta em muito dinheiro para gastar? Muitoa acreditam que é esta a equação vitoriosa de uma eleição e polui visualmente com todo lixo e parafernália.

É contrariando este senso comum que eu quero colaborar.

Independência significa não depender e portanto não precisar do dinheiro é uma maneira eficaz de independência.

E cá entre nós, a real independência!

Porque quem é financiado deve retribuir em favores o dinheiro investido na campanha e o exoesqueleto espera um retorno bastante satisfatório.

Quem paga? O candidato? De maneira nenhuma! Quem paga é a população!

De que jeito? De mil maneiras!

Como nos defender desta engrenagem? Destas tramas bem arquitetadas?

Uma boa sugestão, para não oferecermos uma resposta definitiva, é curtir o barato!

Curtindo o barato poderemos evitar a malfadada troca de favores porque não haverá justificativa para tanto.

Sempre considerei um absurdo investir R$ 700 mil reias numa campanha eleitoral em Jacareí ou mesmo a metade deste valor. Em uma cidade com 150 mil eleitores se ninguém se interessar pelos 3 candidatos do rodeio é porque está na hora de os partidos oferecerem 3 candidatos que prestem.

Uma campanha barata não precisa ser uma campanha pobre e o lixo pode virar luxo se formos inspirados e comprometidos para tanto e como dizem os especialistas em marketing eleitoral, no fim o que vale é a propaganda boca a boca e esta depende unicamente do mérito dos nomes disponíveis.

Leminski vaticinou que distraídos venceremos e ouso acrescentar que a mudança pode acontecer enquanto estivermos curtindo o barato.



Hy Ho!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Saúde e Dor de Cabeça

Em uma sociedade que preza pelo bem-estar e qualidade de vida das pessoas precisa priorizar as questões de saúde.

A Organização Mundial de Saúde afirma há muito tempo que saúde não é apenas a ausência de doença é praticamente a plenitude da vida.

Gestores públicos limitados entendem a saúde como médicos disponíveis para atender pessoas carentes e o maior equívoco de todo o sistema é justamente acreditar que os serviços públicos são para pessoas carentes.

Tal percepção abre ainda mais o fosso entre pessoas prósperas e não prósperas. O público é para o povo e num Estado Democrático de direito povo não é sinônimo de plebe.

É claro que existe uma agonizante nobreza e uma pretensa aristocracia e o serviço público não deve ser administrado como associações beneficentes e caridosas.

Eu estou falando de dignidade e partir daqui damos um salto para questões perversas da política porque dignidade, um dos aspectos essenciais para a plenitude da vida, é um tema político e não de saúde, porém capaz de adoecer quem esteja privado dela.

O ser humano passa a vida toda com a maior de todas as distrações: a sua autopreservação, o que pode ser traduzindo maliciosamente como a preocupação com o próprio umbigo.

Mas vamos focar na autopreservação, que é um direito natural legítimo.

A vida em última análise, do ponto de vista biológico é a coisa mais simples e mais fantástica devido a sua própria simplicidade. A vida não passa de alguns mecanismos que possibilitam realizar alguns objetivos:

a) se alimentar;

b) se reproduzir.

O nosso aparelho digestivo é para processar os alimentos, o excretor para descartar o desnecessário e o motor para providenciar alimentos.

E os órgãos sexuais para reproduzir.

Sim, somos tratados como bichos...Alguma dúvida? E olha que hoje em dia até os bichos tem a sua dignidade garantida. Corrigindo...somos tratados pior que bichos, então.

No caso da nossa espécie humana desenvolvemos um aparelho neurológico que permitiu realizar estas tarefas de modo mais complexo e sofisticado.

Um grande aglomerado de pessoas gera resíduos e necessita de equipamentos equivalentes ao nosso aparelho excretor para descartamos o que ao nosso redor cultiva um excesso de bactérias e microorganismos nocivos.

Um grande aglomerado de pessoas solicita uma quantidade maior de alimentos e precisa delimitar campos de produção e beneficiamento, o equivalente ao nosso aparelho digestivo.

Um grande aglomerado de pessoas pode necessitar de mais do que é capaz de produzir e para isso efetua trocas. O transporte é o equivalente ao nosso aparelho motor.

Então, quando um grande aglomerado de pessoas é capaz de se organizar e cooperar para realizar o que precisa se torna uma sociedade e se fixada em determinado local uma cidade.

E se para tudo houver infra-estrutura alcança a qualidade de urbis.


passo da saúde é o saneamento básico, mas é uma questão de urbanismo e não de ginecologistas ou endócrinos.

passo é a alimentação, mas é uma questão de desenvolvimento econômico com geração de empregos e não de pediatras ou nutricionistas.

3° passo é a redução da violência, mas é uma questão de educação e não de cirurgiões ou psiquiatras.


Para que serve a Pasta da Saúde? Com gestores irresponsáveis apenas para oferecer capital inicial para os doutores, orgulho da fina flor da sociedade local, montarem seus consultórios particulares.

A Saúde há muito é uma indústria sem a solidariedade e altruísmo que a dignificou no passado.

Com um povo adoecido não há quem disponha de tempo para se preocupar com a política e providenciar dignidade para si e aos demais porque está ocupado cuidando de suas feridas e mazelas.

Tema de forte apelo eleitoral, nas mão do mau gestor, jamais terá solução porque seduz os necessitados, esvazia outros temas e apadrinha a elite.

Muito bom para o gestor público perverso que não quer dor de cabeça!



Hy Ho!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Alianças e pilhagem

"...nunca se vence uma guerra lutando sozinho..."

Difícil saber por quem o sinos dobram, não é mesmo?

Período pré-eleitoral, um zum zum zum danado sobre quem coliga com quem ou se terá candidatura própria ao majoritário.

Bom, o que todo mundo já sabe é que isso é uma conversa entre 1/2 dúzia de pessoas (e não no sentido figurado...é entre 6 cabeças "vazias"mesmo!).

Agora, o que ninguém sabe é se a aliança é em torno dos partidos ou dos nomes, ou melhor dizendo: o candidato a prefeito tem autonomia para escolher seus secretários?

Ele coliga com o partido "x" porque alguém de talento é daquele partido ou ele nomeia o secretário que o partido "x" determinou por critérios inconfessáveis?

Então é uma colcha de retalhos? Uma aliança gigante, ampla e irrestrita nos permite pensar que sim! Depois resta saber se é porteira fechada ou não!

Porteira fechada: é quando o secretáio nomeado compõe seu 2° e 3° escalão sem precisar pedir as bençãos ao prefeito.

Exatamente! São estes os dados jogados sobre o manto do crucificado!

Compor uma administração é reunir talentos e não há nada de errado nisto, porque raramente um partido possui membros versados e de excelência em todos os assuntos. O que incomoda e não cheira bem é quando vemos reunidos um panteão de ineptos.

Gente que entra no processo eleitoral apenas para servir de rolha só posso considerar como pilhagem!

Rolha: expediente de colocar qualquer lacaio no cargo para não dar lugar para outra de notória competência e que pode se projetar politicamente no futuro.

Não é novidade que a corte se deleita com os despojos de guerra porque quem trata a eleição como guerra é motivado, antes de tudo, pela pilhagem.

Quando você conversa com as cabeças vazias responsáveis pelas articulações eleitorais elas fixam na campanha e se depois de vitoriosa a campanha a gente pensa na administração da cidade.

Nisto podemos inferir que a motivação está condicionada à pilhagem dada a grande falta de responsabilidade.

Qual o projeto para Jacareí? Você pergunta e resposta não passa de um constrangido balbuciar buscando desviar o rumo da prosa.

O foco é a campanha eleitoral e o critério é o de se aliar com tal legenda porque ela dispõe de mais tempo de rádio e tv (...e puxando o fio da memória) poderemos contemplar a manobra oportunista de um bloco que migra maciçamente de legenda para ter este trunfo em mãos.

É comum ouvirmos: " o povo vota em pessoas e não em partidos" também...não há partidos consolidados dado o quanto volúvel são as ilustres personalidades que os ocupam.

O que vale dizer para fechamos o tópico sem esgotar tão profícuo tema?

A pilhagem versa proporcionalmente com:

a) as pastas com mais orçamentos com o maior tempo de rádio e tv ou;

b) pastas estratégicas com a quantidade de voto legenda (há eleitores de boa-fé que ainda priorizam, de modo impessoal, as legendas);

c) pastas ao capricho de padrinhos deputados;

d) pastas para promover futuros candidatos, ainda que frustrados (vide Zé Rubens na Secretaria do Assistência Social) ...uma pasta tão inócua e pacífica que em qualquer cidade é preenchida pela 1° dama.



Hy Ho!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A Prefeitura e o Exoesqueleto

Não é a eleição para Prefeito a mais importante para a cidade.

Logo mais concluiremos que a mais importante é a composição do Poder Legislativo.

Não por acaso as duas eleições acontecem ao mesmo tempo e alguns se aproveitam das nossas sequelas de súditos de uma monárquia recente. Sofremos do condicionamento de esperar soluções de superpoderes e da generosidade de um rei.

Eleger o chefe do Executivo mobiliza apenas o minimo minimorum da sociedade porque há apenas 500 cargos comissionados disponíveis. O equivalente ao rei, sua corte e comensais.

Lembrando do Rodeio, então temos a equipe do Peão que quer prolongar o tempo no spa e a turma do Touro louca pra entrar e... é aquela velha história de que alguém precisa sair para dar lugar a outro.

A turma do Salva-Vidas é a reserva técnica, serve para ameaçar e disciplinar a turma do Peão com o expediente de substituir os ingratos com o argumento de cooptar "adversários". A 3° via é dócil e não hostilizou o Peão durante a campanha eleitoral e seus membros aceitarão de bom grado compor o baixo clero (vide o PMDB em Jacareí em 2008, que dobrou com o PSDB no pleito como vice-prefeito e depois se deliciou com as migalhas de cargos inexpressivos ofertados pelo PT).

Mas uma pessoa mais atenta pode dizer: isto é fisiologismo! Sim é sim e estes órgãos internos possuem um exoesqueleto, aquele do lado de fora do corpo.

Antigamente a política era assunto de família, mas a proibição ao nepotismo estragou o brinquedo.

É muito importante percebemos que o nosso problema nunca foi jurídico e sim moral e que diante de adversidades a vaidade do "amoral" em desdenhar ou mostrar a frestas das restrições é aguçada.

Estes que lutam por cargos na Prefeitura são apenas a parte gosmenta, as vísceras da barata porque a parte crocante e pretensiosa é composta por grupos de fibra.

Prestemos atenção:

Atualmente o Prefeito possui um rendimento de R$ 12 mil reais. Isto é muito ou é pouco?

Para alguém sem qualificação é muitíssimo e para alguém com imensas responsabilidades obviamente é pouco. Para não cairmos em falácias relativistas convido que vejamos os custos e benefícios.

Por R$ 12 mil como rendimentos mensais...

1- Você prefere coordenar 4 MIL funcionários ou no máximo 100 funcionários?

2- Você prefere se relacionar com 500 comissionados urdidos em alianças oportunistas e frágeis ou se relacionar com 20 fornecedores conscientes de que o sucesso de sua empresa é garantia do sucesso deles?

3- Você prefere atender 220 MIL habitantes com demanda reprimida e diversificada e com o caixa alienado ou atender entre 2 MIL e 20 MIL clientes com poucos produtos específicos e com um fluxo de caixa desburocratizado?

4- Você prefere ficar comprometido a não sair da cidade por 4 anos ou poder transitar por várias cidades aproveitando todas as oportunidades e propostas mais interessantes?

5- Lembra do nepotismo? Não há restrição quanto a você amparar sua família dentro de sua empresa.


Como se pode ver, por isso você não quer ser Prefeito de uma cidade como Jacareí porque ser proprietário de uma empresa que lhe renda um pró-labore de R$ 10 MIL é mais atraente;

ser gerente de uma pequena empresa que lhe dá vencimentos de R$ 5 MIL continua ser mais atraente ou;

até mesmo ser um assalariado que ganhe entre R$ 1MIL e R$ 3 MIL é mais vantajoso desde que não lhe dê nenhuma dor de cabeça.

Simples assim! E já que ninguém quer ser prefeito, no mínimo, devemos aplaudir quem queira.

Qualquer um pode ser prefeito? Pode... e quase sempre se interessam as pessoas com menos qualificação.

Mas isso é um grande risco! É, que é ninguém duvida....mas apenas para quem não ajudou elegê-lo!

Se você tiver influência o bastante para protegê-lo durante as ECDISES você estará no rol do exoesqueleto.

Quando prefeito o seu agradecido protegido privilegiará a contratação dos serviços daquela sua pequena empresa que lhe dá pouca dor de cabeça.

Mas é preciso ser articulado para ser merecedor do status de artrópode... é bem articulado (e de preferência sutil).

Um partido muitas vezes lança candidatos a prefeito para servirem de rolhas e não desmanchar o antigo concerto de baratas e da nuvem de gafanhotos.

Se o POVO quiser eliminar estes indesejáveis insetos precisa aprender identificar o momento das ECDISES.

O POVO já intuiu isso e agora basta compreender que a composição da Câmara Municipal é o mecanismo para pulverizar o imenso monolito, por isso a preocupação e ansiedade do exoesqueleto em acabar com o Senado Federal e também instituir a Lista Fechada nas eleições para o Legislativo.


Hy Ho!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

DOIS MIL E DOSE

1° de janeiro de 2012, minha mãe, aos 75 anos de idade, se foi como um passarinho que viu a porta da gaiola semiaberta num suspiro fundo aos braços da minha irmã Faustina, única mulher viva da prole de 8 rebentos.

Mais que musa foi uma poetisa, que escolheu o dia mundial da Paz para nos deixar, deixando um recado para todos.

Filha de imigrantes italianos da lavoura de café da região de Mogi Guaçu, foi adotada por um soldado da Revolução Constitucionalista casado com uma doceira - Onofre e Pequetita.

Viajou desde pequena com os novos pais para São Paulo, Caçapava e por fim Jacareí, onde passou a adolescência trabalhando na Fábrica de Tapetes Santa Helena.

Aqui conheceu meu pai, que esteve em Fernando de Noronha, lugar em que prestou o serviço militar durante os anos da Segunda Guerra Mundial.

Depois de tentar a sorte em Recife e no Rio de Janeiro como garçom e seus devaneios boêmios voltou ao seu rincão natal.

Ele era um sapateador e ela uma moça decepcionada com o 1° casamento e um bebê nos braços.

Os dois juntos fixaram residências na Santa Cruz dos Lázaros, Jardim Didinha e definitivamente no Jardim Jacinto.

Lá, os meninos brincaram de jangada de bananeiras durante as enchentes do bairro e lhe adicionaram as rugas de preocupações com as suas travessuras.

Complementou a renda doméstica costurando e fazendo tricô!

Eu ficava aos seus pés e fascinado com o pedal e a roda da máquina de costura.

Em fevereiro de 1981 meu pai faleceu com câncer na região do abdômen. Foi-se o tenente reformado, que lhe fez um sinal de joinha sobre a maca no corredor do hospital quando eu, caçula temporão, tinha 6 anos de idade.

Ela pôde ver crescerem 9 netos, uma bisneta e o filho retardatário!

Não foi embora sem antes ver os fogos do Reveillon deste ano!

Sem antes rir desbragadamente com os pequerruchos do nosso vizinho Jairinho, um de seus vários filhos de coração do início do bairro.

Escolheu o dia mais belo do ano e os anjos a levaram como uma criança no parque, encantada e nos acenando montada no carrossel.

Agradeço a Deus, nosso Criador, por ter me confiado aos cuidados desta LUZ DIVINA!